Detalhes sobre a cidade de Camocim
O topônimo Camocim vem do Tupi Guarani e segundo Silveira Bueno: cambucy, camucym ou camotim vem do Tupi Guarani e significa buraco para enterrar defunto ou pote(vaso em geral). Há quem considere camotim como a urna funerária dos indígenas, também chamada de igaçaba Gonçalves Dias traduz igaçaba como louça. É costume os moradores desta cidade serem chamados de coró (peixe abundante na região), assim como os moradores da cidade de Granja são conhecidos como cangati. Sua denominação original era Barra do Camocim e desde 1879, Camocim.[5]
Mapa do costa do Ceará em 1629
História
A área na qual Camocim localiza-se é um teriitório de uma rica história de intercambio e conflítos entre povos. Os primeiros habitantes foram os indigenas de várias etnias, tais como os Tremembé,[6][7], Tabajara, Jurema, Jenipaboaçu, Cambida,[8].
Os portugueses chegaram nestas bandas, apartir da segunda metade do Século XVI, com diversos intuítos: um reconhecimento completo da região apartir de Tutóia no Maranhão aos limites finais entre Ceará e Rio Grande do Norte(a barra do rio Camorim, por exemplo foi catografada com o nome de Rio da Cruz);[6] como base de apoio para a ocupação do litoral, bem como base de apoio para confrontos militares com os franceses que ocupavam o Maranhão. Deste momento histórico existem várias cartas topográficas datadas dos séculos XVII.[6] Por exemplo: em 1604, Pero Coelho de Souza, passou nestas bandas com rumo a Ibiapaba e as batalhas no Maranhão.
Depois da segunda metade do século XVII, surge o projeto de construir o Forte em Camocim com a intenção de proteção dos ataques dos índios e do piratas, porém este projeto não foi adiante. A Barra do Camocim como núcleo urbano vai consolida-se com a traferêcia da Missão de da Tabainha. Um empreendimento do padre Ascenço Gago, com o intuíto de aldaiar os Tremembé e outra etnias.
Mais detalhes sobre Camocim