Detalhes sobre a cidade de Goianésia
A fertilidade do solo e a abundância de água atraíram os primeiros moradores de Goianésia. Mas foi a partir da década de 40 que a história começou a se consolidar, mais precisamente no ano de 1943, com a chegada de Laurentino Martins Rodrigues, sua esposa Berchiolina Rodrigues (Dona Fiíca) e família se instalando na região do Calção de Couro. No local, foi erguido um cruzeiro e construído um rancho para rezar e servir como escola. A gleba de terra adquirida por Laurentino Martins foi loteada e, aos poucos, foi-se formando o povoado. A religiosidade foi um traço marcante na vida do lugarejo, com os moradores professando fé à padroeira Nossa Senhora D'Abadia[carece de fontes?].
No dia 21 de agosto de 1948, foi criado o Distrito de Goianésia, subordinado ao Município de Jaraguá. Já nessa época, começava brotar na região o desenvolvimento com as lavouras de café das grandes fazendas - Itajá, Monte Alegre, São Carlos, dentre outras. O engenheiro Jalles Machado de Siqueira, de notável capacidade empreendedora, ajudava na construção de estradas, na instalação de energia elétrica e de máquinas para o beneficiamento do café. Mais tarde, foi desenvolvida a cultura do arroz, que situou Goianésia como principal produtor em Goiás.
No ano de 1950, foram instaladas no distrito a Coletoria de Renda Estadual, uma Agência de Arrecadação da Prefeitura do município-sede e dois grupos escolares. No ano seguinte, Goianésia recebe a primeira Agência Postal e filiais de empresas vindas de Anápolis, Jaraguá e Pirenópolis.
A data de 24 de junho de 1953 reserva o mais importante acontecimento da história político-administrativa de Goianésia. O Diário Oficial de Goiás trouxe a publicação da Lei Estadual n° 47, dispondo sobre a emancipação do Distrito de Goianésia do Município de Jaraguá.
Os anos seguintes foram de prosperidade. Houve melhoras sensíveis na educação e na saúde.
Em 1964, fundou-se o Colégio Normal Estadual de Goianésia, que veio a ser dirigido pelas Irmãs da Congregação Escravas do Divino Coração, que permanecem até hoje.
Em 1970, foi reativado o Hospital Municipal, sob a direção do Dr. Djalma Ovídio De Vito em convênio com a prefeitura que pode manter o atendimento à população carente, mais uma ala particular.
Com a transformação da área agrícola em pecuária, a necessidade de mão-de-obra diminuiu, surgindo uma crise de desemprego. No começo da década de 80, é implantada no Município uma destilaria para a produção de álcool combustível, incrementando na região a produção da cana-de-açúcar, hoje um dos principais produtos de sua economia. O empreendimento teve à frente o Dr. Otávio Lage de Siqueira, filho do pioneiro Jalles Machado de Siqueira, que administrou o município e chegou ao Governo de Goiás indicado pela ditadura militar, transformando-se numa das mais expressivas lideranças políticas do Estado.[carece de fontes?]
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