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Município de Jupi
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Brasão de Jupi
Bandeira de Jupi
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 11 de março
Fundação 31 de dezembro de 1958
Gentílico jupiense
Lema
Prefeito(a) Celina Tenorio de Brito Maciel (Celina do Cartório) (PDT)
(2009 – 2012)
Localização
Localização de Jupi
Localização de Jupi em Pernambuco
Localização de Jupi em Brasil
Jupi
Localização de Jupi no Brasil
08° 42' 43" S 36° 24' 54" O08° 42' 43" S 36° 24' 54" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Agreste Pernambucano IBGE/2008 [1]
Microrregião Garanhuns IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Lajedo
Municípios limítrofes Norte: São Bento do Una, Leste: Lajedo, Calçado, Sul: Angelim, São João, Oeste: Jucati
Distância até a capital 204 km
Características geográficas
Área 113 km²
População 14.461 hab. est. IBGE/2009 [2]
Densidade 81,55 hab./km²
Altitude 782 m
Clima Tropical Chuvoso, com verão seco As'
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,609 médio PNUD/2000 [3]
PIB R$ 37.701 mil IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 2.976,00 IBGE/2005 [4]

Jupi é um município brasileiro do estado de Pernambuco.

Os espinhos chamados pelos nativo de Yupi, que significa Espinho Agudo deu origem ao nome do município. Jupi como povoado pertenceu ao Brejo da Madre de Deus, na categoria de distrito, passou a pertencer ao município de São Bento do Una, depois ao município de Canhotinho, a seguir, ao município de Palmerina, e por último ao município de Angelim. Por projeto do então deputado João Calado Borba, foi apresentado à assembleia estadual a emancipação de Jupi do município de Angelim, aprovado, passou a ser Lei nº 3331 de dezembro de 1958.

Índice

História

Nos meados do século XVI, fora o português Antônio Vieira de Melo, desterrado de Portugal para o Brasil por ordem da Coroa. Ao desembarcar em Salvador foi deportado pelo governo da época para o interior do Estado.

Penetrou pelas matas. Depois de vários meses foi ter em taba de índios no Estado de Alagoas, onde hoje está localizada a cidade de União dos Palmares. Em pouco tempo conseguiu a simpatia e confiança. Atingiu o planalto de Garanhuns na Capitania de Pernambuco, cujo donatário na época era Duarte Coelho Pereira. Dali embrenhou-se nas matas vindo ter ao sopé de uma serra onde havia abundante água boa e bastante caça, onde elementos da mesma tribo de origem fizeram uma aldeia nas proximidades de uma fonte por eles denominada "Olho D'água de Yu-py". As malocas desta aldeia foram feitas e cobertas com folhas das palmeiras nativas do local que os índios denominaram de Ouricury.

Deste ponto, Antônio Vieira de Melo, resolveu ir à Bahia, pedindo ao chefe da tribo dois índios de sua confiança para seus companheiros de viagem. Lá chegando, foi bem recebido pelo governador da Bahia relatando ao mesmo todos os acontecimentos. Em troca, solicitou o fornecimento de ferramentas e sementes para o cultivo da terra fértil do Olho D'água de Yu-py.

Logo ao retornar iniciou a exploração da terra. Ainda ao chegar da mesma viagem, autorizado pelo governador e de acordo com o chefe da tribo, enviou quatro índios aos campos de oeiras no Piauí, de lá foram trazidas oito cabeças de gado, sendo seis fêmeas domesticadas.

Voltando à Bahia, a fim de prestar contas ao governador do que havia feito e resultados obtidos, desviou-se da rota traçada para viagem, tomando-se prisioneiro com seus companheiros de uma tribo canibal, sendo todos amarrados, estando à fogueira acesa onde seria ele e seus companheiros assados vivos. Antônio Vieira de Melo recorreu-se à Virgem Santíssima do Rosário, prometendo que se fosse salvo com seus companheiros, buscaria a sua imagem em Portugal e com os índios erigia uma capela em sua honra na localidade Olho D'água de Yu-py, cingindo sua fronte com uma coroa de ouro maciço.

São e salvo, Antônio Vieira de Melo, cumpriu sua promessa trazendo a imagem que ficou sendo venerada em JUPI. Por Carta Régia de 1632, foi prescrita sua deportação, voltando a Portugal, trouxe para Jupi, sua família e o direito de posse as terras que cultiva, donde desmembrou o patrimônio de Nossa Senhora do Rosário, ficando dirigindo os destinos da área por muitos anos.

Seus restos mortais foram sepultados na antiga capela de Nossa Senhora do Rosário, que fora edificado no centro da Praça atual de Nossa Senhora do Rosário, tendo em frente dos mesmos dois pés de palmeiras Ouricury, plantados pelos índios e ainda entre eles um alto cruzeiro de madeira trabalhada pelos índios sob um pedestal de pedras rústicas locais.

Nos princípios do presente século ainda existia em mãos o Tenente Eduardo José de Melo, natural de Canhotinho e bisneto de Antônio Vieira de Melo, papéis onde estava traçado a sesmaria doada pelo rei de Portugal a Antônio Vieira de Melo. Os índios entre outros presentes, doaram a Antônio Vieira de Melo uma belíssima jarra que a anos passados esteve na posse de Da. Constancia Paiva de Melo descendente direta de Antônio Vieira de Melo.

Como povoado, pertenceu a sesmaria administrativa do município de Brejo da Madre de Deus, na categoria de distrito passou a pertencer ao município de São Bento do Una, depois para o município de Canhotinho, a seguir para o município de Palmeirina e por último para o município de Angelim.

Entre os anos de 1931 a 1936 ainda havia no centro da parte mais alta da Praça do Rosário um antigo histórico Jatobá, que servia de açougue público. Na época da guerra do Paraguai, um jovem desertor fora preso nas imediações de Bom Conselho, sendo encaminhado à Recife para julgamento. Chegou a ser amarrado no velho Jatobá, durante o descanso da tropa que o conduzia. Este jovem, depois de vários anos, chegou a ser general do exército e governador do estado de Pernambuco. Seu nome era Dantas Barreto.

Por projeto do então deputado João Calado Borba, foi apresentado à Assembleia Estadual a independência ou emancipação de Jupi do município de Angelim. Na época o projeto de emancipação necessitava da aprovação da Câmara de Vereadores de Angelim, então composta por José Freire da Silva, Otacílio Peixoto de Melo, Joaquim Venâncio de Moraes, Manoel Salgado de Vasconcelos, Enoque Elias, José Guilherme da Costa, Jocelino Cordeiro Sobral, Feliciano Paiva Melo e Hugo Salgado de Vasconcelos, sendo prefeito Júlio Salgado de Vasconcelos.

Em 31 de Dezembro de 1958, a Lei Nº 3.331 tornou Jupi com Jucati e Neves emancipado do Município de Angelim.

O primeiro prefeito nomeado do Município de Jupi foi Izaias Ferreira de Melo, (23 de Fevereiro de 1962). O primeiro prefeito eleito foi Pedro

Várias apresentações de alunos e funcionários das escolas públicas são feitas durante a Festa Estudantil do Folclore, realizada anualmente.

Paulo Filho (15 de Novembro de 1962).

Transferência Distrital

Pela lei estadual nº 1931 de 11 de setembro de 1931, transfere o distrito de Jupy do município de Canhotinho para o novo município de Angelim.

Alteração de Grafia

Jupy para Jupi alterado, pela lei estadual nº 421, de 31 de dezembro de 1948.

Geografia

O município encontra-se inserido no Planalto da Borborema, apresentando relevo suave e ondulado.

A vegetação nativa é Florestas Subcaducifólica e Caducifólica.

Jupi encontra-se inserido nos domínios das bacias hidrográficas dos rios Mundaú e Una e tem como principais tributários os rios da Chata e do Retiro e os riachos do Estreito e Volta do Rio.

Feriados Municipais e Festas Comemorativas

  • 11 de Março – Festa de Emancipação
  • Mês de Maio – Festa do Povoado Santa Rita
  • 24 a 29 de Junho – Festas Juninas
  • Mês de Agosto – Festa Estudantil do Folclore
  • 7 de Setembro – Desfile Estudantil em comemoração à Independencia da República
  • 7 de Outubro – Festa da Padroeira Nossa Senhora Do Rosário


Galeria de Fotos



Quem nasce em Jupi é jupiense


Fonte: Wikipedia

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