| Município de Mocajuba | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
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| Fundação | |||||
| Gentílico | |||||
| Lema | De mãos limpas pra mudar | ||||
| Prefeito(a) | Rosiel Costa (DEM) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Pará | ||||
| Mesorregião | Nordeste Paraense IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Cametá IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Baião,Cametá. | ||||
| Distância até a capital | Aproximadamente 250Km km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 870,800 km² | ||||
| População | 24.695 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 25,3 hab./km² | ||||
| Altitude | 30 m | ||||
| Clima | |||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,702 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 51.274 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 2.349,00 IBGE/2005 | ||||
Mocajuba é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º35'03" sul e a uma longitude 49º30'26" oeste, estando a uma altitude de 30 metros. Sua população estimada em 2004 era de 21 626 habitantes. Possui uma área de 860,4699 km².
Índice |
Mocajuba, segundo Gonçalves Dias, é o fruto chamado em algumas partes coco-de-catarro. Para Teodoro Sampaio, coco-de-catarro é o mesmo que macayba, "a árvore da macaba". O nome advém do vocábulo indígena mocayaybaou bocayuva. Sinonímia: mocajá, mocajaíba, bocaiúva, macaúba.
A história de Mocajuba remonta a Ocupação Colonial na Amazônia Brasileira pelos portugueses.
Logo após a fundação da cidade de Belém, capital do Pará atualmente, os colonizadores portugueses, atraídos pelas riquezas da região do Rio Tocantins, onde localiza-se atualmente a sede da cidade e muitas de suas vilas, dominam a calha do Tocantins. Na realidade, o rio é o único acesso ao interior da região. É seguindo o rio que os colonizadores tomam posse das terras, dentro de uma lógica geopolítica que é operada dentro dos tratados internacionais da época.
Mas os militares portugueses não agiam sozinhos neste processo de conquista e expansão. Eles contam com forte participação da igreja católica Um contexto de muitas lutas entre portugueses, franceses e holandeses empenhados na conquista da Calha Amazônica. Este é um elemento determinante para a história local.
Na região hoje chamada "baixo tocantins", a cidade de Cametá, que é hoje cidade vizinha, têm especial relevância. De Cametá saíram varias expedições exploratórias, como a de Pedro Teixeira em 1673 com o Padre Antônio Vieira. Foi estabelecido o núcleo central de colonização regional, tendo como liderança o Frei Cristóvão de São José, religioso dos Padres Capuchos da Ordem de Santo Antônio. Ele inicia a conversão cultural dos índios Tupinambás na região, mas especificamente os Camutás. A estratégia fundamental era atrair os indígenas de suas aldeias para a margem dos rios e assim fundaram-se muitas localidades. Ora pela força, ora pelo etnocídio e conversão cultural. O forte contato de portugueses (brancos) com os indígenas origina o caboclo, etnia mais comum na região.
Mocajuba vai forma-se no Rio ou Furo Tauaré passando por diversas denominações como: Maxi, Freguesia de Mocajuba, Vila de Mocajuba e finalmente Mocajuba.
Sua fundação como município, segundo o IBGE, data de 1895, um processo que durou dois anos até a consolidação.
Em 1853 quando a Assembleia Legislativa Provinciana, considerando a exigência do povoado de nome Maxi, criou a resolução nº 228, de 20 de dezembro do mesmo ano, dando-lhe a categoria de Freguesia.
Não obstante, o lugar não era propício para o desenvolvimento do município, diz a história oficial. Os habitantes do Maxi foram então se deslocando para uma antiga propriedade do Sr. João Machado, um dos incentivadores da mudança, que doou suas terras para que servissem de sede para o futuro município. Nessas terras existia um sítio de nome Mocajuba em perfeitas condições de servir para o desdobramento de um importante núcleo populacional, que viria a ter para invocação N. Sr.a. da Conceição, inicialmente utilizando o oratório particular de João Machado.
A mudança foi aprovada pela lei nº 271, de 16 de outubro de 1854. Conservou-se como freguesia até o ano de 1872 quando a lei nº 707, de 5 de abril, substituiu-a por vila. A primitiva igreja matriz da vila, construção de taipa, incendiou-se antes de 1864, época em que o governo provincial determinou o prosseguimento da construção do novo templo, então em alicerces.
O decreto nº 117, de 18 de setembro, cria prefeituras de segurança em seis cidades dentre elas a de Mocajuba, em 1895, dando-lhe finalmente a legitimidade do nome original.
Mas a história de Mocajuba não resume a sua istalação como município. Hoje uma de suas principais ruas é a Rua João Machado em homegagem ao dono das terras onde a sede do município foi instalada. A padroeira da cidade é Nossa Senhora de Conceição, santa católica. Muitas das manisfestações culturais da cidade organizam-se em torno das chamadas festividades da santa que ocorre ente 28 de Novembro e 8 de Dezembro. A história de formação e ocupação da cidade, ainda hoje registra-se presente na dinâmica da cidade.
Mocajuba foi um dos refúgios dos negros fugidos da escravidão. E hoje, a cultura local tem a marca desta história.
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