| Município de Pontes e Lacerda | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 6 de agosto | ||||
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| Fundação | 29 de dezembro de 1979 | ||||
| Gentílico | ponte-lacerdense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Newton de Freitas Miotto (PP) (2005 – 2008) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Mato Grosso | ||||
| Mesorregião | Sudoeste Mato-Grossense IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Alto Guaporé IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Vila Bela da Santíssima Trindade, Conquista D'Oeste,Vale de São Domingos, Porto Esperidião. | ||||
| Distância até a capital | 450 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 8.423,347 km² | ||||
| População | 39.228 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 5,0 hab./km² | ||||
| Altitude | 254 m | ||||
| Clima | |||||
| Fuso horário | UTC-4 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,753 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 354.403 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 8.513,00 IBGE/2005 | ||||
Pontes e Lacerda é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-se a 450 km de Cuiabá, a uma latitude 15º13'34" sul e a uma longitude 59º20'07" oeste, estando a uma altitude de 254 metros. Sua população estimada em 2006 era de 42.429 habitantes. Possui uma área de 8.423 km².
Índice |
A região onde hoje situa-se o município de Pontes e Lacerda era inicialmente habitada por índios, representados pelos Nambikwara. Foram praticamente dizimados pelas sucessivas incursões dos bandeirantes paulistas na região (século XVIII) e pelo ciclo do garimpo (séculos XVIII-XIX), que acompanhou a exploração aurífera de Vila Bela da Santíssima Trindade. Já no século XX, sofreram com a exploração da madeira, dos seringueiros e a disputa de terras com fazendeiros e grileiros estabelecidos na região em meados da década de 70. Receberam guarida do padre jesuíta Antônio Iasi Júnior, que lutou pela criação da Terra Indígena Sararé, uma área de 67.420 hectares onde vivem atualmente cerca de 71 índios.
A origem do nome remete ao ano de 1784, quando dois cartógrafos e astrônomos formados pela Universidade de Coimbra, Portugal, desenharam os primeiros esboços da carta geográfica dos rios das bacias Amazônica e do Prata. Eram Antonio Pires da Silva Pontes, um mineiro, e Francisco José de Lacerda e Almeida, um paulista.
Em 1906, foi contruído o Posto Telegráfico de Pontes e Lacerda (hoje restaurado), na ocasião do levantamento etnológico, cartográfico geográfico e biológico iniciado no ano seguinte pela Comissão de Linhas Telegráficas e Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas. Liderada pelo Marechal Cândido Rondon, a Comissão Rondon, como era conhecida, esquadrinhou milhares de quilômetros de terras, rios e coordenadas geográficas até o Amazonas, e logo depois até o Acre. Os trabalhos foram concluídos em 1915. Em 19 de Julho de 1909 o então governador do Estado Sr. Pedro Celestino Correa da Costa através do Decreto 227, reserva uma área de 3.600 has., para futura povoação na margem esquerda do Rio Guaporé, tendo como referência a Estação Telegráfica. Somente em 1947 é que chega para a localidade o Sr. Mariano Pires de Campos, sertanista mato-grossense acompanhado de alguns índios da etnia Pareci, a procura de Poaia (Cephaelis Ipecacuanha)e permanece em um barraco por ele construído ao lado da "Estação Telegráfica". Em 1954 a serviço da Companhia Sul do Brasil que vendia terras no vale do Guaporé/Jauru chega à localidade o engenheiro Ariel acompanhado do picadeiro Jorge Lemes que após concluidos os trabalhos, permanece residindo próximo a estação telegráfica. Em 1960 com a construção da estrada de rodagem rodovia BR 174, chega na localidade uma equipe do DNER com as respectivas máquinas e veículos, e acampa nas proximidades da Estação Telegráfica para a necessária comunicação com Cáceres e Cuiabá. Ao término da construção, o Chefe de Máquinas Sr. Dorvalino e o Cozinheiro Sr. Manoel Basão, permancem morando na localidade, dando inicio a um pequeno povoado que começava receber migrantes de outras partes do Estado e outras localidades do Brasil. Em 1963 chegam as famílias Azambuja e Fagundes da Costa para "abertura das matas" e formação de fazendas para criação de bovinos e cultivo de lavouras para sustento das famílias e suas propriedades. Em 1967 a Família Podolan oriunda de Campo Mourão no Estado do Paraná instala uma serraria de grande porte e constrói cerca de 50 casas para os funcionários da empresa, além das construções para abrigo dos departamentos administrativos, máquinas, caminhões e demais equipamentos, fazendo surgir um novo núcleo populacional ha cerca de 02 km da estação telegráfica. Nos anos seguintes, continua a migração de pessoas de outras regiões do Estado e do Brasil, para a localidade de Pontes e Lacerda, ocupando-se das diversas atividades regionais; Extração da madeira, formação de fazendas, serrarias, pequenos estabelecimentos comerciais, mão-de-obra qualificada e de serviços gerais etc. Em 1971 a extinta CODEMAT - Companhia Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso, instala escritório no povoado para regularização fundiária do que seria a parte urbana e rural, no entorno desta, tendo como responsável pelo estabelecimento o Sr. Moacir Ferreira da Silva.
Até 1976, Pontes e Lacerda era um aglomerado pertencente à cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, tornando-se um distrito desta àquele ano, através da Lei Estadual 3.813. Finalmente em 1979, através da lei estadual 4.167, foi criado o município de Pontes e Lacerda, desmembrando para si parte do território pertencente à Vila Bela da Santíssima Trindade.
Em 1977 é inaugurada a primeira agencia bancaria do exitnto Banco Financial, tendo como gerente o Senhor Sebastiao Procópio, chegando a cidade com esposa e família.
Pontes e Lacerda faz divisa com as cidades de Conquista D'Oeste (norte), Vale de São Domingos (norte e leste), Vila Bela da Santíssima Trindade (sul e oeste) e Porto Esperidião (sul e leste).
O quadro geomorfológico do município é composto por planícies, pelo Planalto do Parecis, pela Depressão do Guaporé e pelo Pantanal do Alto Guaporé, que compõem o Vale do Guaporé, área de transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado. O solos predominantes são o latossolo e o podizólico. A formação vegetal típica da região é representada em grande parte de Floresta Estacional Semidecidual e Cerrado. A intensa exploração do garimpo marca o relevo até hoje.
O clima predominante é o tropical úmido, que compreende a estação chuvosa e no inverno a estação seca. A temperatura média anual é de 25°C. A precipitação média anual é de 1500 mm. O Rio Guaporé, que passa pela cidade, está inserido na Bacia Amazônica, na sub-bacia do Alto Guaporé.
A economia de Pontes e Lacerda no principio da colonização, esteve ligada à extração da poaia e pele de animais silvestres. A partir do final da década de 60 e durante as décadas de 70 e 80 do século XX, a extração e desdobramento da madeira foi o principal fator de renda da população, principalmente das essencias mogno e cerejeira cuja região era abundadante, quando alguns madeireiros se tornaram ricos proprietarios de terras, bovinos e prédios comerciais e residenciais. Ainda no final da década de 80 e principios da década de 90 do século passado, o garimpo do ouro foi muito fluente no município, aquecendo sobremaneira a economia local e movimentando toda a região. Hoje, a economia está baseada na produção de bovinos de leite e de corte, se colocando em quarto lugar no Estado de Mato Grosso, com mais de 700.000 cabeças, é um dos maiores exportadores de carne do estado, sendo detentor das primeiras colocações no ranking de qualidade genética do Brasil, e de produção de látex de seringueira (heveicultura), com processamento do produto in natura. No município possuem 02 frigorificos para abate de bovinos, 03 laticinios em pleno funcionamento e uma usina de biodiesel a ser implantada. A ovinocultura também é fator preponderante da economia Pontes-lacerdense seguida da piscicultura.
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