Detalhes sobre a cidade de Aracati
O topônimo Aracaty ou Aracatu vem do Tupi Guarani, língua falada pelos ameríndios brasileiros antes da chegada dos portugueses, ARA (tempo, claridade ) e CATU (bom, bonançoso ), significando bons tempos, uma região que impressionava pela claridade e mansidão de suas águas, aragem cheirosa, vento que cheira ou rajada forte.[5] Sua denominação original era Cruz das Almas, Arraial de São José dos Barcos do Porto dos Barcos do Jaguaribe,, depois em 1766, Santa Cruz de Aracati e desde 1842 Aracati,.[5][6]
Ceará a partir do mapa de 1629 por Albernaz I.
História
Os primeiros habitantes das terras de Aracati, os índios Potyguara,[7] provavelmente teriam entrado em contato com os europeus em 2 de fevereiro de 1500, através navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón, que aportara no local denominado Ponta Grossa ou Jabarana, segundo o historiador Tomás Pompeu de Sousa Brasil.
Pero Coelho de Souza, durante a expedição contra os franceses que haviam invadido o Maranhão, ergueu a 10 de agosto de 1603, às margens do rio Jaguaribe, o Fortim de São Lourenço, e a sua permanência deu a origem do povoado, São José do Porto dos Barcos.
Aracati tornou-se um ponto de apoio militar e várias edificações são construídas: Bateria do Retiro Grande, Presídio da Ponta Grossa, Presídio de Coroa Quebrada, Presídio do Morro de Massaió e outras.
A ocupação definitiva de Aracati teve início com o funcionamento das Oficinas ou Chaqueadas do Ceará, que foram responsáveis por possibilitar a competitividade da pecuária no estado, tendo em vista os privilégios da Zona da Mata pernambucana com a cultura canavieira. Aracati transformou-se então em produtor de carne seca e no principal porto de exportação deste produto para as regiões canavieiras, além de continuar a ser um ponto de apoio militar (Fortim de Aracati), agora com o intuito de proteger o porto, as transações comerciais e os habitantes contra os ataques do índios como os Payacu.
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