Porto Amazonas - Paraná - Informações sobre a cidade

Município de Porto Amazonas
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Brasão desconhecido Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário
Fundação
Gentílico
Lema
Prefeito(a) Miguel Tadeu Sokulski
(2005 – 2008)
Localização

25° 32' 42" S 49° 53' 24" O25° 32' 42" S 49° 53' 24" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Metropolitana de Curitiba IBGE/2008
Microrregião Lapa IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes
Distância até a capital 75,3km km
Características geográficas
Área 186,575 km²
População 4.348 hab. est. IBGE/2009
Densidade 25,3 hab./km²
Altitude m
Clima
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,774 médio PNUD/2000
PIB R$ 34.398 mil IBGE/2005
PIB per capita R$ 7.401,00 IBGE/2005

Porto Amazonas é um município brasileiro situado no centro do Estado do Paraná.

História

Toda a área do município de Porto Amazonas fazia parte da Fazenda dos Papagaios, cuja sede se localizava no atual capão do Alegrete da qual era proprietário Manuel Gonçalves da Cruz, que a obteve por Sesmaria em 24 de março de 1708.

Manuel era casado com Joana Rodrigues França, com a qual teve vários filhos, embora apenas Antônia da Cruz França tenha sobrevivido. O Próprio Manuel faleceu por volta de 1719, e sua mulher casou-se em segundas núpcias com Manuel Mendes Pereira que também veio a falecer em (1724).

Dona Joana voltou a casar, desta feita com o Dr. Antonio dos Santos Soares, natural de Lisboa, formado em leis pela Universidade de Coimbra, que ocupou o cargo de juiz emSantos, ouvidor e depois Ouvidor Geral e Corregedor em Paranaguá .

O Dr. Antonio era quem cuidava das terras da esposa e de sua enteada e dada a vastidão, dividiu-as em quatro grandes fazendas: Papagaios, Cancela, Butuquara e Porcos de Cima, e estas, divididas em vários "currais". Dentro da Fazenda dos Papagaios, o curral do Caiacanga ficava na área onde hoje se localiza a cidade.

Em 1765 a Capitania de São Paulo foi restaurada (havia sido extinta em 1748), e D. Luis Antonio Botelho de Souza Mourão foi nomeado seu governador e, para assegurar as terras atribuídas aos portugueses pelo Tratado de Madri, enviou para a Curitiba o seu primo Afonso Botelho de Sampaio e Souza, com instruções para que organizasse expedições de reconhecimento e exploração da região oeste da capitania, e introduzisse benfeitorias nas vilas e portos.

É que, na falta de estradas, o único meio de adentrar ao continente era utilizar a navegação fluvial, sendo o Rio Iguaçu uma rota natural aberta para o oeste da província, em direção aos "Campos de Palmas e Guarapuava". Para esta rota, o ponto de partida mais próximo era o "Porto de Nossa Senhora da Conceição de Caiacanga" porque localizado à margem direita do Rio Iguaçu, no primeiro lugar propício após a última cachoeira, lugar onde hoje se situa a cidade.

2-Amazonas de Araújo Marcondes

o Coronel Amazonas de Araújo Marcondes nascido em Palmas já vivia desde os 33 anos em União da Vitória e acreditava no desenvolvimento através da colonização de suas terras e promoveu a vinda de várias famílias de colonos europeus de Santa Catarina para a região. Com este fim, requereu e obteve do Imperador (Decreto Imperial no. 7248 de 19 de abril de 1879), o privilégio de estabelecer uma companhia de navegação pelo Rio Iguaçú e seus tributários, desde o Porto de Caiacanga até União da Vitória

Três anos depois, em 27 de dezembro de 1882, o vapor Cruzeiro fazia a sua primeira viagem que durou dois dias e meio até o porto de destino. Amazonas não foi o primeiro a obter a concessão (já concedida anteriormente), mas foi o único que efetivamente concretizar a navegação do Rio Iguaçu.

A navegação incrementou a colonização e esta o comércio e desenvolvimento, propiciando o surgimento de várias cidades ao longo do Rio Iguaçu, beneficiando especialmente Porto Amazonas que era o primeiro (ou último) porto desde Curitiba que viria a ser a Capital da Província.

O Coronel Amazonas faleceu ao 77 anos de idade como prefeito Municipal de União da Vitória.

Desmebrado de Palmeira o município de Porto Amazonas emancipou-se em 10 de outubro de 1947, pela Lei no. 02, elevado à categoria de município autônomo, em 9 de novembro do mesmo ano instalou-se o município, ocasião em que foi empossado o primeiro Prefeito interino, José de Souza Valente, nomeado por Decreto em 24 de novembro de 1947 e alguns dias após, foi eleito por voto direto o primeiro Prefeito, João Baptista Bettega.

3- A Navegação

Após o período de 1768 a 1772, quando ocorreram as expedições de exploração e reconhecimento das terras paranaenses (então Capitânia de São Paulo) a navegação ficou praticamente abandonada. Segundo José Carlos Veiga Lopes, dois fatos viriam a alterar este quadro.

O primeiro referia-se a transferência do Registro do Rio Iguaçu para o Rio Negro, através da Lei Provincial de 24 de março de 1835, que autorizava o Presidente a designar as barreiras; com isto animais podiam cruzar em qualquer lugar, o que levou à abertura de uma estrada entre Palmeira e a Lapa. O segundo foi a descoberta dos campos de Palmas, utilizado pelos criadores desde 1839; "Como o gado precisava de sal, este era levado por canoas, até Porto União da Vitória, de dois pontos, um na atual cidade de Rio Negro e outro de um porto na barra do Rio Areia (ou das Areias), atualmente divisa entre os municípios de Palmeira e Porto Amazonas", transporte este utilizado cerca de 50 anos.

Os produtos transportados pelas canoas eram querosene, tecidos, bebidas, alimentos, quinquilharias e traziam erva mate, couros, crina, madeira e charque. As canoas eram construídas em imbuia, com um metro de boca e 10 metros de comprimento e uma capacidade de carga, usando como medida uma saca de 50 litros de sal, de 60 sacas que equivaliam à carga de uma tropa de 30 animais. Pela Lei Provincial no. 40 de 23 de março de 1844 autorizou-se a liberação de verba para a construção de ponte no Rio Iguaçu, no lugar denominado Porto das Laranjeiras (Porto Amazonas), que foi concluída em 1852.

Em 1866 os engenheiros José e Francisco Keller (pai e filho) foram encarregados de fazer uma exploração no Rio Iguaçu, para verificar sua navegabilidade. Em 3 de abril de 1871 a mesa da Assembleia Legislativa Provincial do Paraná dirigiu ao Presidente da Província Decreto concedendo ao Tenente-Coronel Manuel de Oliveira Franco o privilégio de fazer navegação a vapor de reboque nos Rios Iguaçu, Várzea e Negro, por um período de 50 anos. Apesar da negativa inicial, a concessão foi aprovada em 17 de abril do mesmo ano. Posteriormente, a pedido do senhor George Rivington, agente da Companhia Kitto, foi concedido o privilégio por igual período, para navegar nos Rios Iguaçu e Barigüí e o direito exclusivo por dez anos de construir, custear e usufruir, um canal para estabelecer navegação a vapor entre Curitiba e o Rio Iguaçu, através da Lei no. 464 de 15 de abril de 1876 assinada pelo Presidente da Província, o Senhor Lamenha Lins. Quando a Colônia Kitto fracassou, esta concessão também ficou parada.

O brigadeiro José Correia de Bittencourt foi o próximo a requerer tal concessão, tendo sido aprovada em 25 de maio de 1878, por um período de 50 anos. Esta concessão aparentemente não foi sancionada.

4- Estrada de Ferro

Em 5 de janeiro de 1889, pelo Decreto no. 10.152, poucos meses antes da Proclamação da República, foi concedida à "Compagnie Gènèrale de Chemins de Fer Brèsiliens", que construíra a ferrovia entre Curitiba e Paranaguá, privilégio para a construção, uso e gozo do prolongamento da respectiva via férrea até o Porto Amazonas, no Rio Iguaçu, com um ramal que, passando por Lapa, se dirigiria para o Rio Negro. Com o advento da República houve a necessidade de um novo pedido, atendido pelo Decreto no. 907 de 18 de outubro de 1890, assinado pelo Generalíssimo Manoel Deodoro da Fonseca, Chefe do Governo Provisório da República, concedendo àquela "Compagnie", privilégio "...para a construção, uso e gozo do prolongamento da respectiva via férrea, do Porto Amazonas, no Rio Iguaçu, até Ponta Grossa, passando por Palmeira, e a entroncar na estrada de ferro de Itararé a Santa Maria da Boca do Monte" (conf. Antecedentes Históricos de Porto Amazonas - José Carlos Veiga Lopes). O trajeto da estrada ficou assim constituído: "saindo de Curitiba seguia até a estação da Serrinha (atual Engenheiro Bley), de onde havia um entroncamento para a Lapa, continuava sempre pelo lado da margem direita do Rio Iguaçu, não beirando o mesmo. cruzava o Rio dos Papagaios e ia à Restinga Seca e atingia o Rio Iguaçu cerca de doze quilômetros acima do Porto, no local chamado Porto das Laranjeiras ou Porto Laranjeira, onde hoje esta a cidade de Porto Amazonas, que mais tarde foi denominado Estação Porto Amazonas, em terras da Fazenda Portão de João Conrado Bührer". O trecho da Serrinha à Restinga Seca foi inaugurado no dia 1o. de Novembro de 1892, e consta a mesma data para o ramal até o Rio Iguaçu. A chegada da estrada de ferro ocasionou muitas mudanças no município, principalmente no que tange a população. Houve um movimento de emigrantes atraídos para a região, incentivados não só pelo progresso, mas também pela redistribuição, por parte do Governo, das terras da antiga Colônia Kitto. A estrada de ferro proporcionou o progresso, aliada à navegação já consolidada e em expansão com o surgimento de um número cada vez maior de vapores. As atividades permaneceram em franco crescimento, até a década compreendida entre os anos de 1940 e 1950, quando a produção do sudoeste paranaense e das cidades de Lapa, São Mateus do Sul e União da Vitória, chegava a Porto Amazonas pelos vapores, sendo redespachados posteriormente para outras regiões através da estrada de ferro. Com a construção da Rodovia do Xisto este panorama foi mudando, aliado à construção da Ferrovia Central do Paraná, distante 8 quilômetros da estrada existente. Finalmente, no mês de julho de 1970 o transporte ferroviário foi totalmente paralisado, desativando-se as instalações da Estação de Porto Amazonas.Possui uma das melhores festa da região a tradicional Festa da Maçã

fonte: https://www.portoamazonas.pr.gov.br/historia.htm

Quem nasce em Porto Amazonas é
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Porto Amazonas/PR

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