Detalhes sobre a cidade de Abatiá
Abatiá é vocábulo tupi que significa grão de milho. De abati ou ybatim: milho (por ubá ou ybá: fruto; tim: afilado, pontudo); e á: grão. semente.
História
Em meados do ano de 1925, João Carvalho, Antonio Maria, Cândido Coelho, João Ramalheiro, João Vicente e Manoel José Pereira,[5] trazendo suas famílias a tiracolo, aportaram às margens do Rio Laranjinhas,[5] em lugar conhecido pela denominação de Lajeado.[5] O grupo era determinado e tinha intenções de fundar um povoado, o efetivamente ocorreu, devendo-se a estes intrépidos desbravadores a fundação do núcleo, que originou o município de Abatiá.[5]
A primeira denominação do incipiente povoado foi Lajeado, numa referência geográfica e histórica ao lugar.[5] Posteriormente, com a fixação de muitas famílias, o núcleo denominado Patrimônio de Carvalhópolis, numa homenagem ao pioneiro e líder da comunidade, sr. João Carvalho.[5]
O que efetivamente atraiu os primeiros moradores ao lugar, foi a existência de terras roxas fertilíssimas, disponíveis e clima favorável, próprios para o cultivo do café.[5] Neste período, contemporâneo ao "boom" colonizador do norte paranaense, motivada pelo surgimento da Companhia de Terras Norte do Paraná, responsável pela colonização de 545 mil alqueires de Terras.[6]
Constituía-se em excelente negócio o plantio do café, motivado principalmente pelo Convênio de Taubaté, acordo firmado em 1906 pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, proibindo taxativamente o aumento da área plantada pela rubiácea, nestes Estados.[7] Este convênio favoreceu o surgimento de inúmeras proriedades agrícolas, que se dedicavam à cafeicultura, permitindo a proliferação de núcleos urbanos na região, atualmente conhecida por norte pioneiro e que se constituía em imenso vazio demográfico no final do primeiro quartel deste século.
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