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Veja mais detalhes de Itapira
Município de Itapira
Itapira panoramica.jpg
"A linda"
Brasão de Itapira
Bandeira de Itapira
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 24 de outubro de 1820 (189 anos)
Gentílico itapirense
Lema Pvlchra et decora
"Bela e Enfeitada"
Prefeito(a) Antônio Hélio Nicolai (PV)
(2009 – 2012)
Localização
Localização de Itapira
Localização de Itapira em São Paulo
Localização de Itapira em Brasil
Itapira
Localização de Itapira no Brasil
22° 26' 09" S 46° 49' 19" O22° 26' 09" S 46° 49' 19" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Campinas IBGE/2008[1]
Microrregião Moji Mirim IBGE/2008[1]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Mogi-Mirim, Mogi-Guaçu, Espírito Santo do Pinhal, Águas de Lindóia, Serra Negra, Amparo, Santo Antônio da Posse, Lindóia, Monte Sião(MG) e Jacutinga(MG)
Distância até a capital 173 km
Características geográficas
Área 517,504 km²
População 72.657 hab. est. IBGE/2009[2]
Densidade 132,2 hab./km²
Altitude 643 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,794 médio PNUD/2000[3]
PIB R$ 1.085.005 mil IBGE/2005[4]
PIB per capita R$ 16.043,00 IBGE/2005[4]

Itapira é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º26'00" sul e a uma longitude 46º49'18" oeste, estando a uma altitude de 643 metros. Sua população estimada em 2009 era de 72.657 habitantes.

Índice

História

A partir do século 18 já existiam alguns moradores na região, cujos descendentes chegariam a se destacar no primeiro quartel do século XIX, através das figuras de dois cidadãos: João Gonçalves de Morais e Manuel Pereira da Silva, aclamados os fundadores da primitiva Itapira, cujo primeiro nome era "Macuco”. João Gonçalves de Morais possuindo vasta porção de terras na localidades, fez doação de uma parte delas para a igreja e doou também uma imagem de Nossa Senhora da Penha, que recebera de herança de seus pai, para a população venerar como padroeira do lugar, a qual foi colocada em uma capelinha construída de pau-a-pique e inaugurada a 19 de março de 1821, quando capelão padre Antônio de Araújo Ferraz celebrou a primeira missa. É registrado que a 24 de outubro de 1820 teve início a derrubada de um capão de mato,no alto do espigão das terras de Morais para ali ser erguida a capelinha. João Gonçalves de Morais foi casado com Maria Alves Leme, que lhe deu quatro filhos: Pedro, Manuel, Antônio e Francisco. Não há registros certos das datas de seu nascimento e sua morte.

Manuel Pereira, pessoa de confiança de João G. de Morais, foi o co-fundador de Itapira. Sendo ainda, o "primeiro protetor e procurador" da imagem da padroeira Nossa Senhora da Penha,conforme um documento deixado pelo próprio João Gonçalves de Morais. Também era proprietário de grande área de terras e deixou numerosa descendência.Seu pai(ou avô)parece ter chamado Manuel Pereira Velho. Consta, ainda, que se casou duas vezes,a primeira com Maria Antônia Pereira da Silva e a segunda com Maria Isabel Pereira da Silva.Também não há dados concretos sobre as datas de seu nascimento e morte.

Logo, a evolução de Macuco teria um marco: a chegada do rico fazendeiro João Baptista de Araújo Cintra, em 1840. A ele, membro de tradicional e abastada família de fazendeiros nas cidades de Atibaia, Bragança Paulista e Amparo, se deve a abertura de fazendas e início da cultura de café, além da construção da câmara,da cadeia e de uma igreja matriz de grande porte, templo que serviu a nossa população durante um século, até 1955 quando foi demolida. Pelo seu pioneirismo foi agraciado com o título de comendador da Imperial Ordem da Rosa. Recebeu o imperador D. Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina, em sua residência, quando o monarca aqui esteve em 27 de outubro de 1886. O Comendador João Cintra, nascido em Atibaia em 1805, era filho do alferes Jacinto José de Araújo Cintra e Maria Francisca Cardoso, tendo se casado em 1828 com sua sobrinha Maria Jacinta de Araújo Cintra. Morreu em Itapira com avançada idade, antes do fim do século, deixando numerosa descendência.

Outra data expressiva é a de 8 de fevereiro de 1847 quando pela Lei Provincial nº1, sancionada pelo presidente da província de São Paulo, Manuel da Fonseca Lima e Silva, era elevada a freguesia a até então Capela Curada de Nossa Senhora da Penha. Em 1858 era assinada pelo presidente da província de São Paulo, José Joaquim Torres, a Lei nº 4, criando Vila de Nossa Senhora da Penha, cuja instalação solene se deu a 20 de setembro desse mesmo ano, juntamente com a posse dos primeiros vereadores, os quais haviam sido eleitos a 7 de setembro, sendo o primeiro presidente da câmara o tenente-coronel Francisco Lourenço Cintra.

Em 20 de abril de 1871, a Lei Provincial nº41, dava a denominação de Penha do Rio do Peixe à nossa localidade, ainda Vila de Nossa Senhora da Penha. A essa Lei o governo da província atendeu um pedido da câmara. Através da portaria assinada pelo presidente da província, Conselheiro Laurindo Abelardo de Brito, datada de 17 de outubro de 1879, a Vila da Penha do Rio do Peixe era elevada a categoria de Termo, sendo criado o Foro Civil e Conselho de Jurados, cuja instalação deu a 8 de novembro. Mais tarde, em 1881, a 7 de abril daquele ano, tomou posse na presidência da província de São Paulo o senador do Império Florêncio de Abreu, autoridade a quem coube dar aos habitantes da Vila da Penha à categoria de Cidade. O pedido feito pela câmara foi justificado sob a alegação de que a Vila possuía "uma boa Matriz,uma excelente Cadeia e Casa de Câmara e uma população de mais de 7.000 almas". A 27 de junho desse mesmo ano, o decreto, elevando a Vila Penha do Rio do Peixe, foi assinado por Florêncio de Abreu.

Em 11 de fevereiro de 1888, os fazendeiros escravocratas locais, irados com a atuação do delegado de polícia Joaquim Firmino de Araújo Cintra, que aderiu ao movimento abolicionista dando proteção aos escravos que fugiam dos seus senhores, culminaram com o assassinato da autoridade policial. Esse lamentável ocorrido teve grande repercussão em todo o Brasil, fazendo com que a Intendência Municipal solicitasse ao governo do estado, Prudente de Morais, para que mudasse o nome da cidade,a fim de que,com o passar do tempo caísse no esquecimento o lastimável ocorrido. Assim,através do Decreto nº40, de 1 de abril de 1890, a cidade de Penha do Rio do Peixe passava a chamar-se Itapira. Um pouco mas tarde é criada a comarca de Itapira. O governo de São Paulo tinha à sua frente o Dr. Bernardino de Campos quando se fez uma revisão judiciária do Estado, criando-se 25 novas comarcas incluindo-se entre elas a de Itapira através da Lei nº80, de 25 de agosto de 1892, sendo instalada a 8 de outubro do mesmo ano, pelo juiz de direito José Maria Bourrol.

O significado da palavra Itapira segundo o dicionário geográfico da província de São Paulo, de João Mendes Caldeira, está assim explicado: Ita (pedra, morro) pira (ponta, penhasco, isto é, ponta de pedra ou pedra pontiaguda).

"Cidade dos loucos"

O município de Itapira é apelidado de "cidade dos loucos" porque nela se encontram três grandes hospitais psiquiátricos, sendo um deles um dos maiores em tamanho de todas as Américas e do mundo, o Instituto Bairral de Psiquiatria, com mais de setenta anos de tradição, indo desde o centro até o limite da cidade (por vezes chamam o instituto de "cidade psiquiátrica"), a Clínica de Repouso Santa Fé, mundialmente famosa pela introdução e utilização de conceitos inovadores na Psiquiatria Moderna, além da Clínica Cristália, localizada na estrada Itapira - Lindoia. Devido a isso, a cidade de Itapira é conhecida como polo do tratamento psiquiátrico, reunindo os maiores profissionais da área nas duas instituições.

Futebol em Itapira

O município de Itapira investe bastante no seu futebol. O time da Sociedade Esportiva Itapirense é o melhor do município, que disputa a série A-3 do Campeonato Paulista e a Copa FPF. As categorias de base revelam bons jogadores. O estádio municipal se chama Coronel Francisco Vieira, com capacidade para 6.000 pessoas. Ficha técnica dos Clubes - Série A3. Federação Paulista de Futebol (FPF).

Igreja Católica

O município pertence à Diocese de Amparo e tem como padroeira Nossa Senhora da Penha.

Igreja Protestante

Conforme os relatos, em Itapira/SP, na década de 30 do século XX, havia esporadicamente cultos, em casas de fiéis que sentia o medo da opressão popular, onde a perseguição foi categórica com preconceitos de uma terra provinciana. Na época, a concentração urbana era maioria nos distritos de Barão e Eleutério. Entre esses personagens dos primeiros cultos dos crentes estão: missº Gustavo Bergiston; missº Samuel e Esposa; Como Pioneiros, figuram Manuel Henrique, João Henrique, Amélia Henrique e irmã Izaltina, que evangelizou o maior líder religioso de toda região, o Pastor João Orcini. Nesses tempos, até 1942 os cultos não eram oficiais, era apenas entre famílias amigas, que não tinha condição de ir a uma igreja crente mais próxima. Em 1950 deu-se a inauguração da 1ª Igrejinha que o povo de Itapira fora agraciado para iniciar a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Itapira, no Barão Ataliba Nogueira.

Geografia

  • Índice Pluviométrico: 1.600 mm/ano
  • Solo: Latossolo e podizólico (predominantes)

Demografia

Dados do Censo - 2008

População total: 71.850

  • Urbana:
  • Rural:
  • Homens:
  • Mulheres:

Densidade demográfica (hab./km²):

Dados do Censo - 2000

População total: 63.377

  • Urbana: 58.042
  • Rural: 5.335
  • Homens: 31.747
  • Mulheres: 31.630

Densidade demográfica (hab./km²): 122,47

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 16,79

Expectativa de vida (anos): 70,74

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,90

Taxa de alfabetização: 90,22%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,794

  • IDH-M Renda: 0,755
  • IDH-M Longevidade: 0,762
  • IDH-M Educação: 0,864

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia

  • Rio Moji-Guaçu
  • Rio do Peixe (São Paulo)
  • Rio Manso
  • Ribeirão da Penha.

Rodovias

  • SP-147 - Engº João Tosello
  • SP-352 - Comendador Virgolino de Oliveira
  • Rodovia Vicinal - Ligação entre Itapira e Mogi-Guaçu

Turismo

Asa Delta

A 1.240 metros de altitude, a plataforma, no alto do Morro do Cruzeiro, está situada em um dos mais belos locais da região. Tem acesso parcialmente pavimentado a partir da rodovia SP-352, no bairro de Barão Ataliba Nogueira. É a única plataforma de voo livre no Estado de São Paulo homologada pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) do Ministério da Aeronáutica. Sedia regularmente campeonatos de voo livre e encontros de radio-amadoristas.

Barão - Eleutério

Igreja e praça da Vila Barão de Ataliba Nogueira. O Coreto e a Igreja da Vila de Eleutério são algumas das construções históricas do bairro.

Cachoeiras

Cachoeiras das Duas Pontes. Acesso pela estrada Virgolino de Oliveira. Corredeiras do Rio do Peixe no Bairro da Ponte Nova. Próprias para a prática da canoagem, têm acesso pela rodovia Itapira-Lindoia.

Casa da Cultura

Casa da Cultura João Torrecillas Filho, no Parque Juca Mulato. Abriga a Biblioteca Municipal Mário da Fonseca Filho, sala de pesquisas, um auditório e área para exposições

Casa Menotti Del Picchia

Inaugurada em 1987 em homenagem ao poeta, a Casa Menotti Del Picchia, localizada no Parque Juca Mulato, abriga significativo acervo literário, artístico e pessoal do escritor, assim como o mobiliário de seu escritório particular. Um de seus poemas mais famosos, "Juca Mulato", foi escrito e publicado em Itapira em 1917.

Morro do Gravi - Revolução Constitucionalista de 1932

Localizado na estrada velha Itapira-Mogi Mirim, é um ponto histórico que foi palco de uma das mais violentas e sangrentas batalhas. Possui monumento onde homenagens são prestadas anualmente (mês de Julho) aos bravos combatentes. A Revolução de 1932 foi o maior movimento armado em solo paulista e brasileiro no século passado. Em Itapira, parte da história da Revolução de 1932 está presente no Museu Municipal Histórico e Pedagógico "Comendador Virgolino de Oliveira", no Parque Juca Mulato, em exposições permanentes e em mostras especiais. Um dos mais marcantes momentos da Revolução de 1932 aconteceu em Itapira, durante os combates entre as tropas paulistas e mineiras. Os soldados revolucionários, entre eles diversos itapirenses, resistiram bravamente ao avanço dos invasores, em um glorioso momento de defesa dos ideais democráticos.

Museu Municipal Histórico e Pedagógico "Comendador Virgolino de Oliveira"

Instalado desde 1972 no interior do Parque Juca Mulato, possui acervo variado como peças, documentos, livros, pinacoteca e um acervo referente à Revolução Constitucionalista de 1932. O Museu, anteriormente pertencente ao Governo do Estado, foi municipalizado. Seu patrono, o Comendador Virgolino de Oliveira, foi personalidade destacada na história de Itapira, como político e como um dos principais industriais do município.

Museu de História Natural - Hortêncio Pereira da Silva Júnior

Situado em frente ao Parque Juca Mulato e inaugurado em 1999, o Museu é pioneiro em Itapira e região. Desde o seu funcionamento, vem despertando grande interesse da população e, em especial, dos estudantes do município, que têm nele uma fonte viva de conhecimento e pesquisa. Seu acervo conta com uma coleção entomológica de 1000 espécies, coleção em via úmida (órgãos e fetos de animais) crânios e esqueletos. Conta ainda com animais taxidermizados tais como peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

Parque Juca Mulato

Numa homenagem ao poema de Menotti Del Picchia, o Parque Juca Mulato é uma das principais atrações turísticas da cidade e uma das maiores áreas verdes urbanas da região. Todo arborizado, o Parque possui dois museus, um play-ground e aviário. Possui vista panorâmica de boa parte da cidade e para as montanhas ao sul de Minas Gerais e do Circuito das Águas. O Parque abriga a Casa de Menotti Del Picchia, o Museu Municipal Histórico e Pedagógico "Comendador Virgolino de Oliveira" e as construções históricas do primeiro serviço de abastecimento de água do município.

Itapirenses famosos

  • Batista Júnior, foi um cantor, comediante, dublador, compositor e ventríloquo brasileiro (m. 1943)
  • César Menotti, cantor da dupla sertaneja "César Menotti & Fabiano"
  • Carlos Alberto Cereto, jornalista e repórter esportivo. Atua nas transmissões dos canais por assinatura Sportv e PFC em São Paulo
  • Hilderaldo Luiz Bellini, ex-futebolista brasileiro. Capitão da Seleção Brasileira na copa de 1958, a primeira vencida pelo Brasil, imortalizou o gesto de levantar a taça que até hoje é repetido no mundo todo
  • Marcelo Bonfá, baterista da banda "Legião Urbana"
  • Rita de Cássia Oliveira, cantora
  • Virgolino de Oliveira, foi um empresário e industrial. Fundador da Usina de Açúcar e Álcool que leva seu nome nas 4 unidades do grupo (Itapira-SP, Ariranha-SP, José Bonifácio-SP e Monções-SP)
  • Henricão (Henrique Filipe da Costa) cantor e compositor, nasceu em 11 de janeiro de 1908, e faleceu no Rio de Janeiro em 11 de junho de 1984.
  • Maria Odete (Maria Odete Bianchi) cantora que fez sucesso na época dos festivais, na década de 60.
  • Maestro Cipó, nascido Orlando Costa, musicista, saxofonista, maestro, orquestrador e compositor. Começou sua carreira nos anos 50, na Rádio Tupi. Foi diretor musical da extinta TV Tupi e trabalhou na Rede Globo, como maestro e arranjador.

Personalidades

  • Juca de Oliveira, ator e dramaturgo teatral brasileiro. Nascido em São Roque-SP mas radicado em Itapira.
  • José Antonio Barros Munhoz, itapirense de coração é advogado e político brasileiro. Foi Ministro da Agricultura no governo Itamar Franco e prefeito de Itapira em vários mandatos. Atualmente é deputado (PSDB) e Presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo.
  • Joaquim Tenreiro, foi um marceneiro, projetista de mobiliário, pintor e escultor moderno do Brasil. (m. 1992) - Cidadão Ilustre de origem lusitan, adotou a cidade de Itapira, como seu lar.

Administração

  • Prefeito: Antônio Hélio Nicolai (2009/2012)
  • Vice-prefeito: Antônio Carlos Martins
  • Presidente da câmara: Paulo Andrade (2009/2010)

Cidades-irmãs

  • Brasil Mogi-Guaçu
  • Brasil Moji-Mirim


Quem nasce em Itapira é itapirense


Fonte: Wikipedia

Produtos em Itapira





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