Detalhes sobre a cidade de Sapiranga
A origem do nome é "Araçá-Piranga", uma fruta muito comum na região conhecida como Kraemereck. A simplificação do nome se deu por conta dos primeiros colonos alemães da região, daí a palavra "Sapiranga".
História
Imigração alemã
Antes da emancipação, Sapiranga era considerada o quinto distrito de São Leopoldo. Existia a denominação tradicional do mundo luso, o Padre Eterno. Na época, era comum dar nomes a lugares. Os primeiros imigrantes alemães desembarcaram no Porto das Telhas, em São Leopoldo, no dia 25 de julho de 1824. Desde então, iniciou-se a história dos municípios que rodeiam o Vale dos Sinos. Esses imigrantes receberam lotes de terra, onde puderam dar início à sua habitação.
A partir da colonização alemã, iniciaram-se as modificações na estrutura do Rio Grande do Sul e do Brasil. Além disso, os colonos alemães implantaram uma nova filosofia de vida, onde o homem compartilhava seu trabalho braçal com toda a família. Dessa maneira, havia uma grande união entre os imigrantes, pois os mesmos estavam expostos às atividades de subsistência. Então, os vizinhos ajudavam-se em determinadas funções.
A cultura alemã, na agricultura, culinária, indústria, comércio, entre outros, foi se desenvolvendo desde os primórdios da história do município e se mantém até os dias de hoje. Detalhe interessante é que por muito tempo a língua alemã, apesar de não ser a língua oficial, foi muito mais corrente do que o português na cidade. As gerações mais antigas não falavam ou entendiam o português, e nas escolas, o alemão era ensinado como segunda língua às novas gerações. A língua portuguesa efetivamente foi tomando lugar na década de 1970, devido à intensa migração de operários oriundos de outras regiões do estado(que não conheciam a língua alemã)chegando em busca de vagas nas indústrias exportadoras de calçados.
Os muckers
Um dos momentos mais conturbados da história de Sapiranga se deu no final do século XIX. Jacobina Mentz e seu marido, João Maurer, fundaram uma seita religiosa no Morro ferrabráz. Muckers (em alemão significa falso santo[carece de fontes?]).
Jacobina e João Jorge Maurer se conheceram em Hamburgo Velho, na metade do século XIX. Casaram-se e mudaram-se para Leoner-Hof (como era denominada Sapiranga). Jacobina sofria de ataques epilépticos, desde criança, o que fazia com que ela fosse vista como vítima de um transtorno do sistema nervoso, agravados por leituras de natureza religiosa.
Além disso, Jacobina auxiliava o marido no curandeirismo. Naquela época, os médicos eram escassos. Então, as pessoas apelavam para os curandeiros. Aos poucos, Jacobina misturava a religião com o atendimento aos doentes, através de leituras de passagens bíblicas para os pacientes. Logo, ela tornava-se famosa por suas meditações milagrosas.
Os adversários de Jacobina, preocupados com os acontecimentos no Ferrabraz, realizaram um abaixo-assinado, levando a imprensa da época a tomar partido contra Jacobina.
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