Detalhes sobre a cidade de Gararu
O município de Gararu está situado na zona do alto sertão sergipano, a noroeste do Estado, distando 161 quilômetros de Aracaju. Ocupa uma área de 598 quilômetros quadrados.Limita-se ao norte com o Estado de Alagoas, separado pelo rio São Francisco (também conhecido com rio da unidade nacional); ao sul com o município de Graccho Cardoso; ao leste com os municípios de Nossa Senhora de Lourdes e Itabi e, a oeste com Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória. Esta região era inicialmente chamada de "Curral de Pedra" dado a existência de Currais com muros de pedras, hábil e seguramente arrumadas, utilizados pelos fazendeiros locais para prender seus rebanhos de animais.Duas interpretações existem para explicar sua origem, segundo uma delas, contada por Francisco S. de Carvalho Lima Junior, em seu livro Histórias dos limites entre Sergipe e Bahia, Tomé da Rocha Malheiros foi um dos primeiros proprietários, pois obteve uma sesmaria de dez léguas, no princípio do século XVII, a partir da Serra da Tabanga.A outra versão relaciona os colonos portugueses como os primeiros habitantes que vieram refugiar-se na serra da Tabanga, tangidos pelo domínio holandês, iniciado em março de 1637.Após a expulsão dos holandeses, a região abandonada pelos seus ocupantes, sendo que mais tarde, a tribo indígena chefiada pelo cacique Grararu aí se fixou na confluência de um riacho (atual riacho Gararu) com o rio São Francisco. Os indígenas foram catequizados pelos jesuítas, possivelmente da missão de São Pedro, findada no século XVIII.As medidas do Marquês de Pombal motivaram a expulsão dos jesuítas e, consequentemente, o abandono desta área a qual foi ocupada por sitiantes do morgado de Porto da Folha (propriedade inalienável herdada por filho mais velho). A povoação de Curral de Pedra, presume-se que nasceu das mãos destes sitiantes.No local ergueram uma capela em louvor a Nosso Senhor Bom Jesus dos Aflitos, a qual foi transformada em sede da freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Porto da Folha, através da Resolução 473 de março de 1857.Em 10 de abril de 1875, a Resolução 1003, estabelece o desmembramento entre a povoação de Curral de Pedras, erigida em sede da freguesia de Nosso Senhor Bom Jesus dos Aflitos, de Nossa Senhora da Conceição da Ilha do Ouro.A portaria 1003 de 28 de março de 1876, modifica o nome de Curral de Pedras para Gararu em homenagem ao cacique, sendo que a 15 de março de 1877, a Resolução Provincial eleva a localidade à categoria de Vila.Com a divisão administrativa de 1911, que começou a vigorar em 1926, Gararu passa a ser sede da Comarca, compreendendo os termos jurídicos de Gararu e Porto da Folha. Em 1927, a Comarca foi extinta passando à comunidade de Propriá.A divisão territorial de dezembro de 1937, estabelece no município dois distritos: Gararu e Providência (atual município de Itabi, desmembramento de Gararu em 1953) sendo que Gararu volta à situação de Comarca em 1943.
PERFIL DO MUNICÍPIO
GARARU
I- Informações Gerais
- Distância para Aracaju: rodovia: 161 km; em linha reta: 104 km - Área: 649,9 km²; participação na área do Estado: 2,95 % - Municípios limítrofes: Porto da Folha, N. Sra da Glória, Graccho Cardoso, N. Sra de Lourdes e Itabi - Clima: precipitação média anual: 700,0 mm; temperatura média anual: 25,0 °C - Vegetação: capoeira, caatinga, campos limpos e sujos - Divisão por bacia hidrográfica rio S. Francisco: 649,9 km² ( 100,0 %) - Área pertencente ao polígono das secas: 100,0 %
II - Principais Recursos Hídricos Existentes
Informações dependentes do levantamento de campo, programado para o ano de 2003.
III - Fontes de Abastecimento dos Principais Núcleos Residenciais
Informações dependentes do levantamento de campo, programado para o ano de 2003.
IV – Pontos d’água (2002)
- Pontos d’água: 36 poço natural: 1 ( 2,8 %) poço escavado: 1 ( 2,8 %) poço tubular: 34 ( 94,4 %) - Propriedade dos poços tubulares pública: 3 ( 8,8 %) particular: 31 ( 91,2 %) - Situação dos poços tubulares em operação: 5 ( 14,7 %) paralisado: 5 ( 14,7 %) não instalado: 5 ( 14,7 %) abandonado: 19 ( 55,9 %) - Finalidade do uso dos poços tubulares uso múltiplo: 7 ( 20,6 %) sem informação: 27 ( 79,4 %) - Natureza do abastecimento dos poços tubulares abastecimento comunitário: 13 ( 38,2 %) abastecimento particular: 20 ( 58,8 %) sem informação: 1 ( 3,0 %) - Aspectos qualitativos dos poços tubulares água doce: 2 ( 5,9 %) água salobra: 1 ( 3,0 %) água salgada: 6 ( 17,6 %) sem informação: 25 ( 73,5 %) Gararu
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