| Município de Santana do Ipanema | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 24 de Abril de 1875 | ||||
| Gentílico | santanense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Renilde Silva Bulhões Barros (PTB) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Alagoas | ||||
| Mesorregião | Sertão Alagoano IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Santana do Ipanema IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Carneiros, Dois Riachos, Major Isidoro, Olho d'Água das Flores, Olivença, Pernambuco, Poço das Trincheiras, Senador Rui Palmeira | ||||
| Distância até a capital | 207 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 438 km² | ||||
| População | 43.699 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 94,76 hab./km² | ||||
| Altitude | m | ||||
| Clima | semi-árido | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,616 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 122.067 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 2.721,00 IBGE/2005 | ||||
Santana do Ipanema é a principal cidade do sertão de Alagoas. Tem uma população de aproximadamente 45.000 habitantes (2005) e um território de aproximadamente 438 km². Sua altitude média é de 250 m acima do nível do mar, e tem temperaturas que variam de 20°C a 39°C.
Foi primitivamente chamado Santana da Ribeira do Ipanema, por estar situado à margem do rio Panema ou Ipanema. Ipanema é palavra indígena: ypanema - água ruim, imprestável. Passou a se chamar, depois, Santana do Ipanema.
A atual cidade de Santana do Ipanema, nos últimos anos do século XVIII, era um insignificante arraial habitado por índios e mestiços. Por essa época chegou à região o padre Francisco José Correia de Albuquerque, missionário natural de Serinhaém, em Pernambuco. Muito moço, não contava com mais de 22 anos, e em pouco tempo conseguiu, com o exemplo de suas virtudes e auxílio de sua palavra eloqüente, não só implantar naquela gente rude os preceitos da religião cristã e princípios de civilização, mas também, construir uma igreja com um recolhimento para beatas, que ali habitavam.
Com a chegada, vindos de Penedo, dos irmãos Martins e Pedro Vieira Rego, descendentes de portugueses e tendo conhecimento de que na Ribeira do Panema, primeiro nome da localidade, existiam extensões de terras devolutas e estando interessados na agricultura e na pecuária, resolveu Martins ir ao Rio de Janeiro pleitear uma sesmaria.
Conseguindo seu intento, foi-lhe doada uma extensão de doze léguas, aproximadamente, de nascente a poente, ou seja, da serra do Caracol à ribeira do Riacho Grande e outras tantas léguas de norte a sul, da ribeira dos Dois Riachos à ribeira dos Cabaços. Os irmãos e suas famílias fixaram-se à margem esquerda da ribeira do Panema, num local cercado de colinas, próximo às serras da Camonga do Poço, Caiçara e Gugy. Como eram trabalhadores, prosperaram. Novas fazendas foram sendo organizadas e entregues aos filhos e filhas de Martins.
A freguesia foi criada em 24 de fevereiro de 1836, pela Lei nº 9, sob a invocação de Sant Ana.
Através da Resolução de nº 681, de 24 de abril de 1875, tornou-se vila e pelo artigo 6º da mesma Lei foi desmembrado do território de Traipú. A Lei nº 893, de 31 de maio de 1921, elevou-a a categoria de cidade.
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