Detalhes sobre a cidade de Porto Amazonas
Toda a área do município de Porto Amazonas fazia parte da Fazenda dos Papagaios, cuja sede se localizava no atual capão do Alegrete da qual era proprietário Manuel Gonçalves da Cruz, que a obteve por Sesmaria em 24 de março de 1708.
Manuel era casado com Joana Rodrigues França, com a qual teve vários filhos, embora apenas Antônia da Cruz França tenha sobrevivido. O Próprio Manuel faleceu por volta de 1719, e sua mulher casou-se em segundas núpcias com Manuel Mendes Pereira que também veio a falecer em (1724).
Dona Joana voltou a casar, desta feita com o Dr. Antonio dos Santos Soares, natural de Lisboa, formado em leis pela Universidade de Coimbra, que ocupou o cargo de juiz emSantos, ouvidor e depois Ouvidor Geral e Corregedor em Paranaguá [5].
O Dr. Antonio era quem cuidava das terras da esposa e de sua enteada e dada a vastidão, dividiu-as em quatro grandes fazendas: Papagaios, Cancela, Butuquara e Porcos de Cima, e estas, divididas em vários "currais". Dentro da Fazenda dos Papagaios, o curral do Caiacanga ficava na área onde hoje se localiza a cidade.
Em 1765 a Capitania de São Paulo foi restaurada (havia sido extinta em 1748), e D. Luis Antonio Botelho de Souza Mourão foi nomeado seu governador e, para assegurar as terras atribuídas aos portugueses pelo Tratado de Madri, enviou para a Curitiba o seu primo Afonso Botelho de Sampaio e Souza, com instruções para que organizasse expedições de reconhecimento e exploração da região oeste da capitania, e introduzisse benfeitorias nas vilas e portos.
É que, na falta de estradas, o único meio de adentrar ao continente era utilizar a navegação fluvial, sendo o Rio Iguaçu uma rota natural aberta para o oeste da província, em direção aos "Campos de Palmas e Guarapuava". Para esta rota, o ponto de partida mais próximo era o "Porto de Nossa Senhora da Conceição de Caiacanga" porque localizado à margem direita do Rio Iguaçu, no primeiro lugar propício após a última cachoeira, lugar onde hoje se situa a cidade.
2-Amazonas de Araújo Marcondes
o Coronel Amazonas de Araújo Marcondes nascido em Palmas já vivia desde os 33 anos em União da Vitória e acreditava no desenvolvimento através da colonização de suas terras e promoveu a vinda de várias famílias de colonos europeus de Santa Catarina para a região. Com este fim, requereu e obteve do Imperador (Decreto Imperial no. 7248 de 19 de abril de 1879), o privilégio de estabelecer uma companhia de navegação pelo Rio Iguaçú e seus tributários, desde o Porto de Caiacanga até União da Vitória
Três anos depois, em 27 de dezembro de 1882, o vapor Cruzeiro fazia a sua primeira viagem que durou dois dias e meio até o porto de destino. Amazonas não foi o primeiro a obter a concessão (já concedida anteriormente), mas foi o único que efetivamente concretizar a navegação do Rio Iguaçu.
A navegação incrementou a colonização e esta o comércio e desenvolvimento, propiciando o surgimento de várias cidades ao longo do Rio Iguaçu, beneficiando especialmente Porto Amazonas que era o primeiro (ou último) porto desde Curitiba que viria a ser a Capital da Província.
O Coronel Amazonas faleceu ao 77 anos de idade como prefeito Municipal de União da Vitória.
Desmebrado de Palmeira o município de Porto Amazonas emancipou-se em 10 de outubro de 1947, pela Lei no. 02, elevado à categoria de município autônomo, em 9 de novembro do mesmo ano instalou-se o município, ocasião em que foi empossado o primeiro Prefeito interino, José de Souza Valente, nomeado por Decreto em 24 de novembro de 1947 e alguns dias após, foi eleito por voto direto o primeiro Prefeito, João Baptista Bettega.
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