Detalhes sobre a cidade de Vicentina
A antiga Comunidade Vicentinense teve origem em 1951 no governo de Eurico Dutra, a partir de colonizações agrícolas realizadas às margens do rio Dourados na altura da BR 376.
Os primeiros ocupantes eram principalmente migrantes do interior paulista que vieram atraídos pela atraídos pela excelente qualidade da terra. Aqui eles construíram e viveram de muita fartura.
Seu Eutácio Caetano Braz, que chegou em 1952 jogava fora de 10 a 20 sacas de feijão por safra, pois era pouco o consumo e não tinha para quem vender. Aqui era só mato e para construir sua casa, o migrante tinha que entrar na mata virgem e derrubar árvores.
A distribuição de terras naquela época era feita com a presença do colono, que também ajudava a abrir picadas e em seguida recebia o protocolo do seu lote.
Por Vicentina estar situada a 10 km da margem direita do Rio Dourados e possuidora de solos férteis atraiu muito interesse de fixação dos que por aqui passavam.
Uma família tradicional, que chegou aqui em 1953 diz que naquele tempo no centro de Vicentina havia um agrupamento de casinhas, ou seja, eram 04 (quatro) casinhas de pau-a-pique que eram de Antonio Roberto Dias, Jubelino Mamédio, Erço Carlos do Nascimento e outro lote era dos catarinenses que foi comprado pela missão Palotina através do Pe José Daniel que por aqui passava.
Estas 04 (quatro) casinhas também eram conhecidas como Subsede que eram onde faziam as compras e vendiam o que produziam,compras e vendas só de cereais. A casa da qual vendia cereal era do seu Antônio Roberto Dias.Era ali na Subsede que aconteciam as festas.
Em uma dessas esquinas da Subsede tinha uma casa que funcionava como escola, igreja, casa do padre, centro de reuniões, etc. Dina Morishita diz que na escola tinha muitos alunos, mas poucos professores. Os professores daquela época eram D. Luzia e D. Lurdes que eram professoras municipais.
Seu Morishita chegou a Vicentina no ano de 1959 e já estava aqui José Ferreira Nascimento, Antônio Roberto Dias, Pedro Marcelino, Jubelino Mamédio e Kikujy Yasunaka.
Seu Morishita ao chegar, logo abriu sua casa de comércio com o nome Casa Adamantina, a casa era de tábua e tinha 02 (duas) portinhas pequenas.
De Vicentina até a Linha do Barreirão era toda feita de picadas, mas de lá em diante era só mata.
Os meios de transportes eram a pé ou de bicicleta, pois havia muitos tocos e não dava para andar a cavalo. Nos dias de festa a chamada Subsede era muito movimentada.
Na Casa Adamantina vendia só o que as pessoas mais precisavam, principalmente ferramentas agrícolas, mas o povo pedia mais e cada vez mais.
Quando seu Morishita chegou aqui comprou suas terras por 150 mil réis, era muito dinheiro, mas naquele tempo como era de fartura dava até para comprar mais.
Naquele tempo também tinham autoridades que eram: o sargento Anastácio, o delegado era seu Pedro (sapateiro).
Médicos eram da associação dos japoneses e para maiores urgências era preciso se deslocar para Dourados, onde quem atendia era o D. Alemão.
Se os moradores Vicentinenses quisessem obter maiores compras tinha que ir ate Dourados, que era uma cidade pequena, mas vila de muita abundância e tinha grandes oportunidades de compra e venda isto de 1956 a 1959.
Kikujy Yasunaka que chegou aqui em Vicentina no ano de 1954, veio morar dentro do mato, desmatando para construir sua casa, era só toco.
O único poço d’água existente pelas proximidades era dentro do terreno dele.
O povo da vizinhança inclusive seu Eutácio saiam de suas casas e iam até a casa de seu Kikujy para se abastecerem de água que era de boa qualidade.
Pe José Daniel promoveu a assistência social fundando a escola, instruindo os agricultores e implantando a fé. Em 1963 foi fundada aCasa Paroquial.
Mas um dos grandes sonhos do Padre era construir uma igreja grande e alta como a fé do povo Vicentinense, sonho que se tornou realidade pouco tempo depois.
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