| Município de Tucuruí | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 31 de Dezembro | ||||
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| Fundação | 1947 | ||||
| Gentílico | tucuruiense | ||||
| Lema | "cidade da energia" | ||||
| Prefeito(a) | Sancler Ferreira (PPS) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Pará | ||||
| Mesorregião | Sudeste Paraense IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Tucuruí IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Breu Branco, Novo Repartimento, Baião, Pacajá | ||||
| Distância até a capital | 480 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 2.086,170 km² | ||||
| População | 96.010 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 42,0 hab./km² | ||||
| Altitude | m | ||||
| Clima | |||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,755 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 1.830.060 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 21.404,00 IBGE/2005 | ||||
Tucuruí é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se na microrregião de homônima, mesorregião do Sudeste Paraense. O município tem 94.015 habitantes (2007) e 2086 km². Possui também a maior usina hidrelétrica totalmente brasileira e quarta do mundo, a Usina Hidrelétrica Tucuruí construída e operada desde 22 de novembro de 1984 pela Eletronorte. Esta usina hidrelétrica formou um lago imenso, onde foram formadas ilhas com a mais diversa quantidade de espécie. Era praticado, até 2007 no começo de Agosto, o tradicional "TOPAM" - Torneio de Pesca Esportiva da Amazônia, cujo objetivo era a pesca do Tucunaré, um peixe muito competitivo. Eram distribuidos vários prêmios aos participantes, que vinham de diferentes partes do mundo para pescar.
Índice |
A região do munícipio em suas raízes era habitada por povos indígenas das tribos dos Assurinís, Parakanãs e Gaviões. Essas tribos com hábitos nômades diferenciavam-se por seus troncos étnicos e linguísticos. Os primeiros fatos históricos e registros da cidade, no entanto, datam apenas de 1781, quando o governador Telles de Menezes fundou a Vila de Pederneiras. A fundação realmente se efetivou com a construção em 1782 do forte de Fachina, denominado Nossa Senhora de Nazaré, criando o registro de Alcobaça. O forte tinha a finalidade de fiscalizar a navegação no rio Tocantins e o contrabando de ouro vindo de Goiás e Mato Grosso feito pelo rio.
Em 1870, o governador do Pará cria a freguesia de São Pedro no lugar de Pederneiras, integrada ao munícipio de Baião, então o principal núcleo populoso desse trecho do Tocantins. Em 1875, a freguesia de São Pedro de Pederneiras muda de localidade e denominação, passando a se chamar São Pedro de Alcobaça e situando-se na onde hoje é a cidade.
Em 1894, instala-se em Alcobaça a Companhia de Navegação Férrea Fluvial/Araguaia-Tocantins, com objetivo de construir a Estrada Ferro Tocantins ligando Alcobaça até a Praia da Rainha no município de Itupiranga(175 km), vencendo o trecho de corredeiras do rio Tocantins melhorando assim o intercâmbio com o estado de Goiás. Em 1895, inicia-se a construção da estrada e inúmeras pessoas deslocam-se para a região em busca de trabalho, principalmente nordestinos, mocajubenses e cametaenses.
As obras enfrentavam grandes dificuldades a malária vitimava um grande número de trabalhadores e os desníveis e a grande quantidade de igarapés da região atrapalhavam a execução do projeto. Os índios entretanto, desde os primeiros tempos foram pacificados e não causaram grandes problemas. O projeto da estrada margeava o rio, devido ao receio dos engenheiros em adentrarem a floresta, talvez esteja aí o motivo do fracasso do projeto que somente em 1946 recebeu sua primeira locomotiva, mais de cinquenta anos depois do ínicio de sua construção, e na década de 70 teve sua operação interrompida.
A memória dessa estrada não foi devidamente preservada, a estação virou mercado e a única locomotiva restante encontra-se em frente ao Centro Cultural da Eletronorte, na Vila Permanente. A via férrea por onde passava hoje é a rua Santo Antônio.
No governo de Magalhães Barata em 1943, a cidade passa a categoria de povoado e recebe a denominação de Tucuruí(que permanece até hoje). No dia 31 de dezembro de 1947, Tucuruí é desmembrada de Baião e é elevada a categoria de município. A primeira eleição é realizada em 13 de maio de 1948, tendo sido eleitos: Alexandre José Francês, prefeito, e Nicolau Zumero, vice-prefeito. O município é instalado em 29 de maio de 1948, com a posse dos vereadores e do prefeito, porém, por não ter sido instalado por um juiz de direito, contrariando a lei vigente, é reinstalado em 26 de junho de 1948 por um juiz da comarca de Cametá.
Nessa época a base econômica da cidade era a extração da castanha-do-pará e o comércio de madeira, tornando o local um movimentado entreposto comercial na região do Araguaia-Tocantins.
Os primeiros estudos para a construção de uma hidrelétrica que aproveitasse o potencial do rio Tocantins iniciaram-se por volta de 1957 e seguiram durante a década de sessenta. Com o início da ditadura militarfoi implantado no sul do estado o Projeto Grande Carajás, visando o desenvolvimento da Amazônia oriental através da atividade minero-metalúrgica e de projetos agropecuários-florestais. No entanto, para a consolidação desse projeto, Tucuruí tornava-se ponto decisivo.
Na década de 70 iniciam-se os trabalhos para a construção da hidrelética e o município começa a ganhar a infraestrutura necessária, são construídos um aeroporto e vilas para abrigar os operários, engenheiros e demais funcionários da obra.(Vilas Permanente e Temporárias I e II).As vilas da Eletronorte são verdadeiros condomínios fechados contando com água e esgoto tratados, ruas pavimentadas, supermercados, escolas, creches, clubes, entre outras comodidades.
A usina tem sua 1ª etapa concluída em 1984 e é inaugurada pelo presidente Figueiredo, com potência instalada de 4000 MW. A segunda etapa é concluída apenas em meados de 2007 elevando a capacidade para 8000 MW.
A Usina Hidrelétrica de Tucuruí mudou radicalmente a base ecônomica, a população e as perspectivas da cidade que pode ter sua história dividida em dois momentos muito distintos o antes e o depois da hidrelétrica.
Vista aérea da UHE Tucuruí com os vertedouros abertos
Tucuruí hoje é uma cidade em constante crescimento, os royalties da usina alimentaram durante muito tempo o crescimento da cidade, no entanto com a sua última obraem finalização, a eclusa, faz-se necessário um planejamento do futuro da cidade.
A eclusa pode ser uma alternativa já que por ela vão passar grande parte da produção da região Centro-Oeste do país, o aproveitamento desse potencial e do turismo na região, que possui grande beleza e diversidade natural, são possibilidades viáveis para o desenvolvimento da região no pós-usina.
Além da usina hidrelétrica, principal fonte econômica do município, a economia também desenvolve-se em outros setores. No setor primário predominam o extrativismo vegetal, a agricultura rudimentar, a pecuária extensiva e a pesca (recetemente foi implantado um projeto de tanques rede na região do lago). No setor secundário, ainda pouco expressivo, destaca-se a construção civil e a indústria de laticínios, que abastece a região com leites, iogurtes e queijos. O setor terciário, predominante no município, apresenta comércio diversificado ( supermercados, farmácias, lojas de eletrodomésticos, de informática e de vestuário, entre outras) e serviços como agências bancárias, casa lotérica e estabelecimentos de ensino e saúde.
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