Alto Jequitibá - Minas Gerais - Informações sobre a cidade

Município de Alto Jequitibá
"Jequitibá"
"Jekete"
"Jekete City"
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 21 de outubro
Fundação 12 de dezembro de 1953
Gentílico alto-jequitibaense
Lema
Prefeito(a) Daniel Guimarães Sathler (PMDB)
(2009 – 2012)
Localização

20° 25' 26" S 41° 57' 57" O20° 25' 26" S 41° 57' 57" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008
Microrregião Manhuaçu IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes Manhumirim, Caparaó, Alto Caparaó, Luisburgo, Iúna
Distância até a capital 322 km
Características geográficas
Área 152,737 km²
População 8.122 hab. est. IBGE/2009
Densidade 53,2 hab./km²
Altitude 645 m
Clima Tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,735 médio PNUD/2000
PIB R$ 46.667,00 IBGE/2007
PIB per capita R$ 5.851,00 IBGE/2007

Alto Jequitibá é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, situado na Zona da Mata Mineira.

Índice

Informações Gerais

Aos pés de um gigantesco jequitibá surgiu um dos mais encantadores municípios da Serra do Caparaó. A cidade tem a simplicidade e o ritmo de vida do interior, mas é uma verdadeira potência turística, repleta de atrativos espetaculares.

O município preserva um imenso patrimônio histórico, onde destacam-se os pontilhões, estações e túneis da extinta ferrovia, as igrejas(Presbiteriana e Católica) e o prédio do antigo internato do Colégio Evangélico. No interior, há várias fazendas antigas(Fazenda Azul(Sathler), Sanglard, Werner, Eller, Silva, Gripp, Modelo e Fazenda dos Padres), onde ainda se preserva o hábito de produzir a deliciosa cachaça mineira de forma artesanal. A magnitude da Serra do Caparaó pode ser admirada no mirante da Vargem Grande, localidade que abriga uma maravilhosa reserva ecológica. A natureza de Alto Jequitibá tem ainda outras reservas de Mata Atlântica e a deslumbrante Cachoeira das Andorinhas com suas piscinas naturais. As montanhas, vales e florestas do município convidam para a aventura(trekking, rapel, trilhas motociclísticas, off-road e muito mais). A rampa de Vôo Livre dos Tavares está se tornando uma das mais populares da região. O Aeromodelismo vem se tornando chave na cidade sendo o campo de aviação o local ideal para a prática deste hobby, com lindos aeromodelos e vôos bonitos.

História

O nome da cidade originou da existência de um Jequitibá, que é uma árvore gigantesca encontrada em abundância na Zona da Mata mineira no século XIX, o que marca o surgimento da cidade. Essa grandiosa árvore servia de orientação e pouso para os tropeiros que ali se encontravam para comercializarem gêneros na região. Devido a grande fertilidade de seu solo, atraiu a vinda de colonos, basicamente alemães e suíços, oriundos de Nova Friburgo(RJ), sendo a família Sanglard a pioneira, chegando ali em 1862, os quais foram, também, pioneiros na implantação da cultura cafeeira. Destacam-se, também, as famílias Eller, Sathler, Werner, Gripp, Heringer, Catheringer, Boechat, Stutz, Schwuab, entre outras. Ainda existe na cidade fazendas centenárias. O povoado foi elevado a distrito em 1923, com o nome de Presidente Soares, em homenagem ao então Presidente do Estado de Minas Gerais, o advogado, escritor, jurista, político e professor Dr. Raul Soares de Moura, empossado em 7 de setembro de 1922 e falecido antes do término de seu mandato, em 4 de agosto de 1924, devido a problemas cardíacos. Obteve sua emancipação em 1953. Após um plebiscito realizado em 21 de outubro de 1991, a cidade voltou a ter seu nome de origem, Alto Jequitibá. Possui um imensurável acervo histórico, onde pode-se destacar pontilhões, estações e túneis construídos pela já extinta Estrada de Ferro Leopoldina Railway.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Presidente Soares, pela Lei Estadual nº 843 de 7 de setembro de 1923, com terras desmembradas do distrito de Pirapetinga, subordinado ao município de Manhumirim Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Presidente Soares figura no município de Manhumirim. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1 de julho de 1950. Elevado à categoria de município com a denominação de Presidente Soares, pela Lei Estadual nº 1039 de 12 de dezembro de 1953, desmembrado de Manhumirim. Sede no antigo distrito de Presidente Soares. Constituído do distrito sede. Instalado em 1 de janeiro de 1954. Em divisão territorial datada de 1 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988. Pela Lei Estadual nº 10504 de 21 de outubro de 1991, o município de Presidente Soares passou a denominar-se Alto Jequitibá. Pela Lei Municipal nº 503 de 24 de dezembro de 1993, é criado o distrito de Padre Júlio Maria e anexado ao município de Alto Jequitibá. Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 2 distritos: Alto Jequitibá e Padre Júlio Maria. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica municipal

Presidente Soares para Alto Jequitibá, alterado pela Lei Estadual nº 10504 de 21 de outubro de 1991.

Mapa da 7ª Divisão da Estrada de Ferro Leopoldina à qual pertencia Alto Jequitibá

Estrada de ferro "THE LEOPOLDINA RAILWAY COMPANY LIMITED"

A Estrada de Ferro Leopoldina foi a primeira estrada de ferro construída em Minas Gerais. Surgiu da iniciativa de fazendeiros e comerciantes da Zona da Mata Mineira.para transportar a produção das fazendas que era transportada em lombo de burros, através de imensas tropas de muares que desde as regiões mais remotas, chegavam até os centros consumidores mais distantes atingindo os portos do litoral.

Em 1871 foi autorizada a construção de uma estrada de ferro que partindo de Porto Novo do Cunha (hoje Além Paraíba) tivesse como destino final a cidade Leopoldina. A Companhia que então se organizou adotou o nome de "COMPANHIA ESTRADA DE FERRO LEOPOLDINA".

Em 08 de outubro de 1874 foram inauguradas as primeiras estações, com a presença do Imperador D. Pedro II (1840-1889). Nos anos seguintes, a companhia enfrentou diversas crises financeiras, passando em 1898, para o controle de acionistas britânicos, criando assim a "THE LEOPOLDINA RAILWAY COMPANY LIMITED". A ferrovia passou então por um processo de reestruturação e modernização, expandindo suas linhas. Com o declínio da produção cafeeira, a companhia volta a enfrentar dificuldades financeiras, principalmente devido à Segunda Guerra Mundial, passando assim, em 1950, a ficar sob o controle do Governo Federal, denominando então Estrada de Ferro Leopoldina, sendo incluída mais tarde na Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima(RFFSA).

Atualmente, as antigas linhas da EFL pertencem à privatizada Ferrovia Centro Atlântica (FCA), mas apenas uma pequena fração das linhas originais ainda opera.

1920- Trem Maria Fumaça passando sobre o pontilhão no bairro Luanda em Alto Jequitibá (MG)

Histórico da Estrada de Ferro Leopoldina em Alto Jequitibá

A linha que ligava a estação de Recreio à então Santa Luzia (hoje Carangola) teve a sua concessão e construção a cargo da Companhia Alto Muriaé, estabelecida em 1880. Em 2 de maio de 1883, a empresa foi incorporada pela Companhia Estrada de Ferro Leopoldina. Uma alteração de traçado da linha original para Muriaé levou a "Leopoldina" a passar por uma pequena extensão dentro de território fluminense, onde estava Santo Antônio (hoje Porciúncula), retornando para Minas, seguindo para Santa Luzia (hoje Carangola), onde chegou em 1887. De 1911 a 1915, a "Leopoldina" prosseguiu a linha até Manhuaçu, seu ponto final, passando então por Alto Jequitibá e Manhumirim. O trem de passageiros que partia da estação de Recreio todos os dias às 6 da manhã chegava em Alto Jequitibá às 18:17.

Em 23 de julho de 1975, a RFFSA fechou o trecho da linha de Manhuaçu entre Manhuaçu e Carangola, fechando definitivamente a estação.

Estação ferroviária desativada em Alto Jequitibá (MG)

Igreja Presbiteriana

Para se compreender a história da Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá, precisamos nos remontar à chegada dos colonizadores europeus em Nova Friburgo (RJ).

O Brasil, um país recém descoberto, possuía extensas áreas verdes a serem povoadas. D. João VI de Portugal manda vir 1400 suíços, católicos, para povoar o sertão da província do Rio de Janeiro no princípio de 1820 e foram levados para a serra, região do Morro do Queimado, de clima europeu a que estes estavam acostumados. Abriram matas, construíram casas, plantaram e se estabeleceram, porém não tinham o sucesso desejado. Como a Europa vivia sob conflitos, pestes, pobreza, o Rei manda vir mais colonos, em 24 de junho de 1823, mas desta vez alemães, e chegam ao Brasil em 13 de janeiro de 1824. Os navios chegavam após viagens turbulentas, muitos problemas, e os imigrantes eram distribuídos na região de Nova Friburgo e cada pai de família ou homem independente recebia 200 jugadas rhenanas de terra ou 400 braças quadradas, como propriedade, que seriam hereditárias a seus descendentes e eram fornecidos sementeiras e mudas dos produtos brasileiros como arroz, algodão, milho, anil, fumo, cana de açúcar, inhame, bananas, plantas oleaginosas, etc. Eles tinham o direito de pescar e caçar, tinham outros direitos e obrigações para com a comunidade e o governo. Lá eles plantavam, produziam leite, queijo, ovos, manteiga, mel, etc. Foi introduzido o café Java que se adaptava melhor ao clima. Com os alemães, veio o Pastor Friedrich Osvald Sauerbronn, de fé Luterana que pastoreava, oficializava batismos, enterros e ajudava a comunidade no que fosse preciso, ele foi o primeiro pastor protestante no Brasil.

A família Eller, muito trabalhadora, prosperou em Nova Friburgo adquirindo vacas, cavalos e galinhas para criação em pequena escala. Comerciavam com batatinha e trigo. Não tardou em adquirir terras mais produtivas, capazes de produzir café em locais próximos, mas de menor altitude, longe de geadas.

Guilherme Eller, numa de suas viagens a Ponte Nova, adquiriu terras no Alto Jequitibá, e assim no ano de 1868, com sessenta anos de idade veio conferir a fertilidade da terra e testar a produtividade do café, e se estabelece com seu filho Pedro e familiares, imigrantes alemães e luteranos. Foi a segunda família a se estabelecer, sendo precedidos em 1862 pela família Sanglard, dos irmãos Eugênio e Leon Antônio Sanglard, de origem suíça e católica, que se estabeleceram no córrego da Jacutinga, e com eles vieram quatro escravos.

Café em côco secando no terreiro em fazenda de Alto Jequitibá (MG)

Com espírito desbravador, Guilherme Eller abriu picadas na mata virgem, derrubou árvores frondosas e plantou a nova variedade de café - o Java - que Jorge Gripp conseguira preservar no distrito de Sana (Macaé), e o resultado foi fantástico. O café demonstrou grande produtividade, também milho, feijão, arroz e tudo mais que foi sendo plantado foi produzindo abundantemente.

Ao morrer em 1872, Guilherme Eller deixa viúva sua esposa Carlota Eller e dez filhos: 1) Henrique Eller, 2) Pedro Eller, 3) Felipe Eller, 4) Catarina Eller, esposa de Carlos Gripp, 5) Carlota Eller, esposa de Benedito Verly, 6) Magdalena Eller, esposa de Pedro Antonio de Faria, 7) Margarida Eller esposa de João Verly, 8) Carolina Eller, esposa de José Maria de Bonson, 9) Maria Eller, esposa de João Emerich e 10) Carlos Eller. Seus herdeiros receberam a Fazenda Angélica em São José do Ribeirão (RJ), propriedades em Duas Barras (RJ), terras na freguesia de Santa Margarida (MG) e uma grande área de terra em Alto Jequitibá que pertencia a São Lourenço do Manhuaçu, termos de Ponte Nova. Seus herdeiros não somente deram continuidade à colonização da terra como propagaram a fama de sua riqueza, estimulando a vinda de muitos outros como os Heringer, Dias, Sathler, César, Loubach, Breder, Schwuab, Spamer, Storck, Caterink, Klein, Cardoso, Pinheiro, Carvalho, Martins, Gomes, Emerich entre outros.

Cada um que chegou foi cuidar de abrir sua clareira na mata, tirar madeira para construir sua casa, fazer sua plantação de sobrevivência: arroz, feijão, milho, hortaliças, mandioca, batata, inhame e taioba. Depois foi cuidar de plantar café. A solidariedade era comum entre eles. O carpinteiro estava pronto a ajudar no levantamento de uma casa. Em compensação recebia a ajuda na sua derrubada de frondosas árvores e suas remoções para os estaleiros onde seriam serradas. O trabalho não era individualista. Para derrubar os grandes cedros, as perobas milenares ou os frondosos jequitibás, eram necessárias três a quatro pessoas com seus machados bem afiados, ou com as serras bem travadas e amoladas. Famílias menores se entendiam com outras, reunindo os homens para um trabalho que demandava grandes esforços em pouco tempo. As mulheres e as crianças cooperavam muito com o chefe da casa ajudando a plantar o feijão, milho, colher palmito, frutas do mato, recolher o mel que era abundante nos tocos ou nas árvores ocas e cuidavam da horta, da criação, além da casa e das refeições.

Assim o povoado de Alto Jequitibá foi aumentando de população. Inicialmente só havia casas no meio rural. Os ranchos foram dando lugares a casas maiores, mais confortáveis. Moinhos, monjolos, engenhos de moer cana, tachas para confecção de rapadura ou açúcar-mascavo foram sendo instalados dando mais conforto e maior rendimento para os agricultores mais abonados.

A urbanização do povo só ocorreu após a cessão de terra por parte de Dona Catarina Eller para esse fim. O povoado estava em ritmo de crescimento, e não havia ali nenhuma congregação protestante. Henrique Eller, um dos filhos de Guilherme Eller, procura com sua família manter a fé de seus patrícios, e juntamente com o Sr. Christiano César, então casado com dona Carlota Emerich César, procuraram trazer um pastor para a região para evitar que todos se dispersassem, pois até então só havia a igreja católica de Manhumirim. Foi assim que saíram em viagem atrás de um pastor que pudesse pastorear aquelas ovelhas. Não conseguiram um pastor Luterano, vindo ficar alguns meses o pastor batista Salomão Luiz Ginsburg, homem culto, músico, autor e tradutor de vários hinos cristãos. Houve grande interesse do povo em assistir seus cultos devido aos seus cânticos e pregações, porém sendo este povo de origem Luterana, não estava acostumado à sua forma de batismo, razão pela qual, quando ele se foi, não renovaram o convite.

Em janeiro de 1897, Francisco Eller foi à Nova Friburgo onde conheceu o missionário e médico Dr. John Merry Kyle que prometeu vir a Alto Jequitibá. Tudo acertado, o missionário chegou a Alto Jequitibá em julho de 1897. Dr. John Merry Kyle, americano, presbiteriano, ficou em Alto Jequitibá até 1900. Ele prometeu procurar um pastor entre os novos formados no Seminário de Campinas.

É oportuno lembrar que o 1º Templo da igreja foi inaugurado no dia 15 de outubro de 1987, construído pelo Sr. Henrique Eller. Era simples, com paredes de pau-a-pique, esteios de madeira e coberto de taboinhas de cedro. O assoalho era de tábuas de jequitibá e sem forro. Os bancos não tinham encosto. Era denominada “Casa de Oração”.

Licenciado em 30 de junho de 1901, Mattathias Gomes dos Santos chegou a Alto Jequitibá no dia 4 de julho de 1901. Foi ordenado como pastor em 24 de janeiro de 1902. O jovem pastor conquistou a admiração e a confiança de todos. Antes de ser ordenado, o licenciado realizou um trabalho intenso e não se limitou a Alto Jequitibá. Acompanhado de alguns irmãos jovens como Felipe Eller e João Leandro de Faria, montava a cavalo e visitava a todos os irmãos, orando com eles e anunciando a Palavra. Compareceu à reunião do Presbitério do Rio de Janeiro para ser ordenado em 24 de janeiro de 1902. Mediante a apresentação do seu relatório os membros do Presbitério nomearam uma Comissão par organizar a Congregação de Alto Jequitibá, em Igreja. No final da reunião, o Rev. Mattathias vai à estação Barão de Mauá, onde toma o trem de volta à Carangola e de lá para Alto Jequitibá. Chegando relata a sua ordenação ao sagrado ministério e a liberação do Presbitério para organizar a Congregação em Igreja. Explicou as exigências para a organização como Igreja: Eleição de Presbíteros e Diáconos. Fez muitas visitas e convocou o povo para a Assembléia destinada à organização da Igreja. Foram recebidas várias pessoas para profissão de fé e batismo e batismos de crianças. A data marcada para a organização da Igreja foi 9 de março de 1902. Aquele domingo não foi um qualquer. Muitos vieram de longe. Foi um dia de festa espiritual, e de muita gratidão a Deus. O Rev. Álvaro Reis veio do Rio de Janeiro e fez tudo conforme as prescrições do Livro de Ordem. Após o Culto houve a eleição dos presbíteros Antonio Pedro de Carvalho e Cristiano Cesar. Diáconos eleitos: João Leandro de Faria, Manoel Jorge Eller e Aniceto Ferreira Gomes. Eis que nasce uma Igreja com 105 membros e 200 menores. O Rev. Mattathias permaneceu em Alto Jequitibá até junho de 1905. Enquanto aqui esteve percorreu as regiões de Jacutinga, Carangola, Santa Margarida, Manhumirim, Manhuaçu, Alegre (ES), Iúna (ES), Lajinha, Barra de Jequitibá, Caparaó, Espera Feliz, Fazenda Breder, Córrego da Onça, Córrego Braço do Rio, Muniz Freire (ES) (Córrego Rio Norte).

A partir de 14 de junho de 1905, assumiu o pastorado o Rev. Franklin do Nascimento que aqui permaneceu apenas um ano, porém foi de prosperidade e dedicação.

No dia 24 de outubro de 1906, assumiu o pastorado o Rev. Manuel Alves de Brito. Seu trabalho foi de intensas realizações e viagens pelo vasto campo, dando uma excelente assistência espiritual ao povo.

Rev. Aníbal dos Santos Nora e sua esposa D. Constância Lemos

No início de agosto de 1908, o Presbitério do Rio de Janeiro designou para pastor da Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá, o Rev. Aníbal dos Santos Nora que veio nos primeiros dias de setembro de 1908. O templo era um velho barracão que não comportava a comunidade. Nos primeiros quinze dias o Rev. Aníbal Nora visitou e providenciou medidas mais urgentes e fez uma visita completa a todo o campo em um total de 45 dias. Recebeu por profissão de fé e batismo mais de 100 pessoas, entre maiores e menores. No dia 18 de novembro de 1908 viajou para o Rio de Janeiro e no dia 21 de novembro de 1908, casou-se com Constância Lemos. Ele e a esposa chegaram a Alto Jequitibá no dia 03 de dezembro de 1908. O trabalho do Rev. Aníbal foi intenso. O seu patriotismo levou a Comunidade Evangélica a tomar conhecimento da maior data cívica do Brasil, 7 de setembro, que devia ser comemorado com alegria e gratidão a Deus. Organizou junto com as Sociedades Internas algumas mesinhas com doces e salgados para, em torno delas, se reunir e tomar conhecimento do significado desta data – a liberdade que incluía a liberdade religiosa. Assim a 1ª Festa de Setembro se deu no dia 7 de setembro de 1909. O 2º Templo era uma necessidade urgente. Foi construído para abrigar 700 ouvintes. Era um belo Templo inaugurado em 8 de outubro de 1911. Foi erigido onde se encontra hoje o Edifício de Educação Religiosa. As palmeiras imperiais que ali se encontram foram plantadas pelo Rev. Aníbal Nora e sua esposa D. Constância. Rev. Aníbal sempre gostou de música. Ele organizou a Banda de Música Evangélica em 1916. Considerando o grande número de crianças da Igreja em idade escolar e que havia apenas uma Escola Municipal bastante precária, o Rev. Aníbal Nora, juntamente com D. Constância resolveram em 1917 abrir uma Escola Primária. Esta escolinha foi o germe do Ginásio Evangélico, organizado em 5 de março de 1923 e reconhecido pelo Governo em 1926. O Rev. Aníbal ficou em Alto Jequitibá até dezembro de 1927. Foi seu pastor auxiliar: Rev. Mário Neves. Rev. Aníbal, atendendo um convite da Igreja de Florianópolis, Santa Catarina, para lá se transferiu, deixando muito trabalho realizado e saudades.

A Igreja se reuniu em sessão extraordinária, em 12 de dezembro de 1927, com a presença do Rev. Aníbal Nora, quando foi eleito o Pastor Júlio Camargo para pastorear a Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá. Rev. Júlio Camargo chegou a Alto Jequitibá no dia 2 de março de 1928. Ele realizou diversos atos pastorais na Sede e em todo campo da Igreja. Em 22 de fevereiro de 1929 o Pastor Júlio Camargo foi para o Rio de Janeiro, atendendo um convite par ser professor da Cadeira de Filosofia do Seminário Unido do Rio. Em conseqüência o Pastor Júlio se despediu em 13 de março de 1929.

Rev. Cícero Siqueira e sua esposa D. Cecília Rodrigues Siqueira

Em nova Assembléia Geral Extraordinária da Igreja, realizada no dia 27 de abril de 1929 para eleição de um novo pastor, foi eleito o Pastor Rev. Cícero Siqueira. No dia 9 de agosto de 1929 chegou o Rev. Cícero, sua valiosa esposa Professora Cecília Rodrigues Siqueira e seus oito filhos. Rev. Cícero foi pastor até 19 de fevereiro de 1963, quase 34 anos. Foram seus pastores auxiliares: Rev. Jorge Buarque Lyra, Rev. Adiron Justiniano Ribeiro Sobrinho, Rev. Antonio Souza Lima, Rev. Donato Demétrio Soares, Rev. José Ferreira de Melo Júnior, Rev. Azael Sathler, Rev. Ademar de Oliveira Godoy e Rev. Antonio Dias Maciel.

Eventos na gestão do Rev. Cícero Siqueira: 1930: Dia 19/09/1930: Organização da Confederação de SSAAFF do PLMN; 1937: Fundação do Coral da Congregação de Jacutinga e da Congregação de Tavares; 1ª Escola Bíblica de Férias; 1943: Reunião da União Cristã de Estudantes do Brasil; 1950: Reunião do Supremo Concílio em 20 de julho de 1950; 1952: Em 9 de março de 1952, comemoração do Cinquentenário da Igreja com uma programação especial. Estatística: 1234 membros maiores e 1251 menores. Em 22 de junho de 1952: Campanha de avivamento pelo avivalista Edwin Orr, irlandês, presbiteriano. Veio acompanhado da interprete Srta. Silvia Magalhães Lima. Vieram caravanas de vários lugares. Mais de 200 pessoas se entregaram a Cristo; 1953: em 22 de março de 1953 foi organizada a 2ª Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá, em Jacutinga; 1957: em 20 de julho de 1957, inauguração do 3º templo da Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá com a presença de 3.000 pessoas e um programa muito bem elaborado. Esteve presente o então Presidente do Supremo Concílio, Rev. José Borges dos Santos Júnior. Esta construção foi realizada em menos de três anos e custou na época, a quantia de Cr$ 3.200.000,00 (Três milhões e duzentos mil cruzeiros); 1959: Em janeiro a Igreja hospedou o Congresso da Mocidade Unida Presbiteriana e Presbitério Independente. Em 9 de abril de 1959, foi criado pelo Supremo Concílio o Seminário Presbiteriano do Centenário. A Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá foi escolhida para ser o berço deste Seminário. Em 1961 o Seminário foi transferido para Vitória, ES; 1960: Foi criada a 2ª SAF, antiga Sociedade de Moças, que recebeu o nome de SAF “Cecília Rodrigues Siqueira”; em 11 de abril de 1960, foi criada a Escola Dominical de Vargem Grande. Hoje: Congregação de Vargem Grande; 1962: Em 17 de setembro de 1962, foi criado o Ponto de Pregação de São Luiz, hoje: Congregação de São Luiz. Foi criada a Escola Normal anexa ao Colégio Evangélico, cujas atividades se iniciaram no ano letivo de 1963. Em 19 de fevereiro de 1963 Deus convocou o seu servo para Si. Faleceu com 68 anos e seis meses. Rev. Cícero Siqueira acumulava o cargo de Diretor do Colégio Evangélico desde que aqui chegou em 1930 o Colégio estava prestes a ser fechado na crise da “Grande Depressão”.

A Comissão Executiva do PLMN assumiu o pastorado da Igreja e designou o Rev. Orlando Sathler para exercer o pastorado em 9 de março de 1963. Rev. Orlando, pastor dinâmico, de pregação eloqüente, com o apoio do Conselho e da Igreja desenvolveu um abençoado ministério até dezembro de 1963.

A convite do Conselho, o Rev. Samuel Brust assumiu o pastorado da Igreja em 1964 e desenvolveu seu ministério com muito dinamismo e simpatia. Incentivou a criação de grupos musicais. Permaneceu até o final de 1965.

Por designação do PLMN assumiu o pastorado da Igreja, em 1966, o Pastor Rev. Antonio Ferreira Campos, homem humilde, conciliador e de intensa consagração ao serviço do Mestre. Esse pastorado se estendeu até 1968.

No dia 6 de outubro de 1968, a Assembléia Geral da Igreja elegeu o Rev. Wilson de Souza Lopes para pastor efetivo. Homem culto, de visão larga. Exerceu o pastorado até o ano de 1981 – 13 anos. Eventos na gestão do Rev. Wilson de Souza Lopes: 1973: 1) construiu a nova casa pastoral; Reformou a Praça de Esportes; Reabriu o Internato Feminino na antiga casa pastoral; Construiu e inaugurou o Centro Social “Rev. Cícero Siqueira” em 06 de setembro de 1975. Pastores auxiliares: 1971: Rev. Josias Rosa; 1972 a 1978: Rev. Cary Loubach Tavares; 1979: Prof. Walter Zavatário e Rev. Sergio Pereira Tavares; 1980: Rev. Walter Zavatário.

Em 24 de maio de 1981 o Conselho reunido recebeu o Rev. Nelson Duilio Bordine Marino que vindo de São Paulo, assume o pastorado da Igreja. Rev. Nelson pastoreou o restante do ano de 1981 e 1982. Deixou marcas de um bom ministério, especialmente quanto às visitas aos lares e pregações. Sua esposa, Dona Carmem, musicista fundou o Coral Infantil da Igreja.

Em 1983, o Pastor Rev. Eber Magalhães Lenz Cesar, a convite do Conselho da Igreja, tendo vindo de Recife, Pernambuco, aceitou o pastorado da Igreja. Seu ministério foi muito abençoado com mensagens profundas e sábias. Na área de aconselhamento pessoal muito contribuiu para o despertamento de muitos. Na área da música, a Igreja ganhou muito com a confecção da “Pasta de Cânticos”, tendo sua esposa, Márcia Sathler Lenz Cesar, musicista, muito colaborado na execução do órgão e na direção dos cânticos Congregacionais.

Em 1984, assumiu o pastorado da Igreja o jovem e dinâmico pastor Rev. Anderson Sathler. Assumiu o pastorado com “temor e tremor”, com o auxilio de Deus. O Conselho da Igreja foi até Lajinha, MG, convidá-lo para o pastorado de nossa Igreja. Jovem, de uma eloquência ímpar, simpático, logo se enquadrou perfeitamente na Igreja. Suas mensagens inspirativas muito contribuíram para o sustento espiritual dos fiéis. Eventos: 1) Mandou construir a Quadra Poli-esportiva na área do Centro Social; 2) orientou uma construção nos fundos do Templo da Igreja, de sanitários feminino e masculino; três amplas salas para o Coral da Igreja, o Coral Infantil e Almoxarifado; 3) Coordenou o trabalho de construção de amplo e funcional estacionamento para veículos; 4) Reativou o funcionamento do alto-falante da Igreja; 5) Foi criada a Secretaria da Igreja, sendo contratada uma secretária. Adquiriu uma máquina fotocopiadora; 6) Em 1987 promoveu um desfile do Dia da Bíblia; 7) Em 1988 inaugurou o monumento à Bíblia na Praça Rev. Aníbal Nora; 8) No dia 18 de fevereiro de 1990 foi organizada a 3ª Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá, no Córrego de Tavares; No 2º domingo de dezembro de 1990, promoveu a inauguração do Museu da Igreja, instalado no Centro Social. Em abril de 1991 veio cooperar com o Rev. Anderson o Rev. Carlos de Oliveira Orlandi Júnior. Rev. Anderson foi Pastor da Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá durante 10 anos, até 1993.

Em 1994 foi Pastor o Rev. Jader Sathler da Silva – Muito simpático e comunicativo. Zelou muito pela vida espiritual e pela disciplina dos membros da Igreja. Incentivava o cântico dos hinos mais antigos e tradicionais. Prestigiava muito o Coral da Igreja.

Anos de 1995 e 1996 – Exerceu o pastorado o pastor Rev. Carlos Ribeiro Caldas Filho – Jovem e amável. Sermões edificantes com muito conhecimento bíblico. Erudito e esmerado. Foi criada a Missão Cataguazes. Pastor auxiliar: Rev. Dionei Faria.

Ano de 1997 – Rev. André Luciano Boechat Melo – Jovem, desportivo. Despertou grupos musicais. Pastor auxiliar: Rev. Dionei Faria.

Anos de 1998 a 2004 – Pastor Rev. Paulo Martins Silva – Pastor espiritual, humilde, eficiente, determinado. Mensagens vivificantes e avigoradas. Foi seu auxiliar: anos de 1999 a 2004: Pastor Alcyon Vicente Pinto da Costa.

Anos de 2005 a 2007 – Rev. Carlos Rodrigues Alves Neto – Pastor jovem, alegre, simpático. Adoeceu e se licenciou. Ministério Interrompido.

Em 2008 o Pastor Rev. Paulo Martins Silva aceitou o convite do Conselho e retornou para a alegria da Igreja. Foram seus auxiliares: anos de 1999 a 2004: Pastor Alcyon Vicente Pinto da Costa e Rev. Julio Alexandre Werner Frossard, em 2008.

Em Setembro de 2009 comemorou-se o centenário de comemorações civico-religiosas com programação especial.

E assim, após várias dificuldades, foi construída a igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá, que através de muito sacrifício, solidificou o sonho dos habitantes construindo o Gymnasio Evangélico e anos mais tarde Colégio Evangélico Rev. Cícero Siqueira com Internatos feminino e masculino, abrigando estudantes de todo o país e funcionando como tal até 1998.

Geografia

A cidade está localizada a oeste do Pico da Bandeira, apresentando uma altitude de 645m na sede e 1.698m na Serra da Mantiqueira. Possui uma área de 152.737Km².

De acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2000), a população total do município era de 8.458 de habitantes, sendo que um pouco mais da metade da população vive na zona rural. Sua população estimada em 2009 era de 8.122 habitantes.

Os municípios limítrofes são Manhumirim, Caparaó, Alto Caparaó, Luisburgo e Iúna (ES).

Com um clima agradável durante todo o ano, Alto Jequitibá destaca-se por sua produção cafeeira. Do mirante da Vargem Grande pode-se observar toda a grandiosidade da Serra da Mantiqueira, com uma vista privilegiada do cume do Pico da Bandeira.

Caracterização

Rodovia

Distância dos principais centros em quilômetros(km):

Como chegar

Acesso rodoviário dos principais centros a Alto Jequitibá (MG)

Partindo de Belo Horizonte

1- Siga pela rodovia Fernão Dias (BR-381) em direção ao leste do estado

2- Na altura de João Monlevade, siga pela BR-262

3- Em Reduto (MG), vire à direita na MG-111 e percorra cerca de 20km até que se chegue a Alto Jequitibá


Partindo do Rio de Janeiro

1- Siga em direção ao norte na rodovia Washington Luiz (BR-116)

2- Vire à direita, na rodovia Presidente Dutra (BR-116)

3- Continue sempre na BR-116 (Rio-Bahia) passando por Guapimirim, Teresópolis, Além Paraíba, Leopoldina, Muriaé

4- Em Fervedouro, vire à direita na rodovia BR-482

5- Na Bifurcação em Carangola, vire à esquerda permanecendo na BR-482

6- Após cerca de 13km, vire à esquerda e siga pela MG-111

7- Mais 26km até que se chegue a Alto Jequitibá


Partindo de São Paulo

1- Siga pela rodovia Presidente Dutra (BR-116) em direção ao Rio de Janeiro

2- Após passar por Resende (RJ), vire à esquerda na Estrada Quatis-Floriano (RJ-159)

3- Permaneça na rodovia RJ-159

4- Vire à direita e siga pela rodovia RJ-151

5- Entre à esquerda na RJ-147 (Na divisa do estado do Rio de Janeiro com Minas, a RJ-147 torna-se MG-353)

6- Siga pela MG-353 e vire à direita na BR-040

7- Percorra cerca de 7,5km pela BR-040 e vire à esquerda na BR-267

8- Permaneça na BR-267 e vire à esquerda na BR-116 (Rio-Bahia)

9- Continue sempre na BR-116 (Rio-Bahia) passando por Leopoldina, Muriaé

10- Em Fervedouro, vire à direita na rodovia BR-482

11- Na Bifurcação em Carangola, vire a esquerda permanecendo na BR-482

12- Após cerca de 13km, vire à esquerda e siga pela MG-111

13- Percorra mais 26km até que se chegue a Alto Jequitibá


Partindo de Vitória

1- Siga pela BR-262 em direção a oeste

2- Continue sempre na BR-262 passando por Viana, Marechal Floriano, Venda Nova do Imigrante e Ibatiba

3- Em Martins Soares (MG), vire à esquerda na MG-108 e siga até Manhumirim

4- Vire à esquerda na MG-111 e percorra cerca de 9km até que se chegue a Alto Jequitibá

Personalidades jequitibaenses

Israel Pedrosa

Israel Pedrosa

Pintor, professor e pesquisador, Israel Pedrosa nasceu a 18 de abril de 1926 em Alto Jequitibá, Minas Gerais. Aluno de Cândido Portinari a partir de 1942. Estudou na Escola Superior Nacional de Belas Artes de Paris entre 1948 e 1950.

Foi o fundador da Cadeira de História da Arte na Universidade Federal Fluminense (UFF) em 1963, e Vice-Diretor do Instituto de Arte e Comunicação Social, também da UFF, no período de 1969 a 1972. Foi Professor Titular da Cadeira de Percepção e Comunicação Visual da Faculdade de Formação de Professores, do Centro Educacional de Niterói, de 1974 a 1976. Soma-se ao histórico de sua principais atividades acadêmicas, o de ministrar cursos e conferências em Universidades e Centros de Pesquisas e de Arte do Brasil, França, Hungria, Alemanha, Bélgica e México, além de Consultoria Ad Hoc que presta ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para questões relativas à cor e às artes visuais.

Desenvolveu estudos teórico-práticos relativos às manifestações das cores de contraste, chegando em 1967 às conclusões básicas do domínio do fenômeno que denominou Cor Inexistente. Publicou o livro Da Cor à Cor Inexistente em 1977, pela Editora Leo Christiano, relatando os preceitos de sua teoria. Em 1978 foi indicado pelo Itamaraty para representar o Brasil no Salão do Livro de Montreal.

É citado em ampla bibliografia sobre arte brasileira, tendo como material mais significativo , dois livros de Jacob Klintowitz, O Ofício da Pintura (Editora do Sesc), A Cor Inexistente e o Aprendiz do Novo (Editora Odisséia), citações no Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, de Roberto Pontual (Editora Civilização Brasileira) e no Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, publicado pelo MEC. Também teve sua obra comentada na Grande Enciclopédia (Editora Delta), e na Larousse Cultural - Brasil de A / Z (Editora Universo), bem como na publicação do acervo da Fundação Armando Álvares Penteado (Editora Arte Aplicada).

Foi agraciado com o Prêmio Thomas Mann, instituído pela Embaixada da Alemanha, tendo o estudo apresentado, O Esboço de uma Teoria das Cores de Goethe, sido traduzido para o alemão no ano de 1973. Recebeu ainda o Prêmio Hilton de Arte da década de 70, que homenageou dez dos mais destacados artistas brasileiros.

É autor do verbete monográfico "Cor" da Enciclopédia Mirador Internacional (Britânica do Brasil) em 1978.

Júlio Oliveira dos Santos (Julinho)

PAREDÃO - Vigoroso na marcação, mas com um futebol clássico, o zagueiro Julinho era considerado o esteio da retaguarda americana. Ele defendeu o clube entre abril de 1958 e setembro de 1960

Não é qualquer jogador que possui gabarito para chegar em um time que acaba de conquistar o título mais importante da sua história e já ganhar uma vaga entre os titulares. Como todo bom mineiro, o centromédio (atual quarto-zagueiro) Julinho começou a treinar no América F.C. de São José do Rio Preto (SP) como quem não queria nada. O fato aconteceu logo depois do primeiro acesso ao Paulistão, no início de 1958. Foi comendo pelas beiradas e tornou-se um dos maiores símbolos da raça americana. Perfeito no desarme e com ótimo senso de cobertura, Julinho era diferenciado. Rigoroso na marcação, conseguia aliar força e técnica. Tanto que saía jogando com facilidade e muitas vezes proporcionou ótimos contra-ataques para o Vermelhinho surpreender seus oponentes. “Ele tinha muitos recursos. Era um quarto-zagueiro moderno para a época”, diz o atacante Colada, um dos melhores amigos do “mineiro”. Júlio Oliveira dos Santos nasceu em Alto Jequitibá, onde começou a exibir seus dotes futebolísticos. Logo chamou a atenção de dirigentes do Carangola, time do município vizinho, que disputava a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro.

Sua ida para América não foi por acaso. Ele já era conhecido dos dirigentes Edmar Gonçalves da Rocha, o Dimas, e Jaime Silva. O Rubro acabara de subir para a “elite” paulista e necessitava de reforços para medir forças com os grandes. Os dois cartolas, acompanhados de Samy Guraib e do presidente Tijo Villanova, foram ver o “xerifão” em ação pelo Carangola. Não tiveram dúvidas. “É o homem que precisamos”, disseram. Depois de rápida negociação, acertaram os detalhes e levaram o promissor zagueiro, que começou a treinar timidamente no América. Não demorou para se adaptar, impor respeito e ganhar a vaga de titular na equipe, que já contava com a famosa retaguarda campeã formada por Vilera, Xatara e Fogosa; Adésio, Bertolino e Ambrózio. O técnico Zezinho Silva quebrou a cabeça para escalá-lo. Improvisou Bertolino na zaga, sacou Xatara e arrumou um lugar para Julinho, que estreou na vitória de 3 a 2 sobre o Rio Preto, em jogo amistoso disputado no estádio Victor Brito Bastos, dia 20 de abril de 1958. No dia seguinte, houve novo derby, no mesmo local, com empate de 1 a 1.

Participou da conquista do título do Torneio Início do Paulistão de 1958. Após vencer a fase preliminar, no estádio Mário Alves Mendonça, o Rubro faturou o caneco ao ganhar do Palmeiras, nos pênaltes, em São Paulo. Depois de atuações fantásticas, chamou a atenção de grandes clubes. Foi sondado pelo Corinthians. “Julinho possui um futebol muito grande para ficar no América”, disse certa vez o locutor esportivo Ethel Rodrigues nos microfones da rádio Bandeirantes de São Paulo. Nascido em Bady Bassitt, Ethel tentou trabalhar como intermediário na transação com o Alvinegro do Parque São Jorge, mas o negócio não evoluiu. Em janeiro de 1960, foi convocado pelo técnico Aymoré Moreira para defender a seleção paulista no Campeonato Brasileiro de Seleções. O time base formava com Gilmar dos Santos Neves; Egídio, Olavo e Zito; Lima e Oreco; Julinho Botelho (Dorval), Chinezinho, Coutinho, Pelé e Pepe. Também estavam no grupo os jogadores Formiga, Bazzani, Juths, entre outros. No meio de tantas feras não foi escalado em nenhum dos confrontos contra Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina. Na mesma época, Osvaldo Moreno, diretor do Santos, fez uma oferta para levá-lo à Vila Belmiro. Os cartolas americanos bateram o pé em cima de 2 milhões de Cruzeiros, valor bem superior ao proposto pelo clube santista, emperrando a negociação. Estiloso dentro de campo, Julinho esteve nos planos até do Porto, de Portugal. Porém, o rapaz simples e modesto achou melhor não se arriscar no futebol europeu.

Carreira promissora termina tragicamente

A curta e promissora carreira de Julinho foi tragicamente interrompida quando ele estava com 24 anos, no auge e na plenitude de sua forma. Na manhã do dia 21 de setembro de 1960, quarta-feira, o jogador foi baleado pelo sogro, Francisco Ripamonte, proprietário do Palace Hotel. O crime aconteceu às 8h30 na porta da residência do diretor Edmar Gonçalves da Rocha, na Vila Maceno, em Rio Preto, onde Julinho morava. Naquela época era comum dirigentes abrigarem em suas casas atletas vindos de outras cidades. Segundo os autos do processo, cinco dias antes do assassinato, Julinho informou ao sogro que havia rompido o noivado com Maria de Lourdes. Depois de algumas discussões, Ripamonte ficou indignado. Naquela infortúnia manhã de quarta-feira, acordou às 6h30, passou na casa Rignani, comprou uma caixa de bala calibre 6.35 e foi atrás do genro.

Ainda de acordo com os autos, o empresário parou em frente à casa e, de dentro de sua caminhonete, que deixou ligada, gritou por Julinho. Ele saiu à rua ainda de pijama. Ripamonte teria sacado a arma automática que carregava e desferido cinco tiros, fugindo em seguida. Quatro disparos atingiram o jogador, que foi levado à Santa Casa, onde os médicos Carlos Eduardo Cabbaz, Hélio Cherubini, Nelson Seixas, Amadeu Lorga e Leonard Grosser tentaram salvá-lo, mas não conseguiram. Dois dias depois, o homicida se apresentou, prestou depoimento e ficou preso pouco mais de um ano. Após longa batalha judicial, ele foi absolvido em júri popular, por 4 votos a 3. Os jurados acataram os argumentos de legítima defesa da honra, apresentados pelos advogados de Ripamonte. A última partida de Julinho foi diante do Santos, sábado, dia 17 de setembro de 1960, no estádio Mário Alves Mendonça, pelo primeiro turno do Paulistão. Com uma atuação estupenda, ajudou o América a vencer o esquadrão santista, com Pelé e companhia, por 1 a 0.

Turismo

Poço das Andorinhas-Alto Jequitibá (MG)

O balneário da Cachoeira das Andorinhas fica a poucos quilômetros da sede(na entrada de chão que dá acesso à entrada do Parque Nacional do Caparaó) e é um dos locais mais visitados da região. Não poderia ser diferente. Esta área particular possui uma infinidade de recursos naturais preservados e de uma beleza espetacular. São vários hectares de matas e uma sucessão de quedas d'água e piscinas naturais. Entre a Mata Atlântica, há várias trilhas demarcadas. As caminhadas não oferecem muita dificuldade e podem durar pouco mais de 30 minutos. Cada via leva a uma cachoeira diferente. As águas são cristalinas e o leito do manancial possui muitas pedras, que formam até grutas. Além de muita natureza, o local oferece uma das melhores infraestruturas da região, com bar, restaurante, churrasqueiras, área esportiva e estacionamento.

A visitação é mais intensa no verão e é cobrada uma pequena taxa de acesso. Do balneário ao parque, há um belo trajeto entre os vales e montanhas da cordilheira, percurso que faz a alegria de trilheiros, ciclistas, cavaleiros e amantes do off-road.O Aeromodelismo, vem se tornando chave na cidade, o campo de aviação é o local ideal para a pratica deste hobby. Já para os praticantes de esportes radicais, a rampa da Serra dos Tavares é uma boa opção para a prática de vôo livre.

O Aeromodelismo, vem se tornando chave na cidade, principalmente com a chegada da Modelismo 3 Irmãos. O campo de aviação é o local ideal para a pratica deste hobby.

No cenário religioso destaca-se a presença das igrejas Presbiteriana e Católica.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição-Alto Jequitibá (MG)
1ª Igreja Presbiteriana-Alto Jequitibá (MG)

O prédio do antigo internato do Colégio Evangélico, onde hoje funciona o Museu do Colégio Evangélico, possui fotos antigas em painéis de madeira talhadas pelo primeiro fotógrafo da cidade, Antônio Zavatário; e um acervo rico em materiais usados quando o Colégio Evangélico estava em pleno funcionamento.

Manifestações Culturais e eventos com data fixa

Eventos sem data fixa

Quem nasce em Alto Jequitibá é alto-jequitibaense
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Alto Jequitibá/MG

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