Detalhes sobre a cidade de Goiatuba
Certamente, em busca de terras férteis e menos valorizadas é que chegariam as primeiras pessoas que iriam formar os agregados humanos iniciantes. É provável que o local tenha sido rota de bandeirantes e aventureiros.
Há provas concretas do estabelecimento de fazendeiros, na região e anterior ao ano de 1843, pois já neste mesmo ano Pedro Laclau, de descendência francesa e residente na cidade de Macaé (RJ), por meio de uma ação adjudicatória, passada na Comarca de Santa Cruz de Goiás, entrou de posse de 2.000 alqueires na localidade hoje conhecida por Ponte Lavrada então pertencente à viúva de João Vieira da Silva e Fonseca. Quanto ao povoado, é possível que ele tenha surgido antes do ano de 1870.
Num rancho de palha, no mesmo ano seria rezada a primeira missa e depois construída uma capela, onde hoje se ergueu a Matriz de São Sebastião. Casas foram sendo construídas por perto, dando o contorno definitivo ao povoado de São Sebastião das Bananeiras.
Fundação e Povoamento
O povoamento da localidade teve início por volta de 1860 com a penetração de antigos bandeirantes vindos de São Paulo. Em 1900, o povoado foi levado a distrito, e obteve sua autonomia como município pelo decreto-lei nº 627 de 21 de Janeiro de 1931. Em 1938, por força de decreto-lei estadual nº 1233, o município passou a se chamar Goiatuba.
Emancipação
Em 1931, ainda com o nome Bananeiras, aos 21 de janeiro, o decreto estadual número 627 elevou Bananeiras à categoria de município, desmembrando-o de Morrinhos. Sete anos depois, acatada sugestão de Manoel Espositel Gabinatti, o município passou a chamar-se Goiatuba.
A escolha do nome
Sabe-se que ele foi escolhido por um andarilho, natural de Paracatu-MG porém de descendência italiana – Manoel Gabinatti Espósito Espositel. Gabinatti não se conformava com o nome Bananeiras. Para ele, o povoado deveria ter um nome que espelhasse a dimensão futura da cidade, e Goiatuba, que segundo as versões mais aceitas significa “Goiás Grande” ou “onde Goiás é grande” era, segundo ele, a denominação aceitável. A junção do termo tupi “Gwa yá,” que quer dizer indivíduo igual, semelhante ou da mesma raça e a palavra “tuba,” quer dizer: grande, muito cheio, muita coisa. Gabinatti, sempre que aqui retornava, insistia na mudança do nome, afirmando que: “Aqui não pode mais chamar Bananeiras, tem que ser Goiatuba.” Nada traduziria melhor a cidade que o próprio e curioso significado etimológico: “Gwa yá tuba” - Muitos indivíduos da mesma raça, ou poeticamente como queria Gabinatti: “Onde Goiás é grande”.
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