| Município de Biguaçu | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
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| Fundação | 17 de maio de 1833 | ||||
| Gentílico | biguaçuense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | José Castelo Deschamps (PP) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Santa Catarina | ||||
| Mesorregião | Grande Florianópolis IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Florianópolis IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | Florianópolis | ||||
| Municípios limítrofes | Antônio Carlos, Governador Celso Ramos, Tijucas, São João Batista, Canelinha e São José | ||||
| Distância até a capital | 17 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 324,521 km² | ||||
| População | 56.395 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 173,7 hab./km² | ||||
| Altitude | 3 m | ||||
| Clima | mesotérmico úmido (subtropical úmido) | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,818 elevado PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 815.709 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 14.347,00 IBGE/2005 | ||||
Biguaçu, município brasileiro do estado de Santa Catarina.
Divisa a oeste com o município de Antônio Carlos, a leste com o oceano Atlântico (Baia Norte da Ilha de Santa Catarina, onde se localiza a capital do estado, Florianópolis) e também com o município de Governador Celso Ramos. Divisa ao norte com Tijucas e Canelinha e ao sul com o município de São José.
Situada entre os dois maiores portos catarinenses, Itajaí e Imbituba, e próximo da capital, além de ter saída para o mar, sem contar na facilidade de acesso, já que a BR-101 duplicada corta o município, e a BR-282, que liga a capital catarinense ao interior do estado fica a apenas 12 km de distância, por via duplicada e de fácil acesso.
Possui uma área de 324,5 km².
Índice |
Pelo censo populacional de 2000, em torno de 89% da população se declarou de cor branca e 5% negra. As etnias que fizeram o município são de origem basicamente luso-açoriana, com expressivas minorias negra e alemã. Com as migrações causadas com o fenômeno do exôdo rural, forte a partir de meados da década de 1980 no estado catarinense, o elemento caboclo, vindo do planalto serrano do sul brasileiro, junto com descendentes de alemães e italianos vindos do oeste catarinense e interior do Rio Grande do Sul acabaram por tornar-se numericamente importantes, tornando ainda mais vultosa a diversidade étnico-cultural no município. Há ainda no município uma pequena comunidade indígena de base guarani que chegou de migrações ao longo do sul do país por volta de fins da década de 1970.
Sua população estimada em 2008 era de 55.665 habitantes, onde mais de 90% reside em área urbana, apresentando um forte crescimento populacional desde meados da década de 1980, o que levou a dobrar de população no espaço de duas décadas. O motor de atração populacional é a proximidade com a capital do Estado, atraindo pessoas de baixo poder aquisitivo que ocuparam bairros e loteamentos com pouca infraestrutura física, caracterizando-se como típica cidade dormitório. A despeito do tamanho da população, o município apresenta pouca característica urbana, já que os bairros se articularam em torno da rodovia BR 101, com pouca ou nenhuma ligação entre estes, com suas ruas voltadas ao fácil escoamento em direção a esta rodovia, testemunhando a forma de ocupação periférica e sem planejamento do município.
A economia do município até a década de 1970 dependia principalmente da agricultura, pecuária e pesca. Atualmente, a indústria responde pela maior parte dos empregos gerados no município, junto com um comércio em expansão. O município dispõe de boas áreas para instalação de plantas industriais e conta com acesso ao gás natural, pois possui uma distribuidora da Petrobrás. A agricultura também ainda é representativa. A pesca atualmente é insignificante, ainda praticada a nível apenas artesanal, embora o município tenha um potencial hidráulico considerável. Os principais produtos industriais do município derivam da indústria de plástico e alimentícia. A agricultura produz principalmente plantas para jardinagem, com destaque para a produção de gramas e palmeiras, além da produção de verduras para o comércio regional.
O município de Biguaçu conta com boa rede de ensino fundamental e médio (antiga primária e secundária). A prefeitura tem por hábito garantir o transporte escolar no interior do município e praticamente 100% das crianças em idade escolar estão na escola. O município nos últimos anos teve uma boa expansão da oferta de cursos profissionalizantes destinado ao mercado de trabalho regional. Possui ainda um campus universitário, com mais de uma dezena de cursos tradicionais, mantido pela UNIVALI, particular. Também conta com a proximidade das universidades públicas na capital Florianópolis, como a UDESC (estadual) e UFSC (federal), esta última entre as 5 maiores do país.
O município fica em uma região onde a mata atlântica predomina, embora hoje esteja restrita a morros ou pequenas areas residuais. O descaso com o meio ambiente é grande, assim como no resto do território brasileiro. O município ainda não possui rede de tratamento de esgotos, que faz com que praticamente todos os rios e o litoral marítimo estejam poluídos. Não há reservas ambientais ou plano de prevenção à ocupação desordenada do solo. Devido a forte especulação imobiliária, espaços verdes diminuem rapidamente. O município também deve encontrar dificuldades no abastecimento de água potável no futuro próximo, já que praticamente toda água consumida no município vem de outras cidades, aliando-se ao alto crescimento populacional da região, embora o potencial hidríco seja considerável, faltando apenas sua proteção e uso racional.
Biguaçu encontra-se muito ligada à capital Florianópolis, seja na questão da oferta de empregos e na educação, onde muitos moradores trabalham e estudam na capital, tornando o município característico de cidade-dormitório, ou mesmo na questão cultural, onde a cultura de base açoriana-catarinense encontra forte expressão.
É um dos municípios mais antigos de Santa Catarina, sendo sua origem a Vila de São Miguel da Terra Firme, a criação da Póvoa de São Miguel, nos termos da Provisão de 9 de agosto de 1747, com a chegada dos primeiros açorianos. Iniciaram-se logo os trabalhos de construção da igreja matriz, feita de pau-a-pique e coberta de telhas, que foi dedicada a São Miguel Arcanjo. Achava-se edificada no mesmo lugar onde hoje ainda se encontra a centenária igreja. Em 17 de maio de 1833 torna-se município desmembrando-se da então sede da Capitania de Santa Catarina, Nossa Senhora do Desterro. Em 1886 a sede do município sai da vila de São Miguel e vai para a sede atual, às margens do Rio Biguaçu. Em 1910 o nome é mudado para Biguaçu.
Durante alguns meses no final do século XVIII, a 31 de maio de 1778, foi capital da província de Santa Catarina, quando da invasão espanhola à ilha de Santa Catarina e sua capital, Desterro (atual Florianópolis).
Quando da sua fundação em 1833 o território compreendia do atual Rio Carolina, divisa com São José ao Rio Camboriú, atual município de Balneário Camboriú, chegando aos limites da Serra Geral. A onda de desmembramentos para a fundação de novos municípios termina somente na década de 1960, com o desmembramento da região do Alto Biguaçu, atual município de Antônio Carlos e as antigas freguesias de Ganchos e Armação da Piedade, unidas no município de Governador Celso Ramos.
O verdadeiro significado do nome "Biguaçu" não é "Biguá Grande", mas "Grande Cerca de Paus" ou " Cerca Grande". A prova encontra-se no primeiro registro de terras da região, datado de 1753. Aqui um resumo da pesquisa empreendida em 1998 que decifrou a origem do nome, perdida ao longo dos séculos.
1) GUAMBÝGOASU- Era o nome original da região conhecida por "Biguaçu" no século XVIII. Significa " Grande Cerca de Paus" ou " Cerca Grande" na língua indígena guarani. Os índios mais antigos do litoral catarinense, os carijós, exterminados pelos bandeirantes ao longo dos anos 1500 e 1600, falavam um dialeto do guarani.
2) EMBIGOASU- É como está escrito no primeiro registro de terras na região que hoje faz parte do município de Biguaçu. O registro é de 1753. O "GUAMBÝ" tendeu a ser pronunciado pelo povo como " EMBI". Em outros estados, tornou-se "EMBU" (SP), "EMBO" (PR) e "IMBI" (RS). Daí "GUAMBÝ" + "GOASU" virou " EMBI+ GOASU".
3) "BIGOASU=BIGUÁ+ AÇÚ" (Biguá Grande") - Tendendo o povo a não pronunciar o "EM" inicial, a palavra "Embigoasu" ficou reduzida para "BIGOASÚ" (`Biguaçu como é escrito hoje). Ora, ficou parecida como " Biguá+ Açú", que passou a ser traduzido como " BIGUÁ GRANDE". POR COINCIDÊNCIA, existe um pássaro chamado BIGUÁ e, MAIS COINCIDÊNCIA AINDA, há muitos desses pássaros, inclusive ainda hoje, no rio que deu nome à cidade, hoje sede do município de "Biguaçu". No entanto, a tradução do nome como " Biguá Grande", tal como ficou conhecido pelo foi, foi UM GRANDE ENGANO que se perpetuou ao longo dos últimos dois séculos.
4) "BIGUAÇU" NÃO É "BIGUÁ GRANDE"- Em 1988, o historiador nascido em Antônio Carlos (SC), padre Raulino Reitz (1919-1990), publicou seu livro "Alto Biguaçu". Nesta obra, Reitz comprovou que "Biguaçu" não significa "Biguá Grande". Como comprovou sua tese? Simples. Existe uma espécie de dicionário como o nome de todos os animais existentes na fauna do Brasil. Neste livrão, consta o pássaro "Biguá". Mas é só isso; mais nada. Não consta nenhum " BiguAÇU" e muito menos " BiguaMIRIM". Portanto, "BiguAÇU" é um pássaro que não existe, conforme comprovou Reitz. Apesar de sua descoberta comprovada cientificamente, a secretaria municipal de educação de Biguaçu ainda persistem, em seus manuais, a apresentar a versão "Biguá Grande".
5) A VERSÃO DE QUE "BIGUAÇU" VEM DE UMA ÁRVORE- Raulino Reitz comprovou que "Biguaçu" não é " Biguá Grande", uma ave que não existe. Existe uma árvore que o povo conhece pelo nome de "Baguaçu". Há outros que chamam a árvore de "biguaçu". Padre Raulino defendeu a tese que "Biguaçu" vem da árvore. SÓ QUE ELE ENTROU EM OUTRO ENGANO. Afinal, a teoria de Reitz que "Biguaçu" é uma árvore não se sustenta. Primeiro porque ele não apresentou qualquer documento provando essa teoria. Segundo, plantar árvores biguaçu, vindas da Ásia, não tem lógica por sua falta de valor comercial. E se a árvore é asiática, só poderia aparecer em São Miguel se fossem trazidas pelos colonizadores europeus. Por que, então, a região era chamada de "Embigoasú"? Ora, esse era o nome do rio, conforme o citado registro de terra de 1753.
6) BIGUAÇU- Cerca Grande- O argumento comprovado cientificamente, conforme atesta o maior especialista de línguas indígenas, Prof. Dr. Aryon Dall´Igna Rodrigues, consultado pelo jornalista Ozias Alves Jr, na pesquisa em que decifrou a verdadeira origem do nome "Biguaçu".
7) EVOLUÇÃO DA PALAVRA: GUAMBÝGOASU- EMBIGOASU- BIGUASSÚ- BIGUAÇU.
Publicado pelo jornalista Ozias Alves Jr,em 1998 no jornal Biguaçu em Foco, no qual ele é editor e proprietário.
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