| Município de Timbiras | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 5 de abril | ||||
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| Fundação | 5 de abril de 1920 | ||||
| Gentílico | timbirense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Raimundo Nonato da Silva Pessoa (Nonato da Casa Lima) (PT) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Maranhão | ||||
| Mesorregião | Leste Maranhense IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Codó IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Codó, Coroatá, Vargem Grande e Chapadinha | ||||
| Distância até a capital | 316 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 1.486,48 km² | ||||
| População | 26.909 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 17,58 hab./km² | ||||
| Altitude | 35 m | ||||
| Clima | Equatorial | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,524 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 43.884 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 1.537,00 IBGE/2005 | ||||
Timbiras é um município brasileiro do estado do Maranhão.
Índice |
Timbiras tem uma área de 1.486 km² e uma população de 26.132 habitantes, segundo o último Censo IBGE/2007.
Localiza-se na mesorregião do Leste Maranhense, mais especificamente na microregião de Codó, a 316 quilômetros da capital São Luís, à margem direita do rio Itapecuru. Sua sede está a 4°15’18”LS e 43°56’27”LW e a uma altitude média de 49 metros acima do nível do mar.
A zona urbana do município apresenta sua maior parte à margem direita do Itapecuru, ficando a trizidela, que constitui principalmente o bairro São Sebastião, do lado esquerdo.
A zona rural compreede mais de cem povoados, sendo os principais: Flores, Lagoa Preta, Axixá, Campestre, Sete, Chapéu, Centrinho, Lagoa Grande, Mata Fome, Bacaba, Poço do Boi, etc
O relevo é de baixas altitudes, destacando-se alguns morros típicos da região do Vale do Itapecuru. As formas mais significativas do relevo são os morros, chapadas e serras.
Os principais morros são: morro do Capitão (220 metros de altitude), situado no bairro São Sebastião; morro Conduru (215 metros de altitude), localizado a 13 quilômetros da sede, em 1947, passou a ter mais um nome, morro Quebrado; morro da Bela Vista (120 metros de altitude), mede aproximadamente 630 metros de comprimento e nele se localizam a estação de tratamento de água da CAEMA e a torre retransmissão de sinal de televisão.
A serra mais importante é a da Cangalha, na parte setentrional do município. A chapada de destaque é a do Socó.
A rede hidrográfica é constituída por rios, riachos, igarapés e lagoas.
Além do rio Itapecuru podemos destacar os rios Pirapemas, que corta o município de sudeste para noroeste, na divisa com o município de Chapadinha; Guará, que também fica na fronteira com Chapadinha, rio Guanaré, na fronteira entre Timbiras e Vargem Grande e rio Curimatá, que é um afluente do Pirapemas.
Os riachos mais importantes são: Carro Quebrado, Pimenta e Rabo do Gato.
Os principais igarapés são:
É o principal rio que banha o município. A população depende dele quase que absolutamente, pois toda a água potável distribuída na cidade é proveniente desse rio.
Ás suas margens desenvolve-se uma agricultura de subsistência conhecida pelo termo vazante. Essa técnica vem sendo questionada pelos riscos de degradação da mata ciliar.
O rio é ainda fonte de lazer principalmente no verão quando se instalam as barracas na sua margem direita, próximo a ponte que liga o bairro São Sebastião à sede do município. Nesse período aumenta a freqüência de banhistas, vindos das cidades vizinhas, Codó e Coroatá, mas também pelo timbirenses que estudam ou trabalham fora e que retornam para passar suas férias.
O clima predominante é o tropical, caracterizado por um período chuvoso de dezembro a maio, com níveis pluviométricos mais acentuados entre janeiro e abril. De julho a novembro o município passa por um período de estiagem. A temperatura média é de 27 graus Celsius.
Na região predomina a floresta tropical de transição, sendo a maior parte da área do município coberta pelas matas de cocais, com incidência quase absoluta da palmeira de babaçu e cerca de 20% coberta de mata nativa ainda virgem ou pouco degradada.leco
Darcy Ribeiro em expedições realizadas entre 1949 e 1954, atestou a existência dos Urubu-Kaapor, do tronco Tupi, no noroeste do Maranhão e sudeste do Pará. Os estudos incluíram ainda os timbiras, guajajaras, tembés, guarás, canelas. Os estudos de Darcy Ribeiro se deram ao longo dos rios Gurupi e Pindaré. Quanto à região dos Cocais não parecem ter permancido aqui muito tempo, mas pelo menos por essa reagião passaram temporariamente, em fuga dos massacres sofridos na época.
O município, ao longo de sua História recebeu vários nomes: Urubu, Porto dos Urubus, Monte Alegre e finalmente Timbiras.
Urubu era uma povoação à margem direita do rio Itapecuru, pertencente ao município de Codó, onde antigamente havia uma aldeia de índios. Segundo consta, o nome se justificava pela grande presença dessa ave no local, mais especificamente no povoado Sardinha, a dois quilômetros de onde hoje é a sede. No entanto, parece ser mais lógico crer que o nome deriva da presença da tribo de índios do mesmo nome, os urubus.
O local passou a ser ponto de referência para os viajantes que por ali passavam navegando pelo Itapecuru, motivo pelo qual recebeu o nome de "Porto dos Urubus". Depois de alguns anos chegaram à região as primeiras famílias descendentes de portugueses e italianos, chefiados pelo Senhor Têta de Araújo, que conservaram o nome Urubu para a localidade.
Ali se estabeleceu a freguesia de Santa Rita dos Urubus, através da Lei Provincial nº 13, art. 1º, § 2°, de 8 de maio de 1835. Mas segundo o historiador Ribeiro do Amaral, a Comarca e a vila de Santa Rita dos Urubus foram criadas na mesma data, em 1836.
As terras onde hoje se localiza a sede do município eram habitadas por índios timbiras. Os moradores de Porto dos Urubus se mudaram para este local por causa das enchentes do Itapecuru que inundavam constantemente o povoado original. Porto dos Urubus, que apesar de tudo facilitava a penetração para o interior, continuou tendo a sua importância e passou a ser chamado por seu primeiro nome, o do povoado extinto, Sardinha.
Em 1836, foi criada a sede da Comarca de Urubu e dois anos depois, por influência do ex-regente do Império Bráulio Muniz, foi transferida a sede da Comarca para ao vila de Codó. A transferência foi determinada pela Lei Provincial nº 68, de 21 de julho de 1838. Com essa ação a comarca foi elevada à categoria de vila. Mas com a mudança da sede da comarca, a vila entrou em decadência.
Em 1900 chegaram à região e aí fixaram residência alguns frares capuchinhos e franciscanos, que trocaram a denominação do local para Monte Alegre, em 1920, dizendo não haver mais nenhuma razão para a adoção do nome Urubu, que achavam pejorativo.
O território passou oficialmente à condição de Vila Monte Alegre quando foi desmembrado do município de Codó e de reduzida parte do município de Coroatá através do Decreto-Lei estadual nº 921 de 5 de abril de 1928, por determinação do então Interventor do Maranhão, Urbano Santos da Costa Araújo.
Em 22 de abril de 1831, através do Decreto-Lei nº 75, Urbano Santos, ainda na condição de Interventor do Maranhão, alegando que o município criado não possuía rendimento à altura exigida para permanecer autônomo, voltou a submetê-lo à subordinação de Codó.
A partir de 1918 com o aumento da população. o desenvolvimento do comércio e o crescimento da produção agrícola, sentiu-se a necessidade da autonomia do povoado.
O processo de emancipação teve início através do Projeto nº 40, do Congresso do estado do Maranhão, publicado no Diário Oficial nº 70, de 27 de março de 1920. A Lei nº 921, de 5 de abril de 1920, sancionada por Urbano Santos, já na condição de Presidente do estado do Maranhão, elevou à categoria de vila a povoação Monte Alegre e á de município a zona ocupada pelo 6º Distrito Policial de Codó. A lei definiu ainda os limites do novo município.
Quando Monte Alegre foi impedido de ser município,de acordo com o decreto acima citado, existiam na localidade dois partidos políticos: o Magalhenista, do governo, e o Republicano,de oposição. Os magalhenistas eram liderados pelo Coronel Benedito Brandão Melo e Alvim, enquanto os republicanos tinham como líder o Sr. Francisco Jocker Ribeiro. Pelo interesse comum, os dois se uniram para juntos aos poderes públicos lutarem pela restauração da autonomia do município, o que acabaram conseguindo quando da promulgação do Decreto-Lei nº 144, de 27 de julho de 1931.
Com a restauração do município, foi nomeado interventor municipal o Sr. Benedito Brandão de Melo e Alvim, que pouco governou, sendo exonerado do cargo em 1933. Em 16 de julho daquele ano o Decreto-Lei nº 539 suprimiu de novo a qualidade de município de Monte Alegre. Veio então nova luta política pela autonomia, que enfim obete êxito através da Lei nº 837, de 3 de julho de 1935.
Com as mudanças da situação política da localidade, a luta pela criação do município de Monte Alegre logrou mais uma vitória: a elevação à categoria de cidade através do Decreto-Lei nº 45, de 29 de março de 1938.
Acreditava-se que a localidade fora habitada inicialmente pela tribo dos timbiras, ou que, na menor das hipóteses, essa tribo acampara algum tempo no local. Essa lembrança inspirou a idéia de mudar-se mais uma vez e em definitivo o nome do município. O Decreto-Lei nº 820, de 30 de dezembro de 1943 determinou que Timbiras fosse a partir de então o nome do município.
A palavra Timbira, segundo Curt Nimuendaju, o etnólogo pioneiro no estudo desses povos, diz que se for de origem tupi, a palavra pode significar "os amarrados" (tin = amarrar, pi'ra = passivo), uma referência às inúmeras fitas de palha ou faixas trançadas em algodão que usam sobre o corpo: na testa, no pescoço, nos braços, nos pulsos, abaixo dos joelhos, nos tornozelos. Os índios Kaapor discriminavam os Timbira chamando-os pejorativamente de “comedores de cobra". Segundo o Dicionário Tupi-Guarani o toponimo Timbira significa: o amarrado; o escravo.
1920 - 1921: Coronel Idelfonso Moreira dos Santos
1921 - 1922: Olympio Palhano
1922 - 1924: Manoel Burgos da Cruz
1924 - 1927: Paulo Soares
1927 - 1930: Pedro Mesquita
1930 - 1931: Coronel Miguel Ewerton Mesquita
1931 - 1932: Capitão Manoel Machado
1932 - 1933: Major Benedito Brandão de Melo e Alvim
1933 - 1934: Coronel Manoel Machado
1934 - 1935: Custódio Bogéa
1935 - 1935: Coronel Benedito Brandão de Melo e Alvim
1935 - 1936: José Martins Carneiro
1936 - 1936: Ariosvaldo Guimarães Gayoso
1936 - 1936: Valdemar Labre de Lemos
1936 - 1936: Antenor Bogéa
1936 - 1937: Raimundo Rodrigues de Mota Andrade
1937 - 1942: Catulo Bogéa de Melo e Alvim
1942 - 1943: Manoel Sousa Ribeiro
1944 - 1945: Abimael Esser Bezerra Ribeiro
1945 - 1946: Ricardo Pereira Nunes
1946 - 1946: Antônio Isaías Pereira
1947 - 1951: Antôno Rivas Ribeiro
1952 - 1953: Juiz Pedro Paulo Cavalcante
1954 - 1955: Lauro Pereira da Silva
1955 - 1955: Silvestre Freitas de Arruda
1955 - 1956: Lauro Pereira da Silva
1956 - 1956: Antônio Isaías Pereira
1956 - 1956: Raimundo Martins Carneiro
1957 - 1957: Antônio Rivas Ribeiro
1957 - 1960: Catulo Bogéa de Melo e Alvim
1961 - 1965: Lauro Pereira da Silva
1966 - 1969: Victoriano Abdalla
1970 - 1072: Robson de Jesus França
1973 - 1976: Victoriano Abdalla
1977 - 1982: José Maria Frazão de Melo e Alvim
1983 - 1988: Victoriano Abdalla
1989 - 1992: Francisco das Chagas Rodrigues
1993 - 1996: Francisco de Sousa Araújo (Chico do Foto)
1997 - 2000: Robson Antonio de Melo Alvin França
2001 - 2002: Robson Antonio de Melo Alvin França
2002 - 2002: Wilson Gonçalves Vieira (interino)
2002 - 2004: Robson Antonio de Melo Alvin França
2005 - 2008: Dirce Maria Coelho Xavier
2009 - 2012: Raimundo Nonato da Silva Pessoa (Nonato da Casa Lima)
Em Timbiras temos representantes das religiões Catolicismo, evangélicos e cultos afros, como umbanda.
Na sede fica a igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira do município e a capela de Santa Rita de Cássia. Os templos evangfélicos mais tradicionais pertencem à igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Adventista e Igreja Universal do Reino de Deus.
O calendário religioso católico, adotado pela maioria da população, compreende:
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