Detalhes sobre a cidade de Suzanápolis
Em 1960, o coronel Ernesto Schmidt (Ribeirão Preto, 16 de novembro de 1895 - Suzanápolis, 2 de agosto de 1977), filho do "Rei do Café" Francisco Schmidt, doou parte das terras da extensa Fazenda Tapir, para formar o Patrimônio de Santo Antônio do Oeste dentro do município de Pereira Barreto.
A região de Suzanápolis até Santa Fé do Sul e Jales foram as últimas terras de sertão no estado de São Paulo, portanto, as últimas a serem desbravadas neste estado.
O patrimônio recebeu, na época, o apelido de Nova Brasília. Formou-se, o novo patrimônio, no Largo da Matriz de Santo Antônio, onde surgiram várias casas de comércio, e, ao redor delas, as primeiras moradias, quase todas com paredes de madeira, do novo patrimônio.
De acordo com os mais antigos moradores, a família Schimidt sempre foi defensora da ecologia, mantendo na propriedade extensas reservas florestais que abrigam variadíssima fauna silvestre.
A comercialização fracionada dos lotes reflete, até hoje, na estrutura agrária do município de Suzanápolis, que tem uma parte predominante de pequenas propriedades.
Em 28 de fevereiro de 1964, O Patrimônio de Santo Antônio do Oeste foi elevado à categoria de distrito de Pereira Barreto, pelo governador Ademar Pereira de Barros.
Em 1970, o distrito passou a se denominar Suzanápolis, em homenagem a Herna Schmidt, (ou Susana), esposa do coronel Ernesto Schmidt.
O distrito de Suzanápolis foi elevado à categoria de município, com a denominação de Suzanápolis, pela lei estadual nº 7.664, de 30 de dezembro de 1991, desmembrado do município de Pereira Barreto.
O município foi instalado em 1º de janeiro de 1993 e possui só um distrito-sede.
Em 2002, a Fazenda Tapir foi desapropriada para Reforma Agrária, pois o coronel Ernesto Schmidt não deixou herdeiros.
Suzanápolis de antigamente
Nos primeiros anos não havia energia elétrica e nenhum asfalto. Havia um gerador a diesel, que produzia uma fraca luz elétrica até às 8 horas da noite. Depois vinha uma escuridão profunda que ia até o amanhecer. Havia uma estrada de terra que demandava Jales, e outra, também de terra, que demandava Pereira Barreto.
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