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Detalhes sobre a cidade de Senador Firmino

A cidade de Senador Firmino, nos começos da Zona da Mata, é relativamente nova, data de 17 de dezembro de 1938. Mas, se o município é novo, o núcleo populacional é antigo, pois data do século XVIII. As publicações oficiais informam, erradamente, como sempre, que se iniciou nos primórdios do século XVIII. O descobrimento, sim, data da era do bandeirismo. O grande sertanista, Coronel Salvador Furtado de Mendonça, foi um dos grandes exploradores do sertão de Minas Gerais, e foi também dos primeiros. Ainda no século XVII percorreu vários sertões, a procura de ouro. Em 1700, descobria ouro no Bom Sucesso, nas proximidades de Ouro Preto. Esteve também em Mariana (1698), onde extraiu grande cópia de ouro. Alguns autores dão-no mesmo como fundador do arraial de que se originou a Vila de Ribeirão do Carmo. Entretanto, a verdade é que, quando chegou ao Ribeiro do Carmo, muitos “mineiros” já ali se achavam. Pois bem, mais ou menos entre 1701 e 1706 cuidava o Coronel Salvador de fazer sua roça, para alimentar seu grupo, que era numeroso; nesse meio tempo, mandou que seus filhos, Antônio Fernandes Furtado e Feliciano Furtado de Mendonça, explorassem o sertão, a procura de ouro e de terras férteis. Os dois irmãos, acompanhados de outros membros da bandeira, penetraram pelo sertão de Guarapiranga, já antes descoberto pala bandeira do Capitão Antônio Rodovallo Fonseca, fundador do arraial de São Caetano do Xopotó. E naquele sertão, descobriram realmente as minas de Bacalhau, Pinheiro, Rocha, Pirapetinga e Prazeres ou Lavras Novas, todas no sertão do Guarapiranga. Pois bem, Patrimônio do Rocha, a terceira mina mencionada, foi o primeiro nome do núcleo inicial, onde se formou, mais tarde, o povoado de Conceição do Turvo, topônimo tirado do nome do rio, que chamaram de Turvo e da patrona da Capela que foi erguida a Nossa Senhora da Conceição, que se transformou na querida e amada padroeira. Mas, os índios (coroados e carijós) aí eram terríveis, atacavam os brancos, destruíam-lhes as casas e as roças; por isso o povoamento não se fez com rapidez. Só depois de muitos conflitos é que os índios, se não foram totalmente aniquilados, foram pelo menos afastados; então é que se intensificou o povoamento lá pelos meados do século XVIII. Nessa época a maioria das sesmarias era concedida para essa região, que foi então, a que mais se povoou. Existe até um códice no Arquivo Público Mineiro, em que quase todas as sesmarias concedidas foram para a região do Guarapiranga. A 9 de maio de 1753, Dom Frei Manoel da Cruz, primeiro Bispo de Mariana, a pedido dos moradores, dava a provisão para a construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição e provê-la de Patrimônio, que ficou pertencendo à Freguesia de Guarapiranga até 1767 (14 anos). A 8 de julho de 1810 se fez à Capela a doação de um patrimônio por ventura de uns 100 alqueires de terras para o fim de se conservar a dita Capela e sustentar o Culto Divino. Não temos elementos para afirmar quando foi elevada a Curato. Mas, no começo do século XIX, lê-se, entre as povoações do Termo de Mariana: “Arraial e Curato de Conceição do Turvo”. Com a construção da Capela e a formação do Patrimônio, teria o arraial sido elevado à categoria de Curato sob o domínio da Freguesia do Pomba (durante 66 anos), que foi instalada em 25 de dezembro de 1767. Na primeira metade do século XVIII o povoado não foi muito notável em sua formação. Sabe-se que onde antes existia uma imensa floresta, animais ferozes e indígenas antropófagos, já se podia ver um caminho, boas vivendas, uma formosa Ermida sobre a proteção de Nossa Senhora da Conceição, um equipado moinho, um ótimo engenho de cana, um espaçoso curral, campos plantados, uma venda e o começo de um promissor comércio de importação entre o Patrimônio do Rocha, Vila Rica e Rio de Janeiro. Por volta do ano de 1780 a 1800 ao lado da pequena Capela de sapé havia aproximadamente umas quinze casas de pau a pique e este número ia crescendo muito lentamente. No entanto, em 1810, com a doação de 100 alqueires de terras para a formação do patrimônio da Capela o povoado vai experimentar o seu segundo período de progresso. Com a visão progressista dos sacerdotes que trabalhavam na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Guarapiranga que na época assistiam a Capela de Nossa Senhora da Conceição do Turvo que imediatamente trataram de negociar as terras doadas para que nelas fossem feitas as edificações e para levantar fundos para a edificação da Matriz, o povoado conheceu o seu primeiro surto desenvolvimentista provocado pela venda de pequenas glebas de terra e mais a chegada dos imigrantes italianos: Fiorillo, Ferolla, Durso, Benedicto, Caldeirani, Gammarano, Januzzi, Pascoallini, Vigoritto e Astoni-Fontanezzi. A região continuou sendo intensamente povoada, durante toda a segunda metade do século XVIII, com numerosos fazendeiros que se iam estabelecendo, com a concessão de sesmarias. Não temos elementos para afirmar quando o povoado foi elevado a distrito; mas podemos afirmar com segurança que, em 1 de abril de 1841, quando foi criado o município de Piranga, desmembrado do de Mariana, a Lei 202, que criou o novo município, já mencionava, entre os distritos que o compunham, o de Conceição do Turvo. Portanto, Conceição do Turvo era distrito em 1841, embora a Enciclopédia dos Municípios informe que o distrito foi criado pela Lei 1262, de 1865. Em 1850, um dos distritos de Piranga, Dores do Turvo, foi elevado a freguesia, ficando Conceição subordinada a essa nova paróquia (durante 15 anos). Mas, em 17 de novembro de 1865, pela lei nº 1249, foi extinto o município de Piranga, que só voltou a ser restaurado pela lei nº 1537, de 20 de julho de 1868. A lei nº 1262, de 19 de dezembro de 1865, determinava em seu artigo 7º: “Fica transferida a sede da freguesia de Dores do Turvo, do extinto município de Piranga, para o de Conceição do mesmo nome”. Ganhava assim, o arraial os foros de freguesia. Entrou a nova Matriz no gozo de seus direitos, com a tomada de posse do 1º Vigário Rev.mo. Padre Matheus Vigorito, provisionado pelo Rev.mo. Dom Antônio José Ferreira Viçoso (Bispo da Diocese de Mariana), e empossado pelo Rev.mo. Padre José Nicolau Bellot (pároco de Dores do Turvo) que havia cuidado desta Paróquia desde a sua criação em 19 de dezembro de 1865. Este fato que dizem ter se cercado de grande solenidade, e grandes regozijos dos habitantes locais, deu-se aos 18 dias do mês de Março de 1866. Tal acontecimento auspicioso foi, depois da fundação do próprio Arraial, o mais importante, certamente de sua história, porquanto abriu uma nova era cheia de benefícios de todo o gênero. (Site).

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