Detalhes sobre a cidade de Ipanguaçu
Ipanguaçu um município surgido de uma pequena fazenda de gado, com o nome de Sacramento, pertencendo por muitos anos ao município de Santana do Matos, no Rio Grande do Norte. Esse povoado tinha sua economia baseada na agricultura e na pecuária de subsistência. Passados os anos, surgiu a cidade de Ipanguaçu (ilha grande, na língua Tupi Guarani), esse nome era também de um cacique da tribo Janduís, apaziguador de relações conflituosas na região, guerreiro e forte, em defesa da natureza, segundo alguns historiadores, em seus rituais homenageava os rios e as lagoas ali existetnes, era a devoção à terra fértil e alagada.
A data de emancipapação política do município foi 23 de dezembro de 1943; o município tem uma geografia desenhada em formato de ilha, mas até hoje padece, economicamente, politicamente e socialmente das dificuldades impostas pelo modelo político e cultural herdado e vigente até os dias atuais. Além do despojar das fortes águas abundantes trazidas pelos rios, como em quase todos os vales, sua localização geográfica permite ser agraciada pelo banho dos rios que os fertilizam, o rio Piranhas-Açu e Pataxós, campeões em afogar com as correntes e enchentes o vale, o último pequeno no nome, mas é de uma força tribal e indígena; com esse mesmo nome nasceu o pequeno povoado de Patoxós.
Nessa comunidade, podemos lembrar que existe um belíssimo açude público,(açude pataxós);com vistas para o nascente, quando sangra, singra no olhar brilhante todos,a lágrima de alegria e promissão de um ano de fartura. Logo a poucos quilômetros dali, quase em frente, fica a lagoa de Ponta Grande, uma enorme lagoa com um pontencial para piscicultura e a "agricultura de vazantes".Logo após a emancipação que tanto elevou o nome de Ipanguaçu, seu povo pernameneceu economicamente cercada por dificuldades;embora possuindo um grande potencial para a agricultura familiar, menos para a pecuária de corte.Surgiram as primeiras atividades economicas, relacionadas a agricultura irrigada, a colheita do fruto da oiticica do platio e da colheita do algodão arbóreo, esse era a redenção do vale, que se tinha conhecimento no nordeste do Brasil.O primeiro sistema de irrigação trazido e introduzido pelo falecido José Lúcio de medeiros, prioneiro no Brasil,foi um passo importante no desenvolimento das potencialidades agrícolas do município naquela época. Logo após surgiu o cultivo e exploração da carnaubeira,o que se tornou uma planta em abundância, até os meados de 1980 nesse região, essa planta é considerada a "árvore da vida" ou "árvore providencial da vida", dela pode se aproveitar quase tudo: Raízes, caule, folhas e frutos.Para a população que ali viveu nesses tempos, e que conheceu a atividade, o produto; era economicamente viável, pois é possível se extrair benefícios ecônomicos e sociais, da colheita a geração de renda a mão de obra, durante e depois,através da fabricação da cêra de carnaúba nas usinas, do comercialização, da venda das fibras e seus derivados, do fabrico de produtos artesanais, considerando as outras utilidades, não esquecendo, que a cêra de "olho da carnaúba" é utilizada até hoje, na indústria de circuitos eletrônicos em geral, inclusive de micros computadores.
O município de Ipanguaçu, ao longo de sua história, teve dificuldade de reafirmar-se ou melhor, de estabelecer uma democracia, politicamente através do povo, por motivos da herança e tradição cultural que era imposta a população, através dos currais eleitorais e sua forma de organização, e do próprio corenelismo, era um povo sem vez e sem voz, os poderosos castravam o direito a manifestação legitima de seus povo, a pluralidade, queriam o sempre, império o domínio, hoje quase ultrapassada, as oligarquias dominantes, e que perduraram por mais de 50 anos. Hoje aparentemente menos,mas ainda existe dominãncia de poder, o poder ainda continua sem alternância significativa, os grupos hegemônicos e políticos ideologicamente confinados, exploram a política sobre o povo, sem o exercício pleno da democracia, o que se configuram numa razão óbvia, (isso ainda é o Brasil), onde a participação não é verdadadeiramente democrática,é o Brasil.Em se falando de economia, há tempos que o munoicípio vem agregando na sua economia grandes investimentos, pela implantação de grandes projetos de irrigação é os movimentos de empresas do ramo de fruticultura de exportação em grande escala, de certa forma, por um lado tem melhorado a oferta de empregos nesse segmento, não obstante a melhoria da condição de vida de seu povo que ali vive, não podemos prever até quando isso será garantido, por certo uma atividade de risco e de uma vulnerabilidade previsível, estão aí as intempéries,isso é a prática, é o estágio da monocultura de exportação prevalescente. A atividade tem sua importância na ecônomica local e no desenvolvimento da região,traduzidas em rendas através dos impostos, não há como negar. Por outro lado,e desde o início, trouxeram muitos prejuízos ao meio ambiente, lá no princípio, nos meiados de 1980,quando tudo começou, foi feito um brutal e irracional desmatamento, sem nenhuma consciência ecológica,dos danos a serem causados ao ecosistema e o meio ambiemte ali presente,surgiram a pulverização aérea,contaminação por inseticidas e herbicidas as águas dos rios e lagoas,as casa dos moradores ribeirinhos a flora, e a fauna.Quando, mais de seis mil hectares de matas nativas e três lagoas foram literalmente rescadas do mapa e com ela todo o bioma, tudo em nome do desenvolvimento, que ainda não chegou.Mas chegaram as rodas gigantes do "progresso". O que causou um desequilíbrio ambiental, daí, fugiram,exterminaram as mais importantes espécies de suassunas,currioius,canários,sabiás,...etc) e as plantas nativas(quixabeiras,oiticicas,juazeiros...etc)não foram preservadas.Pouco adiantou as denúncias feita pelos ambientalistas na época, os projetos avançaram,tomaram conta de todo o espaço ambiental para o cultivos da agricultura de expostação, seguiram em frente destruindo sempre com a pulverizarão aérea, os peixes dos rios que formam a ilha,quando lançavam seus jatos de inseticidas sobre os manancias, os agonizavam.Até os dias atuais continuam, nada mudou, nem a vida de quem ali vive, nem o meio ambiente, e consequentemente o "homem".Quando todas forem embora será tarde para recuperar o que foi perdido.
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