| Município de São Pedro da Aldeia | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 16 de maio | ||||
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| Fundação | 16 de maio de 1617 (393 anos) | ||||
| Gentílico | aldeense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Carlindo Filho (PMDB) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Rio de Janeiro | ||||
| Mesorregião | Baixadas | ||||
| Microrregião | Lagos | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Araruama, Cabo Frio e Iguaba Grande | ||||
| Distância até a capital | 135 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 340 km² | ||||
| População | 84.866 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 231,8 hab./km² | ||||
| Altitude | 5 m | ||||
| Clima | Tropical Aw | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,780 (RJ: 27º) – médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 566.572 mil IBGE/2006 | ||||
| PIB per capita | R$ 7.198,00 IBGE/2006 | ||||
São Pedro da Aldeia é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se na latitude 22º50'21" sul e na longitude 42º06'10" oeste. Sua população segundo o IBGE em 2009 é de 84.866 habitantes. Possui área de 358,66 km².
Neste município, encontra-se a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia,única de seu tipo no país, sede da Força Aeronaval da Marinha do Brasil. A Base de São Pedro abriga o Museu da Aviação Naval.
Índice |
A História de São Pedro da Aldeia está diretamente ligada a experiência gerada da invasão francesa ao Rio de Janeiro. Do século XVI aos nossos dias, a terra aldeeense refletiu em sua epopéia, em seu pequeno microcosmos, as fazes pelas quais passou o próprio Brasil.
Com o processo de centralização política ocorrido com os países europeus após a crise do feudalismo, Portugal e Espanha passaram a ser ameaçados pelas potências emergentes. As terras das Américas começaram a ser valorizadas, a tal ponto que o monarca francês Francisco I (1515/1547).
As primeiras tentativas de colonização portuguesa nada mais foram do que uma tímida forma de conter os ataques de piratas às nossas costas e outras eventuais explorações até de metais preciosos. Para Portugal, o mais importante eram suas colônias na África, a garantia de um caminho seguro para sa Índias. Só o começo da exploração de áçucar no Nordeste do país; e a posterior invasão francesa, colocando em risco os domínios de Portugal chamariam a atenção do povo luso ao litoral fluminense.
Durante o governo-geral de Mem de Sá, este doou a seu sobrinho a capitania do Rio de Janeiro, onde seria fundada a cidade, tendo por objetivo combater os invasores. Contando com a ajuda dos Jesuítas Nóbrega e Anchieta, que pacificaram os tamoios, fazendo com que se retirassem o seu apoio aos franceses, travou-se uma guerra que só findaria em 1567, com a expulsão dos franceses do Rio, contando com o apoio crucial dos índios chefiados por Araribóia.
Era evidente que a retirada dos franceses significava uma pausa momentânea, apenas, nas tentativas deles se estabelecerem em nossa costa. Atento às dificuldades de manter tão grande país longe dos ataques e incursões estrangeiros, o rei de Portugal, Dom Sebastião, dividiu a colônia em dois governos-gerais, no ano de 1572. O Norte e o Sul, que ficou a cargo de Antônio Salema. Este, dando prosseguimento ao processo de efetivar a conquista da "terra brasilis" realiza uma expedição à Cabo Frio, visando expulsar os remanescentes franceses, que ameaçavam deslocar para essa região a sua tentativa de colonização, movidos pela cobiça do Pau-Brasil, em 1575.
Com a morte de D. Sebastião e o fim da dinastia Avis, os espanhóis ganharam de herança todas as colônias portuguesas. Ganharam em termos, já que os moldes de colonização continuaram a ser os lusitanos, mas em compensação deram a Portugal todos os seus inimigos; entre eles: França, Inglaterra e Holanda. Como consequência, ao se findar o período da União Ibérica, os domínios portugueses estavam menores em todo mundo. A ordem agora era segurar o que sobrou. A ordem agora era investir na manutenção do Brasil.
Em um requerimento do Padre Antônio de Mattos, Companhia de Jesus, a Capitão-Mor de Cabo Frio, Estevam Gomes, em 1617, aquele chama a atenção deste para o fato de que o Rei de Portugal estava preocupado com a defesa da área de Cabo Frio, dos constantes ataques sofridos.
A capitania de Cabo Frio, fundada em 1615, havia sido resultado de uma ação guerreira de Constantino de Menelau, Capitão-Mor do Rio de Janeiro, contra os piratas franceses que ali tencionavam alojar-se definitivamente. Reconquistada a terra, e fundada a cidade, as autoridades logo chegaram a conclusão de que para salvaguardá-la de futuros ataques, era imperativo defendê-la e ampará-la com um aldeamento indígena. Esse deveria seguir as diretrizes apontadas por Martim de Sá, filho do Capitão Salvdor Correia de Sá, que tinha larga experiência nos problemas do Brasil e já relatára-os em carta ao Rei.
A data de fundação da Aldeia de São Pedro do Cabo Frio não constituiu para os primeiros historiadores que dela se ocuparam um ponto pacífico. As terras que seriam concedidas aos índios, ficaram em sua terça parte na posse dos padres da Companhia. Elas abrangiam duas sesmarias, uma em lugar determinado - Jacuruna -, provável primeiro nome da região onde hoje se encontra São Pedro, e cujo nome vem do Jacu, ave comum na região, e una preto, cor da sua penugem.
A aldeia, em breve, começou a atrair várias tribos de indígenas que viviam dispersos na região, que para ela vinham em busca de alimentos, ou de proteção contra os índios Goitacases. Este fluxo constante de novos contingentes humanos trouxe uma rápida prosperidade à Aldeia, justificando a solicitação de nova sesmaria para os padres da Companhia e para os índios, em 1630, pois "eles e Goitacases têm necessidades de pastagens que possam trazer gado, do qual se valham para seus remédios para cuidarem com o que falta à sua igreja, para a qual nãos e dá coisa alguma da Fazenda de Sua Majestade". Nestas terras, doadas pelo Capitão-Mor -Governador, Martim de Sá, jesuítas e índios da Aldeia de São Pedro construíram a fazenda de Santo Inácio dos Campos Novos, localizada pouco antes da cidade de Barra de São João.
Para ter uma idéia do crescimento da aldeia, em 1689, a Aldeia de São Pedro do Cabo Frio tinha três vezes a população de Niterói. Assustados pela fome e pelas guerras, muitos índios pertenciam ao temido povo dos Goitacases. Uma carta de 1620 dá os pormenores de sua catequese: "Desejo, e ei de por todas minhas forças para fazer as pazes entre estas nações tão bárbaras, como são os gequirtos e os aitacases guaçus, porque feito isto, fica todo esse sertão de aitacases em paz, e será uma coisa de muita importância, coisa que a muito tempo desejamos. Ma agora pela vontade e bondade de Deus, parece que lhe vem chegandosua hora. E que Deus, por sua misericórdia, metê-los em seu curral".
Em 5 de fevereiro de 1679, o Capitão-Mor de Cabo Frio, Domingos da Silva Agrelha, em nome de seus moradores, queixou-se ao monarca dos missionários da Aldeia de São Pedro, "que negavam os índios para os seus trabalhos, dando causa ao pouco incremento da povoação". Era o começo de uma série de queixas contra a administração jesuítica, até que, em 15 de junho de 1721, a Câmara de Cabo Frio representa contra a Companhia de Jesus, reclamando as terras em que ela se achava de posse, principalmente as da Ponta dos Búzios. Ainda desta vez, o Conselho Ultramarino não lhes outorgou parecer favorável. A estas queixas, viria se juntar o próprio Governador do Rio de Janeiro, Luiz Monteiro, solicitandoa s terras da Ponta dos Búzios, que não apresentavam o desenvolvimento conseguido em São Pedro.
Em novembro de 1759, o desembargador João Cardozo de Azevedo realizou o sequestro da Aldeia de São Pedro e aprisionou três jesuítas que trabalhavam na conversão dos gentios. Extinta a Companhia de Jesus, o cargo de doutrina e administração do povoado foi entregue aos padres Capuchos da Província da Conceição, até a posterior transformação em Paróquia. A elevação a esta categoria, que se deu em 2 de dezembro de 1795, serviu para impulsionar a participação efetiva de São Pedro na vida da Província e também marcou o começo da efetiva migração dos "brancos" para a antiga aldeia. O primeiro pároco, Manuel da Almeida Barreto, foi o primeiro clérigo secular dentro desta nova prerrogativa.
O município localiza-se na Região da Costa do Sol do Estado do Rio de Janeiro. Ao norte fica Araruama e Cabo Frio, sul está a Lagoa de Araruama, Leste fica Cabo Frio e a Oeste Iguaba Grande.
o Bioma do município é de Mata Atlântica.
São Pedro da Aldeia tem um litoral circundando a Lagoa de Araruama, formando pontas e enseadas. o Solo aldeense é rico em material conchífero, e é de formação calcária. Parte do município encontra-se localizada na Serra de Sapiatiba, protegida pelo Decreto nº 15.136 de 20/07/1990 como uma Área de Proteção Ambiental, que apresenta, junto com o município de Iguaba Grande, uma área de 6000 ha.
A vegetação é característica das Baixadas Litorâneas, com incidência de árvores como Amarelo, Paineiras, Cambuinha, Maricá, Pau-Ferro, Sapucaia, Aroeira, Cajá-Mirim, Pau d’Alho, Sibipiruna, Jacarandá, Jequitibá, além de orquídeas, bromélias e plantas de uso medicinal, em suma, Mata Atlântica.
Ao contrário que muitos pensam, São Pedro da Aldeia tem uma grande rede hidrográfica, com rios, riachos e córregos. Veja: Rios Una, Paupicu, Ramalho, São Mateus, Cabista, Ubá, da Pedra, Iguaçaba, Flecheiras e Itai. Riachos: Cândido, Pereira e Tio Mariano. Córregos: Joaquim da Mota, Pau Rachado, Bogã, Retiro e Piripiri.
Clima Tropical, quase semi-árido, com índice de precipitação anual pouco acima de 1000mm, sendo no inverno reduzido bastante. Os meses de Novembro e Fevereiro são os mais chuvosos e os meses de Junho e Julho os mias secos. As médias de temperatura anuais são altas variando entre 24°C e 28°C. O inverno apresenta temperaturas amenas, com média das mínimas ficando entre 11°C a 16°C. Entretanto, o verão é quente, não raramente atingindo temperaturas superiores a 35°C.
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