Guairaçá - Paraná - Informações sobre a cidade

Município de Guairaçá
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Brasão desconhecido Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário
Fundação
Gentílico guairaçaense
Lema
Prefeito(a) Janeslei Amadeu (PP)
(2009 – 2012)
Localização

22° 56' 02" S 52° 41' 09" O22° 56' 02" S 52° 41' 09" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Noroeste Paranaense IBGE/2008
Microrregião Paranavaí IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes
Distância até a capital
Características geográficas
Área 493,939 km²
População 5.867 hab. est. IBGE/2009
Densidade 12,5 hab./km²
Altitude m
Clima
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,708 médio PNUD/2000
PIB R$ 41.382 mil IBGE/2005
PIB per capita R$ 6.771,00 IBGE/2005

Guairaçá é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada em 2004 era de 6.073 habitantes.

História

A região comumente chamada de noroeste, pertence ao espaço geográfico que WACHOWICZ (1995, p. 255), convencionou chamar de Norte Novíssimo.

FILIPAK (2002, p. 348), registra este verbete: Três Paranás.1 O eminente e saudoso historiador professor Dr. Ruy Christovam Wachowicz, na sua obra História do Paraná (6.ª edição), histórica e:etnicamente dividiu o Paraná em três Paranás. O Paraná 1 é o Paraná Tradicional, (…) O Paraná 2 é o norte do Paraná, com os seus três importantes:pólos. 1. – O Norte Pioneiro, (…) 2. O Norte Novo, (…) 3. O Norte Novíssimo, constituído pelos eixos Maringá-Paranavaí e Maringá-Umuarama, povoado:pelos migrantes paulistas, nordestinos e gaúchos entre os anos de 1947-1960 (…).

FERREIRA (1999 p. 73), apresenta a seguinte delimitação do Norte Novíssimo: "Região que se desdobra da linha traçada entre as cidades de Terra Rica e Terra Boa, até o curso do Rio Paraná, ultrapassando o Rio Ivaí e abarcando toda a margem direita do Rio Piquiri".

Grandes levas humanas, dirigiram-se para esta região paranaense, que ainda era recoberta por denso manto florestal.

Antigos moradores da região registram que, nessa época, era intensa a cantilena dos machados nas derrubadas de matas. Essas depois eram incendiadas, para, com pequenas providências mais, dar condições de plantio.

Vastas extensões do arenito caiuá em breve reverdeceriam com cafezais que iriam recobrir o território então explorado pela agricultura. Os municípios desta região tiveram um início similar. As coberturas naturais deram lugar principalmente à cultura do café que, por mais de duas décadas, foi um plantio quase exclusivo nesta região.

FERREIRA (1999, p. 76) informa que: Depois de Maringá, a cafeicultura distribuiu-se em três outras frentes, à procura de novas terras, pois nos nortes velho e novo já começavam a escassear as terras. Isso já nas décadas de 1940/50. No sentido de Paranavaí, caminhando até as barrancas do Rio Paraná, foi encontrado o obstáculo deste rio.

A ocupação do território em apreço desencadeou uma grande movimentação sócio-econômica. Temos em TOMAZI (1997, p. 232) que: (…) como a (re)ocupação2 completou-se com base na expansão da cafeicultura, gerando uma busca indiscriminada de novas terras para o plantio de novos cafezais. Neste processo, estiveram presentes, todos os setores interessados na venda/compra de terras. Como vendedores as antigas e novas companhias privadas de colonização, o governo estadual como colonizador, e os grandes fazendeiros, parcelando suas propriedades. Como compradores colonos, "formadores de cafezais" e até profissionais liberais e comerciantes de fora e da própria região.

É interessante observar que o plantio de café era conseqüência de um processo maior ou, noutros termos, estava em consonância com os rumos da macroeconomia brasileira de então.

Conforme afirma também TOMAZI (1997, p. 232): (…) do ponto de vista econômico de 1945 a 1955, com Gaspar Dutra e novamente com Getúlio Vargas como presidentes, o país procura industrializar-se, mas ainda mantém uma base agrária muito forte, pois a produção agropecuária ainda mantém sua supremacia no valor do Produto Interno Bruto.

A expansão da cultura cafeeira era sustentada pelos altos preços praticados no mercado internacional e por meio dos incentivos para o plantio iniciado no Paraná já na década de 40.

TOMAZI, (1997, p. 233), lembra que esses incentivos: (…) criaram, nos anos seguintes, e, principalmente, no final da década de 50 e 60, as grandes safras de café que nos anos de 1959/60 e 1962/3, produziram um total de aproximadamente 70 milhões de sacas de 60 kg e colocaram o estado como o maior produtor de café do Brasil.

A ocupação de toda a região noroeste se deu num prazo bem curto, devido à procura de terras para a expansão cafeeira. Mas, assim como foi rápida a ocupação, culminando com os anos de máxima produção de café no estado e no país, foi também rápido o declínio da cafeicultura.

Nesse sentido, TOMAZI (1997, p. 234) afirma que: (…) até os anos 50, a cafeicultura foi preponderante a leste do rio Tibagi, (MESO-REGIÃO [sic] Norte Pioneiro), na década de 50 ela predominou nas terras novas da MESO-REGIÃO [sic] Norte Central Paranaense (a oeste do Tibagi) e na década de 60, o centro dinâmico deslocou-se para as meso-regiões [sic] Noroeste4 e Centro-ocidental Paranaenses, sendo que, nessa década, a cafeicultura norte-paranaense alcançou seu auge, suplantando São Paulo e, ao mesmo tempo, teve início seu declínio.

Nas décadas seguintes, com a opção por uma política de diversificação da agricultura e o incentivo para a utilização de equipamentos e insumos agrícolas (máquinas, adubos, sementes), dá-se uma acentuada redução da cafeicultura. Novos empreendimentos mudam, nesse âmbito, a face do Paraná.

Etimologia

Há mais de uma versão sobre o nome dado ao Município. Elas são examinadas a seguir:

A Sr.ª Elza Moreira Gomes afirma que o nome seria Guairacá, informação obtida com o Sr. Olavo de Melo Franco: (…) ele me disse [o Sr. Olavo] (…) na verdade é que o nome seria em homenagem aos índios que viviam próximos, aqui na divisa do Estado do Paraná com São Paulo. Que era a última tribo que vivia na região, que vieram morar aqui na proximidade, então para nós foi uma homenagem da época, da única tribo (…) Não puderam registrar como Guairacá, pois na região de Guarapuava já existia. E o cartorário disse que não poderia haver duas cidades com o mesmo nome. Aí foi onde o cartorário colocou a cedilha e o acento, e ficou Guairaçá.

Outra versão dá conta de que teria sido uma homenagem de Milton Vasconcelos Prado a um ex-expedicionário da FEB de nome Guairaçá de Moraes Nobre9.

Outro pioneiro dá a seguinte versão, à pergunta: (…) o nome da cidade, é em homenagem ao índio? É. A palavra certa seria Guairá-acá, queria dizer "o grande rio", acá é rio parece, e Guairá seria o nome de um índio que era o cacique. Seria "índio do de rio" seria mais ou menos assim. E no registro lá em Curitiba eles colocaram Guairaçá [com cedilha] e não teve como mudar. (Sr. OSCAR MEWES – FEV/2004)

Todas estas versões permaneceram por tradição oral. A suposição quanto à origem do nome, encontra-se o verbete: "Guairacá – s. A lontra." (Fonemas consonantais: /g/, /r/, /k/.) Próximo ao Município há um córrego com este mesmo nome. É de se pensar que houvesse muitos desses mamíferos semi-aquáticos na região. Seria a origem do nome do Município?

Quem nasce em Guairaçá é guairaçaense
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Guairaçá/PR

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