| Município de Entre Rios de Minas | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
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| Fundação | 20 de dezembro de 1713 | ||||
| Gentílico | entrerriano | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Mário Augusto Alves de Andrade (PTB) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Minas Gerais | ||||
| Mesorregião | Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Conselheiro Lafaiete IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Casa Grande, Desterro de Entre Rios, Jeceaba, Lagoa Dourada, Queluzito, Resende Costa, São Brás do Suaçui | ||||
| Distância até a capital | 120 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 462,816 km² | ||||
| População | 14.548 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 29,7 hab./km² | ||||
| Altitude | m | ||||
| Clima | Tropical de altitude | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,744 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 55.032 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 4.031,00 IBGE/2005 | ||||
Entre Rios de Minas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 13.555 habitantes.
Índice |
O município de Entre Rios de Minas tem as suas origens no século XVIII com a chegada dos portugueses Pedro Domingues e Bartolomeu Machado à região, em 1713. Bartolomeu Machado ergueu a sua casa no lugar onde se encontra hoje a Fazenda do Engenho. Anos depois, ergueu uma capela em homenagem a Nossa Senhora das Brotas, em torno da qual surgiu o povoado do Bromado, que posteriormente teve o seu nome alterado para Brumado do Suaçuí. Em 1875 foi elevado a distrito e, em 1953, a cidade, recebendo o nome de Entre Rios de Minas, por estar situada entre os rios Camapuã e Brumado.
As ruas calmas, com casarões ainda conservados, a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Brotas, de influência neogótica, e o Hospital Cassiano Campolina, construído em 1910, propiciam à cidade uma atmosfera de aconchego. Entre Rios de Minas vem se tornando conhecida por sediar importante seleção de cavalos da raça Campolina, criados em Minas e muito apreciados em outros estados. Na Fazenda do Tanque, onde tiveram início os cruzamentos desses animais, preserva-se um belo casarão construído no final do século XIX e áreas com reservas naturais que constituem bonitas paisagens.
O município possui também várias cachoeiras com poços que proporcionam ótimos passeios no verão. As principais são a dos Coqueiros, a 12 km do centro e a do Gordo, a 18 km.
A economia de Entre Rios de Minas se baseia na pecuária leiteira; em pequena escala, são produzidos organicamente licores, doces caseiros, legumes, verduras e uma excelente cachaça, fabricada artesanalmente e famosa na região. Trabalhos de cestaria, tecelagem em palha de milho, esculturas em madeira, crochê e bordados são os principais produtos do artesanato local.
Uma festa tradicional de Entre Rios é a de sua Padroeira, Nossa Senhora das Brotas, realizada no dia 15 de agosto. O município comemora também outros eventos tradicionais, que reafirmam e celebram as práticas agropecuárias ancestrais e sustentam a economia da região, tais como: a Folia de Reis, o Canto da Capina, a Dança da Manguara, a Festa do Carro de Boi dos Coelhos, a Festa de São Sebastião e a Festa da Colheita, de mais de 50 anos. Uma feira semanal dos produtores rurais reúne a população da cidade, na Praça Senador Ribeiro de Oliveira.
A Sociedade Musical Nossa Senhora das Brotas existe há décadas na cidade e possui um rico acervo de instrumentos antigos e partituras. O Grupo de Seresta Rios ao Luar resgata a tradição da moda de viola, e o Sr. Tião Azevedo, com mais de 90 anos bem vividos, até hoje fabrica artesanalmente violas e violões em sua oficina.
O belo Hospital Cassiano Campolina, recentemente restaurado, com um fogão de ferro à lenha ainda ativo; a Capela dos Olhos d´Água, da primeira fase da arte colonial mineira, e a Cachoeira do Gordo fazem parte do acervo cultural protegido no município, pela importância histórica e cultural que desempenham. São também preservadas algumas fazendas coloniais; as ruínas da Casa de Pedra do Gambá, datadas de 1701 e atribuídas à bandeira de Fernão Dias; e sítios de possível interesse arqueológico, remanescentes dos locais em que viveram as tribos dos índios Cataguá.
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