Detalhes sobre a cidade de Porto Feliz
O início
Porto Feliz nasceu na margem esquerda do rio Tietê em um lugar que os indígenas nativos chamavam de Araritaguaba ('lugar em que as araras pousam para comer', em tupi). O mais antigo registro conhecido do local é de 1693 e refere-se a uma fazenda de Antonio Cardoso Pimentel que originou o povoado. Um decreto de 13 de outubro de 1797 elevou o povoado à categoria de vila e mudou o nome para Porto Feliz.
A cidade tem uma economia diversificada baseada na agricultura e em pequenos e médios estabelecimentos industriais. Na zona rural da cidade observamos o predomínio da monocultura da cana-de-açúcar.
A origem do nome Porto Feliz
A Vila de Porto Feliz foi criada no reinado de D. Maria I, rainha de Portugal. O documento de criação foi assinado pelo Governador da capitania de São Paulo, Antônio Manuel de Melo e Castro de Mendonça, no dia 13 de outubro de 1797.
O povoado às margens do lendário rio Tietê, chamado anteriormente Freguesia de Araritaguaba, pertencera até então ao termo da vila de Itu. Com a condição de vila, Porto Feliz alcançava a sua autonomia. A vila era uma unidade política e administrativa autônoma equivalente a município, com direito a ter Câmara e cadeia. Conquistada a condição, uma das primeiras providências deveria ser o levantamento do Pelourinho, uma coluna que simbolizava a autonomia, geralmente feita de pedra. O termo era o território da vila, dividido em freguesias. A sede do termo ficava nas respectivas vilas ou cidades.
O documento assinado pelo Governador concedia à freguesia de Araritaguaba a condição de vila, denominando-a Vila de Porto Feliz, e determinava a definição do território do termo, a ereção do Pelourinho, a demarcação do terreno para a construção dos Paços do Concelho e cadeia, a eleição de juízes, vereadores e demais oficiais da Câmara Municipal. O ato atendia ao pedido dos moradores da freguesia de Araritaguaba, que nesse sentido enumeravam os vários incômodos atribuídos à distância de léguas da sede do termo, a Vila de Itu. Mas, o Governador também o justificava por ser o local um porto frequentado por comerciantes das minas de Cuiabá e por expedições destinadas por Sua Majestade Fidelíssima aos vastos sertões, algumas delas chegando a alcançar a fronteira da América Espanhola. Em seguida, o Governador vaticinava: por isso, Porto Feliz tem toda a capacidade e disposição para vir a ser em poucos anos uma das vilas mais opulentas desta capitania.
Antônio Manuel de Mello e Castro de Mendonça tomou posse do governo de São Paulo em 28 de junho de 1797, tendo sido o décimo quarto capitão general da capitania. O seu mandato estendeu-se até 10 de novembro de 1802. Posteriormente foi enviado pela Coroa, a partir da Corte no Rio de Janeiro, como 32º capitão-general, ou Governador-geral de Moçambique, entre 14 de Agosto de 1809 e Agosto de 1812, tendo também sucedido a seu pai (interinamente?) no cargo de capitão-general dos Açores. Oriundo de uma velha linhagem da mais alta nobreza lusitana, os Mello e Castro, alcaides-mores de Colares, comendadores de Fornelos na Ordem de Cristo, composta ao longo dos séculos da expansão portuguesa por religiosos, militares, navegadores, vice-reis e governadores coloniais nas cinco partes do mundo, ele era conhecido como Pilatos, apelido já antes dado em Porugal, por brincadeira, a seu pai, Diniz Gregório de Mello e Castro de Mendonça, o Pilatos, fidalgo do Conselho del-Rei (conselheiro de Estado), 2º capitão-general dos Açores, quando ele comprara o célebre Palácio do Cunhal das Bolas, em Lisboa, a um rico comerciante do Bairro Alto chamado localmente pelo povo de "o Pilatos" - Diniz de Mello e Castro, seu pai, fora também o último Governador da cidade portuguesa africana de Mazagão, que entregou por ordem do ditador Pombal, em 1769, ao sultão de Marrocos, seguindo em 1770 a sua população a fundar no Brasil Vila Nova de Mazagão. O avô materno de Diniz, bisavô de António Manuel, D. Rodrigo da Costa (filho do heróico embaixador a França, conjurado na Aclamação do rei D. João IV, D. João da Costa, 1º Conde de Soure) 37º vice-rei da Índia, fora o 31º Governador do Brasil entre 1702 e 1705.
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