Braço do Norte - Santa Catarina - Informações sobre a cidade

Município de Braço do Norte
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Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 22 de outubro
Fundação 22 de outubro de 1955 (54 anos)
Gentílico braçonortense
Lema
Prefeito(a) Evanisio Uliano (PP)
(2009 – 2012)
Localização

28° 16' 30" S 49° 09' 57" O28° 16' 30" S 49° 09' 57" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Sul Catarinense IBGE/2008
Microrregião Tubarão IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes Rio Fortuna, Armazém, Gravatal, São Ludgero, Orleans e Grão Pará
Distância até a capital 173 km
Características geográficas
Área 223,91 km²
População 29.317 hab. est. IBGE/2009
Densidade 123,8 hab./km²
Altitude 75 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,846 elevado PNUD/2000
PIB R$ 340.773 mil IBGE/2005
PIB per capita R$ 11.418,00 IBGE/2005

Braço do Norte é um município brasileiro do estado de Santa Catarina.

Índice

História

Placa comemorativa, praça Coronel Collaço

Denominações

O município teve diferentes denominações, oficiais ou não:

Guerrilha Quadro do Norte Collaçópolis Braço do Norte










Cronologia

Ano Dia e mês Evento
1494 7 de junho Assinatura do Tratado de Tordesilhas
1500 22 de abril O navegador portugues Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil. O evento marca o início dos registros escritos sobre o território brasileiro, devido a Pero Vaz de Caminha
1534 — 1536 Criação da Capitania de Santana
1676 Domingos de Brito Peixoto funda o povoado de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, o terceiro mais antigo da Capitania de Santana, ao qual pertencia o atual território de Braço do Norte, bem como todo o sul do atual estado de Santa Catarina, e também a maior parte do litoral do atual estado do Rio Grande do Sul. A região permanece aproximadamente por mais dois séculos domínio exclusivo de seus primitivos habitantes, os índios Carijós, denominados bugres pelos imigrantes europeus
1714 Santo Antônio dos Anjos da Laguna foi elevada à categoria de vila, correspondendo na época à fundação do município
1749 20 de junho É criada a ouvidoria de Santa Catarina, sediada em Desterro, com jurisdição desde o sul da vila de São Francisco do Sul (subordinada à ouvidoria de Paranaguá) até o limite sul do domínio lusitano
1821 28 de fevereiro A Capitania de Santa Catarina torna-se Província de Santa Catarina
1833 23 de agosto É criado o distrito de São João Batista de Imaruí, ao qual passou a pertencer o atual território de Braço do Norte
1835 20 de setembro Eclode a Guerra dos Farrapos
1838 As forças legalistas, lideradas por Manuel dos Santos Loureiro, entram em Lages, expulsando os rebeldes farroupilhas. Foi possivelmente nesta época que José Mariano Guerrilha evadiu-se de Lages, na mesma época em que também evadiu-se para o litoral sul-catarinense uma parte da família de Antônio da Silva Ribeiro, tio de Anita Garibaldi
27 de outubro Ordem do presidente da província, João Carlos Pardal, sobre a criação de dois distritos coloniais, de duas léguas em quadro cada um, nas margens do rio Braço do Norte, distrito de Imaruí, Vila da Laguna, na direção do caminho aberto recentemente para a Vila de Lages. Os dois distritos eram fronteiros um ao outro, separados pelo rio Braço do Norte
1839 14 de março Parecer da Comissão de Colonização, da qual fazia parte Jerônimo Coelho, reconhece a conformidade da ordem de 27 de outubro do ano anterior
29 de julho Proclamação da República Juliana
15 de novembro Termina a República Juliana, com a retomada de Laguna pelas forças imperiais
José Mariano Guerrilha (também referenciado como Manuel Guerrilha), paulista, proveniente de Lages, fugindo com os rebeldes farroupilhas, após a entrada das forças legalistas em 1838, estabelece-se com venda e pousada de tropas à margem direita do Rio Braço do Norte, no "Caminho Lageano" ou "Caminho do Imaruí", no atual bairro Lado da União, ocupando terras como posseiro. Foi assassinado em sua casa, entre os anos 1846 a 1849, responsável pelo assassinato de diversos tropeiros, hóspedes de sua estalagem. A ele Braço do Norte deve sua primeira denominação: Guerrilha
O primeiro morador fixado oficialmente no vale, na confluência do rio Braço do Norte com o rio Tubarão, na margem direita, foi Francisco Rabello. Em 1839, pouco mais ou menos, requereu meia légua quadrada, isto é, 1500 braças de frente, por 3000 braças de fundo. Requereu ao mesmo tempo com o sr. Pedro Miranda (na margem do Tubarão), e foi-lhe concedida ao mesmo tempo. A primeira marcação foi em seu tempo. Foi medida judicialmente em 1861, isto é, 22 anos depois que requereu as terras. Primeiro pediu o rumo NE, como divisão entre ele e o Miranda. Porém, quando feita a medição judicialmente, pediu mudança para o norte, e assim foi demarcada. Rabello gastou um conto de réis nessa medição judicial. Morreu em 1871, mais ou menos. Deixou a viúva, que mora ainda na mesma terra. Deixou também quatro filhos: João, casado; Joaquina, casada com um francês de nome Tomás; Antônio de Meio, casado; Maria, casada com Jesuíno Gordo. A partilha entre esses herdeiros está feita, e cada um está de posse de sua terra. Isto foi escrito em 1881. As terras de Rabello e Miranda foram, por exemplo, marcos na medição das áreas da Colônia Grão Pará;
1845 1 de março Termina a Guerra dos Farrapos
1846 — 1849 É assassinado José Mariano Guerrilha
1847 15 de abril A região passa a pertencer à cidade de Santo Antônio dos Anjos da Laguna
1849 A Igreja em Santa Catarina compreendia um arcipreste e 21 freguesias, divididas em 4 comarcas, sendo a da Laguna composta por 4 freguesias: Santo Antônio dos Anjos, Tubarão, Imaruí e Vila Nova
1862 Tomás Pinto interna-se nas matas do Vale do Braço do Norte, fugindo da justiça, após cometer um crime de morte em Desterro. Acompanham-no Manuel Guerrilha, José Marcolino da Rosa, Manuel Nazário Correia e Leandro Demétrio, com as respectivas famílias. Em discurso na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em 19 de outubro de 1953, por ocasião do pleito de criação do município de Braço do Norte, o deputado Frederico Kuerten tece breve relato sobre a vida dos cinco fundadores:
  • Tomás Pinto. Faleceu alguns anos depois, e seu filho João Tomás Pinto ainda encontra-se por lá
  • José Marcolino da Rosa. Teve alguns descendentes, sendo Luís Marcolino Rosa o único que permaneceu na região
  • Leandro Demétrio. Seus filhos Júlio e José foram para outro lugar. A viúva de José voltou e vive em situação na região
  • Manuel Guerrilha. Teve três filhas. Morava separado dos outros companheiros, na margem direita do Rio Braço do Norte. (Obs: Este é na verdade José Mariano Guerrilha, assassinado nos anos 1846 — 1849!)
  • Manuel Nazário Correia. Dentre seus companheiros foi o que mais prosperou. Apossou-se das terras que atualmente correspondem ao centro do município
1870 27 de maio Lei provincial n° 635 - Braço do Norte passa a pertencer ao município de Tubarão, devido ao desmembramento deste de Laguna
1872 Cinquenta e duas famílias de colonos provenientes da Colônia Teresópolis, guiadas pelo padre Guilherme Roer à procura de terras férteis, requerem terras ao Imperador Dom Pedro II
1873 6 de maio É emitido um despacho do Ministério da Agricultura, permitindo a cessão de terrenos às 52 famílias de colonos. Provavelmente em julho tenham chegado os primeiros deles para a derrubada de árvores e construção de ranchos. As primeiras famílias estabelecem-se antes do fim do ano. Até a escolha da sede, em 1878, e sua demarcação e venda a partir de 1879, os colonos habitavam o atual município de São Ludgero, onde o padre Roer rezou a primeira missa
1874 No início do ano as 52 famílias estabelecem-se no vale, totalizando umas trezentas pessoas. Francisco de Oliveira Sousa, mais conhecido como Chico Galego, instala a primeira casa de negócios, em terras compradas dos Nazário, na margem do rio, em frente ao local denominado Guerrilha
20 de maio Lei Imperial n° 740 autoriza a construção da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina, entre os atuais municípios de Imbituba e Lauro Müller
22 de junho Em ofício destinado ao presidente da província João Tomé da Silva, o agrimensor João Carlos Greenhalgh relata sobre o orçamento necessário para os reparos necessários à estrada da vila de Tubarão ao núcleo colonial de Braço do Norte. De acordo com seu ofício, "da barra do Braço do Norte ao rio Pequeno não existe estrada e nem ao menos caminhos".
16 de dezembro O engenheiro João Carlos Greenhalgh pede autorização ao presidente da província, João Tomé da Silva, para que a comissão possa proceder os trabalhos de medição dos lotes destinados aos alemães no rio Braço do Norte
1877 10 de novembro Edital do engenheiro Carlos Othon Schlappal, lavrado no Rio Braço do Norte:
"Edital
O Engenheiro Carlos Othon Schlappal nomeado pelo Governo Imperial, para verificar a medição de lotes coloniaes nos valles dos rios Braço do Norte e Capivary, e ahi discriminar as terras do dominio Publico das do particular e Juiz Commissario ad hoc. Faz publico q. ninguem pode abrir picada, medir e demarcar em terras devolutas, ainda que sejão requeridas ou para requerer, sem serem de definitiva propriedade nas respectivas zonas, sem que para isso sejão autorisados pelo Governo: os contraventores serão sujeitos ao Artº 2º 2 § unico da Lei nº 601 de 18 de Setembro de 1850. E para que chega ao conhecimento de todos, mandei afixar o presente Edital nos lugares mais publicos.
Rio Braço do Norte em 10 de Novembro de 1877.
O Engenheiro
Carlos Othon Schlappal"
Nesta época o engenheiro Joaquim Vieira Ferreira estava medindo as terras da Colônia Azambuja. Sua família morava em Pedrinhas, próximo à Barra do Norte. Seu filho relata: "Pela estrada não passavam só as tropas que vinham da serra, mas também os cargueiros em que os alemães do Braço do Norte levavam a Tubarão os produtos de suas lavouras e as linguiças de sua salsicharia. Vendiam um pão de milho amassado com alguma farinha de trigo à moda portuguesa."
A província de Santa Catarina é dividida em quatro comarcas eclesiásticas, sendo a da Laguna composta pelas freguesias de "S. Antonio dos Anjos da cidade da Laguna, S. Anna de Villa Nova, N. S. da Piedade do Tubarão, São João d'Imaruhi, e N. S. Mãe dos Homens do Araranguá"
1878 Criado um sub-distrito policial, passo fundamental para a organização administrativa do vale
O agrimensor Carlos Othon Schlappal escolhe terras em mata, para um futuro povoado, centro administrativo e religioso de todo o vale
1879 25 de agosto A população dos colonos alemães é de 78 famílias, com 468 almas, e 44 famílias de colonos nacionais, com 248 almas, o que perfaz o total da população de 716 indivíduos
14 de outubro Relatório de Carlos Othon Schlappal mapeia o local da sede da colônia, incorporando-o à província mediante a aquisição de terras pertencentes a Luís Nazário e Francisco de Oliveira Sousa. Por ser um quadrado de terras reservado para lotes urbanos, foi designado por Quadro, nome que substituiu o de Guerrilha. A sede foi dividida em 89 lotes urbanos, as ruas com 20 m de largura, e a praça com um quadrado de 220 m de lado. São Ludgero, onde as 52 famílias instalaram-se, continuou a ser designada como Braço do Norte, e mais tarde como "colônia"
1881 Documento de Charles Mitchell Smith Leslie, sobre a medição das terras do patrimônio dotal da Princesa Isabel, com os seguintes dados:

"Divisão da posse de Luis Nazário Correia, em que se acha colocada a sede da colônia de Braço do Norte: Luis Nazário Correia requereu do governo, em frente ao lugar outrora denominado Guerrilha, 1.500 braças de frente pelo rio, por 600 braças, mais ou menos, de fundo. Ele vendeu estas 1.500 braças em lotes, a diversas pessoas que hoje estão de posse:

Posseiro Lote
(braças de frente)
Observação
Alexandre Campos 200
Amorim 200
Nazarinho 200
Severino Francisco de Matos 80
Francisco de Souza 120
Luis Nazário Correia 150 Estas duzentas braças pelo rio, com duzentas de fundo, formam hoje a sede de Braço do Norte
Francisco de Oliveira Sousa 50
Custódio Gordo 110
Manuel Nazário 150
Custódio Gordo 240
A população em 1881 é de aproximadamente 920 almas
De acordo com Joaquim Caetano Pinto Júnior, a população da frequesia do Tubarão é de 13 mil almas, sendo 2 mil pertencentes à Colônia Azambuja e 1 mil à colônia alemã de Braço do Norte
1882 2 de dezembro Fundação da Colônia Grão Pará, com escritório estabelecido provisoriamente no Quadro
1884 1 de setembro Inauguração da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina
27 de dezembro Passagem do Conde d'Eu por Braço do Norte, ao deslocar-se de Orleans a Grão Pará
1887 22 de agosto Inauguração da Capela de Santa Augusta
1888 2 de outubro Lei n° 1217 - Criação do Distrito de Paz do Braço do Norte
1889 15 de novembro Proclamação da República do Brasil
1892 17 de maio Decreto n° 152 - Legislação de criação do distrito, subordinado a Tubarão
1893 fevereiro a
agosto de 1895
Durante a Revolução Federalista, mais proximamente a seu término, colonos e guerrrilheiros foram mortos em Braço do Norte. Na praça central foi morto José Voss, e nas imediações da ponte de arame, também no centro, foram mortos Huberto Venke e os irmãos Dimon. Foram fuzilados quando em fuga a nado no rio Braço do Norte. Em São José, no caminho para Rio Fortuna, foi morto um filho aleijado do velho Borgert.
16 de agosto Lei n° 13 - A Câmara Municipal de Tubarão concede uma área de 440 metros quadrados em Quadro do Norte, para patrimônio da sede do distrito
24 de agosto Nascimento de Nicolau Gesing
31 de dezembro Nascimento de Huberto Rohden
1902 3 de outubro Resolução 719 - Criação do Distrito Policial
1914 28 de julho Início da Primeira Guerra Mundial
1916 28 de março Nascimento de Frederico Hobold, Arcebispo Metropolitano de Florianópolis. Faleceu em Florianópolis, em 12 de março de 1970
Visita pastoral de Dom Joaquim, vindo de Florianópolis a cavalo. Celebrou 224 crismas. Viajou de 8 de maio a 30 de agosto
1917 Curato
1918 11 de novembro Fim da Primeira Guerra Mundial
1924 Construção da escola paroquial, sendo seu primeiro professor Pedro Scharf
1926 10 de junho Lei Municipal n° 142 - O distrito é oficialmente denominado Collaçópolis, em homenagem ao coronel da Guarda Nacional Luís Martins Collaço
1928 26 de junho Lei n° 149 - Denominação definitiva de Braço do Norte
1929 É formada uma comissão para construção da torre e alargamento da igreja. Decidiu-se então pela construção de uma nova igreja, que é a atual, na praça Padre Roer
1930 1 de março Nas eleições haviam 173 votantes, não ocorrendo abstinência. Os quatro candidatos listados a seguir obtiveram 173 votos, o que demonstra o rígido controle político do coronelismo na região:
  • Pereira e Oliveira (senador)
  • Edmundo da Luz Pinto (deputado federal)
  • Fúlvio Aducci (deputado federal)
  • Walmor Branco (deputado federal)
3 de outubro Pedro Philippi e seu pai, de Braço do Norte, integram a tropa de civis na revolução de 1930, que partindo de Torres invadem Santa Catarina
9 a 16 de outubro As tropas revolucionárias comandadas por Trifino Correia estabelecem seu quartel-general em Braço do Norte
27 de outubro Ligadas as chaves da primeira usina elétrica, propriedade do então intendente Teodoro Bernardo Schlickmann
A escola paroquial é transformada pelo governo em Grupo Escolar Dom Joaquim, com 4 professores
Visita pastoral de Dom Joaquim, viajando de 18 de janeiro a 28 de fevereiro. Na paróquia de Quadro do Norte realiza 2589 crismas
1931 7 de setembro É lançada a pedra fundamental da atual igreja matriz
1932 janeiro Concluídos os fundamentos da atual igreja matriz
1933 Conclusão da torre direita da atual igreja matriz
Instala-se em Braço do Norte o médico charlatão André Kirialege, judeu da Tchecoslováquia, onde permaneceu atuando como médico até 1935
1936 É formada uma comissão pró hospital, presidida por Teodoro Bernardo Schlickmann, sendo o padre Jacó Luís Nebel presidente de honra. O hospital provisório foi instalado na casa anteriormente alugada pelo falso médico. Sem médico nem enfermeira, foi contratada a senhora Rosa Schroeder, parteira de Armazém, permanecendo até 1940. Nesta época o hospital provisório foi assistido por alguns médicos, dentre eles Miguel de Patta e Azan
1937 A comissão pró-hospital, presidida então por Bernardo Francisco Locks, decide-se pela construção de um prédio próprio
1938 Feitura e assinatura dos estatutos do futuro hospital
Continuam a circular na imprensa queixas contra o terço em alemão. É publicado um aviso indicando que as inscrições nos cruzeiros em frente às igrejas sejam redigidos em português
1939 1 de setembro Início da Segunda Guerra Mundial
1940 Visita pastoral de Dom Joaquim, agora de automóvel
1941 Instala-se o médico recém formado Hernesto Essenfeld
1942 24 de julho É lançada a pedra fundamental do Hospital Santa Terezinha, sob a presidência de Oswaldo Westphal, em terreno doado por Jacó Batista Uliano, anteriormente de propriedade da firma Pinho e Cia
23 de outubro O vigário é detido por ordem do Secretário da Segurança Social e Política, retornando a Braço do Norte somente em 23 de dezembro
1943 Primeira tentativa de criação do município, desmembrando-o de Tubarão. Pedro Michels e Dorvalino Locks viajam a Florianópolis, a fim de discutir suas pretenções com o interventor Nereu Ramos, porém esta primeira tentativa de emancipação política foi frustrada
1944 6 de agosto Inauguração do Grupo Escolar Dom Joaquim Domingues de Oliveira
1945 2 de setembro Fim da Segunda Guerra Mundial
1949 fevereiro Chegaram as duas primeiras irmãs do Instituto Coração de Jesus, irmã Sofia e irmã Dária, vindas do Rio de Janeiro
Instala-se em Braço do Norte o médico Luís Mello
1950 Braço do Norte torna-se paróquia, tendo sido curato desde 1917. É iniciada a construção da casa paroquial
1951 30 de setembro É benzida a nova matriz. As estátuas de madeira foram feitas pelo italiano Artur Pederzoli
Instala-se em Braço do Norte o médico recém formado Oswaldo Dick, após ter-se retirado o médico Luís Mello
Início da transladação do antigo para o atual Cemitério Municipal de Braço do Norte
1952 Visita pastoral de Dom Joaquim, desta vez deslocando-se de avião. Decolou de Florianópolis em 27 de novembro, com destino a Tubarão. Retornou em 23 de dezembro.
Inauguração da casa paroquial
Demolição do prédio antigo do Grupo Escolar Dom Joaquim
1953 31 de dezembro Lei n° 1022 - Criação do Município de Braço do Norte, constituido de dois distritos: Braço do Norte e Rio Fortuna. O tenente Pedro Nogueira de Castro foi indicado pelo governador Irineu Bornhausen como prefeito provisório
1954 15 de novembro Dorvalino Locks assume a prefeitura municipal, permanecendo no cargo até 22 de junho de 1955
28 de dezembro Criação da Diocese de Tubarão, desmembrada da Arquidiocese de Florianópolis. O primeiro bispo foi Dom Anselmo Pietrulla, de 11 de maio de 1955 a 17 de setembro de 1981
Estabelece-se em Braço do Norte o médico Vilson Lapa
1955 22 de junho A criação do município é declarada inconstitucional, e Braço do Norte volta a ser distrito de Tubarão
22 de outubro Lei n° 231 - Criado novamente o município de Braço do Norte, desta feita definitivamente
26 de novembro Instalação do município, constituído de dois distritos: Braço do Norte (sede) e Rio Fortuna
1958 21 de junho Lei estadual n° 348 - O município de Rio Fortuna é desmembrado de Braço do Norte
1959 10 de maio Criação da comarca de Braço do Norte
1962 12 de junho Lei n° 829 - O município de São Ludgero é desmembrado de Braço do Norte
1972 Inauguração do asfaltamento da estrada Braço do Norte - Gravatal, trecho da SC-438
1999 20 de novembro Lei n° 11227 - São desmembrados do município de Orleans e anexados ao município de Braço do Norte os bairros: Lado da União, Rio Glória Baixo, Rio Glória Alto (anexação parcial) e Rio Cachorrinhos. A área anexada abrange 29,71&nbsp km²
2001 25 de outubro Lei n° 11956 - O município é oficialmente reconhecido como Capital Catarinense da Moldura

Lei de criação do município

Lei n° 231, de 22 de outubro de 1955. Cria o município de Braço do Norte, da qual são transcritos aqui os dois primeiros artigos:

Poder Legislativo

Ver Vereadores de Braço do Norte.

Mídia

Televisão

Geografia

Sua população é estimada em 27 730 habitantes (IBGE/2007), vivendo numa área de 223,91 km².

O Vale do Braço do Norte tem início na Barra do Norte (afluência do Rio Braço do Norte no Rio Tubarão), no município de São Ludgero, e estende-se até o município de Anitápolis.

A distância até a capital Florianópolis é de 170 km, seguindo inicialmente no sentido sul até Tubarão e então no sentido norte pela BR-101. A distância até a capital pode ser reduzida a 150 km, partindo de Braço do Norte a Rio Fortuna, passando por São Bonifácio, e prosseguindo então pela BR-282 até Florianópolis. O inconveniente deste percurso são os 48 km entre Rio Fortuna e São Bonifácio, pois a estrada é em leito natural e repleta de curvas.

Ligações rodoviárias regionais

Municípios fronteiriços. As conexões de Braço do Norte com os municípios fronteiriços, por rodovias estaduais pavimentadas, são:

Municípios próximos

Economia

Até a década de 1960 a economia do município era fundamentada na agropecuária.

O município de Braço do Norte tem um parque industrial diversificado, produzindo entre outros bebidas e refrigerantes (por exemplo, Água da Serra), doces e produtos alimentícios (por exemplo, Áurea Alimentos), máquina para acabamento de molduras (por exemplo, Gaidzinski), principalmente os derivados de leite, suinos e aves.

Destacam-se os setores de máquinas e equipamentos, produtos de uso doméstico (higiene e limpeza), produtos têxteis e esmaltados. Porém de realce maior é o parque industrial dedicado à produção de molduras.

O parque industrial moldureiro, iniciado por Heriberto Effting em Braço do Norte, abrange atualmente os municípios de Grão Pará, Orleans e São Ludgero, constituindo o maior parque sul-americano na produção de molduras.

Bairros

O perímetro urbano de Braço do Norte é composto de 14 bairros (Lei municipal nº 1465, de 30 de abril de 1999):

  1. Abissínia
  2. Bela Vista
  3. Centro
  4. Coloninha
  5. Floresta
  6. INSS
  7. Lado da União
  8. Nossa Senhora de Fátima
  9. Nossa Senhora das Graças
  10. Santa Augusta
  11. São Basílio
  12. São Francisco de Assis
  13. São Januário
  14. Trevo
  15. Vila Nova
    Os demais bairros, compondo o Perímetro Rural, são:
  16. Açucena
  17. Alto Travessão
  18. Avistoso
  19. Azeiteiro
  20. Baixo Pinheiral
  21. Foz do Rio Amélia
  22. Linha Uruguaia
  23. Morro Azul
  24. Pinheiral
  25. Riacho Alegre
  26. Rio Amélia
  27. Rio Bonito
  28. Rio Cachorrinhos
  29. Rio Carolina
  30. Rio Coruja
  31. Rio Glória Baixo
  32. Rio Glória Alto
  33. Rio Indaial
  34. Rio Santo Antônio
  35. São José
  36. São Maurício
  37. Sertão do Rio Bonito
  38. Taquaruçu
  39. Tijuquinha
  40. Travessão
  41. Uruguaia
  42. Vila Alegre
  43. Vista Alegre
Quem nasce em Braço do Norte é braçonortense
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Braço do Norte/SC

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