Santo Antônio do Leverger - Mato Grosso - Informações sobre a cidade

Município de Santo Antônio do Leverger
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Brasão desconhecido Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário 13 de Junho
Fundação
Gentílico levergenses ou santoantonienses
Lema
Prefeito(a) Harison Benedito Ribeiro (PSDB)
(2009 – 2012)
Localização

15° 51' 57" S 56° 04' 37" O15° 51' 57" S 56° 04' 37" O
Unidade federativa  Mato Grosso
Mesorregião Centro-Sul Mato-Grossense IBGE/2008
Microrregião Cuiabá IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Jaciara, Juscimeira, Rondonópolis, Itiquira, Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento, Várzea Grande, Cuiabá.
Distância até a capital 27 km
Características geográficas
Área 12.260,081 km²
População 20.412 hab. est. IBGE/2009
Densidade 1,3 hab./km²
Altitude 141 m
Clima
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH 0,717 médio PNUD/2000
PIB R$ 121.552 mil IBGE/2005
PIB per capita R$ 7.860,00 IBGE/2005

Santo Antônio do Leverger é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Sua população estimada em 2004 era de 15 459 habitantes.

Índice

História

Santo Antonio do Rio Abaixo, primeira denominação deste município, teve a sua história marcada pela vinda dos bandeirantes paulistas, pela produção açucareira, e mais tarde, pelo turismo e pela pesca. Santo Antonio de Leverger é uma cidade centenária. A origem do seu nome deve-se a imagem do santo que fora deixada por uma das expedições paulista que percorriam as minas de Cuiabá, na primeira metade do século XVIII, ainda sob domínio português. A versão histórica que predominou , registra que em época de rio cheio, uma monção subia o Rio Cuiabá em direção as minas de ouro descobertas por Miguel Sutil. Esta foi atacada pelos índios do povo Guató, embarcações foram afundadas culminando em algumas vítimas fatais. Assombrados com o que havia ocorrido, pararam para pernoitar à beira do sangradouro. Na manhã seguinte, prontos para seguir viagem, um dos batelões fica preso, como se tivesse encalhado num banco de areia. Apesar de várias tentativas, os paulistas não conseguiram arrastar o batelão. A superstição tomou conta dos rudes canoeiros, como sugestão, retiraram vários pertences restando somente a imagem de Santo Antonio, mais nada conseguiram, até que foi dada a ordem de retirar a imagem do santo e a canoa deslizou mansamente rio abaixo. Mais tarde, outra monção que por ali passava tentou levar a imagem, e o prodígio se repetiu. No local foi erguida uma capela de palha. A pequena capela deu origem ao surgimento de uma pequena povoação de agricultores. Com o tempo, foi construída uma Igreja que tempo depois, deu lugar ao templo atual. A denominação da cidade passou por várias alterações até que por força da tradição do povo, que sempre venerou o santo milagreiro, alterou definitivamente para Santo Antonio de Leverger. A data de 13 de junho foi fixada por Lei municipal, como sendo o dia do aniversário da cidade em homenagem ao Santo padroeiro e, também, ao almirante Augusto Leverger, ilustre cidadão, que foi presidente da Província de Mato Grosso, e herói da Guerra do Paraguai. O território do município de Santo Antonio de Leverger foi desmembrado diretamente do município de Cuiabá, sob a denominação de Santo Antonio do Rio Abaixo.

O território do município é habitado, desde tempos imemoriais pelo povo indígena Bororo. Ainda hoje o município apresenta uma parte desse povo na Área Indígena Tereza Cristina. No tempo da história escrita, provavelmente datando dos anos de 1670 ou 1673, vêm as primeiras notícias de paulistas e bandeirantes de passagem pelo Rio Cuiabá. Manoel de Campos Bicudo teria subido o Rio até se confrontar com o morro da Canastra, hoje denominado São Jerônimo, na Chapada.

Pelas águas do Rio Cuiabá também sulcaram embarcações paulistas e, 1718, de Antonio Pires de Campos, paulista preador de índios do povo Bororo da barra do Rio Coxipó. Pelo Rio Cuiabá passou também Pascoal Moreira Cabral.

Em 1929, foi colhida uma versão da fundação da povoação de Santo Antonio do Rio Abaixo, versão contada por um homem centenário, mas lúcido. A versão se perdeu pelos tempos afora, coberta pela indiferença de gerações modernas, mais materialistas que as antigas. A versão foi a seguinte: Uma monção, no tempo do rio cheio, subia ao Rio Cuiabá, em demanda das minas de ouro descobertas por Miguel Sutil. A monção a duras penas vencia as águas barrentas do rio, pois fora vítima dos índios canoeiros do povo Guató, sendo afundadas algumas embarcações e mortos uns componentes.

As canoas sobradas da refraga penetraram certo entardecer por uma boca de água remansosa, à beira do sangradouro para pernoitar. Os paulistas, refeitos na manhã seguinte, aprontaram-se novamente para a labuta da viagem, quando um dos batelões fica preso, como se estivesse encalhado num banco de areia. Mesmo à força do remo, os paulistas não conseguiram arrastar o batelão. A superstição toma conta dos rudes canoeiros. Por sugestão de um deles, desembarcaram a imagem de Santo Antonio, que transportavam. O resultado não se fez esperar, pois o batelão se soltou e os paulistas puderam seguir viagem. Outra monção passou por aquele lugar e quis levar a imagem de Santo Antonio. O fenômeno de impedimento de viagem se repetiu. Os paulistas levantaram, então, uma primitiva capela, que não mais existe. A Igreja Matriz de Santo Antonio foi construída em estilo Barroco entre 1946-1948 sob coordenação do Frei Walfredo Staehle, mestre de obras, e em regime de mutirão. Em noites enluaradas, grupo de pessoas da comunidade, em ri timo de devoção, carregavam baldes de areia da praia para ser utilizada nesta construção. No dia 11 de junho de 1994 foi lançada uma campanha Pró-restauração da Igreja-Matriz.

No final do século XIX, o município possuía as maiores usinas de produção de açúcar, aguardente e álcool do Estado de Mato Grosso, sendo elas, Maravilha, Conceição, Ari cá, Tamandaré São Miguel, São Sebastião e Itaicy. Dentre elas, esta última se destacou, de propriedade do Cel. Antonio Paes de Barros, mais conhecido como Totó Paes, surpreendeu com uma estrutura bastante moderna para época; pois possuía tecnologia avançada, escola, banda de música, capela, luz elétrica, mercado (armazém) e até mesmo moeda própria. Hoje, a usina se encontra desativada, bastante estragada devido a ação do tempo e ainda conserva boa parte de sua história através dos maquinários, das casas, dos mobiliários, e também, através das pessoas que vivenciaram esse momento histórico.

Depois de muito tempo trocando de nome, a denominação destinada a permanecer é uma homenagem ao santo padroeiro e ao Almirante Augusto Leverger. Foi este cidadão, francês de nascimento, mas mato-grossense de coração, por inúmeras vezes Presidente da Província de Mato Grosso. Herói da Guerra do Paraguai recebeu o título nobiliárquico de Barão de Melgaço, por haver proposto impedir a invasão paraguaia em Cuiabá, usando as colinas de Melgaço para alcançar seu objetivo, juntamente com bravos voluntários da Pátria. A denominação dos habitantes é levergenses. As principais atividades econômicas são turismo, pesca, pecuária e agricultura. O município faz limite com Campo Verde, Jaciara, Juscimeira, Rondonópolis, Itiquira, Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento, Várzea Grande. Tem como distritos: Sede, Mimoso, Engenho Velho, Caeté, Varginha e São Vicente da Serra. E segundo os dados do (IBGE/2000), há aproximadamente uma população de 15.534 habitantes. Falar sobre as usinas, cita-las; e também das variações do nome; e quando ela passa a ser comarca.

História Econômica

oot Não restou memória escrita da vida dos moradores de Santo Antonio do Rio Abaixo até a chegada dos tempos do cultivo de cana-de-açúcar. A cana-de-açúcar foi fator preponderante do desenvolvimento de Santo Antonio do Rio Abaixo. A região de terra fértil já produzia alimentos para os garimpeiros de rio acima. Santo Antonio de Leverger teve nada a menos que 12 fábricas de açúcar e aguardente, além de inúmeros engenhos de rapadura. Os engenhos pertenciam, geralmente, a donos de minifúndios. No final do século XIX, o município possuía as maiores usinas de produção de açúcar, aguardente e álcool do Estado de Mato Grosso, sendo elas, Maravilha, Conceição, Ari cá, Tamandaré São Miguel, São Sebastião e Itaicy. Dentre elas, esta última se destacou, de propriedade do Cel. Antonio Paes de Barros, mais conhecido como Totó Paes, surpreendeu com uma estrutura bastante moderna para época; pois possuía tecnologia avançada, escola, banda de música, capela, luz elétrica, mercado (armazém) e até mesmo moeda própria. Hoje, a usina se encontra desativada, bastante estragada devido a ação do tempo e ainda conserva boa parte de sua história através dos maquinários, das casas, dos mobiliários, e também, através das pessoas que vivenciaram esse momento histórico.

A expansão industrial da cana começa a decair a partir de 1925, entrando em rápido declínio, a ponto de quase desaparecimento a partir de 1930. O governo federal destinou cotas irrisórias de produção para Mato Grosso, desestimulando o trabalho nesta cultura.

Na atualidade, a economia tem como base principal a agropecuária, e ainda a pesca e o turismo; o setor comercial teve um forte avanço através da expansão e desenvolvimento de mercados, lojas, Lanchonetes e restaurantes etc. O município produz milho, arroz, batata, cana-de-açúcar, derivados do leite como queijos e doces, sendo também um dos maiores produtores de mandioca e de farinha de mandioca da região. Deste modo, Santo Antonio.

Dependência Genealógica

O município de Cuiabá deu origem ao município de Santo Antonio do Rio Abaixo, depois denominado Santo António, depois Leverger e finalmente Santo Antonio de Leverger.

Geografia

Distritos

Sede, Mimoso, Engenho Velho, Caeté, Varginha e São Vicente da Serra,Agrovila .

Religião

Cidade de maioria católica honrando as tradições que vem passando de geração para geração, porém, nos últimos anos vem ocorrendo um aumento de evangélicos seguindo a tendência nacional, dentre as igrejas destacamos; Igreja Batista Pantaneira, Assembléia de Deus; Igreja Batista Maranata; Igreja Católica; Igreja Internacional da Graça de Deus; Igreja Universal do Reino de Deus, Congregação Cristã do Brasil, dentre outras denominações.

Relevo

Depressão do Rio Paraguai, calha do Rio Cuiabá e São Lourenço. Serra de São Jerônimo.

Formação geológica

Coberturas não dobradas do Fanerozóico, da Bacia Quaternária do Pantanal e sub-bacia ocidental do Paraná. Coberturas dobradas do Proterozóico com granitóides associados. Grupo Cuiabá, Faixa Móvel Brasiliana.

Bacia Hidrográfica

Grande Bacia do Prata. Para esta bacia contribui a do Paraguai, que recebe pela esquerda os rios Cuiabá, São Lourenço e Itiquira.

Clima

Tropical quente e sub-úmido. No cento-norte, período de 4 meses de seca, de junho a setembro. No centro-sul, período de 3 meses de seca, de junho a agosto. Precipitação anual de 1.500 mm, com intensidade máxima em dezembro, janeiro e fevereiro. Temperatura média anual de 24°C, maior 42°C.

Quem nasce em Santo Antônio do Leverger é levergenses ou santoantonienses
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Santo Antônio do Leverger/MT

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