| Município de Pejuçara | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 15 de maio de 1965 | ||||
| Gentílico | pejuçarense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Leonir Perlin (PMDB) (2005 – 2008) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Rio Grande do Sul | ||||
| Mesorregião | Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Ijuí IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Panambi, Santa Bárbara do Sul, Cruz Alta, Boa Vista do Cadeado e Bozano. | ||||
| Distância até a capital | 381 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 414,238 km² | ||||
| População | 3.972 hab. est. IBGE/2008 | ||||
| Densidade | 10,4 hab./km² | ||||
| Altitude | 449 m | ||||
| Clima | subtropical úmido | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,796 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 36.047 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 8.416,00 IBGE/2005 | ||||
Pejuçara é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 28º25'24" sul e a uma longitude 53º39'21" oeste, estando a uma altitude de 449 metros. Sua população estimada em 2006 era de 4.300 habitantes. Possui uma área de 414,78 km².
Índice |
Por volta de 1810, já existia nas terras que hoje é o Município de Pejuçara uma geração muito grande de negros. Mas o primeiro estancieiro a adonar-se de terras dessa área foi Polucarpo José de Oliveira no ano de 1831, segundo consta no Cartório de Registro de Imóveis de Cruz Alta. Seis anos após, em 7 de julho de 1837, essa região passou a receber um grupo significativo de soldados escravos negros. Tudo se deve ao famoso combate dos Porongos, entre federalistas e farrapos, ocorrido na Fazenda Figueira, em Santa Bárbara. Esses soldados negros que participaram da luta ao lado dos farrapos que não tiveram sucesso, na fuga, seguiram as margens do rio Porongos, hoje Caxambu, embrenhando-se nas matarias em direção à Pedreira, Santa Apolônia e Vista Alegre e aí permanecendo até a chegada dos imigrantes italianos. O mapa confeccionado pela Independência de Cruz Alta, em 1920, identificava duas comunidades negras, uma a do campo dos Libertos, entre Linha Macuglia, Pedreira e Jacicema, nas terras possuídas pelo estancieiro Damas de Meira Collaço, e outra, na margem direita do Caxambu, área hoje pertencente à Panambi, o chamado Rincão dos Negros.
Habitaram também nesta área, índios, mas quando os imigrantes começaram a chegar, o governo os confinou em reservas. O que permaneceu da história destes índios é a origem do nome “Pejuçara”, que em tupi-guarani significa “caminho das palmeiras”. Os imigrantes italianos chegaram ao Brasil vindos da Europa em uma época de muita pobreza e desemprego naquele país, e a maior parte deles instalou-se no Estado do Rio Grande do Sul em Silveira Martins, formando a quarta colônia no Estado. O imigrante tinha esperanças de que esta colônia se transformasse em uma grande cidade e como isso não aconteceu, eles saíram à procura de um lugar melhor. Depois de vários dias de viagem a cavalo ou em carroças chegaram a Colônia Visconde de Rio Branco, hoje Pejuçara. Em maio de 1899 chegaram as duas primeiras famílias de italianos, que eram as famílias Loss e Vanzan que começaram a abrir as primeiras roças. No mesmo ano outras famílias também chegaram, Mastella, Zanetti, Becker, Ferretti, Razzia, Bresolin, Gianluppi, Bertoldo e Trevisan. De 1900 a 1930 chegaram diversas outras famílias de italianos. Os negros que estavam nesta área há vários anos, não souberam aproveitar as terras que haviam recebido. Os italianos que começaram a chegar nessa região aproveitaram-se da situação e foram ficando donos das terras. Os negros entregavam suas terras a troco de cachaça ou então vendiam seus direitos. Vendiam 54 hectares de terra por uma vaca de leite e assim por diante. Dessa forma os colonos foram ficando de donos das terras e os negros acabaram trabalhando de empregados ou foram embora. Após muitos anos de ocupação das terras, surgiu á lei do Usucapião e os italianos que estavam a mais ou menos 10 anos produzindo na terra, requereram escritura.
Foram diversas as denominações dadas à Colônia Italiana, região, hoje, do Município de Pejuçara:
O distrito cresceu e se expandiu, surgindo as primeiras casas de comércio e com elas as mudanças econômicas e sócio-políticas. Esta expansão motivou a população a organizar um movimento emancipacionista em 1965, que resultou em plebiscito realizado no Distrito. Tendo este resultado positivo, a Assembleia Legislativa de Estado cria pela lei n° 5.156 de 15 de dezembro de 1965 o Município de Pejuçara. Mas só em 15 de maio de 1966 Pejuçara foi solenemente instalada a esta recebe Hildebrando Rodrigues Floriano como Interventor Federal. Passados dois anos o Município realiza sua primeira eleição, na qual Dary Bonamingo foi então eleito Prefeito. O Município mantém até hoje características de seus ancestrais, isto se verifica na religiosidade, nas festas, comidas típicas e na agricultura, principal economia do Município.
O município fica a 380Km da capital Porto Alegre e possui como principal via de acesso a RS 553. Pejuçara está posicionada geograficamente no Planalto Médio, na região Noroeste Colonial de Ijuí. Apresenta uma altitude de 480m acima do nível do mar, latitude 28°25’19 “S e longitude 53°39’12” W. Possui uma área de 414 km². A população atual está estimada em 3.900 habitantes, sendo 36,32% moradores da zona rural e 63,68% moradores da zona urbana.
Limita-se ao Norte com Panambi, ao Sul com Cruz Alta, a Leste com Panambi e Santa Bárbara do Sul e a Oeste com Bozano.
As terras de Pejuçara não são banhadas por grandes rios. Entre os maiores destacamos o rio Caxambu que serve de limite ao Norte com o Município de Panambi e o rio Cambará serve de limite ao Sul com o Município de Cruz Alta. Além desses dois rios maiores existem outros rios menores chamados de arroios. Entre eles estão: Passo Liso, Inglês, Pedreira, Rio Branco, dos Engenhos, Mandu, Cambarazinho, Santa Clara, Taboão, Taboãozinho, Seringa e dos Pontevas.
Na nossa região predomina a Floresta Estacional Decidual, uma formação vegetal que apresenta cinco estratos:
A presença de florestas no Município se deva à demanda das cooperativas locas por lenha para os secadores de grãos, normalmente de eucalipto. Existem ainda alguns produtores que vendem lenha, varas, palanques e madeira para a construção civil, sendo utilizado, além do eucalipto, o pinus, pinheiro-brasileiro e louro.
A topografia do Município de Pejuçara é composta na sua maior por Latossolo Vermelho Distroférrico Típico e uma pequena área no Norte do Município formada por Neossolo Litólico Eufórico Chernossólico.
O latossolo vermelho distroférico típico apresenta relevo ondulado e textura argilosa. Sua coloração é vermelha escura. Possui mais de 60% de argila e menos de 10% de areia. O neossolo litólico eutrófico chernossólico apresenta textura média e é um solo muito sustentável a erosão devido ao acentuado declive.
Quanto a capacidade de uso das terás, o solo de Pejuçara caracteriza-se por persuadir terras cultiváveis de forma continuada intensivamente e capazes de produzir boas colheitas de culturas anuais adaptadas, sem limitação sérias à mecanização.
O clima dominante é o temperado subtropical úmido de máximas superiores a 36°C e inferiores a 43°C. A temperatura média anual é de 17°C e 20°C, mas já atingiram -8,5°C. As geadas se estendem até o mês de agosto com algum perigo no mês de outubro. A precipitação anual é de 1.773mm, somando um total de 80 a 110 dias de chuva, apresentando esporadicamente estiagens no verão. A umidade relativa do ar varia entre 70 e 80%.
A população é formada basicamente pela etnia italiana (85%), possuindo também descendentes de afros (10%), alemães (3%) e poloneses (2%).
O crescimento de população pode ser visto no quadro abaixo.
População Residente por ano
ANO POPULAÇÃO MÉTODO 2007 3.900 Censo 2006 4.302 Estimativa 2005 4.285 Estimativa 2004 4.246 Estimativa 2000 4.189 Censo
Fonte: IBGE, Censo e Estimativas.
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