Detalhes sobre a cidade de Carlópolis
O rio Itararé, que a partir de 1853, passou a constituir, em grande parte, divisa entre os Estados do Paraná e São Paulo, exerceu atração sobre aqueles que, imaginando as riquezas do interior, se dispunham a enfrentar os obstáculos naturais do sertão, inclusive os nativos, seu natural detentor, fundando povoações ao longo do tempo.
Primeiramente chegaram três irmãos, José, Joaquim e Pedro Leite da Silva, com o objetivo de cultivar a terra. Por volta de 1860, outro grupo, formado por aventureiros à procura de ouro e pedras preciosas, instalou-se às margens do Itararé, Ribeirão da Cruz, Ribeirão Novo e Alemoa. As terras que couberam ao segundo grupo foram sendo divididas e vendidas até serem finalmente adquiridas por aqueles que vieram a povoar suas terras, aproximadamente em 1889.
Em 1890, os Senhores Joaquim Calixto de Medeiros e Bartolomeu Vicente Ribeiro, doaram suas terras para a fundação do patrimônio que foi chamado de São Bom Jesus dos Passos.
Em 1892, alguns ranchos começaram a ser construídos ao longo da estrada que dava acesso a Fartura, exatamente onde hoje se encontra a sede municipal. Seus primeiros moradores foram: João Garcia, João Vergilho, Pedro Cabral e Francisco Leme Rosa.
Em 1896, foi organizada a comissão formada pelos doadores, a fim de legalizar o Patrimônio, pertencente ao antigo município de São José da Boa Vista. Em 1901 foi elevado à categoria de Distrito Policial pelo Decreto Estadual Nº 290, denominado Distrito Jaboticabal.
Segundo consta, por volta de 1907, o Distrito de Jaboticabal apresentava notável desenvolvimento, com um bom comércio e pequenas indústrias, entre as quais destacavam-se as de aguardente, as ferrarias, funilarias, ourivesarias e outras.
A criação do Município de Jaboticabal se deu a 2 de abril de 1907 e a sua instalação a 3 de julho do mesmo ano.
Por resolução da Câmara Municipal, o município passou a denominar-se Carlópolis, em homenagem ao tenente-coronel Carlos Cavalcanti de Albuquerque, então Presidente do estado do Paraná. Essa denominação foi mantida por decisão da Assembleia Legislativa pela Lei Estadual Nº 1943, de 1920.
Em meados de 1970 sofreu uma grande transformação, tanto quanto aos aspectos econômicos, como do próprio comportamento social dos munícipes. Tal transformação se deve ao represamento das águas do rio Itararé, visando a energia elétrica produzida pela usina de Chavantes. Esse represamento atingiu cerca de 1/3 da área do município formando um grande lago, atingindo inclusive o setor urbano da cidade.
Geografia
Localiza-se no Segundo Planalto do Norte do Paraná, na Mesorregião do Norte Pioneiro do Paraná, tem uma área de 447,857 km² representando 0,2247 % do estado, 0,0795 % da região e 0,0053 % de todo o território brasileiro.[carece de fontes?]
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