Detalhes sobre a cidade de Ibitirama
Ibitirama é vocábulo indígena que significa "monte alto". Do tupi ybytyra: monte; e am: alto.
História
Ibitirama foi desmembrando do município de Alegre em 1988.
No ano de 1820 quando o capitão-mor Manoel João Esteves, partiu de Mariana (MG), sede do bispado criado em 1745, que possuía o domínio eclesiástico sobre toda região, com seu grupo e após vários dias de caminhada encontrou o maciço do Caparaó, que no tupi-guarani significa "águas que correm entre as pedras".
Prosseguiu viagem subindo o rio Itapemirm desbravando e distribuindo terras aos seus companheiros, onde foram sendo formados os diversos povoados, que mais tarde seriam os Distritos do Município de Alegre. Ficando o capitão-mor Manoel Esteves nas cercanias do Caparaó, a qual denominou-se Fazenda Santa Marta, onde estabeleceu até 1855, ano de seu óbito, aos 77 anos, tendo sido considerado o verdadeiro semeador de cidades no sul da província do Espírito Santo. Concomitantemente a este povoado dava-se outros a alguns quilômetros abaixo. Fascinados com a bucólica paisagem cercada de planícies e montanhas formando belíssimas corredeiras, poços e cachoeiras, foram atraindo progressivamente e paulatinamente novos moradores. Sua origem deu-se antes mesmo da doação da fazenda de Santa Bárbara, já que viviam nos arredores vários agricultores com suas famílias, pois a terra era fértil, a região de rara beleza e grandes recursos naturais, inclusive espécies fornecedoras de madeira.
E, em pouco tempo foi formado um povoado, que era conhecido como Arraial de Santa Bárbara.
No ano de 1892, chegou à região de Itaipava o Sr. Augusto Teixeira Alves Correa, Oficial do Registro Civil e no dia 10 de Fevereiro do mesmo ano, realizou o primeiro casamento sendo os contraentes Antonio Albino de Souza e Maria Jozepha Bragança. Nesta mesma época deixamos de pertencer a Itaipava e a Vila passou a ser denominada Distrito do Caparaó que na Língua Tupi – Guarani significa: "águas que correm nas pedras", região de raras belezas e grandes recursos naturais.
Em 1899, o Sr. Honório Barbosa Lima, vendeu uma Propriedade ao Sr. Joaquim Pereira e Maria Rita de Jesus, sendo eles um dos primeiros colonizadores da região.
Cândida Maria de Assis, nora de José Joaquim Pereira, por ocasião do falecimento de seu marido Silvério José Pereira, herdou a propriedade que, em 20 de março de 1917 assinou o auto de escritura publica de doação ao Bispado de Cachoeiro de Itapemirim, por ser devota de Santa Bárbara e do Sagrado Coração de Maria. Em virtude dessa devoção a Coroação de Maria passou a ser uma tradição no lugar.
Devido o lugarejo ser montanhoso e propício a tempestades, passou a chamar-se Patrimônio de Santa Bárbara, tendo a mesma como padroeira.
A partir de 1917, aproximadamente, começou a chegar a região do patrimônio de Santa Bárbara, os primeiros imigrantes: as famílias Italianas, Portuguesas, Negras, Indígenas, Libanesa, Suíça e Espanhola trazendo seus costumes, suas tradições, artesanatos e culinária. E, à medida que foram se instalando, deram início à agricultura, pecuária, comércio e construção civil.
Nesta época José Ramos usava o cavalo como meio de transporte para levar o malote das correspondências dos Correios para Alegre.
Chega ao Caparaó, em 1938, o primeiro Meio de Comunicação o "Rádio".
Em 1964, Ibitirama, plantado ao pé da serra, um pontinho no mapa, gozou a glória de ser o ponto culminante do Brasil abrigando um novo fenômeno brasileiro: a Guerrilha do Caparaó, onde 17 militantes do Movimento Nacional Revolucionário, tentaram combater o Regime Militar que se instalou no País. Depois de 6 meses, após serem delatados por um farmaceutico da cidade de Espera Feliz MG, aos policiais do destcamaneto local e, esses policias terem comunicado o fato ao camando do Batalhão da PM em Manhuaçu MG, chegaram ao Caparaó soldados da Polícia Militar de Minas Gerais. E em 30 de abril de 1967, foram presos sem resistência, Amaranto Rodrigues, João da Silva, Nilton Soares de Castro e Edivaldo Mello, Jorge José da Silva, Arakem Vaz Galvão, Avelino Capitani e o comandante da Guerrilha Amadeu Felipe. Após a prisão efetivada pela PM de Minas, os comando do Batalhão de Manhuaçu comunicou o fato às Forças Armadas, que aí fizeram grande estardalhaço, com muitos militares e até bombardeando a montanha onde já não havia ninguém para ser preso.
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