| Município de Bauru | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 1 de agosto | ||||
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| Fundação | 1 de agosto de 1896 | ||||
| Gentílico | bauruense | ||||
| Lema | Custos vigilat |
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| Prefeito(a) | Rodrigo Agostinho (PMDB) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | São Paulo | ||||
| Mesorregião | Bauru IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Bauru IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Arealva, Reginópolis, Piratininga, Agudos, Pederneiras e Avaí | ||||
| Distância até a capital | 345 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 673 488 km² | ||||
| População | 359 429 hab. (SP: 17º) – est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 533,68 hab./km² | ||||
| Altitude | 526 m | ||||
| Clima | tropical de altitude Aw | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,825 (SP: 47°) – elevado PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 4.092.183 mil (BR: 76º) – IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 11 676 IBGE/2005 | ||||
Bauru é um município brasileiro do estado de São Paulo. Fundado em 1896, a uma altitude de 526 m, é hoje centro de um território de 673,5 km², onde vivem 359 429 (estimativa feita em 2009) habitantes. O lema do município, presente em seu brasão é a frase em latim "Custos vigilat", que em português significa "Sentinela alerta" Bauru também é conhecida por um sanduíche, que leva o mesmo nome, Bauru, criado por Casimiro Pinto Neto em uma um bar de São Paulo, Ponto Chic, em 1934, quando era aluno da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e mais tarde impulsionado pelo "Zé do Esquinão". A receita, apesar de mudar muito em outras regiões do estado, tem de base: pão francês, rosbife, fatias de tomate, picles e queijo derretido.
Índice |
Após 1850, na procura de novas terras para ocupação e colonização, pioneiros paulistas e mineiros começam a explorar a vasta região situada entre a Serra de Botucatu, o Rio Tietê, o Rio Paranapanema e Rio Paraná, até então habitado por grupos de indígenas Kaingang.
Em 1856 Felicíssimo Antônio Pereira, provindo de Minas Gerais, adquire terras e estabelece próximo ao atual centro de Bauru a Fazenda das Flores. Anos depois, em 1884, essa fazenda (também chamada de Campos Novos de Bauru) teria parte de sua área desmembrada para a formação do arraial de São Sebastião do Bauru.
O distrito progride, mesmo sujeito a ataques dos nativos Kaingang e relativamente isolado do resto do Estado, e torna-se distrito de Agudos em 1888. A chegada de migrantes oriundos do leste paulista e de Minas Gerais leva à emancipação do município em 1 de agosto de 1896.
O novo município sobrevive do cultivo do café, mesmo tendo terras mais fracas e inférteis que o restante do estado. Em 1906 é escolhido como ponto de partida da ferrovia Noroeste do Brasil, ligando o município a Corumbá e à Bolívia.
Durante a primeira metade do século XX Bauru torna-se o principal polo econômico da vasta região compreendida pelo Oeste Paulista, Norte do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Bauru recebeu nas primeiras décadas do século XX levas de imigrantes de várias partes do mundo, com destaque para os italianos, espanhóis, portugueses e japoneses. O entroncamento rodo-ferroviário no qual se situa, fez atrair ainda imigrantes sírios, libaneses, alemães, franceses, chineses e judeus de diversas nacionalidades. Mais recentemente, passou a receber bolivianos, argentinos, chilenos, palestinos e norte-americanos, tornando-se uma dos municípioss mais cosmopolitas do Interior Paulista.
Este aspecto do cosmopolitismo bauruense é denotado ainda hoje pelas diversas instituições de origem imigrante existentes no município, entre elas a Associação Luso-Brasileira (AALB), o Clube Nipo-Brasileiro, a Associação Cultural Dante Alighieri, o antigo Cine Capri, a Associação Cultural Miguel de Cervantes, o Tenrikyo, o extinto Fuentes, o hospital Beneficência Portuguesa de Bauru, a Festa das Nações e o próprio eixo urbanístico denominado Nações Unidas, integrado por avenidas, parque com lago e anfiteatro, várias praças etc.
Assinale-se, ainda, a presença das praças Portugal, Itália, Espanha, Alemanha, Líbano e Palestina, bem como a localização da Prefeitura Municipal na Praça das Cerejeiras, inaugurada na década de 1970 pelo então príncipe Akihito (que em 1989, tornou-se imperador do Japão), em homenagem à imigração japonesa para a região de Bauru.
A existência de um forte setor de serviços, a presença de universidades e a localização privilegiada em um grande entroncamento rodo-ferroviário fazem com que Bauru ainda seja o principal pólo econômico do Oeste Paulista.
Em 11 de março de 1999, uma subestação de energia elétrica da CESP, localizada no município, iniciou o Blecaute de 11 de Março de 1999, o maior registrado no Brasil, que durou mais de cinco horas.
Existem algumas hipóteses para explicar a origem do nome do município. Uma das mais aceitas foi proposta por Ismael Marinho Falcão, que viveu durante muitos anos com os índios Kaigang, que habitavam essa região.
De acordo com Ismael, a região era conhecida como ubauru, devido à abundância de uma erva denominada ubá, usada para confeccionar cestas, e uru, uma ave parente da galinha.
Outras hipóteses dizem que o nome teria vindo de mbai-yuru, que quer dizer "queda de água" ou "rio de grande inclinação", ou ybá-uru, que quer dizer "cesta de frutas", ou bauruz, que era como os índios que habitavam as margens do rio Batalha eram conhecidos.
Teodoro Sampaio dizia que Bauru é corrupção de "upaú-ru", ou "upaú-r-y, designando rio da lagoa. Do Tupi: de "Upá" ou "Upaú", lago, lagoa, água represada, e "U", o mesmo que "I", água corrente, rio, líquido, etc.
Segundo o historiador Correia das Neves, em seu livro "No velho Bauru", o "r" entrou por eufonia, considerando esse o nome que melhor traduz e exprime a o significado da palavra Bauru na língua tupi.
O clima de Bauru é o tropical de altitude, com verão quente e chuvoso e inverno ameno e seco. A temperatura média anual fica em torno dos 22Cº com índice pluviométrico de 1500 mm.
População total: 359 429
Densidade demográfica (hab./km²): 469,29
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 17,32
Expectativa de vida (anos): 70,46
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,11
Taxa de alfabetização: 94,76%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,825
(Fonte: IPEA)
O município é sede do Esporte Clube Noroeste, também conhecido como Norusca, uma das equipes mais tradicionais do futebol do interior paulista. Seu estádio é o Estádio Alfredo de Castilho, com capacidade para 18.840 espectadores. Em 2010, o clube comemora o seu centenário com a volta a Série A-1 do Campeonato Paulista de Futebol. Disputou em 2008 a Série C do Campeonato Brasileiro, ficando fora de competições nacionais este ano, e a Copa Federação Paulista de Futebol (Copa FPF).
Foi no município que Pelé iniciou sua carreira, atuando nas categorias infanto-juvenil do Bauru Atlético Clube, ou BAC, antes de se transferir para o Santos. Atualmente o clube conta com uma sede de campo. A sede central do BAC foi demolida para ceder espaço a uma rede de supermercados.
O automobilismo tem seu espaço garantido em Bauru com o kartódromo "Toca da Coruja", um dos melhores do país, que recebe competições de kart e motocicleta em nível regional, estadual e nacional. O acesso ao kartódromo é pela Rodovia Bauru-Jaú (SP-225), na altura do trevo da Unesp.
No aeroclube de Bauru encontra-se o maior centro de voo a vela do Brasil, com o maior número e variedade de planadores do país. Nesse esporte, Bauru ocupa atualmente a liderança do ranking nacional. O atual campeão nacional da modalidade é o bauruense Henrique Navarro.
No basquete, a extinta equipe Tilibra/Copimax conquistou os títulos do Campeonato Paulista de Basquete Masculino de 1999 e do Campeonato Brasileiro de Basquete Masculino de 2002, além do vice no Campeonato Sul-Americano de Basquete Masculino em 1999. Os jogos eram realizados no ginásio Panela de Pressão, que se localiza nas dependências do Noroeste.
No ano de 2003, a Tilibra resolveu não patrocinar mais a equipe, que mudou de nome para Bauru Basquete. A equipe não apresentou boas campanhas, os patrocínios não vieram e o time fechou suas portas. Em 2007, uma empresa multinacional de alimentos, a GRSA, em parceria com outros grupos, iniciou conversas com o ex-técnico do clube bauruense, Guerrinha, e um novo time pode ser montado para 2008, visando disputar o Torneio Novo Milênio e o Paulista, no segundo semestre, desde que empresas de Bauru também participem do projeto, que vai desenvolver desde as bases do esporte, em parceria com clubes do município e nos bairros até a equipe principal.
O futebol americano também está presente em Bauru, com a equipe Bauru Hunters (www.futebolamericanobauru.com), na modalidade tackle, desde 2009. Com treinos todos sábados (16h) e domingos (9h), no Parque Vitória Régia. A equipe atualmente busca novos jogadores e patrocinadores.
A relativa infertilidade de suas terras, e a facilidade de transporte provocada pelo entroncamento rodo-ferroviário existente no município levaram ao setor de serviços e comércio a ser a principal atividade econômica do município.
A agricultura é incipiente, baseando-se no cultivo do abacaxi e frutas tropicais. A pecuária sempre esteve presente no município e a cana-de-açúcar e eucalipto ganharam espaço nos últimos anos, com a instalação de diversas usinas no interior paulista e a Duratex no município de Agudos (13 km).
O setor industrial é representado por indústrias de transformação, metal-mecânica e alimentícias. Nos setores gráfico e alimentício, Bauru possui empresas líderes nacionais de seus setores, com grande volume de exportações e comércio interno.
Bauru obtem sua vocação turística voltada ao turismo de negócios e ao turismo científico, segundo detecção do órgão turístico local, após alguns anos de estudos e pesquisas, com a orientação do SEBRAE.
O turismo local é potencialmente rico em todos os sentidos e, se levarmos em consideração a posição geográfica do município no estado Paulista, várias são as atrações rurais e urbanas em uma ampla e rica região com opções do setor que se completam (a poucos quilômetros).
Bauru oferece ótimas redes, franquias, hotéis, restaurantes, fast food, museus, bares de qualidade, cinemas (THX e 3D), shopping centers (Bauru Shopping Center, Shopping Autofest, Buriti Shopping Bauru e Shopping Center Nações - estes 2 últimos em construção), Alameda Quality Center, Calçadão da Batista de Carvalho com milhares de lojas, centro de compras na região sul e central, um zoológico de primeiro mundo, Jardim Botânico, Horto Florestal, uma atividade cultural intensa com destaque ao Teatro Municipal, o Aeroclube, o novo Aeroporto Moussa Tobias na estrada que oferece segurança e embeleza o nosso céu, nossas ótimas casas noturnas com shows variados e para todos os gostos o ano todo.
É ótimo planejar alguns dias no município, em busca de aliar atividades urbanas com passeios pela área rural, passando pelo zoológico, jardim botânico, museus, comércio, inúmeros pesqueiros com ótima infra-estrutura e muito mais.
O turismo no setor científico é exercido em alta escala em Bauru, em razão do município abrigar escolas, universidades, institutos e hospitais com forte foco na pesquisa e atendimento de anomalias, tendo sido criado em decorrência, verdadeiros centros científicos de importância internacional, tais como o "Centrinho", que se dedica à recuperação de portadores de anomalias crânio-faciais; o Hospital Lauro de Souza Lima, especializado em hanseníase e, claro, o Instituto Brannemark, sede internacional presidida pelo famoso médico que descobriu e desenvolveu as modernas técnicas de osseointegração; A cidade conta também com outros grandes hospitais como Hospital Estadual, Hospital de Base, Hospital Unimed, Hospital São Lucas, Hospital Prontocor, Hospital Beneficência Portuguesa, sem contar as várias clínicas que faz de Bauru uma referência internacional.
No município há também grande número de cursos técnicos. As principais escolas são:
É o município sede da Diocese de Bauru, tendo como Bispo Dom Caetano Ferrari.
Divino Espírito Santo, é o padroeiro do município e da Igreja Matriz Catedral do Divino Espírito Santo, onde está localizado a Cátedra Episcopal.
Atualmente, fazem parte da Diocese de Bauru 14 municípios: Agudos, Arealva, Avaí, Bauru, Boraceia, Cabrália Paulista, Duartina, Fernão, Gália, Iacanga, Lucianópolis, Paulistânia, Pederneiras e Piratininga. A Diocese de Bauru possui 41 paróquias, divididas em sete Regiões Pastorais (RPs). Sua população é de aproximadamente 450 mil pessoas.
Bauru abriga a doutrina espírita há algumas décadas através de centros espíritas desde meados da década de 20. O Centro Espírita Amor e Caridade que é uma das mais antigas e ainda atuantes instituições filantrópicas de Bauru e do Brasil, com cerca de 900 voluntários que dedicam seu tempo extra a diversas atividades sociais que já chegaram a ser reconhecidas com o prêmio Bem Eficiente de 1998 e 2003, prêmio este que demonstra um pouco da determinação e seriedade das pessoas envolvidas neste trabalho filantrópico.
Bauru é sede nacional e sul-americana do Templo Tenrikyo, religião de origem japonesa.
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