Mário Campos - Minas Gerais - Informações sobre a cidade

Município de Mário Campos
Brasão Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário 21 de dezembro
Fundação 1 de janeiro de 1997
Gentílico mariocampense
Lema
Prefeito(a) Anderson Ferreira Alves (PPS)
(2005 – 2008)
Localização

20° 03' 40" S 44° 09' 35" O20° 03' 40" S 44° 09' 35" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008
Microrregião Belo Horizonte IBGE/2008
Região metropolitana Belo Horizonte
Municípios limítrofes Betim, São Joaquim de Bicas, Sarzedo, Brumadinho
Distância até a capital 38 km
Características geográficas
Área 35,155 km²
População 11.899 hab. est. IBGE/2008
Densidade 324,9 hab./km²
Altitude 730 m
Clima
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,711 médio PNUD/2000
PIB R$ 48.364 mil IBGE/2005
PIB per capita R$ 3.504,00 IBGE/2005

Mário Campos é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Sua população aferida pelo IBGE em 2008 era de 11.899 habitantes. Localiza-se a 38 km da capital mineira.

Mário Campos é considerada uma estância hidromineral. A maior fonte do mundo de vazão espontânea de água mineral fica em Mário Campos.

O turista tem como opções de hospedagem o Hotel Fazenda Recanto Santo Agostinho, o Clube e Pousada Recanto da Mata, a Pousada Villa da Serra e o Solar Maria Carolina.

Índice

História

Origem do nome da cidade

Existem duas versões para a origem do topônimo Mário Campos.

A primeira versão, confirmada por poucos dos antigos moradores, afirma ter sido uma homenagem prestada a um engenheiro que trabalhou na Estrada de Ferro Central do Brasil.

A segunda versão, confirmada por muitos dos antigos moradores, garante que o topônimo teve origem na homenagem prestada ao médico Dr. Mário Campos, que, no início da década de 30, trabalhou na Fundação Estadual de Assistência aos Lázaros-FEAL, órgão que administrava os leprosários. Não há muito conhecimento sobre este Dr., a não ser que veio da cidade de Juiz de Fora para Belo Horizonte e que trabalhou como médico especialista em hanseníase e administrou o leprosário da Colônia Santa Isabel, no início de sua fundação.

Antiga Estação do Jacaré

Casa ferroviária ao lado de onde ficava a estação.

Por volta de 1911 a 1918, iniciou-se a construção da estrada de ferro. Nesta época, aconteceram as primeiras desapropriações para dar passagem ao progresso, sendo que, na Reta do Jacaré foi derrubada uma casa para construir a Estrada de Ferro Central do Brasil. Foi construída a primeira parada de trens, naquele lugar, chamada de parada de Carlos Chagas.

A estação ferroviária do Jacaré foi inaugurada somente em 1923 e nos anos 1930 teve o nome alterado para o atual, Mário Campos. Entretanto, há guias que apontam Jacaré e Mário Campos como sendo duas paradas diferentes, distantes 2 km uma da outra.

Atualmente a estação encontra-se demolida, sobrou apenas uma velha plataforma e uma casa de turma. Só existe a plataforma e a base da estação, o estado da outra plataforma, a do antigo trem de subúrbio, é lamentavel. Este lugar em especial preserva características da década de 1950: à frente da estação ainda há um pequeno lago (conhecido como Lagoa do Campo Verde), integrante de uma praça, com várias árvores.

Preventório São Tarcísio

A construção deste complexo deu grande impulso às atividades econômicas de Mário Campos, atraindo novos moradores, favorecendo o comércio e o crescimento da região.

O preventório são Tarcisio foi construída entre 1930 e 1934, sendo constituído de um prédio central e vários pavilhões para abrigar crianças e adolescentes, filhos do hansenianos da Colônia Santa Isabel. Havia na entidade, uma organização bem gerenciada, no início por religiosos (irmãs). A arquitetura de seus prédios é muito bonita e foi, por muitos anos, o cartão postal de Mário Campos. Os prédios eram bem cuidados e a região era arborizada e cheia de jardins, em frente ao prédio central, havia dois lagos.

Lagoa do Campo Verde.

Nos terrenos do Preventório São Tarcísio, os empregados, juntamente com os internos mais velhos, plantavam milho, arroz, feijão, mandioca e hortaliças para o consumo. Eles mantinham também uma olaria (fábrica de tijolos).

As moças do Preventório faziam trabalhos manuais de artesanato para revender, como: tapetes, cochas bordadas, crochê e peças de roupas confeccionadas também nas oficinas do internato.

Havia também um padre que celebrava missas na capela do Preventório e que morava em uma casa situada naquele condomínio. O último padre foi o Monsenhor Júlio Barbosa. Muitos moradores de Mário Campos e mesmo de outras localizações foram batizados e se casaram na Capela do Preventório São Tarcísio.

Apesar da organização manter um regime disciplinar muito rígido, os internos e as irmãs organizavam festa no mês de maio e feira interna para expor e vender seus produtos de artesanato.

Havia, no condomínio, um local chamado sala de visita, onde os pais podiam ver seus filhos de longe e separado por grades.

O Preventório teve sua clientela diminuída após 1970, época em que foi descoberta a vacina que paralisava a doença. Daí por diante, os filhos não precisavam mais ser afastados dos pais, porque a vacina eliminava o risco de contaminação.

Em outubro de 1973, juntando - se às várias crises econômicas por que o estado passava para manter entidades filantrópicas e os desentendimentos ocorridos na administração, aconteceu a desativação do Preventório e os internos foram transferidos para a casa dos meninos, no bairro Pindorama, em Belo Horizonte. Outros foram morar com os pais, na Colônia Santa Isabel.

A partir de 1991, começou a ser demolido por moradores de Mário Campos, que tiraram o material para reaproveitar em suas construções. Do Preventório São Tarcísio só resta ainda à casa do padre que fica próxima à Avenida Floresta e à lagoa. O restante foi todo ocupado pelos moradores do bairro Campo Verde.

Casarão Sampaio

Casarão Sampaio, hoje biblioteca municipal.

O casarão Sampaio foi o mais antigo dos armazéns da região de Mário Campos. Foi construído no final da década de 30 e inaugurado em 1940, pelo Sr. Manoel Sampaio, especificamente para ser um grande comércio em Mário Campos. Havia naquela época uma demanda significativa de vendas para a Colônia Santa Isabel (leprosário que se localiza a 5 km de distância do casarão).

A construção era imponente e arrojada para o local na época. Seu estilo e arquitetura tinham detalhes que acompanhava o traçado linear das portas, janelas e quinas de paredes. É interessante lembrar que as paredes do armazém sempre foram pintadas da cor rosa com tarja azul e as portas e janelas eram da cor vermelha por fora e por dentro amarela.

Antes da construção do armazém, no mesmo local, houve uma pequena venda que pertencia ao Sr. Antônio Faria. Como o lugar estava crescendo com o movimento da Colônia Santa Isabel, dos trabalhadores do Preventório São Tarcísio e da rede ferroviária, as pequenas vendinhas já não eram suficientes para atender a clientela. Na mesma época, havia também o armazém do Sr. Antônio Gonçalves Penido, do lado debaixo da linha e do Sr. Cornélio José Campos.

O armazém Sampaio, entre os três, era o que mais se destacava pela qualidade e quantidade de estoque. Outro detalhe que o tornava mais em evidência era a sua localização. Situado no eixo de três saídas do povoado para Brumadinho, Betim e Belo Horizonte.

O proprietário do imóvel foi sempre o Sr. Sampaio. O fundo da venda é que foi arrendado para Esmeraldo Andrade, João de Carvalho Silva, Antônio Carvalho Silva e, por último, para os filhos do Sr. João. É importante observar que todos os proprietários vendiam a prazo com anotações em cadernetas.

Os sócios do armazém eram pessoas de relações com a comunidade. Exerciam o papel de farmacêuticos, conselheiros, juízes, corretores de imóveis e outros. O imóvel e o terreno foram confiscados pela prefeitura do município de Ibirité, como pagamento de impostos atrasados, no ano de 1984. Atualmente é um patrimônio histórico cultural pertencente ao município de Mário Campos e funciona como biblioteca e acervo cultural público.

Emancipação

Mário Campos foi elevada à condição de distrito pela lei nº. 8.285, de 08 de outubro de 1982, mas a instalação do distrito somente aconteceu no dia 05 de maio de 1985. Nesta época é que foi instalado o primeiro cartório de registro e notas de Mário Campos.

A primeira tentativa de emancipação para município foi em 1991, junto com o distrito de Sarzedo. Porém, na apuração dos votos não foi aprovada a emancipação do distrito de Mário Campos. Passados três anos a Assembléia Legislativa do estado reabriu a oportunidade para criação de novos municípios, assim que foi publicada a Lei Complementar nº. 037/95, estabelecendo os critérios para emancipação, iniciaram-se os movimentos. Um grupo de pessoas mobilizou todas as comunidades do distrito, promovendo reuniões para esclarecer a população sobre os benefícios de uma possível emancipação.

Em 23 de Janeiro de 1995, foi constituída uma comissão para acompanhar e elaborar o progresso de emancipação do município. A campanha emancipacionista contou com a participação e colaboração de comerciantes, granjeiros, horticultores, sitiantes, professores, alunos, igrejas, grupos de jovem, Sociedade Vicentina, bem como da Prefeitura e Câmara Municipal de Ibirité e o apoio dos deputados Diniz Pinheiro e Ivaí Nogueira.

Foram realizadas 27 reuniões com as comunidades, sendo que, alguns jornais da época divulgaram matérias redigidas por moradores de Mário Campos.

Foi criada uma logomarca da emancipação e distribuída para todos moradores. Esta trazia no centro uma pequena planta desabrochando, simbolizando o nascimento da cidade, guarnecida por um triângulo de três barras que não se fechavam (sobre o triângulo circunda a metade de um sol que lembra a fecundidade e simboliza justiça para todas), mas se alargavam em forma de largada para a direita, sendo que estas barras possuiam três cores: verde (simbolizando a esperança e fé em um futuro melhor), vermelho (simbolizando a coragem para a luta de emancipar e enfrentar os efeitos da mudança) e o amarelo (simbolizando a busca do progresso). A inscrição “Emancipação do Distrito – Tudo por Mário Campos” sugeria que a sorte estava lançada e que tudo seria feito para ter Mário Campos livre.

A eleição foi plebiscitária e aconteceu em um domingo no dia 22 de outubro de 1995. Na época, o distrito contava apenas com 3.381 eleitores, sendo que, mais de 50% dos eleitores compareceram às urnas para votar. Na cédula para votação o eleitor foi questionado: “Você concorda com a emancipação desse distrito”? A apuração dos votos foi realizada no mesmo dia, na CEPE de Ibirité, sendo apurados 1.791 votos "sim" contra 142 votos "não" para a emancipação.

Durante a noite do dia 22 de outubro foi realizada uma carreata passando pelo novo município, tendo início no Tangará e Bom Jardim e fim no Fecho do Funil.

Lei de criação do município

Oficialmente o município de Mário Campos foi emancipado pela Lei nº. 12.030, assinada em 21 de dezembro de 1995, pelo Deputado Estadual Agostinho Patrus - Presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Na época, era o Presidente da Assembléia quem respondia pelo governo de estado, uma vez que o governador e o vice estavam viajando para o exterior. No dia 21 de dezembro é comemorado o aniversário da cidade.

Como a Lei Complementar nº. 037/95 previa que o município emancipado continuaria sendo administrado pelo município remanescente até a posse do prefeito e vereadores, Mário Campos continuou pertencendo a Ibirité até 31/12/1996.

Promulgação da Lei Orgânica

A Lei Orgânica do município foi promulgada no dia 21 de dezembro de 1998. O texto da lei foi elaborado pelas Comissões temáticas em reuniões extraordinárias da Câmara Municipal. O espaço dos debates foi aberto à participação popular para apreciação e apresentação de emendas.

A Lei Orgânica é uma norma básica do município. Ela disciplina o funcionamento da Prefeitura e da Câmara Municipal, bem como os direitos e deveres do cidadão.


Hidrografia

Mário Campos tem suas nascentes no limiar das serras, vários córregos, destacando-se mais os córregos Lambari, Corredor, Campo Belo, Capão ou córrego do Quilombo e córrego do Barreiro, no Funil. Todos esses córregos deságuam no Rio Paraopeba, sendo que ao norte o Ribeirão Mário Campos, segmento do Ribeirão Sarzedo, recebe os córregos afluentes e deságua também no Rio Paraopeba, que é o maior rio do município.

Todo o Vale do Paraopeba apresenta um imenso potencial de crescimento urbano, caracterizada pela projeção de lavras do minério de ferro e pelo crescimento das atividades agropecuárias.

Enchente em Mário Campos, Dez. de 2008.

Porém, em alguns trechos do rio, suas margens estão avolumados pelo lixo acumulado e por resíduos do assoreamento feito pela drenagem que explora o cascalho. Também poluem as águas o excesso que sobra de agrotóxico das hortas que retornam ao rio pelas enxurradas ou afluentes e a vazão de esgoto sanitário direta ou indiretamente, no rio, de várias cidades da Bacia Paraopeba.

As enchentes

Entre os dias 10 a 30 de dezembro de 2008 ocorreram enchentes nos municípios de Mário Campos (principalmente no bairro Campo Verde) e afetou também o municipio de Brumadinho, a cidade de Betim, na localidade dos bairros Citrolândia e Colônia Sta. Izabel.

No municipio de Mário Campos não houve casos fatais, mas o prejuízo relacionado a bens materias tal como móveis afetaram muitas famílias, só as árvores mais altas ficaram fora d´água; as casas foram quase encobertas pela água. Para chegar a essa altura, o Rio Paraopeba avançou cem metros das margens.

Turismo

Os pontos turísticos da topografia do município referem-se aos recursos hídricos, sendo os principais: Rio Paraopeba, a vegetação, as matas ciliares, as serras, a fonte de água mineral e o cinturão verde que circunda o município.

Mário Campos é declarada uma estância hidromineral desde 1998, onde se encontra a fonte de água mineral com maior vazão espontânea por metros cúbicos do mundo (aproximadamente 11.000.000 de litros por hora). O turista tem como opções de hospedagem o Hotel Fazenda Recanto Santo Agostinho (com 300 mil metros de área verde, sendo 260 mil de área de preservação ambiental), o Clube e Pousada Recanto da Mata, a Pousada Villa da Serra e o Solar Maria Carolina.


Quem nasce em Mário Campos é mariocampense
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Mário Campos/MG

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