| Município de Ponta Porã | |||||
| "Princesinha dos Ervais" "Capital Brasileira do Tereré" |
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| Hino | |||||
| Aniversário | 18 de julho de 1912 | ||||
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| Fundação | 25 de março de 1892 | ||||
| Gentílico | ponta-poranense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Flávio Kayatt (PSDB) (2005 – 2008) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Mato Grosso do Sul | ||||
| Mesorregião | Sudoeste de Mato Grosso do Sul IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Dourados IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Norte: Antônio João, Bela Vista, Jardim e Guia Lopes da Laguna
Sul: Aral Moreira e Laguna Carapã Leste: Dourados e Maracaju Oeste: Paraguai |
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| Distância até a capital | 328 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 5.328,621 km² | ||||
| População | 75.941 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 13,55 hab./km² | ||||
| Altitude | 755 m | ||||
| Clima | subtropical | ||||
| Fuso horário | UTC-4 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,78 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 628.198.000,00 (MS: 7º) – IBGE/2007 | ||||
| PIB per capita | R$ 8.700,00 IBGE/2007 | ||||
Ponta Porã é um município brasileiro localizado no sudoeste do estado de Mato Grosso do Sul. Constitui uma área conurbada internacional com a cidade Pedro Juan Caballero, capital do departamento de Amambay, no Paraguai.
Ponta Porã está distante 350 quilômetros da cidade de Campo Grande, capital do Estado. Ligada por meio de Rodovia Federal, que também dá acesso aos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso. A população do município é de aproximadamente 80 mil habitantes. A cidade que foi capital do extinto Território Federal do mesmo nome (1943-1946) está situada ao sudoeste do Estado e possui clima temperado com temperatura de 30°. A cidade possui uma boa rede hoteleira, tanto do lado brasileiro como do paraguaio. A economia do município está voltada para a agricultura e pecuária. A lavoura é uma das pujantes do território nacional produzindo, principalmente, soja, trigo e milho.
Ponta Porã é a capital brasileira do tereré e capital regional da erva-mate, tanto que o símbolo da cidade é uma cuia de chimarrão e outra de tereré.
Índice |
O município de Ponta Porã localizado à sul do estado de Mato Grosso do Sul, na região Centro-Oeste do país, faz divisa com a cidade de Pedro Juan Caballero no país vizinho, Paraguai. A foto ao lado que apresenta uma cuia gigante (simbolizando o tereré e o chimarrão) é um ótimo cartão-postal, pois representa duas culturas que se tornam apenas uma. A localização geográfica do município fica entre os paralelos 21º e 23º, com latitude sul; 23º, 32', 30', Longitude Oeste; 55º, 37', 30". Faz divisa ao norte com Antônio João, Bela Vista, Jardim e Guia Lopes da Laguna; ao sul com Aral Moreira e Laguna Carapã; ao leste com Dourados e Maracaju e ao oeste com a República do Paraguai.
Predomina em Ponta Porã o clima tropical de altitude, com temperatura média anual de 20,6 °C. O mês mais quente é fevereiro, com temperatura média de 23,6°C, e o mês mais frio é julho, com média de 16,4 °C. A precipitação média anual é de 1.660 mm, sem estação seca, mas com verões mais úmidos que os invernos. O mês mais chuvoso é novembro, com média de 212 mm, enquanto o mês mais seco é julho, com média de 55 mm.
Ponta Porã está situada na Serra de Amambai, que é uma continuidade da Serra de Maracaju. Apresenta uma topografia plana e levemente ondulada, sendo o ponto culminante a Serra de Maracaju, iniciando a elevação máxima no distrito do Apa a 850 metros acima do nível do mar.
Tem em sua [vegetação] a predominância dos campos limpos como característica do município, formado por grandes áreas de gramíneas rasteiras, constituindo as famosas pastagens naturais.
Latossolo vermelho escuro com predominância de latossolo roxo, em suas imediações.
Possui uma população de 75.941 (IBGE, 2009), dos quais 89% moram na zona urbana e 11% na zona rural.
Os índios Caiuás habitavam toda a parte sul de Mato groso do Sul, isto é, toda região de Ponta Porã, Dourados, Amambaí e vizinhanças. Eram muitos e viviam em paz com a natureza. Caçavam, pescavam e colhiam frutos e raízes, cultivavam o milho e a mandioca em pequenas roças, apenas para o consumo da tribo. Atualmente o número de índios é muito pequeno. Eles vivem da terra e precisam dela para sobreviver. Vivendo em aldeias, suas casas são de taquara e cobertas com folhas de coqueiro. Estas aldeias hoje estão dentro das reservas. As reservas são áreas de terra reservadas para os índios pelo Governo Federal. Com o tempo essas terras foram invadidas pelos brancos, que foram chegando e ocupando esses espaços aos poucos. Eles fabricam arcos, chocalhos e outros produtos que vendem nas cidades vizinhas e nas margens das rodovias e vivem praticamente entrelaçados com a civilização branca. Vestem roupas e compram utensílios nos comércio da cidade. Dos costumes antigos ainda cultivam a dança tradicional, usam enfeites e pintam o corpo para as festas tradicionais, também fabricam uma bebida chamada chicha, que é feito de milho fermentado. Hoje a maior festa indígena é a Festa do Índio em que os fazendeiros doam vacas.
A origem de Ponta Porã começa com a formação de um povoado denominado inicialmente Punta Porá, que surgiu dentre os campos de Erva–Mate. Antes da Guerra do Paraguai, Ponta Porá era apenas uma região deserta, habitada somente por algumas tribos de índios, como os Nhandevas e os Caiuás, descendentes do povo Guarani, que viviam em harmonia com a natureza, caçavam, coletavam frutos e pescavam, além do cultivo de pequenas roças. A região era também local de parada de carreteiros que faziam o transporte de erva-mate. Em 1777 uma expedição militar chegou a esta região, tendo como objetivo, explorar o solo. Em 1862 chegou o grupo do tenente militar Antônio João Ribeiro que se fixou na cabeceira do rio Dourados (onde hoje é o município de Antônio João) e fundaram ali a Colônia Militar dos Dourados. Em 1864, época da Guerra da Tríplice Aliança, a Colônia Militar dos Dourados foi destruída pelos paraguaios, onde veio a falecer o tenente Antônio João Ribeiro. Em 1880 chega na região o senhor Nazareth, um militar que vem com a missão de comandante e ergue seu acampamento junto a lagoa do Paraguai, onde hoje é a cidade de Pedro Juan Caballero. Em 1882 Tomás Laranjeiras já explora e industrializa a erva-mate em Ponta Porã e exporta para Argentina. Em 1892 chegou ali a Guarnição da Colônia Militar de Dourados para proteger a região. Nesse mesmo ano Ponta Porã começa a tomar seus primeiros impulsos de progresso econômico, com a chegada até ali de muitos migrantes gaúchos, que vieram com a finalidade de praticar a agropecuária eles queriam cultivar a terra e criar gados . Em 1897 é criado o primeiro destacamento Policial em Ponta Porã e nomeado como Comandante o Senhor Nazareth.
Em 1900 Ponta Porã torna-se Distrito de Bela Vista. Em 18 de julho de 1912 foi criado o Município de Ponta Porã, deixando de ser distrito de Bela Vista. No ano seguinte foi instalado o município e toma posse seu primeiro Prefeito, Ponciano de Matos Pereira. Em 1915 o Governador do Estado de Mato Grosso, Caetano de Albuquerque eleva o município de Ponta Porã para a categoria de comarca no ano seguinte, 1916 toma posse o primeiro Juiz de Direito da Comarca de Ponta Porã, Possidônio de Souza Guimarães e o Primeiro Promotor é Henrique Carlos Guatemozim. Em 1919 é criado em Ponta Porã o 11º RC (Regimento de Cavalaria) e instalado no ano seguinte, sendo seu primeiro Comandante o Capitão Hipólito Paes Campos. Em 1943, o Presidente Getúlio Vargas cria o Território Federal de Ponta Porã, tendo como capital a cidade de Ponta Porã e formado também por outros municípios vizinhos. Em 1946 o território é extinto. Em 1977 é criado o estado de Mato Grosso do Sul, a qual Ponta Porã faz parte atualmente.
Antes de chamar Ponta Porã, a cidade e toda a região de Pedro Juan Cabalhero era chamada de Punta Porá. A Serra e alguns capões de mata que aqui existiam, davam aspecto de beleza ao lugar, que passou a ser denominado de Ponta Porã, que quer dizer Ponta Bonita e mais tarde com a chegada dos colonizadores passou a ser denominada de Ponta Porá. Assim a origem do nome Ponta Porá, está ligada às três culturas: guarani, espanhola e portuguesa. Na região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, adotou-se a terminologia da língua "Portunhol", pois os moradores dessa região se comunicam em Português e Espanhol; há ainda o termo "Guaraportunhol", para aqueles que se comunicam em Guarany, Português e Espanhol.
As comunicações em Ponta Porã são feitas através dos serviços dos Correios e Telégrafos (ECT).
Da Embratel, através da Oi, com os serviços de DDD e DDI.
A cidade conta hoje com oito canais de televisão.
Localizada a 250 km de Bonito e do acesso ao Complexo do Pantanal, Ponta Porã conta como meios de transporte rodoviário, ferroviário e aéreo, integrando a cidade com os demais Estados Brasileiros e com os países vizinhos, Bolívia e Paraguai.
O acesso mais rápido é pela BR-463, que liga a sede do município a Dourados, distante 120 km . Ainda há o Aeroporto Internacional de Ponta Porã.
Ponta Porã dispõe de uma rede hoteleira com cerca de 20 unidades, com capacidade de 1.189 leitos.
Na Educação Básica, conforme dados do MEC, Ponta Porã possui 42 escolas de ensino básico e fundamental.
A educação em Ponta Porã como em todo o Brasil deve estar atenta ao IDEB, devido a essa Gripe H1NI (Suína) fez com que os alunos com gripe sendo comum ou não tiveram que ausentar-se das escolas, prejudicando assim seu aprendizado.Por esse problema os resultados do IDEB poderão ser prejudicados.
Atualmente o município conta com duas universidades, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e mais quatro faculdades:
| Organização | Sigla |
|---|---|
| 11º Regimento de Cavalaria Mecanizado | 11º R C Mec |
Tem como atividades econômicas a pecuária, agricultura, extração de madeiras. O trabalho é sempre relacionado com o comércio, a indústria, a prestação de serviços e os serviços públicos.
Ponta Porã, com 70 mil habitantes e 3 relacionamentos diretos, é um Centro de Zona A. Nível formado por cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata; exercem funções de gestão elementares. Ponta Porã é uma das 192 cidades no Brasil com a classificação Centro de Zona A. A cidade exerce influência sobre os seguintes municípios:
O comércio de Ponta Porá é dos mais variados, possuindo supermercados, lojas de tecidos, de móveis de eletrodomésticos, farmácias, padarias, sorveterias, livrarias, discotecas, entre outros, sem contar com o comércio de Pedro Juan Caballero, para onde grande parte dos moradores compram produtos, sejam eles eletrodomésticos como; tv, radios,computadores, celulares, ou alimentícios entre uma vasta variedade de muito outros.
Potencial de consumo (2005): 0,03%.
As principais indústrias da cidade são a indústria de beneficiamento de madeira (serrarias), de óleo, de móveis, de tijolos, de erva-mate, de carvão, entre outros. Ponta Porã vem buscando consolidar o seu perfil de produção, atraindo indústrias de transformação para agregar valor à economia local, baseada na agricultura e pecuária. A Prefeitura criou o Indusporã, programa que oferece incentivos aos investidores que operem no município, gerando novas fontes de renda e oportunidades de trabalho.
O município hoje tem uma área produtiva de 217.000 hectares e conta com um rebanho de 318.910 cabeças de gado. Recentemente foi ativado o frigorífico Frigoforte, que gera 120 empregos diretos e inicia o processo de transformar a cidade além de polo produtor, também num polo industrial. Com a criação do assentamento da Fazenda Itamarati, beneficiando mais de 3000 famílias, espera-se nos próximos anos um avanço na economia local, estimulada pela produção do projeto. Há também uma fecularia, estimulando e transformando a produção de mandioca em geração de trabalho e renda.
O município de Ponta Porã vem focando a interação entre a população local e os seus visitantes, tendo como objetivo central a expansão do turismo na fronteira de forma equilibrada respeitando a natureza de toda região. As opções de lazer vão desde o turismo de compras com uma fronteira seca (Pedro Juan Caballero, que possui um comércio diversificado), além do Cassino Amambay. Possui passeios ecológicos como riachos, quedas de água, muito verde, cercado de serros no lado paraguaio.
O município de Ponta Porã faz divisa com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, com quem mantém um forte laço comercial, social e cultural, permitindo aos dois povos uma convivência pacífica, consolidando a harmonia dos seus habitantes, através da manutenção de suas diversidades culturais. Possui também uma rica variedade gastronômica, além de contar com um museu que narra a história do ciclo da Erva Mate (Museu da Erva-Mate). Há ainda a Colônia Militar dos Dourados que narra a história da guerra da Tríplice Aliança, e ainda no lado paraguaio um parque ecológico que guarda vestígios de uma antiga civilização das cavernas com inscrições rúnicas na localidade de Gasory e no Parque Nacional de Cerro Corá, um local também com estrutura para acampamentos, banhos de rio, passeios e visitas aos monumentos dos combatentes da Guerra Del Chaco.A curiosidade para quem nunca viu uma fronteira seca é grande, e aqui nesta linha que nos une ao país vizinhoO sucesso vem para quem acredita nele e luta por sua realização. Paraguai leva você a uma viagem impressionante de cultura. Assim que cruzar a "calle" como aqui chamamos a rua, encontrará do lado paraguaio, um movimento bem diferente do que o do lado brasileiro. Este movimento a que me refiro é do comércio, mas também e principalmente, de hábitos totalmente diferente do que os nossos. a língua utilizada pelos moradores se entrelaça em um murmurar de dialetos. Esta língua merece um novo nome: talvez o idioma brasiguaio, pois não se fala puramente o guarani, nem o espanhol e nem o português. Esta população aceita a cultura de outros estrangeiros que aqui vem para fazer comércio, como os coreanos, japoneses, libaneses, árabes, etc. Vivem em harmonia, cada um com sua cultura. Existe um respeito mútuo entre esta pulação que não há em nem um outro lugar do mundo. A arquitetura também exibe suas diferenças. No lado paraguaio podemos encontrar, ainda , residências de madeira e sapé ao lado de uma grande construção com arquitetura moderna. No lado brasileiro as pessoas não escondem o orgulho de compartilhar da cultura paraguaia que se mistura com a contaminante cultura gaúcha. Na maneira de criar seus filhos, de conduzir seu negócio, de se vestir. Nas escolas, fica bem claro a presença dos filhos da terra vizinha que tentam aprender nosso idioma, mas não abandonam o guarani para manter a comunicação entre eles, como já mostra a história do Paraguai: eles usam esta artimanha como garantia de identificação. As danças são bem animadas uma delas que é chamada chopin onde é mais conhecida pelos antigos.É dança em que o casal fica de frente para o outro, viram-se em círculos dão se as mãos etc… é muito engraçada e animada.
Lenda entre as cidades de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero: As historias que sao contadas por pessoas geralmente de forma oral, misturam fatos reais e históricos com muita imaginação dos contadores são conhecidas como lendas.Elas não precisam de comprovação científica, abordam geralmente acontecimentos sobrenaturais que necessitam de uma explicação e povoam o imaginário humano.
Em Ponta Porã, além das tradicionais lendas brasileiras, há várias outras sob forte influência paraguaia,pois não se pode esquecer da proximidade da nossa cidade com o vizinho país.
A Origem da Erva-Mate Uma das lendas da origem da erva-mate refere-se a uma das passagens de Cristo pela terra americana. Jesus, Pedro e João cansados sedentos com fome, chegaram a um riacho onde um velho alquebrado pelos anos, mas filósofo e humano pela vivência, recebe-os, abriga-os, dá de beber a eles e prepara-lhes uma saborosa comida com a sua última galinha.
Refeitos e dispostos, os três se erguem para reiniciar a caminhada.
Cristo, desejando então marcar o seu agradecimento à bondade, à humanidade e à fraternidade, dirigiu-se ao idoso hospedeiro dizendo-lhe que sua filha já falecida, tão bela e querida renasceria em um arbusto verde e encorpado, de folhas vigorosas, vivificantes, saborosas e restauradoras e guardaria vitalidade, disposição, saúde, amizade, e esperança para sempre.
Alguns meses depois, ela a filha singular do velho rancheiro sepultada, ressurge da terra na forma de uma erveira.
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