Detalhes sobre a cidade de Lavras do Sul
Localiza-se no Escudo Sul-Rio-grandense, apresentando um solo rochoso, de origem pré-cambriana, e rochas sedimentares. Apresenta terras que alcançam os 450 metros acima do nível do mar.
O território do município apresenta um divisor de águas entre as bacias do Rio Camaquã (que integra o sistema hidrográfico do Atlântico Sul ou Sudeste) e do Rio Santa Maria (integrante da Bacia do Rio Uruguai). O Arroio Camaquã das Lavras banha a sede municipal.
Apresenta vegetação variada ao longo de seu território, desde campos mistos com arbustos, até campos limpos e planícies onde se praticam a cultura do arroz, já na porção oeste do município, na divisa com Dom Pedrito.
Lavras do Sul possui cerca de 8 300 habitantes, segundo estimativas do IBGE, em 2008 e está distante 320 km da Capital gaúcha, Porto Alegre. As principais atividades econômicas do município são a mineração (que está praticamente desativada), a agropecuária, a agroindústria, o artesanato, o comércio e o turismo.
Possui um dos mais tradicionais carnavais do interior gaúcho, além de realizar diversos eventos o ano todo.
História
No fim do século XVIII já havia garimpagem na região. A tradição oral, sem que se tenha algum documento que comprove, conta que nos primórdios da mineração foi descoberta uma grande pepita de ouro com o formato da imagem de Santo Antônio, num remanso do arroio Camaquã, que hoje banha a cidade. Por essa razão aquela garimpagem recebeu o nome de Santo Antônio das Lavras ficando como padroeiro da localidade o milagroso santo.[5]
Segundo a lenda, que pode ter dado origem a cidade, um garimpeiro teria achado uma pepita grande de ouro com o formato da imagem de Santo Antônio, as margens do arroio Camaquã das Lavras. Espalhada a notícia sobre a ocorrência desse mineral na região, muitos aventureiros perceberam a semelhança do solo local com as terras de Mato Grosso e Minas Gerais. Em 1796, a primeira descoberta de ouro em Lavras aconteceu, dando origem ao início da colonização do município e a exploração da mineração aurífera. Há registros de que o ouro do território onde hoje localiza-se o município foi explorado por europeus e canadenses. Embora o povoamento tenha se estabelecido em 1825, além dos ingleses e canadenses, belgas, espanhóis, portugueses, índios e bandeirantes paulistas já estavam na região, atraídos pela quantidade de ouro existente.
As disputas pelas terras conquistadas por Portugal e Espanha originaram tratados de limites como os de Madri e de Santo Ildefonso que tiveram suas linhas determinadas em documentos e posteriormente demarcadas, pois a linha do Tratado de Santo Ildefonso curiosamente faz uma curva sobre o território do município e as linhas dos dois tratados unem-se justamente sobre o território de Lavras, formando assim um vértice histórico.
A ocupação humana de Lavras do Sul iniciou-se através da mineração, da distribuição de terras (sesmarias), no século XVIII, e da colonização de diversas etnias, a partir do início do século XX, especialmente portugueses, espanhóis, latinos e negros.
Sua fundação ocorreu a 9 de maio de 1882, separando-se de Caçapava do Sul e Bagé. Em 1959, fazia parte dos 152 municípios gaúchos existentes até então (em 2009, são 496).
Lavras do Sul é o único município gaúcho com origem na extração de ouro, através de um acampamento mineiro situado às margens do arroio Camaquã da Lavras (um dos formadores do rio Camaquã, que desemboca na Laguna dos Patos) para a exploração das pepitas de ouro depositadas no leito do rio; antes disso, no entanto, há registros de que o ouro do território, onde hoje é o município, foi explorado por portugueses e espanhóis. Em função da descoberta e da busca de ouro, a região atraiu colonizadores portugueses, belgas e espanhóis no final do século XVIII. Com a exploração do mineral, formou-se um núcleo populacional, que deu origem a cidade, desmembrada originalmente das terras de Rio Grande e Rio Pardo. Emancipou-se de Caçapava do Sul em 9 de maio de 1882.
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