Detalhes sobre a cidade de Ponta Porã
Localização
O município de Ponta Porã localizado à sul do estado de Mato Grosso do Sul, na região Centro-Oeste do país, faz divisa com a cidade de Pedro Juan Caballero no país vizinho, Paraguai. A foto ao lado que apresenta uma cuia gigante (simbolizando o tereré e o chimarrão) é um ótimo cartão-postal, pois representa duas culturas que se tornam apenas uma. A localização geográfica do município fica entre os paralelos 21º e 23º, com latitude sul; 23º, 32', 30', Longitude Oeste; 55º, 37', 30". Faz divisa ao norte com Antônio João, Bela Vista, Jardim e Guia Lopes da Laguna; ao sul com Aral Moreira e Laguna Carapã; ao leste com Dourados e Maracaju e ao oeste com a República do Paraguai.
Clima
Predomina em Ponta Porã o clima tropical de altitude, com temperatura média anual de 20,6 °C. O mês mais quente é fevereiro, com temperatura média de 23,6°C, e o mês mais frio é julho, com média de 16,4 °C. A precipitação média anual é de 1.660 mm, sem estação seca, mas com verões mais úmidos que os invernos. O mês mais chuvoso é novembro, com média de 212 mm, enquanto o mês mais seco é julho, com média de 55 mm.[5]
Relevo
Ponta Porã está situada na Serra de Amambai, que é uma continuidade da Serra de Maracaju. Apresenta uma topografia plana e levemente ondulada, sendo o ponto culminante a Serra de Maracaju, iniciando a elevação máxima no distrito do Apa a 850 metros acima do nível do mar.
Vegetação
Tem em sua [vegetação] a predominância dos campos limpos como característica do município, formado por grandes áreas de gramíneas rasteiras, constituindo as famosas pastagens naturais.
Solo
Latossolo vermelho escuro com predominância de latossolo roxo, em suas imediações.
Demografia
Possui uma população de 75.941 (IBGE, 2009), dos quais 89% moram na zona urbana e 11% na zona rural.
Os índios caiuás
Os índios Caiuás habitavam toda a parte sul de Mato groso do Sul, isto é, toda região de Ponta Porã, Dourados, Amambaí e vizinhanças. Eram muitos e viviam em paz com a natureza. Caçavam, pescavam e colhiam frutos e raízes, cultivavam o milho e a mandioca em pequenas roças, apenas para o consumo da tribo. Atualmente o número de índios é muito pequeno. Eles vivem da terra e precisam dela para sobreviver. Vivendo em aldeias, suas casas são de taquara e cobertas com folhas de coqueiro. Estas aldeias hoje estão dentro das reservas. As reservas são áreas de terra reservadas para os índios pelo Governo Federal. Com o tempo essas terras foram invadidas pelos brancos, que foram chegando e ocupando esses espaços aos poucos. Eles fabricam arcos, chocalhos e outros produtos que vendem nas cidades vizinhas e nas margens das rodovias e vivem praticamente entrelaçados com a civilização branca. Vestem roupas e compram utensílios nos comércio da cidade. Dos costumes antigos ainda cultivam a dança tradicional, usam enfeites e pintam o corpo para as festas tradicionais, também fabricam uma bebida chamada chicha, que é feito de milho fermentado. Hoje a maior festa indígena é a Festa do Índio em que os fazendeiros doam vacas.
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