| Município de Belford Roxo | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 3 de abril | ||||
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| Fundação | 3 de abril de 1990 (20 anos) | ||||
| Gentílico | belforroxense | ||||
| Lema | Paz e Progresso | ||||
| Prefeito(a) | Alcides de Moura Rolim Filho (PT) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Rio de Janeiro | ||||
| Mesorregião | Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Rio de Janeiro IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | Rio de Janeiro | ||||
| Municípios limítrofes | Mesquita, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São João de Meriti | ||||
| Distância até a capital | 19,5 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 79,791 km² | ||||
| População | 503.102 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 6.022,7 hab./km² | ||||
| Altitude | 18 m | ||||
| Clima | tropical | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,742 (RJ: 59º) – médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 2.989.323 mil (BR: 99º) – IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 6.219,00 IBGE/2005 | ||||
Belford Roxo é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º45'51" de latitude sul e 43º23'58" de longitude oeste, a uma altitude de 18 metros. A população, composta basicamente por classe média baixa, classe média e média alta, estimada para 2009 foi de 503.102 habitantes. Estende-se por uma área de 79 km². Faz parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Índice |
O atual território de Belford Roxo era habitado anteriormente pelos índios Jacutingas. Essas terras foram mapeadas pela primeira vez em um mapa elaborado pelo cripto judeu João Teixeira Albernaz, o moço em 1666 entre os rios "Merith, Simpuiy e Agoassu."
Alguns anos após a expulsão dos franceses, o Governador do Rio de Janeiro, Cristóvão de Barros, concede ao Capitão Belchior de Azeredo uma sesmaria às margens do rio Sarapuí, na antiga aldeia dos índios Jacutingas. Neste local, ele funda o Engenho de Santo Antônio de Jacutinga - atual município de Belford Roxo - e uma ermida para Santo Antônio é construída na encosta de uma colina a 750 metros da margem do Rio Sarapuí, próximo ao local estabelecido para atividades portuárias.
No limiar do século XVII, o Engenho de Santo Antônio de Jacutinga é desmembrado, surgindo, então, o Engenho Maxambomba (Nova Iguaçu) e Engenho do Poce (da Posse). No século XVIII um novo desmembramento (desta vez nas terras do Engenho do Maxambomba) faz surgir o Engenho Caxoeira (Mesquita), em terras que pertenceram ao Governador do Rio de Janeiro Salvador Correia de Sá e Benevides. Por mais de duzentos anos as terras mentiveram-se, por sucessão hereditária, sob o controle dos herdeiros de Salvador Correia de Sá e Benevides, família Correia Vasques.
Em meados do mesmo século XVIII, as terras do Engenho Santo Antônio voltam a ser desmembradas para formação de novos Engenhos: do Brejo e do Sarapuí. E no mesmo período as terras do Engenho Maxambomba foram desmembradas para formação do Engenho do Madureira (Bairro de Nova Iguaçu).
Em 1767, em uma carta topográfica da capitania do Rio de Janeiro, feita por Manuel Vieira Leão, aparece claramente nesta região o Engenho do Brejo. O seu primeiro ocupante foi Cristóvão Mendes Leitão em 1739.
A Baixada Fluminense é cortada pelo rio Sarapuí e é cercada por pântanos e brejais. Possuía em sua margem um porto para escoamento da produção: açúcar, arroz, feijão, milho, e aguardente.
Após uma sucessão de proprietários, em 1815, o Padre Miguel Arcanjo Leitão, que era proprietário das terras, em apenas um ano, vendeu-as ao primeiro Visconde de Barbacena, Felisberto Caldeira Brant de Oliveira e Horta, futuro Marquês de Barbacena.
Em 1843, Pedro Caldeira Brant, o Conde de Iguaçu - filho do primeiro visconde e marquês de Barbacena - assume a fazenda após o falecimento do pai, que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro no dia 13 de julho de 1842.
Em 1851, a família Caldeira Brant vende a sua fazenda para o comendador Manuel José Coelho da Rocha.
Na segunda metade do século XIX a fazenda entrou em decadência devido a um surto de epidemias. O assentamento dos trilhos para a passagem da estrada de ferro Rio d'Ouro cortando a fazenda do Brejo em 1872, em terras doadas pelos descendentes de Coelho da Rocha, deram início a um movimento de reivindicação para transformá-la em linha de trem de passageiros, pois anteriormente esta ferrovia foi construída para a captação de água nas serras do Tinguá, Rio d'Ouro e São Pedro, com colocação de aquedutos ao longo de sua margem.
Em 1888, uma grande estiagem arrasa com a Baixada Fluminense. A Côrte também ficou sem água e Dom Pedro II ficou preocupado. A proposta que agradou a Dom Pedro II foi a do engenheiro Paulo de Frontin. Na proposta, o engenheiro se comprometia à captar 15 milhões de litros de água para a Côrte em apenas seis dias. Ele conseguiu e esse fato ficou conhecido como "milagre das águas".
O engenheiro Paulo de Frontin tinha um grande amigo e colaborador, um outro engenheiro maranhense que muito trabalhou a serviço dessas obras de abastecimento de água para o Rio de Janeiro, que se chamava Raimundo Teixeira Belfort Roxo , e que um ano depois veio a falecer. O Brejo, uma pequena vila depois de se chamar de Ipueras, Calhamaço Brejo, passa a chamar-se Belford Roxo, em homenagem a esse ilustre engenheiro.
Durante boa parte do Século XX o município era distrito do município de Nova Iguaçu. No dia 3 de abril de 1990 a Lei Estadual no 1.640 foi aprovada, sendo assim, Belford Roxo foi desmembrada de Nova Iguaçu. O município de Belford Roxo foi instalado em 1 de janeiro de 1993 e seu primeiro prefeito foi Jorge Júlio da Costa dos Santos, o "Joca".
Seu clima é tropical com temperatura média de 22°C. A menor temperatura registrada na cidade foi 6°C em julho de 2000, e a maior de 44°C.
Sua vegetação era formada por brejos como em toda a Baixada Fluminense. O prefeito Alcides Rolim criou uma Unidade de Conservação em Belford Roxo a APA Maringá-Recantus com 4,7 quilômetro quadrado, no norte do município.
Sua fauna é escassa, mas encontramos animais como garças brancas, andorinhas, urubus, lagartos, cobras, gambás, gaviões,pombos, furões, pacas, preás, corujas, etc.
Os rios de Belford Roxo pertencem a Bacia Hidrográfica do Iguaçu/Sarapuí. Os principais rios são: Botas, Iguaçu, Outeiro, Velhas, Maxambomba e Sarapuí.
O relevo é suavemente acidentado, com muitos morros. Altitude máxima é de aproximadamente 130 metros.
Baseada em sua maioria apenas no comércio local. Suas maiores empresas são a indústria química Bayer do Brasil, Termolite e a Lubrizol.
O município conta com um hospital, o popularmente conhecido como "Hospital do Joca", inaugurado a 8 de dezembro de 1998 e batizado com o nome do primeiro prefeito de Belford Roxo, Jorge Júlio da Costa dos Santos.
Outro centro de sáude existente é o Hospital Infantil de Belford Roxo, localizado no bairro de Areia Branca.
Atualmente atende às necessidades da população local ou de bairros vizinhos. Há também o recém-inaugurado "U.P.A" (Unidade de Pronto Atendimento), que recebe aproximadamente 650 pessoas por dia do próprio município e região.
Seu principal clube de futebol é o Heliópolis Atlético Clube, que atualmente disputa a Terceira Divisão do Campeonato Carioca. O município participa das Olimpíadas da Baixada e também organiza suas próprias Olimpíadas que os colégios tanto públicos quanto particulares participam. As Olimpíadas são divididas em: sub-17 e sub-14 masculino e feminino em muitas modelidades como futsal, futebol, handbol e vôlei.
Sua principal representante no carnaval é a escola-de-samba Inocentes de Belford Roxo.
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