| Município de Magé | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | {{{aniversário}}} | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 9 de junho de 1566 (444 anos) | ||||
| Gentílico | mageense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Rozan Gomes (PR) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Rio de Janeiro | ||||
| Mesorregião | Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Rio de Janeiro IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | Rio de Janeiro | ||||
| Municípios limítrofes | Duque de Caxias, Guapimirim e Petrópolis | ||||
| Distância até a capital | 50 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 386,61 km² | ||||
| População | 244.334 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 704,05 hab./km² | ||||
| Altitude | entre -3 e 5 m | ||||
| Clima | |||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,746 (RJ: 57º) – médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 1.240.884 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 5.343,00 IBGE/2005 | ||||
Magéé um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, integrante da Região Metropolitana da capital fluminense. Localiza-se a 22º39'10" de latitude sul e 43º02'26" de longitude oeste, a uma altitude de 5 metros. Sua população estimada para 2009 foi de 244.334 habitantes.
Índice |
O desbravamento da região de Magé data dos primeiros tempos coloniais do Brasil. Em 1565, após a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, Simão da Mota é agraciado por Mem de Sá com uma sesmaria e edifica sua moradia no Morro da Piedade, próximo do qual, ainda hoje, existe o porto de mesmo nome, a poucos quilômetros da atual sede municipal.
Alguns anos depois, Simão da Mota, com outros portugueses e inúmeros escravos, transferiu-se para a localidade Magepe-Mirim, de onde se originou a atual cidade de Magé. Na época, viviam na região índios da tribo dos Tamoios, os quais não restam mais vestígios. A povoação foi elevada à categoria de freguesia em 1696. Próximo também se desenvolveu, a partir de 1643, a localidade de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, que foi reconhecida como freguesia em 1755.
Devido ao esforço dos colonizadores e à fertilidade do solo, Magepe-Mirim e Guia de Pacobaíba gozaram de uma situação invejável no período colonial. Tanto numa quanto noutra, o elemento negro, introduzido em grande número, muito contribuiu para o desenvolvimento da agricultura e elevação do nível econômico local. Em 1789, Magé foi elevada à categoria de vila, obtendo, assim, sua emancipação, em 7 de junho de 1789, e instalação, em 12 de junho do mesmo ano, com território constituído de terras desmembradas do município de Santana de Macacu e da cidade do Rio de Janeiro, inclusive as ilhas do arquipélago de Paquetá, na Baía de Guanabara. No ano de 1810, foi a localidade tornada Baronato e no ano seguinte, elevada a Viscondato. Em 1857, foram lhe atribuídos foros de cidade.
Para que se avalie a importância desse município, durante o Segundo Império foi construída em suas terras a primeira estrada de ferro da América do Sul. Inaugurada, em 1854, a Estrada de Ferro Mauá, depois E.F. Príncipe Grão-Pará, ligava as localidades de Guia de Pacobaíba e Fragoso, numa extensão de 14,5 km.
Em terras mageenses, o desbravador Bernardo Proença abriu, em 1726, o caminho das pedra que se tornou a primeira ligação entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, quando os viajantes gastavam quinze dias para atingir Vila Rica embrenhando-se do litoral para a serra. Os desbravadores puderam conhecer a riqueza de uma terra fértil, generosa e rica em minerais. A partir das fazendas e dos engenhos, de pequenas capelas, surgiram os povoados que também se transformavam próximos das instalações militares que defendiam a Baía de Guanabara dos ataques de piratas e mercenários. Para se alcançar a Freguesia embarcava-se na Praça XV, numa falua (pequena embarcação), navegava-se até à foz do Rio Inhomirim, de onde se atingia o Porto da Estrela, que surgiu no final do século XVII, em Inhomirim (6º Distrito de Magé), com a construção da Capela de Nossa Senhora da Estrela dos Mares.
Com a abolição da escravatura, houve considerável êxodo dos antigos escravos, ocasionando terrível crise econômica. Esse fato, aliado à insalubridade da região, fez com que desaparecessem as grandes plantações, periódicas ou permanentes. O abandono das terras provocou a obstrução dos rios que cortam quase toda a baixada do território municipal, alagando-a. Daí originou-se o grassamento da malária, que reduziu a População local e paralisou por várias décadas o desenvolvimento econômico da região.
Sua localização privilegiada, próxima a cidades importantes, trouxe novo surto de desenvolvimento, no século XX, com a implantação de várias indústrias, especialmente as têxteis. Em 1992, Guapimirim, então terceiro distrito de Magé, adquire sua autonomia, havendo uma redução expressiva do território mageense.
Formação Administrativa A freguesia criada com a denominação de Magé, por alvará de 18 de janeiro de 1696, e por decretos estaduais nº s 1, de 8 de maio de 1892 e 1-A, de 6 de março de 1892.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Magé, por força de Ato de 9 de junho de 1789, o seu território foi constituído com terras desmembradas do município de Santana de Macacu e da cidade do Rio de Janeiro, inclusive ilhas do pequeno arquipélago de Paquetá. constituído de 5 distritos: Magé, Guapimirim, Suruí, Inhomirim e Guia de Pacopahiba. Instalado em 12 de junho de 1789.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Magé, por efeito da lei ou decreto provincial n.º 965, de 2 de outubro de 1857.
Pelos decretos estaduais nºs 1, de 8 de maio de 1892 e 1-A, de 3 de junho de 1892, são criados os distritos de Inhomirim e Santo Aleixo e anexado ao município de Magé.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 6 distritos: Magé, Guapimirim, Guia de Pacobaíba, Inhomirim, Santo Aleixo e Suruí. Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.
Pela lei estadual nº 1772, de 21 de dezembro de 1990, desmembra do município de Magé, o distrito de Guapimirim. Elevado a categoria de município.
Em Síntese de 31-XII-1994, o município é constituído de 6 distritos:
Centro, Citrolândia, Magemirim, Lagoa , Barbuda, BNH, Flexeira, Nova Marília, Saco, Parque Iriri, Vila Esperança, Vila Nova, Mundo Novo, Canal, Roncador, Piedade, Parque Cruzeiro, Parque Boneville, Barão de Iriri, Nova Brasilia, Vila Nova, Caixa D'água, São Carvalho, União, Vila Liberdade, Maria Conga, Iriri, Parque do Iriri, Beira Rio
Santo Aleixo, Andorinhas, Morro do Chalé, Morro do Cavado, Morro do Pau-a-Pique, Morro da Escola, Morro das Cabritas, Morro do Saco, Morro Magalhães, Morro do Serão, Morro do Britador, Jardim Esmeralda, Municipal, Poço Escuro, Santanna
Conceição, Rio do Ouro, Sant'Anna
Suruí, Partido, Santa Dalila, Prainha
Guia de Pacobaíba, Mauá, Imperador, Leque Azul, Ipiranga, Cantinho da Vovó
Piabetá, Pau Grande, Vila Inhomirim, Fragoso, Fazenda, Ilha, Jardim Nazareno, Jardim Novo Horizonte, Maurimárcia, Parque Santana, Bongaba, Parque dos Artistas, Paraíba, Parque Paranhos, Parque Caçula, Limeira, Parque Estrela, Parque Paraíso,São Sebastião, Sayonara, Inhomirim, Vila Carvalho, Vila Recreio
Assim permanece em divisão territorial datada de 2007.
Ocupa uma área de 386,61 km². Magé limita-se ao norte com Petrópolis, ao oeste com Duque de Caxias, ao leste com o município de Guapimirim e ao sul com a Baía de Guanabara.
Seu relevo é acidentado e no município encontra-se parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.
O Clima em Magé é Tropical em quase todo o município, exceto em áreas próximas a Serra dos Órgãos que predomina o clima Tropical de Altitude.
A média de temperatura mínima é de 18°C no Mês de Julho que é a menor temperatura média do município. Em Inhomirim a temperatura pode facilmente chegar a 6°C na madrugada durante os meses de Junho, Julho e Agosto, sendo assim a menor temperatura do município. A menor temperatura já registrada no município foi de 2,4 °C no dia 2 de agosto de 1955 em Pau Grande, aconpanhada de uma geada fraca.
Médias de temperatura
| Mês | Média Alta | Média Baixa |
|---|---|---|
| Janeiro | 29,0 °C | 23,0 °C |
| Fevereiro | 30,0 °C | 23,0 °C |
| Março | 29,0 °C | 23,0 °C |
| Abril | 28,0 °C | 22,0 °C |
| Maio | 27,0 °C | 21,0 °C |
| Junho | 25,0 °C | 19,0 °C |
| Julho | 26,0 °C | 18,0 °C |
| Agosto | 26,0 °C | 19,0 °C |
| Setembro | 25,0 °C | 19,0 °C |
| Outubro | 26,0 °C | 20,0 °C |
| Novembro | 27,0 °C | 22,0 °C |
| Dezembro | 29,0 °C | 22,0 °C |
Garrincha, Alegria do Povo, marcou seu nome na história do futebol mundial como um autêntico gênio da bola. Foi um legítimo representante do futebol-arte brasileiro, bicampeão do mundo pela Seleção Brasileira na Suécia e no Chile, sendo que em 1962 transformou-se no protagonista da campanha depois da contusão de Pelé, decidindo aquela Copa para o Brasil com um repertório de jogadas e gols decisivos.
Manoel dos Santos ganhou o apelido quando ainda era criança, em Pau Grande, distrito de Magé. Garrincha era o nome de um pássaro de cauda vermelha, que ele costumava caçar. Começou a jogar aos quatorze anos, no Esporte Clube Pau Grande. Mais tarde foi levado por Arati, um ex-jogador, para o Botafogo de Futebol e Regatas.
Dentre os seus pontos turísticos, podemos citar o Poço Bento, com água benta pelo Jesuíta José de Anchieta. Outro atrativo é a Estrada de Ferro de Guia de Pacobaíba, hoje desativada, mas que outrora fazia a ligação com a cidade de Petrópolis. A família imperial tomava uma barca no Rio de Janeiro em direção à Guia de Pacobaíba e de lá tomava o trem para a cidade imperial. Tal ferrovia é por exemplo citada por Machado de Assis em seu livro Memorial de Aires, exemplar do Realismo. Foi a primeira estrada de ferro do país. Hoje essa estrada histórica encontra-se abandonada.
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