Detalhes sobre a cidade de Colônia do Gurguéia
O Município de Colônia do Gurguéia originou-se de um projeto colonizador implantado no dia 13 de maio de 1959 pelo agrônomo Agostinho Reis. Na implantação, o projeto era chamado, Núcleo Colonial do Gurgueia e só recebeu o nome de Colônia do Gurgueia depois que fora emancipado politicamente em 29 de abril de 1992, sob a lei estadual de nº 4.477/92 de 29 de abril de 1992, tornando-se independente do Município mãe, Eliseu Martins. Com a divisão territorial Colônia do Gurguéia se tornava de fato uma circunscrição administrativa autônoma do estado, governada por um prefeito e uma câmara de vereadores. Os administradores do Instituto Nacional de Colonização e Roforma Agrária INCRA, como Agostinho Reis, João Alfredo Gaze e Vidal Cortez, tiveram um papel muito importante no processo de desenvolvimento daquela municipalidade. Agostinho Reis, como primeiro administrador do Núcleo Colonial, dedicou os melhores dos seus dias em busca do progresso para aquela região. Além dos administradores que sucederam Agostinho, na busca por dias melhores, o agrônomo florianense contou com a ajuda do Padre José de Anchieta que foi a peça decisiva no processo de emancipação política e desenvolvimento da cidade.
Atendendo uma solicitação de Dom Avelar Brandão Vilela numa reunião dos bispos do Nordeste em Capina Grande na Paraíba, o Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, através do Decreto 39.284, de 30 de maio de 1956, criou o Núcleo Colonial no Vale do Parnaíba, mas como a área escolhida para implantção do projeto não atendia os requisitos para tal, olharam para a Região Sul do Piauí, e no Vale do Gurgueia encontraram área adequada para um projeto de tamanha envergadura.
A escolha recaiu sobre essa área em função da fertilidade dos solos aluviais às margens do Rio Gurgueia que apresentavam produtividade superior a 04 toneladas de arroz/hectare (sem adubação) e dos baixões de Lagoa Cercada, com nítida vocação para a cultura do milho. Após muitas tentativas de Dom Avelar Brandão Vilela, no dia 13 de maio de 1959, o agrônomo florianese Agostinho Reis que fora convidado e aceitou de bom grado, ser o primeiro administrador do projeto, lançou no Vale do Gurguéia, na gleaba Piripiri, a pedra fundamental de instalção do projeto colonizador. Como parte da solenidade, o Padre José de Anchieta celebrou uma missa debaixo de um pé de Pau d`arco na presença de algumas autoridades e em torno de 46 ribeirinhos, moradores das cercanias. Ao término da missa, Agostinho Reis, proferiu um discurso narrando toda a trajetória por ele percorrida até ali e focando na grandiosidade daquele momento: Em nome do Governo Federal, declaro iniciados os trabalhos de Instalação do Núcleo Colonial do Gurguéia."Fiquem todos certos de que os ventos benfazejos do progresso haverão de soprar em direção a estas paragens e num futuro que esperamos ser o mais breve possivel, neste local surgirá um grande pólo de desenvolvimento" GURGUÉIA: O Vale da Esperança Pag 45-46.
Ao contrário do Estado a que pertence, o Município de Colônia do Gurgueia iniciou suas atividades com ênfase para a agricultura, em especial a cultura de arroz, a que mais suportava as inundações anuais da área aluvial.
Durante mais de trinta anos assim permaneceu: arroz na sede e milho e feijão em Lagoa Cercada, entretanto com produtividades decrescentes em função da forte infestação de ervas daninhas e da compactação dos solos (em Colônia não se usa mais arado e não se conhece subsolador).
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