| Município de Piracicaba | |||||
| "A Noiva da Colina" "Pira" |
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| Hino | |||||
| Aniversário | 1º de agosto | ||||
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| Fundação | 1767 | ||||
| Gentílico | piracicabano | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Barjas Negri (PSDB) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | São Paulo | ||||
| Mesorregião | Piracicaba IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Piracicaba IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Rio Claro, Limeira, Santa Bárbara d'Oeste, Laranjal Paulista, Iracemápolis, Anhembi, São Pedro, Charqueada, Rio das Pedras, Tietê, Capivari, Conchas, Santa Maria da Serra, Ipeúna e Saltinho | ||||
| Distância até a capital | 152 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 1.369,511 km² | ||||
| População | 368.843 hab. (SP: 16º) – est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 261,5 hab./km² | ||||
| Altitude | 547 m | ||||
| Clima | tropical de altitude Cwa | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,836 (SP: 22°) – elevado PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 7.794.667 mil (BR: 47º) – IBGE/2007 | ||||
| PIB per capita | R$ 21.766,00 IBGE/2007 | ||||
Piracicaba é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a 22º43'31" de latitude sul e a 47º38'57" de longitude oeste, a uma altitude de 547 metros. Sua população estimada em 2008 era de 365.440 habitantes.
A cidade é um importante pólo regional de desenvolvimento industrial e agrícola, estando situada em uma das regiões mais industrializadas e produtivas de todo o estado de São Paulo. A região concentra uma população aproximada de 1,2 milhão de habitantes.
Índice |
O nome do município vem do tupi-guarani, significado "lugar onde o peixe para". É uma referência às quedas do rio Piracicaba que bloqueiam a piracema dos peixes.
O vale do rio Piracicaba começa a ser ocupado durante o século XVII, quando alguns colonos adentram a floresta e começam a ocupar as terras ao redor do Rio Piracicaba praticando a agricultura de subsistência e exploração vegetal.
Em 1776 a Capitania de São Paulo decide fundar uma povoação na região, que serviria de apoio à navegação das embarcações que desceriam o rio Tietê em direção ao rio Paraná e também daria retaguarda ao forte de Iguatemi, localizado na divisa com o futuro Paraguai. A povoação deveria ser fundada na foz do rio Piracicaba com o Tietê, nas proximidades da atual cidade de Santa Maria da Serra, mas o Capitão Antônio Correa Barbosa, incumbido de tal missão, decide-se por um ponto localizado a 90 quilômetros da foz do Piracicaba, lugar já ocupado por alguns posseiros e com melhor acesso a outras vilas da região, notadamente Itu. A incipiente povoação de Piracicaba é fundada em 1º de Agosto de 1767, na margem esquerda do rio, localizado aproximadamente aonde hoje se situa o Engenho Central e partes da Vila Rezende. A povoação de Piracicaba é ligada politicamente a Itu, então a cidade mais próxima. No ano seguinte, a povoação torna-se freguesia.
O terreno irregular e infértil da margem esquerda provoca a mudança da sede da freguesia para a margem direita do rio em 1784, e no final do século XVIII a região se desenvolve baseada na navegação do rio Piracicaba e no cultivo da cana-de-açúcar.
Em 1821 a freguesia é elevada a condição de vila, com o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem a Constituição Portuguesa daquele ano. Com a elevação a vila e o desenvolvimento do cultivo da cana, a vila se desenvolve rapidamente. Já em 11 de Agosto de 1822 é realizada a primeira reunião do que viria a ser a futura Câmara de Vereadores da cidade.
Piracicaba ia se desenvolvendo rapidamente, tornado-se rapidamente a ser a principal cidade de suas redondezas, polarizando outras vilas que dariam origem as atuais cidades de São Pedro, Limeira, Capivari, Rio Claro e Santa Bárbara d'Oeste. Curiosamente, a cidade permanece vinculada ao cultivo de cana de açúcar, ignorando a chegada do café no Oeste Paulista, cultivo que se tornaria o motor da economia paulista no final do século XIX. Devido ao cultivo da cana, a região torna-se um dos principais polos de escravidão no Oeste Paulista, com grande presença de escravos e libertos negros.
Em 1877 a cidade passava a ter ligação ferroviária da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro com Itu e Jundiaí, via Capivari e Indaiatuba. No mesmo ano a cidade, por intermédio de seu então vereador e futuro presidente da República, Prudente de Morais, adota a designação atual de Piracicaba, abandonando a denominação portuguesa de Vila Nova da Constituição
Em 1881, às margens do rio Piracicaba, é fundado o Engenho Central de Piracicaba, que viria a se tornar o maior engenho de açúcar do Brasil nos próximos anos. A cidade começa a substituir o trabalho escravo pelos imigrantes assalariados: Piracicaba recebe importantes contingentes de portugueses, italianos e sírio-libaneses.
Em 1900 Piracicaba firma-se como um dos maiores polos do estado de São Paulo: era a quarta maior cidade do estado, possuía luz elétrica, serviço de telefone e em terras doadas por Luís Vicente de Sousa Queirós começa a formação da futura Escola Superior de Agronomia, a ESALQ. Com o certo declínio observado por Itu após 1890, Piracicaba torna-se a cidade principal da região que viria a se transformar na Região Administrativa de Campinas. A cidade de Campinas, naquela época, era menor e mais pobre que Piracicaba.
Em 1922, 45 anos após a chegada dos trilhos da Companhia Ituana de Estradas de Ferro, Piracicaba passa a ter um ramal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
Apesar de todo o fausto, Piracicaba começou a entrar em uma longa estagnação e leve decadência que atingiria a cidade durante boa parte do século XX. Com o fim do ciclo do café e a queda constante de preços da cana de açúcar, a economia piracicabana começa a se estagnar. Na tentativa de reversão do cenário, a cidade é uma das primeiras a se industrializar, com a abertura de plantas fabris ligadas ao setor metal-mecânico e de equipamentos destinados a produção de açúcar.
A industrialização, ainda muito baseada no ciclo da cana-de-açúcar, impede a queda maior da cidade mas não a estagnação. A partir da segunda metade do século XX a cidade passa a enfrentar mais uma dificuldade para o seu desenvolvimento: o crescimento da cidade de Campinas e seu entorno (atual Região Metropolitana de Campinas).
A rápida expansão de Campinas registrada após 1950 causa crise ainda maior em Piracicaba. Não bastasse a sua dependência de uma economia ainda agrícola, Piracicaba agora é obrigada a enfrentar a concorrência trazida por uma cidade que se desenvolve mais rapidamente, de forma industrial e com melhor localização geográfica (mais próxima a Capital do estado e ao Porto de Santos). Durante a década de 60 e 70, Piracicaba entra no pior período de sua crise, com uma economia estagnada, sem novos investimentos e perdendo a condição de maior cidade da região, primeiramente para Campinas e depois para Jundiaí. De principal polo regional, Piracicaba vai se alocando como um mero centro local para as cidades ao seu redor.
É nesta fase que Piracicaba ganha um apelido temerário: "fim de linha" . A expressão refere-se ao mau posicionamento logístico da cidade, pois as ferrovias que aqui chegavam eram na verdade apenas ramais de linhas mais importantes e tal apelido demonstrava a decadência econômica da cidade na época.
A partir da década de 1970 são tomadas ações para alavancar a economia piracicabana. É construída a Rodovia do Açúcar, ligando a cidade à Rodovia Castelo Branco e que serviria como uma nova rota de escoamento da produção, bem como garantia de manutenção da influência de Piracicaba na microrregião de Capivari. A Rodovia Luís de Queirós é duplicada até a Rodovia Anhanguera, melhorando o acesso a cidade e a ligando com a principal rodovia do Interior de São Paulo. São criado distritos industriais e novas empresas chegam à cidade. Paralelamente, o Pró-álcool moderniza o cultivo da cana de açúcar e ajuda a revigorar a produção canavieira. Outros projetos, porém, não são realizados, como a Barragem de Santa Maria da Serra (destinada a retomada da navegação no rio Piracicaba, o interligando com a Hidrovia Paraná-Tietê), o Alcoolduto e a aproximação da Via Anhanguera da cidade, por meio de um traçado paralelo (tal projeto se concretiza em forma diferente com o prolongamento da Rodovia dos Bandeirantes, porém passando por Santa Bárbara d'Oeste).
Tais projetos atingem resultados dúbios: Piracicaba reforça sua economia e consegue sair do longo ciclo de estagnação, porém não volta ao status que possuía no início do século, até mesmo por ainda continuar a dividir potenciais novos investimentos com a vasta região industrial e tecnológica de Campinas. Mesmo não atingindo o potencial que possuía no passado, a cidade pôde se livrar do triste apelido de "fim-de-linha" e voltar a dias mais promissores por volta da segunda metade da década de 1990.
No início do século XXI, o município vem registrando bons índices de desenvolvimento, recuperando áreas degradadas e aposta na biotecnologia e produtos de exportação para o seu desenvolvimento futuro.
A cidade, apesar de sua longa crise, conseguiu se manter na posição de segunda maior em população e terceira em economia na Região Administrativa de Campinas (superada apenas por Campinas e Jundiaí) e um dos maiores polos produtores de açúcar e álcool do mundo, além de contar com importante centro industrial e diversas universidades de renome.
| Médias de temperatura do ar e precipitação para Piracicaba | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima registrada (°C) | 38,5 | 38,5 | 37,0 | 35,0 | 33,8 | 32,8 | 33,0 | 36,0 | 38,2 | 38,4 | 40,2 | 38,5 | 37,6 |
| Temperatura máxima média (°C) | 29,9 | 30,3 | 30,0 | 28,5 | 26,1 | 25,0 | 25,3 | 27,4 | 28,1 | 29,1 | 29,6 | 29,7 | 28,0 |
| Temperatura mínima média (°C) | 19,0 | 19,1 | 18,3 | 15,5 | 12,1 | 10,4 | 9,6 | 11,1 | 13,5 | 15,7 | 16,8 | 18,2 | 16,6 |
| Temperatura mínima registrada (°C) | 10,2 | 11,2 | 8,8 | 0,8 | -0,2 | -1,8 | -1,8 | -2,6 | 0,7 | 3,0 | 6,6 | 11,6 | 10,7 |
| Precipitação (mm) | 229,5 | 182,6 | 143,1 | 63,2 | 54,0 | 42,4 | 28,2 | 29,6 | 60,8 | 110,6 | 130,9 | 198,7 | 1 273,3 |
| Fonte: 04 de Agosto de 2009. | |||||||||||||
Piracicaba é uma das maiores forças econômicas do interior paulista. O município é o 47º mais rico do Brasil e exibe um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 7,8 bilhões.
Piracicaba também é a 5ª cidade do estado em valor de exportações (US$ 1,1 bilhão em 2004, um crescimento de 71% em relação ao ano anterior), superando cidades de maior vigor econômico como Guarulhos e Campinas.
No setor agrícola, destacam-se as culturas de cana-de-açúcar (10 milhões de toneladas/ano), do café (um milhão de pés), laranja (6 milhões de pés, plantados em 1062 hectares) e milho (1300 hectares). A pecuária também é representativa (rebanho de 150 mil cabeças de gado), além da avicultura (mais de sete milhões de aves).
O complexo industrial da região de Piracicaba é formado por mais de cinco mil indústrias, destacando-se as atividades dos setores metalúrgico, mecânico, têxtil, alimentício e combustíveis (produção de petroquímicos e de álcool).
Entre as principais indústrias da cidade estão: Delphi Automotive Systems, Dedini Industrias de Base, Caterpillar, Arcelor Mittal, Kraft Foods, Case, Fibria, Cosan, NG Metalurgica, Klabin, CJ Corp entre outras; e a cidade se prepara para receber a montadora coreana Hyundai que tem como previsão iniciar suas atividades no distrito industrial Uninorte no segundo semestre de 2011, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.
| Cor/Raça | Percentagem |
|---|---|
| Branca | 79,1% |
| Preta | 6,3% |
| Parda | 14,1% |
| Amarelo | 0,3% |
| Indígena | 0,2% |
Fonte: Censo de 2000
Desde agosto de 2006, o policiamento civil e militar de Piracicaba se desvinculou da Região de Campinas. Foram formados o CPI-9 (Comando de Policiamento do Interior, da Polícia Militar) e o Deinter 9 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior, da Polícia Civil).
Com essas modificações, a cidade passou a abrigar a cúpula do policiamento de uma macrorregião que engloba 52 cidades subdivididas entre as seis microrregiões de Americana, Casa Branca, Limeira, Piracicaba, Rio Claro e São João da Boa Vista.
Possui universidades importantes, destacando-se a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP-UNICAMP), a Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), a Faculdade Integrada Maria Imaculada, a Fundação Municipal de Ensino (FUMEP), mantenedora da Escola de Engenharia de Piracicaba (EEP), um campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), a Faculdade Comunitária de Piracicaba (Faculdades Anhanguera) e a Faculdade Salesiana Dom Bosco de Piracicaba(UNISAL), a FATEC - Faculdade de Tecnologia - (Centro Paula Souza), a FATEP - Faculdade de Tecnologia de Piracicaba, e o Centro Universitário Senac, além de ser pólo de várias universidades que mantém cursos superiores à distância, como Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Universidade Internacional (UNINTER), Universidade Interativa COC (UniCOC), ULBRA e outras.
Nacionalmente conhecido, o Esporte Clube XV de Novembro foi fundado 1913 e atualmente disputa a série A2 do Campeonato Paulista. O time já conquistou vários títulos, dentre os quais se destacam os campeonatos paulistas da segunda divisão de 1947, 1948, 1967 e 1983, além do Campeonato Brasileiro da Série C de 1995. No entanto, sua maior conquista foi ser vice-campeão paulista da primeira divisão em 1976, quando seu presidente era o folclórico Romeu Italo Ripoli.
Piracicaba possui times com tradição nas modalidades de Basquete Masculino e Feminino.
Entre 1940 a 1966, apesar de Interlagos ser o único autódromo asfaltado do país, Piracicaba já realizava provas de rua, e hoje possui o único autódromo oficial do interior de São Paulo, o Autódromo de Piracicaba - ECPA, reconhecido pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e da Federação de Automobilismo de São Paulo (Fasp).
O município faz parte da Diocese de Piracicaba .
O município faz parte da quinta região eclesiástica.
O município faz parte do setor de Campinas.
O município faz parte da Estaca Piracicaba.
Os principais pontos turísticos do município de Piracicaba são o rio Piracicaba, a sua ponte pênsil e seu Mirante, o Engenho Central, a Rua do Porto, famosa por seus bares, e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).
No turismo rural temos destaque para distritos de Santa Olímpia e Santana, fundados há mais de um século por imigrantes oriundos do Tirol (região de Trento, que até 1919 pertenceu à Áustria e atualmente pertencente à Itália). A festa mais importante dos tiroleses é a Festa da Polenta, no Bairro Santa Olímpia, realizada no último final de semana de Julho. A festa é grandiosa e repleta de apresentações típicas, culinária e música típicas.
Dentre os principais eventos piracicabanos estão a Festa das Nações, a Festa do Divino Espírito Santo, a Festa da Polenta, Festa do Milho do distrito de Tanquinho, a bela encenação da "Paixão de Cristo de Piracicaba" e o internacionalmente famoso Salão Internacional de Humor de Piracicaba.
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