Detalhes sobre a cidade de Ipueira
Sua área é de 127,35m². A distância entre Ipueira e a Capital do Estado, Natal, é de 247Km.
O município de Ipueira limita-se ao Norte com o Município de São João do Sabugi/RN, ao Leste com Várzea/PB, ao Sul com São Mamede/PB e ao Oeste com São José de Espinharas/PB. A localização do Municípo de Ipueira é muito privilegiada pois ela se situa no ponto médio entre os municípios pólo da região: Patos, na Paraíba e Caicó, no Rio Grande do Norte.
Clima e Vegetação
O município de Ipueira tem clima semi-árido e sua vegetação é a Caatinga, caracterizada pela presença de arbustos de média altura, os quais passam a maior arte do ano praticamente sem folhas.
Ipueira está situada no que se denomina Polígono das Secas, área bastante extensa que atravessa os Estados da Região Nordeste mais o norte do Estado de Minas Gerais. Nessa região as altas temperaturas e os índices pluviométricos baixos são a regra.
Política
Ipueira somente obteve sua emancipação política no ano de 1963, momento em que deixou de ser um distrito de São João do Sabugi/RN, embora também já tenha pertencido ao Município de Serra Negra do Norte/RN.
Religião
O Município de Ipueira é conhecido na região pela hospitalidade e alegria de sua população e também pela tradicional festa religiosa realizada anualmente na primeira semana do mês de agosto, A "Festa de Agosto" ou "Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro", santa católica que é padroeira do município.
História
Ipueira, foi anteriormente habitada pelos pegas, nação indígena da grande família dos cariris. Segundo a tradição, seu nome originou-se do hibridismo de iapo – igapó e do sufixo português eira. O nome Ipueira tem a significação de lagoeiro, terreno alagado ou represa natural.
Em 1925, Nestor lima relatava que a fazenda Riacho Fundo, hoje a atual cidade Ipueira, de João Manoel de Medeiros, situada no riacho dos bois, afluente do rio Sabugi e este do Seridó, pertencente ao município de Serra Negra do Norte, possuía engenho de rapadura, um pequeno açude e lavouras de cereais. Por morte de seu proprietário, João Manoel de Medeiros, foram seus bens repartidos entre os filhos, dos quais Francisco Alencar de Medeiros e João Alencar de Medeiros se prontificaram a doar o terreno destinado à construção de um pequeno povoado e de uma capela em honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em cumprimento a uma promessa feita por seu pai.
Os doadores, não querendo encarregar-se dos trabalhos da fundação e da direção do povoado, fizeram um convite ao Sr. Francisco Quinino de Medeiros, para que ele enfrentasse a luta de tão grande glória e honra para a família, o qual aceitou, sem vacilar, pois, há muito tempo, tinha esse desejo de trabalhar pelo engrandecimento de sua terra. Os trabalhos de desbravamento do campo para localização do povoado foram iniciados no dia 3 de março de 1939, tendo-se prolongado até junho do mesmo ano. A escritura do terreno doado, medindo 100 braças de frente e 150 de fundos, foi lavrada pelo Sr. José Carlos de Medeiros, tabelião do 1º cartório de são João do Sabugi, deste estado, aos 27 de abril de 1939.
No dia 21 de março de 1939, dia em que o sol marca o seu ponto central (meio nascente) foi tirada uma linha, marcando o centro do povoado, em rumo ao sol que nascia naquele instante e, por conseguinte, foram marcadas as linhas laterais que formariam a quadra em forma de xadrez. O delineamento teve como agrimensores os senhores Francisco Quinino de Medeiros (fundador, José Horácio de Medeiros e Francisco de Assis Dantas.
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