Hortolândia - São Paulo - Informações sobre a cidade

Município de Hortolândia
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Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 19 de maio de 1991 (19 anos)
Gentílico hortolandense
Lema Construindo uma vida melhor!
Prefeito(a) Ângelo Augusto Perugini (PT)
(2009 – 2012)
Localização

22° 51' 28" S 47° 13' 12" O22° 51' 28" S 47° 13' 12" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Campinas IBGE/2008
Microrregião Campinas IBGE/2008
Região metropolitana Campinas
Municípios limítrofes (N) Sumaré
(S e O) Monte Mor
(L) Campinas
Distância até a capital 115 km
Características geográficas
Área 62,224 km²
População 205.856 hab. est. IBGE/2009
Densidade 3.243,0 hab./km²
Altitude 587 m
Clima Tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,79 médio PNUD/2000
PIB R$ 2.851.580 mil IBGE/2005
PIB per capita R$ 14.677,00 IBGE/2005

Hortolândia é um município brasileiro do estado de São Paulo, pertencente à Região Metropolitana de Campinas. Fundada em 19 de maio de 1991, a cidade é um polo químico/farmacológico, e está se tornando um polo tecnológico com empresas de grande porte tecnológico.

Localiza-se a uma latitude 22º51'30" sul e a uma longitude 47º13'12" oeste. Sua população estimada em 2009 era de 205.856 habitantes. Sua área segundo o IBGE, é de 62,224 km² e a sua altitude média é de 587 metros.

Hortolândia está localizada entre os grandes polos industriais do país, a 115 quilômetros de São Paulo e a 24 quilômetros de Campinas. Seu atual prefeito é Ângelo Augusto Perugini. O município é o 7º mais rico da Região Metropolitana de Campinas e o 101º mais rico do Brasil.

Índice

História

Origens

Em 1798 com a doação de terras da Coroa Portuguesa, as sesmarias, que eram ligadas a Campinas para Joaquim José Teixeira Nogueira, proprietário de engenho de cana-de-açúcar, acabou consolidando sua estabilidade econômica, agrícola e pastoril por estas terras. Escravagista, foi pioneiro na plantação de café. Na época da abolição dos escravos, Francisco Teixeira Nogueira Júnior, seu neto, distribuiu uma área considerável para os escravos. Mas a doação, feita verbalmente, acabou roubada pelo médico americano Dr. Jonas, que cobrava cinco mil contos de réis por uma simples consulta.

Jacuba do século XIX.

As terras negociadas eram cercadas por divisas de vales e rios por espertalhões que se aproveitavam da ingenuidade dos escravos, principalmente no bairro Matão.

Como essa área não favorecia a plantação de café, as terras foram dedicadas à plantação de algodão, cana e parte pastoril. Era considerada também o caminho principal que levava ao comércio de gado e plantações.

Hortolândia tem origem em Campinas e Sumaré. Por volta de 1866, a área do município estava dividida em grandes e pequenas propriedades agrícolas. Esta região, pertencente à Campinas, se destacava nas produções de café, algodão e açúcar, além das culturas de subsistência. Os registros mostram que, no final do século XIX, aconteceram várias vendas de terra na região, que era denominada de Jacuba (do tupi-guarani, y-acub, "água quente"), "Sítio de Jacuba", como dizem os documentos. Os documentos mencionam terras, mas pouco se referem a casas ou benfeitorias. Jacuba era ainda uma região pouco povoada e de fraca atividade econômica.

Jacuba era passagem de tropeiros, colonos e escravos. Eles passavam por áreas próximas, onde hoje é o bairro Taquara Branca. À beira do rio faziam uma parada quase que obrigatória para descansar, dar água aos animais e até para pouso. Segundo historiadores, estas pessoas aproveitavam o descanso para comer um pirão chamado "Jacuba", feito de farinha de mandioca, cachaça, açúcar e mel. Assim, por causa das denominações populares, o local passou a se chamar Jacuba.

A estação de Jacuba, em 1918. Foto do álbum dos 50 anos da Paulista, Museu da Cia. Paulista, Jundiaí.

O povoado começou a tomar expressão quando foi inaugurado, em 1896, o posto telegráfico. Mais tarde, em 1917, o posto telegráfico de Jacuba passou a ser estação ferroviária. Só em 1947 é que começa o seu crescimento, com a apropação do loteamento Parque Ortolândia, de propriedade de João Ortolan. Em dezembro de 1953, o povoado de Jacuba, pertencente ao Distrito de Santa Cruz, município de Campinas, foi elevado a Distrito de Jacuba, do município de Sumaré, emancipado na mesma época. Em 1958, Jacuba passa a ser conhecida como Hortolândia, distrito de Sumaré.

Em meados da década de 1970 é construído de fronte a Igreja de São Francisco de Assis, referência da comunidade católica local, o prédio onde foi instalado a sub-prefeitura do Distrito de Hortolândia que durante o processo de emancipação foi sede administrativa do primeiro governo municipal de Hortolândia, onde hoje funciona o posto de saúde da Vila Real. Trinta e três anos depois, em 19 de maio de 1991, Hortolândia emancipa-se de Sumaré, passando a ter uma identidade própria no processo de desenvolvimento da região.

Emancipação

Em 1979, o Distrito de Hortolândia tem como desdobramento do desenvolvimento industrial o avanço no setor comercial trazendo novas exigências para o distrito como a instalação de seu primeiro posto bancário, o qual se encontra em atividade até os dias de hoje.

O crescimento relâmpago de Hortolândia resultou no crescimento dos recursos gerados pelo distrito. Na década de 1980, Hortolândia era responsável pela maior parte da arrecadação de Sumaré, ultrapassava os 60%. Era hora do distrito, que por tantos anos atuou como mero figurante no cenário regional, ocupar seu lugar de direito. A organização popular seguiu para o movimento pró-emancipação. Os moradores queriam autonomia para definir o futuro de Hortolândia, os hortolandenses decidiram pela criação do município. Foi em 19 de maio de 1991, que 19.081 mil eleitores votaram "sim" no plebiscito que decidiu pela emancipação político-administrativa do distrito.

Nascia, assim, da vontade popular, o município de Hortolândia, formado por 110 mil habitantes que escolheram a região para morar, vindas de várias partes do país, em pleno êxodo rural, quando o estado de São Paulo era o destino daqueles que buscavam oportunidades de trabalho e qualidade de vida.

Criado através da lei nº 7.764 de 30 de dezembro de 1991, Hortolândia emancipa-se de Sumaré, passando a ter autonomia sob o seu processo de desenvolvimento na região, apesar de ter sido criado em 1991 a administração só é implementada de fato, a partir de 1993.

Infraestrutura e desenvolvimento urbano

Inserção regional
Região Metropolitana de Campinas.

Situado a 115 km da capital paulista e a 24 km de Campinas, o município de Hortolândia possui uma posição estratégica, entre grandes polos de desenvolvimento. Por sua posição privilegiada, a região atrai grandes organizações industriais, além de estar cercada por grandes universidades.

A localização geográfica do município se dá a oeste de Campinas, limitando-se ainda com os municípios de Sumaré e Monte Mor. Possui uma área de 62 km², sendo o menor município da Região Metropolitana de Campinas. O principal rio que corta o município é o Ribeirão Jacuba.

O município beneficiou-se economicamente por estar ao longo da Rodovia Anhanguera, ser limítrofe de Campinas e estar próximo ao Aeroporto Internacional de Viracopos.

Mais recentemente foi implantada a continuação da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) que atravessa o município, na região do Jardim Amanda. Esta rodovia permitiu importante acesso ao município através do trevo no entrocamento com a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101) em área próxima a empresa IBM do Brasil.

Há uma visível conurbação entre Campinas, Sumaré e Hortolândia, sem uma clara identificação dos limites territoriais destes municípios. A interdependência física-territorial e sócio-econômica é um elemento de extrema importância na elaboração de planos e projetos para os municípios em questão.

Evolução histórica da urbanização

A análise da ocupação do território de Hortolândia, foi feita segundo dois períodos, utilizando-se como referência o levantamento aerofotogramétrico do Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC) de 1993, ano em que foi implementada de fato, a primeira administração da cidade. Até 1993, verifica-se que as urbanizações de Hortolândia ocorreram no entorno do núcleo original, próximo a estação ferroviária, com os loteamentos Ortolândia, Remanso Campineiro, Vila Parque São Francisco, Jardim Santana, Vila Real, Nova Hortolândia, Nossa Senhora Auxiliadora, entre outros.Neste período, destaca-se ainda a urbanização das áreas próximas a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), que interliga o município à Via Anhanguera, destacando-se os loteamentos Jardim Rosolém, Sumarezinho, Santa Emília, Santa Izabel, Santo Antônio, Nossa Senhora de Lourdes, Chácara Fazenda do Coelho, entre outros.

Havia portanto, até 1993, duas regiões urbanizadas na cidade: a região mais central e a região do Rosolém e Sumarezinho, sendo importante destacar que até este ano, a cidade possuía em torno de 90 mil habitantes que residiam nestas áreas urbanizadas.

A partir deste período, ocorre uma grande expansão das áreas urbanizadas do território do município, em especial, pela implantação do loteamento Jardim Amanda, caracterizando como um loteamento de grande extensão e padrão popular, que provocou o alto crescimento populacional.

Outras áreas foram loteadas e incorporadas a área urbanizada, como os loteamentos Jardim Carmem Cristina, Estefânia, Santa Luzia, Laranjeiras, Jardim São Bento, Stela, São Sebastião, Adelaide, entre outros.

Mais recentemente, surgiram loteamentos de padrão habitacional e de renda mais altos, como Jardim Residencial Firenze, Parque Gabriel, Jardim Green Park Residence e Villa Flora. Constata-se que as áreas mais centrais vem sendo utilizadas para empreendimentos habitacionais com padrões mais altos, contrastando com áreas urbanizadas nas regiões mais distantes do centro com padrões habitacionais mais baixos e carentes de infraestrutura.

Geografia

Clima

O município de Hortolândia está inserido em uma região na qual o clima é denominado tropical de altitude (Cwa), um clima mesotérmico com temperaturas amenas (verão 25 °C, inverno 18 °C), e com chuvas concentradas no verão.

Uso do solo

Uso residencial: A ocupação pelo uso residencial se estende por todo o território, com residências unifamiliares de padrão alto, médio e baixo.

São raras as edificações multifamiliares e verticalizadas no município destacando-se apenas alguns prédios na região central e outros prédios de quatro pavimentos destinados à habitação popular. Nos últimos anos surgiram alguns loteamentos de padrão alto e começam surgir loteamentos fechados no município.

Geomorfologia

Com formas de relevo mais homogêneas inseridas na área denominada zona da depressão periférica paulista, com diversidade de solos, predominando colinas médias com interflúvios mais estreitos, com drenagem de baixa densidade e solos variando de latossolos vermelhos a amarelos, próprios para culturas mecanizáveis; e ainda solos prodozolizados arenosos, próprios às pastagens e culturas ocasionais.

Matas

No município verifica-se a quase total ausência de cobertura vegetal nativa, resultado de um histórico processo de uso da terra por monoculturas como o café e da pecuária bovina.

Os fragmentos remanescentes de mata localizados nas áreas de proteção permanente (APP) sofrem continuamente a pressão de assentamentos urbanos irregulares.

Hidrografia

O principal rio que corta o município é o Ribeirão Jacuba, que inserido na bacia do Rio Piracicaba e do Tietê-Sorocaba, integrando o consórcio das bacias dos rios Piracicaba-Capivari e Jundiaí. Foram delimitadas no território seis microbacias:

Foto da ampliação da margem do Ribeirão Jacuba.
Parque Socioambiental Irmã Dorothy Stang, Jardim Nossa Senhora de Fátima.

Parques ambientais

Hortolândia possui os seguintes parques ambientais:

Demografia

Hortolândia destaca-se na Região Metropolitana de Campinas por apresentar elevado crescimento populacional, desde quando ainda era distrito de Sumaré. Caracteriza-se por ser estritamente urbano e receber grandes contingentes populacionais. Este fluxo deve-se a proximidade com Campinas, núcleo-sede da região. No início, o baixo custo de suas terras, o menor custo de vida em relação à Campinas, e fácil acessibilidade, estimularam corrente migratória de mais baixa renda para Hortolândia.

Os municípios ao redor de Campinas apresentam crescimento populacional superior ao da sede da Região Metropolitana de Campinas. No caso de Hortolândia, o município cresceu 7,78% ao ano entre 1991 e 2000, taxa bastante alta, se comparada com as taxas de Campinas e região metropolitana que são de 1,52% e 2,56%, respectivamente. Este crescimento decorre da intensa migração de famílias de baixa renda em busca de emprego, e terras de menor custo em relação à cidade polo, o que acabou criando alguns problemas de infraestrutura urbana e social.

O crescimento demográfico da cidade de Hortolândia em números absolutos como visto anteriormente é o maior quando comparado com o crescimento das cidades limítrofes à Campinas; sendo grande parte da sua constituição motivada pelo processo migratório (67,42%), o que coloca Hortolândia como município que recebeu o maior fluxo migratório de toda a Região Metropolitana de Campinas, na década de 1990.

Etnias

Inicialmente, formadas por várias colônias europeias, espanhóis e italianos, a população de Hortolândia é formada por migrantes de vários estados do Brasil, como Paraná, Minas Gerais e Região Nordeste.

Grupos etários

Seguindo a trajetória nacional no padrão demográfico, Hortolândia apresenta queda relativa na participação da parcela mais jovem da população, fato decorrente da mudança do perfil da composição familiar, que tem se verificado no país. O município acompanhando a tendência nacional, têm visto sua população envelhecer.

Além da constatação que a dinâmica populacional de Hortolândia segue os padrões brasileiros, também é verificado o fenômeno semelhante aquele que ocorre nas regiões metropolitanas, ou seja, a população é mais jovem nas cidades do entorno da cidade polo, tendo em vista os processos migratórios ocorridos nas décadas de 1980 e 1990.

Em 2000, enquanto 40,69% da população de Hortolândia tinha idade até 19 anos, em Campinas esta fração corresponde a 33,3%, e para a população com mais de 40 anos, Hortolândia tinha 23,5% do total, e em Campinas nesta faixa tinha 31,6% da população.

Urbanização e densidade demográfica

No ano 2000, o município tinha uma densidade demográfica de 2.438 hab/km², um número bastante alto, quando comparada à Região Metropolitana de Campinas que é de 640,6 hab/km² e também ao estado de São Paulo que têm uma média de 149 hab/km². A alta densidade demográfica é decorrente da pequena extensão territorial do município, e principalmente pelo fato do território ser essencialmente urbano, inexistindo áreas rurais e de preservação ambiental.

Renda

Apesar da boa localização em relação à dinâmica econômica da região, isto não vinha se refletindo em uma renda per capita correspondente. Os dados presentes no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil com base nos censos de 1991 e 2000 apontavam os municípios de Hortolândia, Sumaré e Monte Mor como os detentores dos piores valores de renda per capita da Região Metropolitana de Campinas, com valores de R$ 259,10, R$ 291,61 e R$ 258,31 respectivamente, enquanto o eixo formado por Paulínia, Campinas, Valinhos e Vinhedo apresentavam valores superiores a R$ 500,00. Os valores de renda per capita vem crescendo em todos os municípios da Região Metropolitana de Campinas, em comparação com 1991, mas até então, Hortolândia situava-se no grupo dos municípios onde este crescimento vinha ocorrendo com menos intensidade, de R$ 226,97 em 1991 para R$ 259,10 em 2000.

Quanto à distribuição desta renda nos municípios da Região Metropolitana de Campinas, os 10% mas ricos da população vinha apropriando entre 30% a 50% da renda, e entre os municípios com percentuais menores nesta apropriação de renda, encontrava-se Hortolândia com 31,99 em 1991 e 34,02 para o ano de 2000, mas acompanha a tendência da maioria dos municípios de crescimento da participação na apropriação da renda do segmento mais rico da população. Já para os 40% mais pobres da população, os índices de apropriação da renda não chegavam a 20%, tendo como maior valor 17,36% para o município de Santa Bárbara d'Oeste no ano de 1991.

Hortolândia com 15,93% em 1991 e 13,05% no ano de 2000 encontrava-se entre os cinco municípios com os melhores valores. Em concomitância com o crescimento da apropriação dos 10% mais ricos, notava-se a queda de participação na renda dos 40% mais pobres em quase todos os municípios da RMC, fenômeno de concentração de renda típico de momentos de recessão ou baixo crescimento econômico.

Em 2005, a renda média per capita da população hortolandense era de R$ 870,00, em 2009 saltou para R$ 1.200. No mesmo período, o desemprego, que atingia 17,2% da População Economicamente Ativa (PEA), despencou para 4%. A média de desemprego no estado de São Paulo a época é de 14,1%. O Produto Interno Bruto do município também cresceu de R$ 192,7 milhões (em 2005) para 320,7 milhões (2009).

Economia

A partir dos anos 1970 com a interiorização da indústria paulista, foi quando se deu o crescimento econômico do município de Hortolândia, por sua inserção na região de Campinas, que se constituiu em forte polo tanto industrial quanto agrícola, possuindo uma estrutura diferente das outras regiões metropolitanas brasileiras. Desse ponto de vista, Hortolândia tem uma localização privilegiada por ser um município limítrofe de Campinas, o mais importante polo industrial do interior do estado e também por estar ao longo da via Anhanguera o qual liga a Região Metropolitana de Campinas a grandes polos como São Paulo. Com a emancipação, Hortolândia foi beneficiada visto que o seu distrito abrigava indústrias que geravam cerca de 45% do valor adicionado fiscal de Sumaré. Não contando com uma base agroindustrial expressiva, não tendo uma política de desenvolvimento direcionada, a geração da renda da população e do emprego é centrada no setor industrial, além do setor de comércio e serviços.

Sua estrutura industrial é formada também por empresas de alta tecnologia e que necessitam de mão-de-obra especializada. Com mais de 120 anos de registros históricos, dezoito deles com o posto de município, Hortolândia se solidifica na Região Metropolitana de Campinas (RMC) como uma cidade com grande desenvolvimento econômico. A cidade é sede da multinacional IBM, que se instalou ali em 1972. A empresa está situada no condomínio industrial Tech Town, que abriga outros empreendimentos de grande porte. É em Hortolândia também, que estão a Dow Corning, empresa de fabricação de silicone e, ainda, a Belgo-Mineira, Magneti Marelli, GKN, BSH e o laboratório farmacêutico EMS, referência na produção de medicamentos genéricos. Em 2007, outras empresas de grande porte intalaram-se no município, como a Dell, primeira maior fabricante de computadores do mundo, e a Wickbold, do ramo alimentício.

O desenvolvimento industrial deve-se à localização privilegiada da cidade no estado. A proximidade de Hortolândia do Aeroporto Internacional de Viracopos, a presença de importantes vias rodoviárias ao seu redor e o fato de estar numa região de grande concentração de desenvolvimento no país, considerada polo científico e industrial, são fatores primordiais e definitivos para atrair empreendimentos. Na segunda metade da década de 1990, o valor adicionado fiscal de Hortolândia saltou de R$ 870 milhões em 1995 para R$ 1,2 bilhão em 2000, tendo um pequeno decréscimo em 1997, porém voltando a crescer nos anos seguintes, fato que ocorreu principalmente devido à expansão do setor industrial. Entre 2005 e 2008, o tamanho da economia do município cresceu 105%, chegando a R$ 3,5 bilhões.

O setor de serviços ainda que com menor desempenho, é o segundo grupo de atividades em destaque, o comércio tem uma pequena parcela de participação, fato este que ocorre devido à fraca presença do comércio atacadista e pelo baixo dinamismo do comércio varejista que é basicamente voltado para o abastecimento da população local, sofrendo com a concorrência do comércio do município polo. Ainda assim percebe-se um crescimento do setor de comércio e serviços local.

Na indústria, o maior desempenho é liderado pelo ramo de materiais elétricos e de comunicações, correspondendo a 60,3% do valor adicionado fiscal da indústria local, seguido por outros dois setores que também se destacam: materiais de transporte (12,5%) e produtos mecânicos (10%). No total do valor adicionado da Região Metropolitana de Campinas, o município tem se mantido em torno de 4%, ocupando a 5ª posição superado por Campinas, Paulínia, Americana e Sumaré. Alguns ramos de Hortolândia tem alta participação no total respectivo da Região Metropolitana de Campinas, como o de material de transporte (6,3%), mecânica (12,6%) e material elétrico e de comunicações (28,7%).

Principais empresas no município:

  • IBM
  • EMS
  • Dell
  • Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF)
  • Magneti Marelli
  • AmstedMaxion
  • Group Technologies
  • BSH
  • Dow Corning
  • GKN
  • Sanmina-SCI
  • Celestica
  • Trafo
  • Belgo-Mineira (BEMAF)
  • Wickbold
  • Procter & Gamble
  • AT&T
  • Lanmar
  • Mabe
  • COMSAT
  • Açoservice
  • Gonvarri
  • Confibra
  • Safetline
  • Sensor do Brasil
  • Tornomatic
  • Pró-Tipo
  • InPar
  • Polimec
  • Horizon Cablevision

Infraestrutura urbana

Educação básica

A rede municipal de ensino da cidade é composta por 33 escolas de educação infantil atendendo cerca de 9 mil alunos, 23 escolas de ensino fundamental atendendo cerca de 15.500 alunos, 43 salas de suplência atendendo cerca de 1.800 alunos e uma escola de educação especial atendendo 560 alunos. Já a rede estadual atende cerca de 26.500 alunos em 26 escolas.

No município, estão presente seis escolas particulares no ensino fundamental, quatro no ensino médio, duas faculdades particulares e três estabelecimentos de nível técnico.

Educação profissional e tecnológica

Hortolândia possui uma escola técnica, a ETEC Hortolândia, constituída por cursos ténicos nas áreas de informática, administração, secretariado e nutrição. Destaca-se o curso de informática, que qualifica profissionais técnicos na área de programação. São ministrados componentes curriculares de desenvolvimento de software, nas linguagens C e Java. Os profissionais formados saem aptos ao mercado de trabalho na área de informática, em especial, na área de programação de software.

A cidade também foi incluída no plano de expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, sendo ela uma das cidades-polo para implantação das novas unidades descentralizadas do CEFET-SP. Na RMC, duas cidades foram agraciadas com a implantação das novas unidades no plano do MEC. Além de Hortolândia, Campinas também receberá uma delas. A previsão é de que até 2010 estas unidades estejam prontas.

Apesar da instalação do polo tecnológico em Hortolândia, a maioria da mão-de-obra empregada nessas empresas, constitui-se de material humano importado de outros centros (São Paulo, Campinas, entre outras). A cidade ainda carece de uma Faculdade Tecnológica, apesar de já haver sido autorizado pelo governo do estado, a instalação de uma unidade da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC).

Ensino superior

A cidade possui hoje duas intituições de ensino superior, uma é a Faculdades Hoyler que possui campus em várias cidades, que teve como fundador o Dr. Siegfried Hoyler que como professor, atuou na escola de administração de empresas, da Fundação Getúlio Vargas, tendo sido titular na cadeira de Administração de Recursos Humanos e Psicologia, na Universidade Mackenzie.

A outra intituição é o Instituto Adventista São Paulo (IASP), que é o terceiro campus do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), composto de três campus, com cursos de graduação e pós-graduação, e possui todos os níveis de educação, desde a educação infantil até a superior.

Saúde

O município conta com um hospital maternidade, o Hospital Municipal e Maternidade Governador Mário Covas, três pronto atendimento, cinco unidades básicas de saúde, oito programas de saúde da família, além de ambulatórios de saúde mental, de especialidades e de fisioterapia e um Centro de Referência de Saúde Mental para Criança e do Adolescente, um centro e reabilitação e um programa de atendimento domiciliar.

Compõem ainda os serviços desenvolvidos pela prefeitura municipal o centro de zoonoses, responsável pelo controle de doenças transmitidas por animais, e a divisão de vigilância em saúde composta pelas seções de saúde epidemiológica e vigilância sanitária.

Transportes

Rodovias

O município de Hortolândia conta com uma rede rodoferroviária privilegiada, que através da Via Anhanguera e da Rodovia dos Bandeirantes, liga a cidade à capital do estado; pela Rodovia Dom Pedro I com o sul de Minas Gerais, municípios do Vale do Paraíba e ao eixo Rio-São Paulo, possui também um fácil acesso à Sorocaba, através das interligações da Anhanguera e Bandeirantes com a Rodovia Castelo Branco, e ao Aeroporto Internacional de Viracopos.

Dentro do contexto regional, a SP-330, no trevo da Rodovia Anhanguera, faz a ligação para Paulínia, entre Sumaré e Hortolândia, a SP-304 (Rodovia Luiz de Queiroz) liga Hortolândia a Sumaré, Nova Odessa, Americana e Piracicaba; a SMR-020 interliga Sumaré e Hortolândia, com uma pista pavimentada; a SMR-040 interliga Hortolândia a Monte Mor, com uma pista pavimentada.

A cidade tem como vias rodoviárias:

Linha férrea de Hortolândia.
Ferrovias

O município tem linhas que cortam o seu território administradas pela Brasil Ferrovias, que parte de Campinas passando por Hortolândia e indo para Sumaré, de lá parte para outras cidades do interior do estado e sul de Minas Gerais, e estão reduzidas a poucas viagens diárias de trens cargueiros, com locomotivas movidas a diesel a uma baixíssima velocidade, que transportam cargas para outras cidades de São Paulo.

Transporte urbano

O município de Hortolândia é entrecortado por linhas urbanas, e intermunicipais, estas com ligação a Campinas e Sumaré.

Atualmente existem cinco linhas urbanas, a saber; Parque do Horto até Novo Ângulo, trata-se de itinerário que corta o município no sentido norte—sul, interligando duas áreas muito urbanizadas, passando pela região central; Jardim Amanda até Jardim Carmem Cristina, linha ligando bairros populosos, estendendo até o Jardim Conceição no limite do município com Campinas; Jardim São Pedro até Parque Orestes Ongaro, linha que liga estes bairros utilizando-se do eixo da Avenida da Emancipação; Jardim São Sebastião até Jardim Nova Hortolândia, liga os dois bairros passando pela Região Central; e Jardim Amanda até Jardim Rosolém, linha que liga os referidos bairros passando pela região central.

Linhas interurbanas: (Campinas – Hortolândia): As linhas metropolitanas adentram todo o território de Hortolândia, ligando os bairros com Campinas através de vinte linhas intermunicipais que cortam o município, utilizando-se principalmente da Avenida da Emancipação e Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101).

O sistema de linhas metropolitanas demonstra a dependência de Hortolândia com o município de Campinas. Esta dependência é reflexo da exportação de trabalhadores e estudantes para Campinas, por exemplo representando um movimento pendular diário típico de regiões metropolitanas. A população hortolandense torna-se dependente deste transporte oferecido por três empresas de ônibus.

Linhas interurbanas: (Hortolândia – Sumaré): Estas linhas também adentram todo o território de Hortolândia através de onze linhas e se interligam com Sumaré através das estradas localizadas na região oeste da cidade.

Corredor Metropolitano Noroeste: A implantação do corredor metropolitano pode representar uma oportunidade de reorganização do sistema de transporte na cidade, através de racionalização das linhas urbanas, que além da função de interligar os bairros, também alimentaria o corredor. Desta forma seria possível restringir a utilização do território de Hortolândia pelas linhas intermunicipais.

Cultura e lazer

No desenvolvimento cultural de Hortolândia, sua identidade vem sendo construída de forma sólida e constante, tendo como foco a música instrumental e a cultura popular. É possível encontrar na cidade, manifestações culturais das mais diversas vertentes e isso tem ajudado a vencer os altos índices de violência registrados no passado e a aumentar a auto-estima dos moradores.

Em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), a cidade conta com três pontos de cultura, que desenvolvem projetos de música instrumental, violão popular, teatro, vídeo e musicalização infantil. Além desses projetos, é possível ter contato com elementos do hip hop, com catira, roda de viola, artesanato, samba de roda, entre outros. A cidade tem uma grande representatividade na cultura afro-descendente, tendo como principais nomes as Mães Dango e Eleonora. Duas bibliotecas municipais com dois ramais e um quiosque de leitura, atendem o município. Além disso, Hortolândia conta com um Infocentro e uma Casa Brasil. As apresentações culturais da cidade se concentram em vários espaços, como: Auditório Arlete Afonso do colégio adventista IASP, em seis auditórios das escolas de ensino fundamental e Câmara Municipal.

Religião

A cidade possui os mais diversos credos protestantes, pentecostais e neopentecostais, como a Igreja do Nazareno, a Igreja Batista, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Assembléia de Deus, a Igreja Católica, a Igreja Apostólica Renascer em Cristo, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová, entre outras como também o Espiritismo.

Cerca de 10 mil habitantes são declarados Adventistas, que congragam em 28 igrejas espalhadas pela cidade. Tem como marca, o Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP/IASP), que acaba por gerar emprego para a população, e com a chegada dessa Universidade em 1949, ajudou no desenvolvimento da cidade.

Na administração da Igreja Católica, o município é abrangido pela Arquidiocese de Campinas, que é também responsável territorialmente pelas paróquias dos municípios de Indaiatuba, Monte Mor, Paulínia, Sumaré e Valinhos, e também pelas dioceses sufragâneas de Amparo, Bragança Paulista, Limeira, Piracicaba e São Carlos.

Futebol

Em 2006, a cidade de Hortolândia ganhou um time de futebol profissional, o Social Esportiva Vitória, que disputa o Campeonato Paulista - Série B.

Hortolândia sempre foi marcada pelo futebol amador que nos finais de semana agitam os campos da cidade. Ainda neste ano, a prefeitura inaugurou o primeiro estádio de porte profissional com condições aprovadas pela FPF, o Estádio Municipal José Francisco Breda, ou apenas Tico Breda, como é conhecido.

O estádio localizado no Centro Poliesportivo Nelson Cancian, no Jardim Nova Hortolândia, foi reformado e ampliado rapidamente para que pudesse atender as exigências da FPF e receber jogos do SEV/Hortolândia. No ano de 2008, pela primeira vez, a cidade foi uma das escolhidas para sediar os jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em 2009, pela segunda vez foi uma das sedes da copinha, durante a primeira fase, segunda fase, oitavas-de-finais e quartas-de-finais da edição de 2009. No grupo sediado na cidade estavam o SEV/Hortolândia, o Flamengo-RJ, o União Barbarense-SP e o ABC-RN.

Estação ferroviária

Hortolândia possuía uma estação de trem, inaugurada em 1917, que se encontra abandonada.

Administração

Prefeitura

Atualmente, o poder executivo na cidade é exercido pelo prefeito reeleito Ângelo Augusto Perugini (PT) (2005/2012), pela vice-prefeita Jacyra Aparecida dos Santos Souza.

Câmara

O poder legislativo do município, a câmara municipal é composta por treze vereadores. O atual presidente da câmara é George Julien Burlandy (PR) (2009/2010) e o vice-presidente Edvan Campos de Albuquerque, o Ceará (PSB). Além do primeiro secretário Gervasio Batista Pozza (PT) e o segundo secretário José Nazareno Gomes, o Zezé (PT).

Prefeitos

Feriados municipais

Quem nasce em Hortolândia é hortolandense
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Hortolândia/SP

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