| Município de Santana do Manhuaçu | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 1 de janeiro de 1962 | ||||
| Gentílico | santanense do manhuaçu | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | João Batista Vieira de Assis (PTC) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Minas Gerais | ||||
| Mesorregião | Zona da Mata IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Manhuaçu IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Norte: Conceição de Ipanema, Ipanema e São José do Mantimento; Oeste: Simonésia; Leste: Durandé; Sul: Manhuaçu e Reduto | ||||
| Distância até a capital | 306 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 346,964 km² | ||||
| População | 8.353 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 23,6 hab./km² | ||||
| Altitude | 676 m | ||||
| Clima | Tropical de altitude cwa | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,669 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 46.867 mil IBGE/2007 | ||||
| PIB per capita | R$ 5.849,00 IBGE/2007 | ||||
Santana do Manhuaçu é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.
Índice |
O topônimo Santana do Manhuaçu é composto de Santa Ana, avó de Jesus e da palavra indígena Manhuaçu, que significa "rio grande", sendo uma homenagem à Santa e uma referência ao local onde se acha a cidade, à margem do rio Manhuaçu.
Na rota dos desbravadores vindos da foz do Rio Doce estava um grande afluente desse rio à esquerda, mais tarde denominado Rio Manhuaçu. Seguindo o curso desse rio, tem-se a rota feita no século XIX pelos primeiros habitantes de origem não-nativa da região, onde mais tarde se situaria a cidade de Santana do Manhuaçu. Na freguesia de São Simão, nasce o povoado que daria origem a Santana do Manhuaçu, composto em sua maioria por imigrantes Portugueses e Italianos provenientes do sul da Zona da Mata e do Rio de Janeiro que ali começaram a se estabelecer por volta de 1870.
É possível também creditar a ocupação da região justamente a busca pela ocupação que os Estados do Espírito Santo e Minas Gerais promoveram a partir da segunda metade do século XIX. Os capixabas avaçaram da costa até as margens do Rio José Pedro e os mineiros do interior, vindos do sul da zona da mata até a margem do Rio Manhuaçu, e a partir de 1859, tem-se os primeiros conflitos na região, a respeito da jurisdição das províncias de Minas Gerais e Espírito Santo. O povoado de Santana do Manhuaçu ficava bem no limite da região do Contestado do sul do Rio Doce (Disputa de terras entre os estados do Espírito Santo e Minas Gerais), vez que até 1914, persistia controvérsia acerca da Jurisdição Provincial/Estadual acerca dos Municípios vizinhos de Ipanema, Aimorés, Mutum, São José do Mantimento, Lajinha e Chalé, já que a Carta Régia de 1816, que definia as fronteiras entre Minas e Espírito Santo era extremamente imprecisa.
Esse fluxo migratório, ao contrário de muitos que insistem em atribuir à necessidade de abastecimento da região mineradora do ciclo do ouro, deve-se na verdade à decadência do ciclo do ouro em Minas Gerais, pela necessidade de se buscar novas atividades econômicas. Tanto que a região só começa a ser efetivamente povoada nos primeiros anos do Império. Inicialmente a cidade recebe a denominação "Santana" em função de uma das primeiras habitantes da região, uma senhora católica devota de origem italiana que mandou erigir uma capela em honra a Santa Ana.
Cumpre-se salientar que, ao contrário do restante da região, que desenvolveu sua economia com base no trabalho do imigrante, principalmente Alemães, Italianos e Libanes, baseando-se na mescla da agricultura familiar com pequenos núcleos de escravidão, Santana do Manhuaçu constituiu um razoável núcleo de escravidão da região em função de sua lavoura canavieira e cafeeira, apesar de contar também com a imigração Italiana e Portuguesa.
Em 1890, ao se tornar distrito de Manhuaçu, o povoado é denominado Santana. Com a divisão administrativa do estado, em 1911, passa a ser chamado de Santana do Manhuaçu, em uma referência ao Rio que corta a cidade. Em 1943, torna-se distrito de Simonésia até que, em 1962, é emancipado.
Ainda a respeito do contestado, a região de Santana do Manhuaçu tem um passado histórico bastante violento, sendo que muitos autores consideram a indefinição de jurisdição na região, que ocorria desde o ponto de vista policial até o eclesiástico, como o fator histórico motriz dessa situação.
Sua população estimada em 2004 era de 8.325 habitantes. O município possui relevo acidentado com muitas montanhas e serras ao sul - onde se situa a sede - e a leste, e uma planície a noroeste. A altitude mínima no município é de 625 metros e a máxima é de 1373. O município é cortado verticalmente pelo Rio Manhuaçu escoadouro de vários afluentes situados dentro do município. É cortado também de norte a sul pela rodovia MG-111, que liga a região norte da Zona da Mata na divisa com o estado do Rio de Janeiro à região do Vale do Rio Doce, onde este recebe as águas do Rio Manhuaçu, na divisa com o norte do Espírito Santo. Essa rodovia é o principal meio de acesso ao município.
Belo Horizonte (MG) _____________306 km
Brasília (DF)____________________1022 km
Vitória (ES)_____________________258 km
Rio de Janeiro (RJ)______________459 km
São Paulo (SP)___________________796 km
Colatina (ES)____________________205 km
Manhuaçu (MG)____________________29 km
Governador Valadares (MG)________225 km
Itaperuna (RJ)___________________173 km
Campos dos Goytacazes (RJ)_______275 km
Ipatinga (MG)____________________202 km
Cachoeiro de Itapemirim (ES)_____237 km
Muriaé (MG)______________________156 km
Ponte Nova (MG)__________________150 km
O principal atrativo do município é sem dúvidas o Ecoturismo. As cachoeiras do Bonifácio e do Cardoso fazem parte dos atrativos naturais da cidade, além da Pedra de Santana, considerada um dos melhores pontos de Minas Gerais para a prática do vôo livre. O município está localizado no Circuito Turístico do Pico da Bandeira.Uma de suas maiores festas reúne pessoas de toda a região , o Santana em Festa, que já teve 5 edições, um evento para a apreciação de bandas, diversão e lazer.
A economia local se baseia basicamente na bovinocultura leiteira e no cultivo da Cana de açucar, Banana e Café.
As escolas do município são: As escolas estaduais: Célia Pereira Mendes, Escola Estadual do Povoado de Santa Quitéria, Escola Estadual de Santa Filomena e as escolas municipais: Da Faz dos Honórios, do Córrego dos Marambaias, Bernardo Ferreira, Canuto de Sales, Teófilo Baía, José Agostinho, José Cruz, Cristiano Picada, Juca Picada, De Ensino Fundamental 1 a 4 s, CEMEI Tia Celeste, Pré-Escolar Municipal Tio Bil, CEMEI Vó Neném, Escola de Ensino Fundamental de 1 a 4 s e APAE Escola Especial Mãe Pá.
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