| Município de Jacinto Machado | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 23 de julho | ||||
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| Fundação | 1958 | ||||
| Gentílico | jacinto machadense | ||||
| Lema | Construindo um novo tempo | ||||
| Prefeito(a) | Antonio João de Faveri (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Santa Catarina | ||||
| Mesorregião | Sul Catarinense IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Araranguá IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Praia Grande, Sombrio, Ermo, Turvo, Timbé do Sul, Cambará do Sul | ||||
| Distância até a capital | 250 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 428,65 km² | ||||
| População | 11.051 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 24,5 hab./km² | ||||
| Altitude | 28 m | ||||
| Clima | Mesotérmico úmido, com verão quente e temperatura média de 19,1°C. | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,757 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 106.987 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 10.138,00 IBGE/2005 | ||||
Jacinto Machado é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º59'51" sul e a uma longitude 49º45'49" oeste, estando a uma altitude de 28 metros. Sua população em 2006 era de 10.923.
Índice |
A ocupação humana de Jacinto Machado se deu inicialmente com os indígenas. Até 1921 habitavam na região de Jacinto Machado somente indígenas Xokleng e Luso-brasileiros, sendo que estes últimos se instalaram como posseiros. Não havia desenvolvimento, pois na localidade não existiam escolas, mercados, igreja, devido aos constantes conflitos entre os luso-brasileiros e os indígenas.
De 1921 a 1930 (Rodrigues (2.000), apud Atlas Escolar de Santa Catarina) a região recebeu imigrantes italianos e lusos em grande leva e, em menor escala, um fluxo migratório de imigrantes poloneses e germânicos, mas a colonização predominante foi de descendentes de italianos.
A área pertencia primeiramente a quatro latifundiários, João da Silva Córdova, Antonio Manoel Boeira, Martinho Ghizzo e Maria Monteiro de Guimarães e Cunha. Nenhum deles residia na localidade e receberam as terras do governo como pagamento pelos serviços prestados para o Governo do Estado da época. Parte dessas terras foi tomada por posseiros imigrantes e outras compradas ou trocadas por mercadorias. A maior área era a de Martinho Ghizzo, na região dos Pinheirinhos. Nesta região, entre 1921 e 1931, imigrantes liderados por João Eugênio Tuon, invadiram as terras e Martinho Ghizzo contratou capangas para expulsa-los, gerando conflitos violentos e morte. Os capangas acabaram mortos pelos posseiros que expulsaram Ghizzo da Região.
De acordo com FONTANELLA (sem data de edição), os imigrantes promoveram o desenvolvimento da região através da agricultura. No início a atividade era praticada para subsistência. Egídio Tomasi, vindo de Rio Caeté (Urussanga), instalou a primeira serraria em 1922, dando o passo inicial para a atividade comercial na localidade. Em 1925, Nicolau Trevisol veio de Rio Caeté e no ano seguinte associou-se a seus irmãos Luiz, Ângelo e Francisco, instalando o comércio de secos e molhados. Os irmãos Trevisol também construíram uma fábrica de banha, um curtume e uma selaria. Estas iniciativas deram impulso ao desenvolvimento local. Segundo relatos colhidos dos antigos moradores, o primeiro professor Calisxto de Araújo, conhecido por Mestre Chico, de etnia negra, vindo da Serra e muito estimado pela comunidade, foi contratado pelos pais dos alunos e passou a lecionar em 1923 em casas alugadas, já que não existiam escolas.
A primeira escola estadual foi inaugurada em 1928, situada próximo à serraria de Egídio Tomasi, cuja primeira professora foi Robélia Barreto dos Santos. Com o incentivo da nova professora, os colonos construíram em 1.931 uma escola de alvenaria ao lado da Capela.
A primeira capela foi construída em madeira, iniciada em 1.928 e inaugurada em 3 de outubro de 1.930, dia da Santa escolhida como padroeira: Santa Terezinha do Menino Jesus. A estrutura de madeira contava cm uma torre, também de madeira, separada da edificação. Em 1.945 foi dado início à construção da igreja Matriz em alvenaria, sendo inaugurada no dia 4 de fevereiro de 1.946.
Colonização - Italiana,Luso Brasileira, Açoriana e Polonesa;
Principais Etnias - Italiana, Polonesa, Luso Brasileira e Açoriana;
Data festiva - 3 de outubro (Festa de Santa Terezinha, padroeira do município).Festa do colono;
Principais atividades econômicas - Agricultura ( arroz, banana, fumo, milho, maracujá e outros ), Agropecuária.
A localidade chamada Volta Grande levava esse nome porque era necessário dar uma grande volta para chegar à pequena vila, pois o caminho de acesso margeava o Rio da Pedra até chegar onde é hoje Jacinto Machado. Volta Grande foi oficialmente elevada à categoria de vila em 1938, passando a receber o nome de Jacinto Machado em 1943, em homenagem ao brigadeiro Jacinto Machado Bittencourt, catarinense, natural de Desterro (hoje Florianópolis), que defendeu o Brasil na Guerra do Paraguai. A população local rejeitou o nome imposto pelo Governo do Estado da época, sugerindo o nome de Arizona, mas não foi ouvida. Jacinto Machado foi fundado como município em 21 de junho de 1958, pela Lei nº 348, e emancipado de Turvo em 23 de julho do mesmo ano.
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