| Município de Armação dos Búzios | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 12 de novembro | ||||
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| Fundação | 12 de novembro de 1995 (14 anos) | ||||
| Gentílico | buziano | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Mirinho Braga (PDT) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Rio de Janeiro | ||||
| Mesorregião | Baixadas IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Lagos IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Cabo Frio | ||||
| Distância até a capital | 165 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 69,287 km² | ||||
| População | 28.653 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 344,6 hab./km² | ||||
| Altitude | 5 m | ||||
| Clima | tropical | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,791 (12º) – médio médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 1.182.703 mil (RJ:28º) – IBGE/2006 | ||||
| PIB per capita | R$ 49.539,00 IBGE/2006 | ||||
Armação dos Búzios ou apenas Búzios, como é globalmente conhecido, é um município do estado do Rio de Janeiro localizado na Região dos Lagos. Faz divisa a oeste com Cabo Frio, município do qual tornou-se autônomo em 1995. Localiza-se a cerca de 165 quilômetros da capital do estado.
É uma península com oito quilômetros de extensão e 23 praias, recebendo de um lado correntes marítimas do Equador e do outro correntes marítimas do pólo sul, o que faz com que tenha praias tanto de águas mornas quanto de águas geladas. Entre as principais praias, destacam-se Geribá, João Fernandes, Ferradura, Ferradurinha, Armação, Manguinhos, Tartaruga, Ossos, Tucuns, Brava e Olho-de-Boi, esta última reservada para a prática do nudismo.
A exploração turística e a ocupação imobiliária do local tiveram início após a fama internacional dada a Búzios pela atriz francesa Brigitte Bardot, que a visitou em 1964. Hoje, a cidade é tão visitada por turistas do mundo inteiro (principalmente argentinos) que alguns a chamam de 'a Saint-Tropez brasileira'.
Armação dos Búzios, com seus ventos fortes, é ideal para a prática de iatismo, e vôo livre. É uma cidade que abriga diversas culturas com um grande número de estrangeiros. A temperatura média anual é de 24 °C e tem o índice pluviométrico mais baixo do estado de Rio de Janeiro, cerca de 750mm anuais apenas.
Índice |
A história de Búzios é antiga, pouco conhecida pelos turistas que freqüentam a região. Em Búzios há uma relação com os estrangeiros que vem desde a época do descobrimento do Brasil. Segundo Cunha (1996), no século XVI eram os índios tupinambás que ocupavam esta área, onde praticavam a pesca, a caça e o cultivo de mandioca e de milho.
Eles mantiveram estreitas relações com corsários e contrabandistas franceses, que se escondiam na localidade para contrabandear madeiras de lei principalmente o pau-brasil (Caesalpinia echinata), e vender escravos. Em meados do século XVII, a vila foi invadida por franceses e ingleses. Foi base de piratas, ponto de de tráfico de pau-brasil e desembarque de escravos africanos. Ainda na Praia de Manguinhos pode-se apreciar o cais de pedras feito pelos escravos. Mais tarde, os franceses foram expulsos pelos portugueses após sangrentas disputas que dizimaram significativamente a população indígena. No século XVII ela era uma pequena vila de pescadores com vinte casas.
No fim do século, durante a guerra dos corsos, o navio "Vingadores", de bandeira corsa Argentina, bombardeou a costa de Búzios, como mostra o óleo sobre tela no Museu Histórico de Búzios, situado na Rua das Pedras. No final do século XIX e início do século XX, Búzios começou a receber imigrantes portugueses que se uniram ao grupo de pescadores locais, ensinando-lhes novas técnicas de pesca. Neste século, foi também criada a Armação dos peixes de Búzios que consistia numa estrutura para capturar peixes, ocasionando então o nome do balneário: Armação dos Búzios.
Também se caçava baleias para a extração de seu óleo que era usado tanto para a iluminação da cidade de Rio de Janeiro quanto para exportação. Os ossos dos animais capturados eram enterrados na praia ao lado da Praia da Armação, dando origem ao nome de uma das mais famosas praias de Búzios, a Praia dos Ossos. Tempos depois, a área foi destinada para lavoura, criação de gado e as atividades das grandes fazendas, sendo a pesca, neste trecho de litoral, terminantemente proibida. Terminada a proibição, a economia local permaneceu por longo período baseada na pesca e na agricultura em pequena escala, até meados do século XX, quando começaram a surgir atividades cujas características são totalmente diferentes das tradicionais: as relacionadas com o turismo.
A pacata aldeia de pescadores aos poucos foi se transformando num lugar de veraneio. No início os turistas alugavam as casas dos pescadores. A origem do turismo em Búzios remete aos anos de 1940/1950, quando a cidade se resumia a um pequeno vilarejo de pescadores. Começou a ser apreciada por representantes das elites carioca e paulista, que fizeram surgir as primeiras casas, concentradas até a década de 60 nas praias de Manguinhos e no atual Centro (praias do Canto e Armação).
Esses visitantes recebiam em suas casas amigos ilustres, incluindo políticos e artistas, muitos deles estrangeiros. Com isso, a fama da cidade foi crescendo entre pessoas de alta classe socio-conômica e de diversos países.
A silhueta topográfica de Búzios e suas praias paradisíacas, somadas à magia de seu astral, foram magnetizando seus visitantes que voltavam à seus países contando da energia e dos encantos desta península. No ano de 1973 a aldeia ainda se ligava a Cabo Frio com uma estreita estrada de terra, que nos tempos de chuva impedia a passagem seu único ônibus diário. A fama de Búzios foi atraindo estrangeiros, particularmente argentinos e franceses, que se instalaram na cidade e foram abrindo diversos negócios.
Foi assim que a localidade recebeu a mais cobiçada atriz de cinema da época, a francesa Brigitte Bardot que na ocasião namorava Bob Zaguri, um marroquino que vivia no Brasil, e com ele se hospedou na casa do russo André Mouriaev, amigo do casal e então representante da ONU no Rio de Janeiro. Eles vieram passear e conhecer a cidade, e admirar mais as belezas do Brasil. Este fato foi em 1964, sendo considerado um grande marco para a cidade. Naquele momento toda a imprensa mundial direcionou atenção para a isolada vila de pescadores, acompanhando todos os passos da atriz através de um informante lá instalado. O impacto foi tamanho que até hoje existem referências à celebridade em qualquer ponto da cidade, na divulgação turística e na vida local.
A cidade passou realmente a se desenvolver como "cidade turística" a partir da "tomada dos argentinos", no fim dos anos 1970. Fugindo da crise econômica em seu país, muitos argentinos chegaram a Búzios com bastante dinheiro, compraram muitas propriedades e estabeleceram residências e negócios. Até hoje uma fração significativa do comércio e da hotelaria está nas mãos de argentinos, que são também figuras comuns na cidade como turistas. Porém, a crise na Argentina desde os anos 90 limitou o fluxo de turistas argentinos.
Os latinos em geral têm acrescentado à cultura local suas artes, artesanato, e criações diversas que foram se integrando, e hoje são copiadas e utilizadas pelo Brasil afora como "hand made in Brazil".
Hoje a população é essencialmente brasileira durante a baixa estação, com aproximadamente 15% de estrangeiros.
Com a inauguração da Ponte Rio-Niterói, em 1973, que atravessa a Baía da Guanabara, ligando as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, e o surgimento de facilidades de acesso e infra-estrutura, como a construção da Estrada José Bento Ribeiro Dantas, para o acesso à área da península, foi impulsionada ainda mais a procura por Búzios para veraneio e turismo.
Com o passar do tempo, grandes áreas foram compradas das famílias nativas, ou mesmo invadidas, e posteriormente loteadas. Era baixo o preço da terra e não havia restrições e controle sobre o uso do solo e edificações. Paulatinamente os moradores locais se deslocaram para regiões mais afastadas do núcleo original após embolsarem algum dinheiro com a venda de suas propriedades.
Ao mesmo tempo migrantes pobres foram chegando para trabalhar na construção civil (o que ocorre até hoje) e se estabeleceram nos bairros periféricos, na porção continental. O lugar foi crescendo rapidamente, assumindo um padrão urbano, porém sem a estrutura de suporte adequada.
Búzios foi crescendo rapidamente, assumindo um padrão urbano, porém sem a estrutura de suporte adequada. O lugar era distrito de Cabo Frio e sempre teve tratamento secundário por parte dos antigos governos que, no entanto, beneficiavam-se da situação caótica da ocupação e da especulação imobiliária. A insatisfação promoveu grande movimentação em prol da emancipação, que ocorreu em 1995.
Búzios tem desde então passado por obras de infra-estrutura constantes, visando melhorias das condições de vida na cidade e dos aspectos visuais, direcionados para ampliação de sua atividade turística.
O clima da cidade é quente, porém venta bastante à noite.
A cidade foi representada na novela Viver a vida, de Manoel Carlos.
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