Detalhes sobre a cidade de Vassouras
A 5 de outubro de 1782, o açoriano Francisco Rodrigues Alves e o seu sócio Luís Homem de Azevedo, que residiam em Sacra Família do Tinguá (atualmente distrito do município de Engenheiro Paulo de Frontin), recebem uma sesmaria no "sertão da Serra de Santana, Mato Dentro por detrás do Morro Azul". Posteriormente, tais terras serão conhecidas por “Sesmaria de Vassouras e Rio Bonito".
À localidade, plena de arbustos utilizados na confecção de vassouras, dá-se, obviamente, o nome Vassouras.
Francisco Rodrigues Alves torna-se o primeiro proprietário a residir nas terras da cidade de Vassouras. A partir de 1792, possui já cafezais em sua propriedade, embora só em quantidade para abastecer a família.
Passavam longe do atual centro as estradas que iam do porto do Rio de Janeiro até Minas Gerais, conhecidas por O Caminho Novo e o Caminho do Proença. A fim de evitar patrulhas que as percorriam, contrabandistas de ouro desviavam caminho, em meio à mata virgem, para até perto do atual distrito de São Sebastião dos Ferreiros, descendo por ali até Xerém, Baixada Fluminense. Por volta de 1812 Inácio de Sousa Vernek constrói a Estrada Werneck, a sair da aldeia de Nossa Senhora da Glória de Valença (Rio de Janeiro), atingindo o Caminho Novo, permitindo-se seguimento até Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em 1822 finaliza-se à abertura da Estrada do Comércio (iniciada na vila de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu), que perfazia o seguinte trajeto: subindo pela serra do Tinguá, atingia o porto de Ubá, atual distrito de Andrade Pinto, às margens do rio Paraíba do Sul, donde seguia para Minas Gerais e Goiás[6].
A fim de obstar a rota de contrabandistas, o príncipe regente D. João VI ordena (1816) a construção de uma nova estrada na região. Contrata-se para a missão o futuro barão de Aiuruoca, Custódio Ferreira Leite, que chama em seu auxílio os seus sete sobrinhos (família Teixeira Leite) [7]. Cruzava o rio Paraíba do Sul a estrada da Polícia, na atual localidade de Juparanã, em Valença (outrora chamada Desengano), seguindo até a atual localidade de barão de Vassouras, ao centro do atual município, à serra de São Sebastião dos Ferreiros, pelo que permitia-se a descida de Xerém até à baixada Fluminense, donde se embarcava aos portos de Pilar do Iguaçu ou de Piedade do Iguaçu; outra rota seguia por estradas que ainda passam pelos atuais bairros de Irajá e Inhaúma, atingindo-se, enfim, o centro da cidade do Rio de Janeiro.
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