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Quipapá - Pernambuco

Veja mais detalhes de Quipapá

Município de Quipapá
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Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário 19 de maio
Fundação 1900 (109–110 anos)
Gentílico quipapaense
Lema Quipapá de Todos
Prefeito(a) Reginaldo Machado Dias (PSB)
(2009 – 2012)
Localização
Localização de Quipapá
Localização de Quipapá em Pernambuco
Localização de Quipapá em Brasil
Quipapá
Localização de Quipapá no Brasil
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Mata Pernambucana IBGE/2008 [1]
Microrregião Mata Meridional Pernambucana IBGE/2008 [1]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Canhotinho, Jurema, São Benedito do Sul e Panelas (Pernambuco). São José da Laje e Ibateguara (Alagoas).
Distância até a capital 180 km
Características geográficas
Área 225,6 km²
População 25.603 hab. est. IBGE/2009 [2]
Densidade 83,02 hab./km²
Altitude 462 m
Clima Tropical chuvoso, quente e úmido com chuvas no outono e inverno As'
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,579 médio PNUD/2000 [3]
PIB R$ 51.232 mil IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 2.249,00 IBGE/2005 [4]

Quipapá é um município brasileiro do estado de Pernambuco.

Índice

História

O município de Quipapá teve origem sua na povoação que se ergueu no local, concentrada em redor de pequena capela que obteve o status de freguesia, com certa homenagem a Nossa Senhora da Conceição de Quipapá. Foi desbravado pelos anos de 1630 a 1697, trabalho realizado pelos negros foragidos, que faziam parte do Quilombo dos Palmares, ergueu-se oficialmente entre 1795 e 1796, quando o Capitão Francisco Rodrigues de Melo junto a sua esposa, D. Ana Maria dos Prazeres, instalaram-se na Fazenda das Panelas, resultando no município do mesmo nome.

O distrito criado com o nome Quipapá, deu-se pela lei provincial número 432, de 23 de Junho de 1857, onde ficou sob pleito do município de Panelas. Anos mais tarde, foi elevado à categoria de vila com a denominação somente de Quipapá (lei provincial nº 1402, de 12 de Maio de 1879) e instalado em 18 de Julho de 1879. A ascensão ao status de município, deu-se de forma definitiva, em 19 de maio de 1900, pela Lei Estadual número 432, separando-se do município de Panelas (Número 54, de 23 de Novembro de 1905, onde foi criado o distrito de Pau Ferro e anexado ao município de Quipapá.

Como divisão administrativa, o município é constituído de 6 distritos: Quipapá, Barra de Jangada, Jurema, Pau Ferro, Queimadas e São Benedito, onbde mais tarde o distrito de Jurema é também elevado à categoria de município.

Em 1938, atravé do decreto-lei nº 235, de 9 de Dezembro de 1938, o distrito de São Sebastião da Barra foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito de Quipapá e São Benedito. Entre 1939 e 1943, o município é constituído de 4 distritos: Quipapá, Igarapeba, Pau Ferro e São Benedito.

Em 1963, desmembra-se do município de Quipapá os distritos de Iraci e Igarapeba, para formar o novo município de São Benedito do Sul, ex-Iraci. Neste sentido, a divisão territorial de 31 de Dezembro de 1963, consta o município constituído apenas de 2 distritos: Quipapá e Pau Ferro. Assim permanecendo em divisão territorial até os dias atuais[5].

Etimologia

A origem do nome "Quipapá" possui diversas versões, algumas de cunho folclórico. Outras com origem africana, sendo que nessa última, trata-se de um corruptela de quipacá, que significa asilo de fugitivos[5].

Segundo outros, a palavra é de origem tupi-guarani, oriunda de uma planta da família das cactáceas, o quipá. Que no plural ficaria quipaquipá, e com passar do tempo, uma sílaba foi extinta, resultando Quipapá, que também dá o nome a de uma de suas serras e de um de seus rios[5].


Geografia

Localiza-se a uma latitude 08º49'40" sul e a uma longitude 36º00'42" oeste, estando a uma altitude de 462 metros. Está situada na microregião da Zona da Mata Sul ou Mata Meridional pernambucana.

Divisa com os municípios de Panelas, Sâo Benedito do Sul, Jurema e Canhotinho, municípios pernambucanos, e ainda Ibateguara e São José da Laje, municípios Alagoanos.

Sua população estimada em 2008 é de 25.301 habitantes.

Possui uma área de 225,68 km².

Seu relevo é formado é montanhoso. E os rios Piranji, Areias e Quipapá, além de inúmeros riachos perenes, formam sua hidrografia.

Fica a aproximadamente 180 km da capital Recife, ficando ainda próxima (em média 60 km) o municípios pólo como Caruaru, Garanhuns e Palmares.

É cortada pelas rodovias BR-104, PE-126 e PE-177. A primeira liga o município as cidades de Maceió/AL e Caruaru/PE. A segunda e a terceira rodovias ligam Quipapá as cidades de Palmares e Garanhuns respectivamente.

Economia

Durante quase todo o século XX, o município teve destaque na região, com a monocultura da cana de açúcar e a Usina Água Branca, indústria de grande porte do setor sucroalcooleiro, que eram, juntos, a mola propulsora da economia local.

Em meados dos anos 90 porém, o esgotamento do solo - devido provavelmente a falta de manejo adequado do mesmo -, anos seguidos de clima hostil a cultura da cana, aliados a questões trabalhistas iniciadas por ex-funcionários e problemas na área administrativa, provocaram a derrocada da Usina Água Branca, que teve sua falência decretada oficialmente pela Justiça em 1997. Fato que provocou uma onde de desemprego sem precedentes na História da região e um consequente êxodo de centenas de trabalhadores, direta e/ou indiretamente afetados pelo fim das atividades da usina e do plantio em larga escala da cana no município, para diversas partes do país, principalmente para o município de São Paulo.

Atualmente, a economia quipapaense tem como base de sustentação o funcionalismo público municipal, juntamente com os programas sociais dos governos federal e estadual - realidade vivenciada por centenas de municípios brasileiros.

Na zona rural, a agropecuária participa de forma mais tímida da economia, valendo destacar: a agricultura de subsistência, promovida pelas famílias que residem - em número cada vez menor - no campo; os assentamentos de bananeiras e aracati - antigas propriedades da falida Usina Água Branca - e suas produções ainda em pequena escala; e, a criação de gado de corte, originária em sua grande parte dos latifúndios espalhados pela zona rural do município.

A falta de um conjunto de fatores, tais como existência de uma mão de obra qualificada, incentivos governamentai e a existência de uma infraestrutura local é provavelmente, a maior barreira para o impulsionamento da economia e consequentemente do crescimento local, principalmente por meio da instalação de empresas geradoras de emprego e renda. Situação que continua provocando um êxodo, em proporções pequenas, porém contínuo, de jovens quipapaenses, que terminam a educação básica e se dirigem aos grandes centros urbanos das mais diversas partes do Brasil, em busca de oportunidades de emprego e de prosseguimento nos estudos.

Contudo, o município possui um grande potencial turístico -ainda pouco explorado - com destaque para as inúmeras nascentes que se espalham por todo o seu território. Destaca-se neste setor o Engenho Laje Bonita, empreendimento local que explora o turismo rural sustentável com destaque também para o aspecto histórico da localidade.

Filhos Ilustres

Epaminondas Bezerra - Nascido em Quipapá em 8 de Julho de 1897, foi o criador da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Fazenda Nova. Passou a responsabilidade do Drama do Calvario para o casal Plinio e Diva Pacheco em 1970.

Jaime Nicola - Renomado artista quipapaense, com obras espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Merece destaque suas obras esculpidas em madeira nobre, que conquistaram a crítica mais especializada do país.

Jerônimo Gueiros - Nascido em 30 de Setembro de 1880, destacável atuante na área intelectual do Recife como ministro presbiteriano, professor de Português e diretor da antiga Escola Normal Oficial. Colaborador do Jornal do Commercio, A Província, Diario de Pernambuco e Jornal do Recife. Membro do Instituto Arqueológico, Geográfico e Histórico de Pernambuco. Membro também da Academia Pernambucana de Letras, a qual presidiu de 1938 a 1948.

Waldemar Lopes - Nascido em 1 de fevereiro de 1911, poeta, jornalista. Trabalhou no IBGE e na OEA. Faleceu em 21 de outubro de 2006.



Quem nasce em Quipapá é quipapaense


Fonte: Wikipedia

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