Detalhes sobre a cidade de Iporá
População: 32.045 hab. (estimativa da pop. em 2009, IBGE).
Altitude: 584 metros.
Distância de Goiânia: 216 km.
Distância de Brasília: 400 km.
Vias de Acesso: GO-060, GO-174, GO-221 e GO-320.
Área Territorial: 1.030 km². Data de Emancipação: 19 de Novembro de 1948.
Município: Rico em granito, que é exportado para Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.
Comércio: Forte e um moderado distrito industrial.
Atrações Turísticas: Lago Pôr do Sol, Morro do Macaco, Cachoeirinha, Cachoeira do Sr. Abel, Cachoeira do Mochiba.
Vegetação: Típicas do cerrado.
Fauna: Animais Silvestres.
Principais eventos:- Janeiro: Encontro de Muladeiros - Março: Rally de regularidades do Oeste Goiano - Maio: Folia dos Reis e Festa de Maio (tradicional) - Junho: Festas Juninas - Julho: Exposição Agropecuária - Outubro: MotoFest - Dezembro: Festas Natalinas e Revellion no Lago Pôr do Sol.
Fonte Bibliográfica
Guia Turístico, Histórico e Cultural do Estado de Goiás- Goiás e seus encantos: Ano 1, Primeira Edição.
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História
Iporá teve sua origem, oficialmente, na fundação do arraial de Pilões, na margem direita do Arraial de Pilões, na margem direita do Rio Claro, em 1748. Nessa ocasião, não passava de uma guarnição militar dos dragões (política real portuguesa), que sediava a empresa de exploração de diamantes, locada pelos irmãos Felisberto e Joaquim Caldeira Brant, empresários paulistas que já mineravam em Goiás desde 1735, nas lavras de ouro. Começou com a construção de uma bela igreja em estilo colonial, sede da Paróquia do Senhor Jesus do Bom Fim, do Quartel da Guarda Real e de alguns casarões, além de um monte de ranchos de garimpeiros.
Nessa época, Pilões teve seus dias de glória. Seu nome a Atlântico e foi conhecido até pela Corte em Lisboa, onde ainda hoje estão guardados muitos de seus documentos nos Arquivos Históricos de Torre do Tombo. Pilões foi também sede do governo itinerante do Governador da Capitania de São Paulo, Gomes Freire de Andrade, durante o final de 1748 e início de 1749, quando veio demarcar as frentes de serviços para os Brant e desmembrar Goiás de São Paulo, elevando-o a Capitania autônoma. Por isso, ocorre ainda hoje a tradição popular de que Pilões fora capital de Goiás antes de Vila Boa de Goiás (Goiás Velha) ter sido a capital a partir de 1749.
Depois desse primeiro momento das explorações dos diamantes, Pilões passou a ser um entreposto comercial entre Vila Boa de Goiás e Cuiabá. Já no Império, por Decreto provincial de 5 de julho de 1833, foi elevado a Distrito de Vila Boa, com nome de Rio Claro, e a igreja teve o nome mudado para Paróquia de N. S. do Rosário (e continua até hoje em Iporá). O povoado permaneceu como Rio Claro até ser transferido para as margens do córrego Tamanduá, pelo Decreto-lei 557, de 30 de março de 1938, com o novo nome de Itajubá, oficializado pelo Decreto-lei 1.233, de 31 de outubro do mesmo ano, e posteriormente rebatizado por Iporá (“Águas Claras”, em linguagem indígena), pelo Decreto-lei 8.305, de 31 de dezembro de 1943. Impulsionado pela agricultura e a pecuária, Iporá desenvolveu rapidamente. Dez anos após a mudança, o povoado foi elevado de Distrito de “Goiás Velha” a Município, pelo Decreto-lei estadual de nº 249, de 19 novembro de 1948, sendo a Prefeitura instalada em 1 de janeiro de 1949, quando, então, tomou posse, como Prefeito nomeado, o Ten. Luiz Alves de Carvalho, e que administrou a cidade até o dia 16 de março do mesmo ano, data em que foi empossado o primeiro Prefeito eleito, Israel de Amorim e ainda os sete Vereadores da primeira legislatura municipal, Antônio Mendes da Silva. Elpídio de Souza Santos, Daniel Tomás de Aquino, Itamar da Silva Melo, Antônio José da Costa, Joaquim Lopes Pedra (todos do PR), e Esmerindo Pereira (UDN).
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