Detalhes sobre a cidade de Tucuruí
Origem
A região do munícipio em suas raízes era habitada por povos indígenas das tribos dos Assurinís, Parakanãs e Gaviões. Essas tribos com hábitos nômades diferenciavam-se por seus troncos étnicos e linguísticos. Os primeiros fatos históricos e registros da cidade, no entanto, datam apenas de 1781, quando o governador Telles de Menezes fundou a Vila de Pederneiras. A fundação realmente se efetivou com a construção em 1782 do forte de Fachina, denominado Nossa Senhora de Nazaré, criando o registro de Alcobaça. O forte tinha a finalidade de fiscalizar a navegação no rio Tocantins e o contrabando de ouro vindo de Goiás e Mato Grosso feito pelo rio.
Em 1870, o governador do Pará cria a freguesia de São Pedro no lugar de Pederneiras, integrada ao munícipio de Baião, então o principal núcleo populoso desse trecho do Tocantins. Em 1875, a freguesia de São Pedro de Pederneiras muda de localidade e denominação, passando a se chamar São Pedro de Alcobaça e situando-se na onde hoje é a cidade.
Estrada de Ferro Araguaia-Tocantins
Em 1894, instala-se em Alcobaça a Companhia de Navegação Férrea Fluvial/Araguaia-Tocantins, com objetivo de construir a Estrada Ferro Tocantins ligando Alcobaça até a Praia da Rainha no município de Itupiranga(175 km), vencendo o trecho de corredeiras do rio Tocantins melhorando assim o intercâmbio com o estado de Goiás. Em 1895, inicia-se a construção da estrada e inúmeras pessoas deslocam-se para a região em busca de trabalho, principalmente nordestinos, mocajubenses e cametaenses.
As obras enfrentavam grandes dificuldades a malária vitimava um grande número de trabalhadores e os desníveis e a grande quantidade de igarapés da região atrapalhavam a execução do projeto. Os índios entretanto, desde os primeiros tempos foram pacificados e não causaram grandes problemas. O projeto da estrada margeava o rio, devido ao receio dos engenheiros em adentrarem a floresta, talvez esteja aí o motivo do fracasso do projeto que somente em 1946 recebeu sua primeira locomotiva, mais de cinquenta anos depois do ínicio de sua construção, e na década de 70 teve sua operação interrompida.
A memória dessa estrada não foi devidamente preservada, a estação virou mercado e a única locomotiva restante encontra-se em frente ao Centro Cultural da Eletronorte, na Vila Permanente. A via férrea por onde passava hoje é a rua Santo Antônio.
Emancipação
No governo de Magalhães Barata em 1943, a cidade passa a categoria de povoado e recebe a denominação de Tucuruí(que permanece até hoje). No dia 31 de dezembro de 1947, Tucuruí é desmembrada de Baião e é elevada a categoria de município. A primeira eleição é realizada em 13 de maio de 1948, tendo sido eleitos: Alexandre José Francês, prefeito, e Nicolau Zumero, vice-prefeito. O município é instalado em 29 de maio de 1948, com a posse dos vereadores e do prefeito, porém, por não ter sido instalado por um juiz de direito, contrariando a lei vigente, é reinstalado em 26 de junho de 1948 por um juiz da comarca de Cametá.
Nessa época a base econômica da cidade era a extração da castanha-do-pará e o comércio de madeira, tornando o local um movimentado entreposto comercial na região do Araguaia-Tocantins.
Usina hidrelética
Os primeiros estudos para a construção de uma hidrelétrica que aproveitasse o potencial do rio Tocantins iniciaram-se por volta de 1957 e seguiram durante a década de sessenta. Com o início da ditadura militarfoi implantado no sul do estado o Projeto Grande Carajás, visando o desenvolvimento da Amazônia oriental através da atividade minero-metalúrgica e de projetos agropecuários-florestais. No entanto, para a consolidação desse projeto, Tucuruí tornava-se ponto decisivo.
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