Detalhes sobre a cidade de Atibaia
Origem do nome
Antes da fundação de Atibaia, este era o nome dado ao sítio onde hoje se encontra o município. Larga controvérsia tem havido entre os tupinólogos que têm procurado definir o verdadeiro significado desta palavra.
Segundo frei Francisco dos Prazeres Maranhão, em seu glossário de palavras indígenas, o nome Tybaia significa rio da feitoria.
Para João Mendes de Almeida, em seu Dicionário Geográfico da Província de São Paulo, teve origem no rio que lhe empresta o nome, concluindo: "Atibaia corruptela de Tipai, rio alagado. Por isso os antigos diziam Tipaia e não Atibaia, de Ti, rio; Pa, aférese de iupá, lagoa, alagadiço e I, preposição significando em, alusiva a correrem várzeas extensas por entre alagadiços".
Dizendo finalmente que devido à presença de uma serra em Atibaia, a origem do nome pode estar na mesma corruptela Tipai, morro dependurado. De ti, montão e pai, dependurado.
Entretanto Teodoro Sampaio diz que Atibaia, antigamente Tibaya, como escreveu Aires de Casal, significa água saudável, podendo ainda ser água trançada, revolta ou confusa.
Plínio Airosa, em valiosa colaboração para o jornal O Estado de São Paulo, conclui "Tibaia significa água salobra, acre, rio e água ruim poluída". Mas esse mesmo tupinólogo em seu livro Primeiras noções de Tupi, define: "Atibaia – (Ty-Baio) – o rio manso de águas tranquilas, de água agradável ao paladar".
Seja como for, hoje se escreve e se diz Atibaia. As formas Tybaia, Thibaya, Atubaia etc. já estão fora do domínio de nosso povo.
Fundação
A fundação do município de Atibaia está ligada ao contexto histórico da atuação dos bandeirantes, desbravadores que saiam à frente de pequenas comitivas para explorar terras virgens, em busca de índios e minerais preciosos. A maioria das expedições partia de São Paulo, e a rota mais procurada era a que levava aos tesouros das Minas Gerais. Tratava-se de uma viagem longa e árdua, que requeria muitas paradas para descanso e reabastecimento. A primeira delas, ainda nas proximidades de São Paulo, ficava numa colina banhada por um rio onde hoje se encontra Atibaia.
Jerônimo de Camargo, bandeirante descendente de uma das mais conhecidas famílias da vila de São Paulo, profundo conhecedor de toda a região, acabou por fixar-se no local e fundou uma fazenda de gado e, no alto da colina, construiu uma capelinha sob a invocação de São João Batista no dia 24 de junho de 1665, data que marcou a fundação do município, e na qual é feriado municipal atualmente.
Nesta mesma época, o padre Mateus Nunes de Siqueira chegou do sertão com um grupo de índios guarus catequizados e, por ordem da Câmara Municipal de São Paulo, instalou-os ao lado do sítio de São João Batista. O pequeno núcleo confirmou-se, então, como parada obrigatória para quem seguia em direção a Minas Gerais e o povoado começou a desenvolver-se lentamente.
Em 1679, a igrejinha passou a ser capela curada - isto é, a ter padre próprio - e, em 1687, recebeu a visita do Padre Providencial, que celebrou missa na localidade. Jerônimo de Camargo faleceu em Jundiaí, no princípio de 1707, mas seus descendentes deram continuidade ao trabalho nas fazendas de gado e à luta pela emancipação do vilarejo. Finalmente, por alvará de 13 de agosto de 1747, a aldeia tornou-se "freguesia" e assim nasceu o distrito de São João de Atibaia (ou Tybhaia, conforme a grafia da época).
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